História O Gamer e o Poeta - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Games, Originais, Poesias, Romance Gay, Yaoi
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Palavras 1.431
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


A partir desse capítulo, vai ter momentos em que Raphael vai cantar. Colocarei a letra e a tradução no capítulo.
Obrigado pelos favoritos.
Tenham uma ótima leitura.

Capítulo 5 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction O Gamer e o Poeta - Capítulo 5 - Capítulo 5

            O filme acaba e Raphael percebe não ter prestado atenção em quase nada, pois, querendo ou não, sua atenção ia toda para o garoto ao seu lado e o amigo deste. Os créditos ainda ocupavam a tela quando Andrew se levantou da cama.

– Vou ir para minha casa – diz o loiro.

– Acho que vou indo também – Raphael se levanta.

– Mas por quê? Ainda está cedo – Matthew forma um bico nos lábios carnudos e vai até os dois garotos que já estava do lado da porta do quarto.

– Olhe pela janela como o tempo está. Vai chover bastante essa noite, e eu realmente preciso ir. Mas o Raphael pode ficar com você.

– O quê? Por quê? – Diz o menor. Raphael não sabia se queria ir ou ficar, mas na dúvida, preferia ir para a própria casa.

– O garotão aí tem medo de trovões.

– Cala a boca, Andrew!

– E como os pais dele só vão voltar mês que vem, ele ficaria sozinho.

– Mas eu preciso ir pra casa. Tenho aula amanhã.

– Raphael, amanhã é feriado – Andrew bagunça os fios do menor e faz um biquinho. – Por favor.

– Mas...

– Você não vai morrer de passar a noite aqui.

Raphael arregala os olhos e se engasga com a própria saliva.

– Dormir aqui?

– Por que está tão receoso? – Diz Matthew. – Eu não vou tentar nada com você, se esse é seu medo. Também poderíamos ver mais filmes e conversar mais – o mais alto abre um sorriso, e Raphael quase suspira. Aquele era o sorriso mais belo que já teve a honra de ver.

O garoto de lentes lilases pensa um pouco sobre a proposta. Poderia não ser tão ruim. Nunca teve um amigo para poder ir dormir na casa deste, conversar até tarde sobre coisas banais e ver filmes idiotas. Poderia ser divertido.

Raphael suspira.

– Tudo bem, eu fico.

Matthew sorri novamente para o Raphael, e este abaixa a cabeça, corado.

Os três descem a escadaria e vão até o hall de entrada. Andrew se despede do amigo com um toque de mãos e apenas acena para Raphael. O mais novo apenas observa o loiro desaparecer ao virar em uma curva na esquina. Andrew tinha razão, iria chover. O céu estava extremamente cinzento e ainda não era nem 17h:00. Os raios de sol que antes entravam pelas paredes de vidro agora estavam escondidos atrás das nuvens carregadas de água e prontas para começar a chorar sobre a cidade.

Agora que começou a pensar no que tinha acabado de acontecer. Iria passar a noite na casa de alguém que ele quase nem conhecia. Estariam sozinhos. Só Raphael e Matthew, Matthew e Raphael. Foi aí que quase entrou em pânico. Como pôde ter aceitado isso? E se ele me sequestrar? E se ele me matar? E se ele me trancar no porão da casa dele? E se ele me... Tá, calma Raphael. Ele não vai fazer nada.

– Está tudo bem? – Raphael dá um pulo ao sentir a mão de Matthew em seu ombro, o despertando de seus pensamentos.

– C-claro. Por quê?

– Estava com uma cara estranha. Quer comer alguma coisa? Eu estou morto de fome.

Raphael balança a cabeça positivamente e ambos partem para a cozinha. Era totalmente branca. Havia tanta coisa sobre o enorme balcão que Raphael se perguntou se eles realmente usavam tudo aquilo. Matthew vai até a enorme geladeira prateada e a abre.

– O que vai querer? Tem pizza, bolo e... hmm, tem a torta do Andy. É uma delícia. Quer provar?

Raphael dá de ombros e se apoia no balcão, observando cada movimento do moreno de olhos verdes. Matthew tira a vasilha de vidro com meia torta salgada dentro. O mais velho corta uma fileira da torta e a coloca em um prato de vidro transparente, o levando ao micro-ondas e colocando para esquentar por um minuto.

Estava tudo muito silencioso, exceto pelo barulho do micro-ondas e das gotas de chuva que começavam a cair, bater contra a parede de vidro e escorrer. O cheiro da torta começa a invadir as narinas de Raphael, fazendo seu estômago roncar e o garoto corar ao ouvir a risada de Matthew.

