História O Gamer e o Poeta - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Games, Originais, Poesias, Romance Gay, Yaoi
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Palavras 1.613
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Tenham uma ótima leitura.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction O Gamer e o Poeta - Capítulo 4 - Capítulo 4

Casa do Matthew.

 

Raphael não esperava que tivesse tantos hematomas (ainda no início) em seus braços e pescoço, mas tinha. Também não esperava que tivesse uma solicitação de amizade e uma mensagem do garoto que o salvou em seu Facebook, mas, para sua surpresa, tinha. Raphael não pôde conter um sorriso, este que se desfez com a mesma facilidade em que surgira.

Não crie expectativas, idiota. Você sabe que as chances de ele querer ser seu amigo são baixas. Ele só está sendo bonzinho. Ele tem pena de você, dizia em pensamento para si mesmo enquanto respondia a mensagem de Matthew.

Raphael guia o cursor do mouse até o perfil do seu “salvador” e clica no mesmo. Em poucos segundos o link já havia sido carregado. Raphael observou tudo: o nome, a quantidade de amigos, a foto de capa e, por último, a foto de perfil. O moreno clica na imagem e a mesma abre quase que no mesmo instante. Nesta foto Matthew usava o tão popular filtro de cachorrinho do Snapchat. Estava com a expressão serena, sem sorriso. Apoiava a cabeça na destra enquanto olhava com seus olhos verdes a câmera frontal que o fotografara.

Raphael olha o número de curtidas, eram, no total, vinte curtidas mais de trezentos “amei”. A quantidade de comentários era maior ainda. Raphael quis ver todos. Havia garotas o elogiando, pedindo para as namorar, praticamente se doando para ele. Também havia alguns garotos que ou faziam o mesmo que as garotas ou apenas diziam alguma besteira de amigo. Independente do comentário ou de quem o enviou, todos estavam respondidos. As garotas que diziam que queriam ficar com ele, tinham uma resposta positiva, os meninos também.

O moreno morde o lábio inferior com força. Observava a foto de cada pessoa que comentara na foto de olhos esverdeados, alguns eram lindos, outros mais ou menos, outros faziam Raphael até se achar bonito. Por que estava tão nervoso com os comentários? Não sabia. Talvez soubesse, mas não aceitava. Viu, já está aí, achando que ele é somente seu amigo.

O Facebook o notifica que uma nova mensagem havia chego. Raphael clica no ícone de mensagens e vê que Matthew havia o respondido. Como mágica, todo aquele sentimento ruim se esvaiu. Raphael abre a mensagem e responde Matthew.

Ficaram conversando por apenas 10 minutos. Raphael diz que está com sono e desliga o notebook. Claro que era mentira. Nunca falara com ninguém sobre sua vida social, poderia estar ficando louco. Foi por causa do que ele fez, claro. Estou me sentindo assim porque ele me ajudou hoje. Com esse pensamento na cabeça, Raphael se deita e dorme.

 

/~/~/~/

 

(Domingo)

Raphael acorda com os raios de sol escapando pelas frechas da cortina e beijando seu rosto. Solta um bocejo e abre os olhos lentamente. Se vira para o lado oposto do da janela e observa seu notebook ainda aberto próximo de seu rosto, sobre a cama. Ficara até de madrugada falando com Matthew. Descobrira que Matthew é gamer, que gosta de filmes de comédia romântica, séries, Rock e que adora fazer novas amizades, tanto virtualmente quanto pessoalmente. Descobriu, também, que o garoto já havia se formado e tinha 18 anos de idade. Raphael evitou falar o máximo possível sobre si. Apenas disse ter 15 anos, estar no ensino médio, gostar de livros, poesias, filmes de terror, animes e Rock.

Raphael pôde perceber que Matthew puxava assunto até sobre o preço da batata no mercadinho. Por outro lado, o moreno nunca sabia o que falar. Na verdade, tinha medo de falar besteira e perder a única pessoa na qual conversa. Claro que Raphael já conheceu pessoas virtualmente, mas no momento só falava com uma, Johnny, um garoto que conheceu um dia antes de conhecer Matthew.

Johnny era um garoto legal, bonito e inteligente. Tinha os mesmos gostos de Raphael, por isso estavam se dando bem.

O garoto liga o computador, digita sua senha e observa a sua tela inicial aparecer, mostrando seu wallpaper do Ciel Phantomhive, seu personagem favorito de seu anime favorito, Kuroshitsuji.  Raphael leva o cursor do mouse até o ícone do Google Chrome e dá dois cliques neste. Acessou rapidamente seu Facebook. Havia duas mensagens, uma de Johnny e outra de Matthew. Raphael responde primeiro Johnny.

 

Matthew Torres: Oi.

 

Raphael Smith: Bom dia.

 

Matthew Torres: O correto não seria “Boa tarde”?

 

Raphael Smith: Que horas são?
 

Matthew Torres: 13h:45.

 

Raphael Smith: O que? A culpa é sua.

 

Matthew Torres: Por que a culpa é minha?

 

Raphael Smith: Você me fez ficar acordado até tarde.

 

Matthew Torres: Não tenho culpa se você gostou de falar comigo.

 

Raphael Smith: Idiota.

 

Matthew Torres: Quer vir aqui em casa hoje?

