História O garoto de olhos verde musgo - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 20
Palavras 572
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura [:

Capítulo 3 - O anjo


Em casa, faço meus deveres. Estudo para uma avaliação de história, me banho e desço para o primeiro andar. Sento-me na sala de estar para ler o meu exemplar surrado de “Inferno”, de Dan Brown. Termino de ler os últimos capítulos do livro.

Pego a tela que fiz da face de Jonas e tiro uma foto, em seguida, eu a jogo no lixo.

Penso em ir ao cinema com meus pais, mas os dois trabalham. Estou sempre só até às oito horas da noite. Penso em chamar Júlia para vim ver um filme comigo, mas desisto da ideia de ver filme.

Eu só consigo pensar em Jonas.

Ouço "Silêncio", do Scalene, e pego meu celular no bolso de trás da minha bermuda jeans, o número antes anotado no meu pulso aparece na tela. Eu mordo o lábio inferior ansioso e atendo:

— Jonas?

— Lucas Alvarez — diz ele, eu dou um meio sorriso.

— Quer vir aqui? — pergunto.

“O quê?” Penso.

Jonas hesita do outro lado da linha.

— Na sua casa?

“Não, não! “

— Ué, sim.

“Pare! Desligue! “

— O que seus pais pensarão se você levar um estranho pra sua casa?

“Desligue agora! “

— Vem ou não?

— É claro que vou, Lucas. — Eu lhe informo o endereço. Desligo.

“Que ideia insana é essa? Você mal conhece o garoto! Mas irei conhecer.”

Jonas chega quinze minutos depois, ele está usando uma bermuda jeans, camisa de malha vermelha e com o cabelo desgrenhado de um jeito... atraente.

— Olá — diz e me abraça. — Os seus pais...

— Não estão aqui — digo.

Jonas dá de ombros, e eu o levo até o meu quarto. Nós subimos os degraus da escada em silêncio.

— Uau! — Ele indica com a cabeça dois quadros feitos por mim, e me encara de sobrancelhas erguidas. — São lindos.

— Obrigado — agradeço e pego meu celular. Vou na galeria de fotos. — Fiz no primeiro dia que falou comigo.

— Uau! Onde está?

— Eu joguei... no lixo. — Jonas fica boquiaberto. — Desculpe. Mas você gostou?

— Sim! Eu sou viciado em arte, livros, gibis, animes... — Ele sorri. — Esse é o meu mundo!

— Permita que eu pinte você?

— É sério?

Aquiesço.

— Onde eu fico? — Indico minha cama com a cabeça. — Tudo bem.

— Já volto — digo e saio do quarto, entro no escritório de mamãe e pego uma tela, tinta e pincel. Na volta, paro no último degrau da escada e inspiro fundo. Primeiro, ele me intimida. Segundo, será que ele realmente me quer? E, se quer, não penso que seja um relacionamento duradouro. Talvez o meu nome seja só mais um na sua lista de “Pessoas que quero beijar.”

Eu suspiro.

No quarto, ele está sentado na minha cama observando um porta-retratos, sou eu com oito anos de idade.

— A versão masculina da Branca de Neve — diz ele, e não consigo reprimir uma risada.

— Pronto? — pergunto, ele aquiesce. Está empolgado com a ideia.

Jonas se deita de lado na cama com o peso apoiado no cotovelo. Os seus músculos são bem definidos e marcam sua camisa. Cerro os punhos e inspiro tentando me concentrar no que tenho de fazer, resistindo com muita dificuldade ao seu olhar — aos intensos olhos verdes-musgos.

— Qual será o nome da pintura? — Pergunta ele.

Eu mordo o pincel que está entre os meus lábios e dou de ombros. Penso por um breve momento e sugiro: 

— O anjo?

— Anjo? — Ele sorri de orelha a orelha para mim.

— Sim, o anjo.

— De Lucas Alvarez — diz, dando duplo sentido à suas palavras.


Notas Finais


Espero que tenham gostado [:


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