História O Fusca Rosa do Chanyeol - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Personagens Originais, Sehun
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Comedia, Exo, Fusca Rosa, Sehun, Yoosh11
Exibições 209
Palavras 2.838
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Primeiramente queria agradecer a Chanbaekings que mesmo sendo só na zoeira, deu esse plot — meio pwp ??? — maravilhoso. PS: a gente tava falando do carro caríssimo que o chan comprou e aí veio o fusca e boom ta ai kkkmk
Não considero bem crackfic porque sei la é uma oneshot ????
Manas, se vocês não leram minha outra fanfic, vai ler, tá? É angst mas é boa.
Ps²: apaguei o primeiro cap, resolvi juntar tudo logo.
Ps³: vai ter texting e se preparem para rir muito
Ps⁴: quem narra e o chanyeol

Capítulo 1 - Bendita Matemática


— Eu vou com meu carro — falei para o diretor da faculdade sobre o acampamento.

— Para isso, nós precisamos de uma autorização de seus pais — respondeu calmamente. — Posso ligar para eles?

— Claro.

Tratei de sorrir confiante na chance de eles concordarem do outro lado da linha.

— Mas é que seu filho está me enchendo o saco há uma semana! — gritou.

Bufou impaciente.

— OK, irei avisá-lo!

A conversa não durou muito, questão de dois minutos, com toda certeza era meu pai quem tinha atendido.

— Parabéns, Chanyeol, você vai com seu carro! — suspirou aliviado.

Meu sorriso foi inevitável, saí rapidamente da sala do diretor e comecei a fazer uma dancinha da alegria todo torto, parecendo mais um boneco de posto — aqueles que mexem os braços e batem de cara com o chão sem ritmo algum, apenas balançando.
 

Eu realmente era um boneco de posto ou farmácia, sei lá.
 

1,85cm, 24 anos, estudando artes.
 

Era essa a minha ficha.
 

— Chanyeol! — a voz de Baekhyun ecoou pelo corredor. Aah, como eu odiava aquele garoto... — Soube que vai com seu carro.

Ora, ora, temos um Sherlock Holmes aqui”, pensei.

— Vou sim, por quê? — respondi frio.

— Não sobrou vaga no ônibus porque Sehun pegou a última que tinha, então o diretor me disse para ir contigo, afinal, você tem um carro agora — sorriu.

Por quanto tempo eu fiquei fazendo minha dacinha de boneco de posto, afinal?

— Vou pensar no seu caso — ele assentiu bagunçando a franja longa no rosto antes de partir. — Por que diabos ele não corta essa franja?

Peguntei-me baixinho para que o garoto não escutasse. E ele não escutou, graças a Deus!
 

×××
 

185_PCY

Puta merda, Sehun! Por que você fez aquilo?

~ Entregue às 18:53pm.
 

Oh_Se_H_u_N

Eu fiz o que?

~ Entregue às 18:54pm.
 

185_PCY

Você pegou a última vaga do ônibus para o acampamento e agora eu vou ter que levar o Baek a.k.a nojento, no meu carro novíssimo!

~ Entregue às 18:54pm.
 

Eu estava tão estressado com Sehun que se não fosse o corretor do KakaoTalk, eu teria digitado tudo errado.
 

Oh_Se_H_u_N

Olhe, ele te odeia, você odeia ele... Foi assim que meus tios casaram.

~ Entregue às 18:56pm.
 

185_PCY

Ah vai tomar no cu!

~ Entregue às 18:56pm. 
 

Guardei o celular no bolso suspirando irritado. Saí do meu quarto e fui em direção ao quarto dos meus pais.

— Mãe, pai, precisamos conversar — falei.

— Mas não somos nós quem falamos isso? — meu pai questionou.

— A gente vai conversar ou não? — elevei a voz soltando um bocejo depois.

Mamãe sussurrou algo para papai, mas eu nem liguei para eles.

— Pois não, senhor Park Chanyeol? — ela deu dois tapinhas entre os dois para que eu sentasse na cama. E foi o que fiz.

Era engraçado ver como eu era enorme no meio deles.

— Eu quero meu carro logo! — praticamente mandei.

