História O Gamer e o Poeta - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Games, Originais, Poesias, Romance Gay, Yaoi
Visualizações 26
Palavras 1.099
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu queria ter feito melhor, mas estou meio sem tempo.
Tenham uma ótima leitura.

Capítulo 6 - Capítulo 6


 

Matthew acabou dormindo ouvindo Raphael cantar baixinho para ele músicas belas e calmas. Rapha se encontrava quase deitado no sofá com Matthew usando-o como travesseiro. O mais velho respirava tranquilamente enquanto dormia. Raphael ainda acariciava os fios negros de Matthew, aproveitando para notar como eram macios. Agora que estava dormindo e sem Raphael correr o risco de ser pego olhando para o garoto, o mais novo aproveitou para admirar o rosto de Matthew. A pele era linda, lisa e macia, não era pálida como a de Raphael, era em um tom muito belo. A boca carnuda e rosada estava entreaberta para que Matthew respirasse tranquilamente, fazendo com que o peito subisse e descesse. O foco de Raphael continuava na boca do garoto, e por um momento se perguntou como seria a tocar com seus lábios finos.

A chuva continuava caindo lá fora, mas agora já não perturbava Matthew. Raphael cantarolava no momento uma melodia improvisada. O garoto não sabia se havia se passado 10 ou 45 minutos, mas tudo estava muito bom.  Você não deveria ser tão lindo e gentil. Sabe, é quase impossível não gostar de alguém assim.

E novamente olhou para a boca do maior. Raphael passa levemente os dedos sobre a carne macia e rosada. Um suspiro escapa de sua garganta. Ficaria completamente constrangido se Matthew acordasse, mas estava praticamente hipnotizado.

– Estou esperando você me beijar há alguns minutos – diz Matthew com uma voz rouca. Raphael puxa a mão rapidamente e sente sua pulsação acelerar e suas bochechas esquentarem.

– E-eu...

Matthew levanta o tronco e aproxima seu rosto do rosto corado do garoto. Tentava falar alguma desculpa, mas gaguejava de nervoso. Matthew olhava diretamente para os lábios finos do menor. O garoto de olhos verdes se aproxima mais e cola seus lábios nos do Raphael. O selar não durou muito tempo, mas foi o suficiente para o mais baixo sentir o coração martelar fortemente dentro da caixa torácica. Matthew se afasta um pouco para pedir desculpa, mas seus lábios são atacados pelos de Raphael antes disso. O de lentes lilases leva as mãos até a nuca alheia, fazendo Matthew guiar as próprias mãos até a cintura fina do menor.

Os dois começam com um beijo calmo, sem língua, mas logo o mais velho pede passagem com a língua, esta que é muito bem aceita pelo menor. O beijo se torna desesperado. Raphael arranha levemente a nuca de Matthew e este aperta sua cintura, fazendo o menor arfar. Se não fosse a ausência de ar, os dois continuariam com aquilo por um longo período de tempo.

A boca dos dois são ligadas por um fio de saliva. Estavam com as testas juntas, tentando normalizar a respiração. Os lábios se encontravam inchados, vermelhos e molhados. Um sorriso é formado nos lábios de Matthew que logo é acompanhado por Raphael. Os dois se olham.

– Você tem olhos lindos, mas por que algo me diz que você usa lentes? – Matthew acaricia a bochecha corada do menor.

– Pois é, eu uso lentes.

– Por quê?

– Quando estou sem lentes, parece que meus olhos estão nus. Usando lentes eu sinto que ninguém é capaz de lê-los pelo simples fato de estarem cobertos por uma camada fina de plástico.

– Posso te ver sem elas?

– Quem sabe – Raphael dá de ombros.

Matthew dá um selinho no garoto, fazendo-o corar. Um trovão soa lá fora, mas Matthew se mantém olhando para Raphael.

– Pensei que tivesse medo de trovões.

– E tenho, mas me sinto protegido com você.

Raphael empurra sem força o abdômen de Matthew.

– Agora saia de cima de mim, vamos acender umas velas, essa escuridão toda está me enlouquecendo.

Matthew sai de cima de Raphael e se levanta, logo sendo seguido pelo menor. O de olhos verdes anda tranquilamente até a cozinha, já Raphael se agarra ao braço musculoso do maior, andando com cautela e praticamente grudado em Matthew.

O mais velho sorria ao chegarem no cômodo desejado. Na gaveta do armário de madeira à esquerda estavam as velas. Matthew pega-as e deixa sobre o balcão, acendendo uma a uma com um isqueiro e as colando com a própria cera em vários pires de vidro. Raphael o ajudava.

– Você tem medo do escuro? – Pergunta Matthew enquanto espalhavam as velas pelos cômodos da casa.

Raphael se engasga por um momento. Aquilo o pegou de surpresa. Claro que ele tinha medo do escuro, mas quem não tinha. O mal se escondia nas sombras, os observava. Quem os garantia de que não estavam sendo observados por um monstro agora mesmo? Algo com presas afiadas e garras enormes que seriam capazes de cortar sua carne com tamanha facilidade. Raphael sente um arrepio percorrer sua espinha. O garoto se aproxima mais de Matthew e olha envolta.

– Você não?

– Não exatamente. Mas não precisa ter medo, nenhuma criatura teria coragem de me enfrentar.

Raphael ri de debochado.

– Ah, claro, porque você não tem medo de nada, não é mesmo?

Matthew não o responde, afinal, aquele tipo de pergunta não deveria ter uma resposta mesmo. Terminaram deixando o último pires no quarto do de olhos verdes. Matthew se deita na cama e dá duas batidas na região ao seu lado, como um pedido mudo para que Raphael se deitasse do seu lado. O garoto demorou um pouco, mas logo cedeu e se deitou ao lado do mais velho.

– Sobre o beijo... – Matthew começa.

– Sabe, existem coisas que acontecem e não precisam de explicação, e o beijo é uma dessas coisas.

– Eu só ia dizer que eu gostei e que adoraria poder fazer isso novamente.

Raphael sente as bochechas e as orelhas esquentarem fortemente. O mais novo se vira, ficando deitado de costas para Matthew, tentando ocultar a vergonha que estava sentindo. Mas não podia negar que até mesmo ele gostaria de colar seus lábios finos nos fartos de Matthew; gostaria de ter as mãos macias do mais velho em seu corpo novamente enquanto seus dedos calejados por tocar violão, intercalassem entre a nuca e o abdômen do garoto; gostaria de se sentir bem e importante de novo.

Raphael tira as lentes sem o uso de um espelho (estava tão acostumado a usá-las que já sabia como as tirar sem ver) e tirou o estojo onde as deixaria do bolso. Meio deitado, ele coloca cada uma em seu devido lugar, fecha o recipiente e o coloca dentro do bolso do moletom novamente.

– Boa noite, Matthew.

Matthew se vira da mesma forma que Raphael e o abraça por trás, ficando de conchinha com este. O de olhos verdes deposita um beijo na nuca do mais novo e sussurra em seu ouvido:

– Boa noite, baixinho.


Notas Finais


Desculpem qualquer erro, tentarei corrigir mais tarde.


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