História O garoto de olhos verde musgo - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Palavras 676
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura :]

Capítulo 4 - Interrompidos


No refeitório, César beija Rê. Júlia e eu nos entreolhamos e suspiro, odiamos servir como “vela”.

— Vamos ao bebedouro comigo? — Pergunta Júlia, aquiesço e levanto-me para acompanhá-la. Ela vai ao banheiro feminino depois, e eu a espero do lado de fora jogando um jogo de xadrez contra o celular.

— Lucas — diz Jonas, encaro-o e sinto meus batimentos cardíacos acelerarem. Ele cortou o cabelo. — Estou livre hoje à tarde, e creio que queira terminar sua tela hoje ainda...

— Tudo bem.

Ele assenti, depois volta para o seu grupo de amigos populares.

— Lucas? — Júlia sai do banheiro feminino, eu lhe devolvo o celular e voltamos para o nosso cantinho, com o objetivo de “iluminar” o casal.

No final da aula, sento-me sobre os calcanhares para que meus amigos “troquem saliva”, e espero por Jonas, mas ele não aparece.

— Obrigado mãe — agradeço ao pegar a tela, é uma mistura de cores. — Vou pendurar na parede do meu quarto.

— Fico feliz que tenha gostado. — Ela beija o topo da minha cabeça. — Vou trabalhar agora. Amo você.

— Eu também — digo.

No meu quarto, penduro o quadro no lugar de um antigo. Depois me banho. Visto uma bermuda cinza e uma camisa azul-marinho de algodão sem estampa. Pego meu celular, disco o número de Jonas e ligo, mas ele não atende.

No dia seguinte, sento-me numa das mesas de granito do outro lado do refeitório com meu exemplar surrado de "Inferno", de Dan Brown. Júlia faltou.

— Lucas Alvarez — ouço a voz de Jonas e me assusto. — O que está lendo?

— Inferno — digo.

Ele se senta ao meu lado, com um sorriso torto.

— Interessante — diz, e faz uma careta. — Estou vivendo num verdadeiro inferno.

— Por quê? — pergunto.

— Minha mãe doente, e o meu pai desempregado.

— O que ela tem?

Ele me encara, os olhos marejados.

— Não precisa responder — digo e engulo em seco. — Esse é o motivo pra não retornar a minha ligação?

Ele balança a cabeça.

O sinal indicando que o intervalo acabou toca, mas nem nos importamos, continuamos ali nos entreolhando por um longo tempo.

— Hoje vou à sua casa — diz ele, e dá de ombros. — Você precisa terminar o que começou.

— Ainda bem que não havia começado a pintar o seu cabelo — digo dando uma bagunçada no seu cabelo curto.

Ele aquiesce e diz:

— Vou levar algo para você.

— Tudo bem.

Jonas segue rumo à sala de aula deixando-me ali com meu exemplar surrado de “Inferno”, de Dan Brown.

— Lucas? — A diretora Sylvia Gianechini me encara de sobrancelhas erguidas, os braços cruzados sobre os seios enormes. — Para a sala de aula!

 

Jonas chega exatamente às três horas da tarde. Ele está lindo e não consigo resistir a emoção de abraça-lo.

— Você veio — digo. Mordo o lábio inferior e pego em sua mão estendida para mim.

— Aqui — diz Jonas e tira algo do bolso da bermuda jeans quando entramos no meu quarto, e, infelizmente, quando ele solta a minha mão. — É para você.

É uma caneta preta — a caneta que ele usou para anotar o número do seu celular no meu pulso.

— Essa caneta representa o começo...

— Obrigado — agradeço e pego a caneta, logo a guardo dentro da gaveta com chave da minha cômoda de mogno. — Vou pegar o material.

Quando finalizo, descemos para lanchar — pão de queijo e suco de laranja natural. Jonas me conta mais sobre ele, sobre seu talento com skate e guitarra, seus pais e sua irmã que faleceu no ano retrasado por causa de um tumor maligno e como seus pais sofreram por causa da morte da pequena Eliza. Só Eliza.

— Qual é o seu problema com o seu sobrenome?

— Jonas Teobaldo de Carminha?

Ergo as sobrancelhas.

— É um nome interessante — digo, ele dá de ombros.

— Fico com Jonas Alvarez. É interessante?

— Sim — sussurro, ele sorri e se aproxima hesitante, seus lábios roçam os meus por um breve momento, porque somos interrompidos.

— Mãe? — “Porra, mãe!” Suspiro.

Ela acena para nós, com um sorriso de orelha a orelha para Jonas, e sobe com o celular entre o ouvido e o ombro, remexendo em sua bolsa de couro.


Notas Finais


Espero que tenham gostado :]


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