— Já conversamos sobre isso, querido... — papai respondeu.

Suspirei derrotado.

— Pode me dar alguma dica de como é?

— Foi sua irmã quem escolheu a cor — ela sorriu com uma leve risada após.

Fudeu.

— Mais alguma? — insisti.

— Não, não! — ele disse.

Levantei-me e olhei bem no fundo dos olhos do meu pai, falei:

— Como punição, você vai dormir lá no sofá da sala enquanto eu durmo aqui com a mamãe.

— Aah, qual é, Chanyeol? Você não tem mais cinco anos!

— Querido, deixe-o dormir aqui comigo — eu estava soltando fogos de artifício por dentro —. Afinal, amanhã e aniversário dele!
 

VAI TOMA, VAI TOMA SEU GOSTOSO!
 

Meu pai suspirou se dando por vencido, pegou o travesseiro e uma coberta indo em direção a sala.

— Mamãe... Amanhã é meu aniversário, mas nem vou ficar em casa por causa do acampamento... — comentei fazendo uns desenhos imaginários no ar. Ela se calou. — Você acha que eu vou ser um vagabundo sustentado pelos pais para sempre? Nem tenho uma namorada ou um namorado.

— Afinal, você é gay ou hétero? Se for gay, tudo bem em se assumir.

— Se hétero que é hétero não precisa se assumir, por que eu tenho que me assumir?
 

Pronto, me entreguei.
 

— Eu sempre soube desde quando tinha 13 anos e sem querer deixou escapar que gostava de um... Baek...? Baekhyun, né?
 

“Aah não essa história de novo, não!”
 

— Não quero falar dele, mãe...

— Ele te machucou muito?

— Tenho até hoje a cicatriz no meu peito.
 

Eu vou explicar de uma forma rápida: quando tinha 13 anos, me apaixonei pelo Baekhyun. Ele era muito lindo — e ainda é —, o via sempre no metrô e consegui até ficar amigo dele... É, meu primeiro amor idiota! Até que um dia, na escola, escutei Sehun comentar que ele já tinha uma namorada, mas eu não desisti, não deixei aquilo me abalar; porém, chegou uma hora em que precisei cair na realidade, voltar a pôr meus pés no chão... E foi do pior jeito, sim, isso mesmo, beijando aquela coisa com um cabelo longo e preto, com o bico do peito apontado e maior que ele! Desde então, eu o odeio, odeio por ter quebrado meu coração e feito de brinquedinho.
 

Ah, mas ele vai ver! Vai ver eu passando com meu carrão de luxo importado da Alemanha na frente da casa dele. Vou colocar óculos escuros e ir de terno para o enterro dele!
 

— Você não deveria guardar rancor — ela conseguia ler minha mente, puta merda!

— E eu não guardo.

— Chanyeol, não tente mentir para sua mãe! Conheço-o melhor que si mesmo.

Silêncio.

— Não dá pra gente simplesmente dormir?

— Ai ai, Chanyeol, não sei porquê você sempre fica de mau humor antes de seu aniversário.

— Se nem a senhora que me conhece melhor que o próprio aqui sabe, imagina eu.
 

VRÁ.

 

×××

 

— Ah, não pode ser — peguei dois limões para espremer nos olhos ao ver aquele carro.

— Você não gostou, Chanyeol? — Yoora perguntou.

— É... — eu nem sabia o que responder.

— Então você amou! — Yoora começou a gritar em “AaaAaaAAaa”. Eu gostava um tanto da minha irmã, não queria magoá-la então apenas concordei com a cabeça; ela pulou em mim e começou a me dar muitos beijos no rosto.

— Se você quiser, eu te levo no shopping ou sei lá o quê — sugeri.

— Na verdade, hoje eu tenho que ir trabalhar... Não consegui vaga hoje — sorriu triste. — Mas amanhã, eu juro que vou estar aqui o dia todo, ok? Te amo, Chanyeol! — ela foi se distanciando até entrar no táxi. — Tchau! — consegui escutar seu grito.

Era injusto! Meu pai tinha o carro do ano e minha irmã então nem se fala, com aquele salário podia comprar um carro de luxo a cada mês, mas não sabe dirigir então... Fudeu pra ela!
 