O apito do micro-ondas faz Matthew abrir a porta deste e pegar o prato com a torta quente. O mais velho sente os dedos esquentarem e corre até a mesa da sala de jantar, deixando o prato sobre ela. Matthew começa a assoprar os dedos doloridos enquanto Raphael se segurava para não rir, sem sucesso.

Matthew fuzila o menor com o olhar e este agora ria alto. O garoto de olhos esverdeados não pôde segurar um sorriso. Raphael tinha uma risada linda e contagiante, Matthew conseguiu perceber, mas também havia percebido que o mais novo quase nunca ria. Estava sempre com a mesma expressão fechada, que nada dizia para ele. Não era capaz de saber se Raphael estava feliz, bravo ou triste pela sua expressão, mas naquele momento ele sabia apenas uma coisa: faria de tudo só para ouvir novamente a risada do menor.

Os dois comeram da torta silenciosamente, não sabiam como puxar assunto. Depois foram para sala. Matthew e Raphael estavam sentados no sofá enquanto viam um programa qualquer que passava na televisão. Matthew ria com uma cena do programa, mas um relâmpago corta o céu cinzento e junto dele veio o barulho alto de um trovão. O mais velho dá um pulo no sofá e se aproxima mais de Raphael, com os olhos fechados e as mãos cobrindo os ouvidos.

Raphael olha para Matthew que estava todo encolhido ao seu lado. O garoto não sabia o que fazer. Andrew estava falando sério, Matthew realmente tinha medo de trovões.

– Ei – Raphael cutuca o braço musculoso do rapaz. – Está com medo, huh? – Matthew diz que sim com a cabeça – Fica calmo. Olha, são só barulhos, não vão te fazer mal algum. Eu estou aqui, está bem? Não precisa ter medo. O que acha de fazermos algo para te distrair, Matt?

– Tipo o quê?

– Eu não sei – Raphael ri nervoso. – O que sugere?

– Eu também não sei.

Outro som ecoa do lado de fora e Matthew se encolhe mais. Raphael sem saber o que falar ou fazer, abraça o rapaz de olhos verdes de forma desajeitada, puxando-o para si. E como se já não bastasse a tempestade, a energia resolve os abandonar, deixando a casa mais escura do que já estava. Raphael murmura um “ótimo” e bufa.

 

~.~.~

 

Matthew se sentia um completo imbecil por estar agindo daquela forma na frente de Raphael, mas não era capaz de controlar seu medo. Os barulhos se tornavam mais constantes e a falta de energia só piorava tudo. Se segurava para não chorar e dar uma de bebê chorão, mas seus olhos já estavam lacrimejados.

– Oh, não chore, por favor – Raphael acaricia a bochecha do mais velho.

Mais um trovão pôde ser ouvido. Matthew treme e se encolhe mais, mas logo uma voz suave e bela invade seus ouvidos. Raphael cantava baixo e com os olhos fechados. Matthew o observava fascinado. Os trovões continuavam gritando no céu, mas o rapaz de olhos esverdeados só ouvia a voz doce do garoto que o abraçava.

 

 

Howling ghost

(Fantasmas vociferantes)

They reappear

(Eles reaparecem)

In mountains that are stacked with fear

(Em montanhas que estão amontoadas com medo)

But you’re a king and I’m a lionheart

(Mas você é um rei e eu sou um coração de leão)

And in the sea that’s painted black

(E neste mar que está pintado de preto)

Creatures lurk below the deck

(Criaturas se escondem abaixo do convés)

But you’re a king and I’m a lionheart

(Mas você é um rei e eu sou um coração de leão)

And as the world comes to an end

(E como o mundo chegou ao fim)
I'll be here to hold your hand

(Eu estarei aqui para segurar sua mão)
'Cause you're my king and I'm your lionheart

(Porque você é meu rei e eu sou seu coração de leão)
A lionheart, a lionheart
(Um coração de leão, um coração de leão)

A lionheart, a lionheart
(Um coração de leão, um coração de leão)

A lionheart, a lionheart
(Um coração de leão, um coração de leão)

A lionheart, a lionheart
(Um coração de leão, um coração de leão)

 

 

– I-isso foi lindo – diz Matthew. Raphael cora e olha para baixo. – Você tem uma voz linda, Phael. E essa música... qual o nome dessa música?

– King And Lionheart. É a minha música favorita e é da minha banda favorita, Of Monsters And Men.

– Eu adorei. Obrigado – Matthew abraça Raphael deposita um beijo na bochecha deste, que logo atinge uma coloração avermelhada.


Notas Finais


Link da música: https://www.youtube.com/watch?v=A76a_LNIYwE
Essa realmente é minha música favorita, e ainda é da minha banda favorita!
Eu amo a letra dela. Achei que esse trecho fosse combinar com o capítulo.
Corrigirei os erros mais tarde.
Até!


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