 

Raphael Smith: Por que?

 

Matthew Torres: Para conversarmos, nos vermos, assistirmos um filme. Andrew está aqui também. E como minha mãe 2 me deixou sem videogame, estou mergulhado em tédio profundo. Vem, por favor.

 

Raphael Smith: Vou pensar...

 

Matthew Torres: Por favor, baixinho.

 

Raphael Smith: 1) O.k., eu vou; 2) se me chamar de baixinho de novo, arranco seus dedos e sua língua, entendido?

 

Matthew Torres: Eba! E, k.

 

Raphael Smith: K?

 

Matthew Torres: Gíria de gamers.

 

Raphael Smith: Ata. Vou só tomar um banho e já vou aí. Aproposito, onde você mora?

 

Matthew Torres: *endereço*

 

Raphael só visualiza e corre para o banheiro. O garoto toma um banho quente e relaxante, porém, rápido. Este veste uma blusa moletom preta, uma calça jeans também preta e um All Star da mesma cor. Já devidamente pronto, Raphael anota o endereço em uma pequena folha de papel e a coloca no bolso. Vai até o hall de entrada, sai da casa e tranca a mesma.

O moreno conhecia o lugar onde Matthew morava. Era um bairro nobre, próximo de onde morava, então não foi preciso pegar um ônibus. Só se passaram quinze minutos até Raphael chegar em uma casa com a frente quase totalmente feita de vidro, senão por algumas partes de parede branca. Não havia portão, o acesso era direto à porta da casa.

Raphael se aproxima da porta de vidro da casa e toca a campainha da parede à sua esquerda. Um som suave se espalhou por toda a casa. Raphael mordia o lábio inferior e se balançava para frente e para trás levemente, ansioso e nervoso, quando Matthew abre a porta e olha para o pequeno garoto na sua frente com um sorriso no rosto.

– Finalmente nos reencontramos, bai... Raphael. – Matthew sai da frente do mais novo, dando passagem para este entrar. – Entre, por favor. Vamos para meu quarto.

Raphael o olha estranho por alguns segundos, então entra na casa. Não pode deixar de soltar um “uau” ao ver o interior desta. Era tudo branco e bege, dando a impressão do lugar ser maior do que já era. Pelas paredes de vidro a luz do sol de outono entrava, iluminando o hall de entrada e a sala de estar.

– Vem, vamos pro meu quarto. Andrew está nos esperando.

Os dois garotos sobem a escadaria que levava até um corredor branco com algumas portas espalhadas por ele. Matthew anda até a única porta diferente do corredor, uma com pôsteres de alguns games que Raphael nunca ouvira falar. Matthew abre a porta e entra em seu quarto, puxando Raphael para dentro pelo braço. O garoto não pôde conter uma careta de dor, pois ainda sentia algumas fisgadas em seus braços.

– Cuidado com ele, seu imbecil. Não está vendo que ele ainda não se recuperou totalmente dos machucados? – Andrew dá um tapa na cabeça do amigo.

– Desculpa, Andy – Matthew esfrega o local atingido. – Doeu, caramba. Eu também ainda estou machucado.

– Você não estaria machucado se não fosse um grandalhão metido a besta e intrometido.

– Me desculpe por isso – Andrew e Matthew olham para Raphael sem entender sobre o que ele estava falando. – Se não fosse por mim, você não estaria machucado e nem levando sermão do seu amigo. E o Andrew não teria batido a cabeça. Sinto muito por isso – Raphael abaixa a cabeça e encara os próprios pés.

– Está vendo o que você fez, Andrew? Agora o Rapha está achando que a culpa é toda dele. Que bela pessoa você é.

– Ah, quer dizer que agora a culpa é minha?

– Acho que foi exatamente isso que eu disse.

Os dois amigos começam a discutir. Raphael já havia deixado as mãos cobrindo seus ouvidos, não gostava de ouvir discussões. O menor entre eles grita um “chega” e os dois se calam, dando total atenção ao garoto de lentes lilases. Os dois abaixam a cabeça, arrependidos e pedem desculpa.

– Vamos ver um filme – diz Raphael.

– Claro! Qual? – Matthew já ligava a enorme televisão e entrava na Netflix.

– Tanto faz – Raphael se senta na ponta da cama de casal do de olhos verdes, sendo seguido pelo loiro que se joga na cama.

– Que tal Amizade Colorida?

– Pode ser – diz Andrew.

Raphael apenas dá de ombros.

Matthew coloca o filme e se deita no meio da cama, chamando Raphael para se deitar ao seu lado. Depois de muita insistência, Raphael cede ao pedido e se deita ao lado do maior, mas mantendo certa distância.

Se perguntassem a opinião de Raphael sobre o filme, este diria que foi razoável. Engraçado e divertido, mesmo que nas cenas em que era retratado sexo o menor corasse e cobrisse os olhos com os dedos, tal como uma criança com medo do filme de terror. Sempre que olhava disfarçadamente para os garotos ao lado, sentia uma fisgada no peito. Os dois eram tão próximos que pareciam ter uma amizade colorida, assim como no filme.

É, mesmo não gostando da ideia, Raphael agora tinha certeza de uma coisa: essa fisgada que estava sentindo era ciúmes.


Notas Finais


Corrigirei os erros mais tarde.


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