Käfer, Carocha, Fuca, Fuque, Funascar, Besouro, Beetle... Era um FUSCA e ROSA.
 

Eu nunca quis tanto matar minha irmã, ela tinha feito aquilo de propósito! Eu sabia!
 

No entanto, era feito na Alemanha, mas não era de luxo e mal ligava. O volante então parecia o pau do meu pai de tão fino — não me perguntem como vi o pau do meu pai, não quero lembrar deste dia horrível —. Aaah, e agora? O que Baekhyun vai falar de mim? Imagina as piadinhas depois... Puta merda, prefiro ir todo dia de metrô gastando toda minha mesada na passagem do que ir com este jabuti rosa escandaloso.

— Não gostou, né? — mamãe me chamou no canto perguntando calmamente.

— Quer saber a verdade...? É horrível! — respondi batendo a cabeça no volante, soltando o barulho daquela buzina que tocava “Eu Não Sou Cachorro Não”. — Aah!

Mamãe riu. Riu alto.

— Seu pai ganhou isso de seu avô e decidiu dar a você. Então, quando tiver o seu próprio dinheiro, pode pagar um carro novo e se estiver faltando, a gente quita, ok? Desculpe por isso, Chanyeol.

— Tá tudo bem — sorri forçado, ela jogou-me a mochila pela janela e sorriu.

— Boa sorte!
 

Celular vibrando.
 

Oh_Se_H_u_N

E aí, como é seu carrão? Parabéns, cara!

~ Entregue às 09:27am.
 

Rosnei.
 

185_PCY

Um fusca rosa escândalo!

~ Entregue às 09:27am.
 

Sehun não respondeu, provavelmente estava rindo da minha cara do outro lado.
 

“Espero que ele se engasgue com a própria saliva”, pensei tentando ligar aquele troço de 1960.
 

Saí dirigindo pela grande Seul com meu fusca rosa o que deu em flashes, flashes e mais flashes... Ai, como eu odiava esse povo! Não sabe apreciar os gostos mais antigos.
Baekhyun não morava muito longe da minha casa — em comparação a Sehun... —,  então nem demorou muito para chegar lá.

— Então este é o seu carro? — Baek perguntou rindo feito uma égua.

— Ah, vai a merda! — retruquei. — Monta logo aí!

— “Monta logo aí” — falou com desdém — Por acaso, um fusca virou um cavalo agora?

— O fusca é meu e se eu quiser eu chamo ele de Zézinho Gasolina.

Eu não estava com paciência alguma para piadinhas sobre meu carro de 25 anos.

Byun sentou-se ao meu lado deixando as duas mochilas no banco de trás.

— Desculpe aí, esquentadinho.

Revirou os olhos.

Revirei os olhos.

— Ei, eu fiz isso primeiro! — disse.

— Fui eu, ok? Encerrou aqui! — retruquei mais uma vez.

Era incrível como ele conseguia me tirar do sério.

— Claro que não, fui eu! — mostrou a língua.

— Quem mostra a língua quer beijo.

— O seu? Haha, prefiro beijar uma buceta, querido.

— Ora, ora, temos um falso hétero aqui...
 

Silêncio.
 

— Eu sou hétero, tá? Sou muito hétero!

Eu só conseguia rir.

— Quanto que é metade de 4 + 1? — perguntei mudando o assunto, não gostaria de uma discussão ali.

— 3, ué, porque metade de 4 é 2 e com mais 1 fica 3.

— Obrigado.

Terminei de fazer o trabalho de matemática do meu primo, ganhava dinheiro fazendo trabalhos escolares com resposta de outras pessoas. Olha, posso não ser muito inteligente, mas sou esperto quando o assunto é dinheiro.

— Park Chanyeol! — ele me deu um tapa no ombro após ver o uso daquela resposta.

— Ai! — gritei perdendo o controle do carro.

 

E foi aí que fudeu tudo.

 

— Aah, Baekhyun, seu desgraçado! — gritei enquanto o fusca descia barranco a baixo.

— A culpa é sua! — ele gritou de volta.

— Foi você! — dane-se o fusca.

Larguei o volante e me virei para Baekhyun, no mesmo instante, ele me deu um tapa desgraçado no meio das bochechas.

Segurei forte em seu pulso.

— Para Park!
 

Plaft!
 

O carro bateu numa árvore e saiu fumaça até do cú dele.

Sai do carro tossindo juntamente com Baekhyun.

— Que ótimo, Byun! Por sua culpa bati o carro.

— Por minha culpa? — retrucou. — Que culpa eu tenho se você é um burro e não sabe matemática?

— Que maravilha, nem quando eu tô querendo fugir de matemática, ela aparece pra me fuder de novo!

Baekhyun riu, porém logo parou.

— Você riu.

Aah, como eu adorava implicar com ele.

— E-Eu não! Agora vem aqui e me ajuda a subir na árvore pra pegar sinal e ligar pro Luhan!

Revirei os olhos, abaixei-me na sua frente para subir nas minhas costas. Foi o que fez.

— Mais alto! — fiquei na ponta dos pés, eu era alto, mas a árvore era maior. — Mais, mais, mais! Mais, Chan... Awn...

Segurei bem forte naquela bunda gorda. Parecia uma cadela gemendo no cio, mas só assim calava a boca.

— Parece uma cabra parindo. — comentei.

— Olha aqui, Chanyeol — Baekhyun começou a falar colocando os pés no chão e o celular no bolso.

“Lá vem...”, pensei.

— Se você acha que pode sair me tratando assim como qualquer um de seus amigos, seja lá Sehun ou Jongin, está enganado! Além do mais, não saia tocando meu corp-

Ataquei aqueles lábios, eram macios.

Calar Baekhyun no meio do mato seco ao lado de um fusca rosa, foi a melhor coisa que já fiz.

De alguma forma, ele retribuía. Ah, como era gostoso... Toquei em sua cintura trazendo-o mais para perto; era como se ele desejasse isso há anos e anos.

— Me fode logo se é o que quer com esse beijo. — falou.

Eu fiquei “Que?”, mas depois fiz uma análise: quando eu ia perder minha virgindade se não fosse ali?

Abri a porta do carro e deitei aquele corpo magro — embora farto nas pernas — na parte de trás, ficando por cima.

Não demorou muito para não me livrar de sua camiseta e beijar o abdômen liso... Ah, como eu adorava pornô com garotos assim...

— A-Ah — Baekhyun era um tanto sensível ali em seus botões. Tão pequenos e rosados... Não resisti, tive que passar minha língua ali. A cabeça dele repousava nas mochilas e eu conseguia escutar o barulho dos chips sendo quebrados.

Sua reação aos meus toques era uma pontada no ventre... Tão fofo.

Retirei seus shorts escuros, enfiei-me entre suas pernas e fiz um caminho de beijos até sua virilha antes de tirar a cueca e começar a chupá-lo.

— C-Chan... Chanyeol...

Levou dois dedos até sua boca para abafar os gemidos, mas eu o impedi colocando os meus dedos, deixando o garoto molhá-los bem. Depois de achar o suficiente, penetrei meus dedos nele que gemeu alto — graças a Deus estávamos perdidos no meio do mato —, sorri em satisfação.

Usei a outra mão para abaixar minha bermuda, Baek tirou meu boné e agarrou meus fios escuros pedindo por mais um dedo — pelo menos foi o que pensei e fiz —.

— Chan... Você... E-Eu...

Por algum motivo, ele não conseguia formar frases.

— Dói? — perguntei tirando a boca de seu membro.

— U-Uh...

Aquilo soava como um “sim”, por isso, tirei meus dedos substituindo pelo meu pau.

Não era grande, mas também não era pequeno, era... Normal.

Enfiei tudo, ele praticamente gritou e eu senti uma fiscada desgraçada que precisei gemer alto também.

Tirei umas conclusões rápidas: Byun Baekhyun era virgem... Era.

 

×××

 

Um tempo depois, fomos encontrados por um grupo de estudantes que passava por ali. Eles nos levaram até o acampamento e,  infelizmente — ou não —, o fusca teve de ficar ali todo amassado na árvore.
 

Novamente, dois estranhos... O que ele queria com aquilo? Tornar-nos dois estranhos mais uma vez? Por quê?
 

Já o conhecia bem, cada parte de seu corpo foi tocada e sim, tinha carinho ali. Eu podia sentir um pouco de desejo naquele último beijo.
 

— Coloca no viva-voz — pedi.
 

Onde vocês estão? — era Sehun no outro lado da linha.

— Eu não sei bem... Tô com medo, Hunnie — Baekhyun respondeu.

Calma... — respondeu abaixando a voz gradativamente. — Passa pro Chanyeol, não gosto de brigar com bolinhos como você!

Byun passou para mim e Sehun começou a gritar:

ORA, SEU FILHO DA PUTA! QUER ME MATAR?! ONDE VOCÊS ESTÃO MAIS OU MENOS...? PUTA QUE PARIU, VAI A MERDA, FIQUEI ESPERANDO E NADA!

— SEHUN, CALMA AÍ! — gritei de volta. — Estamos num posto de gasolina.

Por acaso é um vermelho com azul? — perguntou.

— Sim.

— Fala pro Sehun que eu amo ele, preciso ir ao banheiro agora — pediu Baekhyun.

Baek falou alguma coisa?

Esperei o menino sair dali para responder:

— Não.

Aah... Enfim, vou falar para ir buscá-los, mas se prepare para a bronca depois!

E desligou.

— Sabe... O que são os gritos do diretor comparado aos que meu coração dá pedindo para confessar meu amor adormecido?
 

Silêncio.
 

— Você falou para ele?

— Falei.
 

Mentira.
 

Precisava conversar com o Baekhyun, mas não ali no posto.
 

E voltamos a ser estranhos.

Doía, cortava, rompia... Argh!

 

×××

 

— Channie... — Baek me chamou manhoso dentro do ônibus. Estávamos sozinhos.

— HM?

— Tome isto — entregou-me um papel.

— Mas o que...?

— É uma carta, ela pode mudar tudo. Escrevi enquanto estava no banheiro... Eu acho que preciso parar aqui.

Levantou do banco.

— Baek... Fique.

Pedi calmo.

— Você vai entender e além disso, minha mãe proibiu-me de ir no acampamento — riu baixo. — Preciso voltar para casa.

— Aah, tudo bem — ele se abaixou um pouco e desferiu um beijo carinhoso nos meus lábios... Era uma despedida? — Adeus, Baek.

— Adeus, Yeol.

Fitamos um ao outro por 9 segundos antes dele se virar e caminhar até o motorista.

— Senhor Woo? Pode parar aqui? Minha mãe não me deixou ir no acampamento...

Então o ônibus parou. Não sei porquê, mas eu não queria que ele fosse, não assim sabe? Ele transa comigo e vai embora como se eu fosse algum tipo de prostituto?
 

“Chanyeol, Chan, Channie, Yeol?

Como devo chamá-lo? Bom, isso não importa, não é mesmo,  Park?

Eu tenho que explicar algumas coisas... Lembra de quando tínhamos 13 anos e eu beijei aquela garota na sua frente? Pois é, eu não queria fazer aquilo, mas eu fiz. Seu coração deve ter se partido em mil, mas também doeu em mim. Doeu porque eu te amava, sempre te amei. Desde quando comecei a observá-lo melhor, seus toques eram tão quentes, tão profundos... Então eu me apaixonei gradativamente.

Eu tinha um motivo: não queria me apaixonar. Éramos jovens, não gostaria de me prender.

Alguns minutos atrás eu te disse para dizer ao Sehun que eu o amava, mentira — Eu sempre amei a você! —. Eu sabia que não iria falar, por isso fiz esta carta... Não consigo mais continuar com esta culpa. Eu desperdicei a areia do meu caminhão, o rosa do meu fusca.

Espero que trilhe bem essa jornada, meu príncipe.

Com todo e mais puro amor, um garoto que te amou em segredo. De longe. Sem pressa.”

 

 

E nós tínhamos guardado o amor por orgulho.


Notas Finais


Twitter: @boygroupain
Beijos na bunda, tchau ~


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