História O Garoto Do Boné Vermelho - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Lemon, Mpreg, Romance, Yaoi
Visualizações 169
Palavras 2.297
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Survival, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi falem comigo. Atrasei ao um dia. Chama lá no whats que eu não mordo. 😂

Capítulo 20 - O Dia de Domingo


Fanfic / Fanfiction O Garoto Do Boné Vermelho - Capítulo 20 - O Dia de Domingo

Capítulo 19.

Domingo. 1 de Agosto do Ano XXXX. Alguns dias depois o ocorrido no quarto.


Aquela merda de dor de cabeça não passava. Não era pra menos já que eu tinha ou alucinei ter me masturbado vendo um homem chupando o outro. Ao contrário do que você deve estar pensando nesse exato momento, isso não é nada engraçado. Além disso, sinto que a minha mãe está estranha comigo, ela tem ficado pensativa de uns tempos pra cá.

Aquela Dona Eliza que prezava disciplina e atenção estava dispersa, totalmente lesada sem nenhum senso de coordenação motora. Agora vivia batendo em coisas pela casa, além de ficar minutos olhando pro nada pensando em...

Pela primeira vez não sei.

Pela primeira vez na vida eu não sabia o que minha mãe pensava. Pela primeira vez na vida a telepatia tinha dado sinais de que existia uma possível cura. E pela primeira vez... Eu tinha entrado em pânico por causa disso. Após tantos e tantos anos vivendo com vozes na minha mente, eu acabei me acostumando com a "companhia", apesar de eu sempre reclamar.

Por alguma razão eu desconfio que a telepatia tenha ligação diretamente com o William. Ou... Explicando melhor, a telepatia depende muito das emoções, então, resumidamente falando, meu sentido extrassensorial tinha sumido por conta do que eu sentia em relação aquela Branca de Neve Japonesa. Uma coisa que eu sempre soube, era que lutar contra faz você se machucar ainda mais... Faz você errar e se arrepender depois.

De que adianta lutar contra se é fato que eu estava sentindo falta dele...?

Doía na alma admitir isso. Mas era fato mesmo. Além disso, ele é parecido comigo, meu semelhante. O que faz as coisas se tornarem mais complicadas ainda no sentido de não gostar dele.

Depois daquilo no meu quarto eu beijei meninas de todos os tipos, tamanhos, belezas diferentes, algumas mais sexys do que outras mas todas lindas. Eu não sentia repulsa de mulheres, pelo contrário achava-às perfeitas, mas o que mais me deixava frustrado era que eu só beijei todas com a intenção de esquecer do William.

Sem sucesso...

Beijos molhados, quentes, com mãos bobas pra todo lado... Mas eu só pensava em uma pessoa.

O que mais me machuca é que eu sei que a gente não vai se resolver tão cedo assim. E como eu sou orgulhoso demais não vou voltar atrás com as minhas palavras... Mas bem que eu queria que tudo voltasse a ser como antes, quando ele ainda me enchia o saco e pensava aquelas besteiras sobre mim.

- Heitor... - Christopher me chamou baixo causando-me um leve espasmo de susto. - Cara, fala a verdade... Você tá bem? Toda vez que olho pra você, tu tá viajando na hellmanns...

- Estou. Só dor de barriga.

- se não estiver bem pede pra Bruxa... Digo, pede pra Leila liberar você. Bom, tem uns meninos te chamando naquela mesa ali. - O ruivo apontou pra uma mesa com quatro garotos, todos gays eu presumo.

Respirei fundo e ajeitei o suspensório, no meio do caminho sorri de forma robótica totalmente falsa, não estava com ânimo pra atendê-los. Na verdade não quero atender ninguém. Ouvi dizer que nesse emprego você não pode deixar com que as emoções atrapalhem seu desempenho no serviço, mas era quase impossível.

Hoje era dia de encontro LGBT, então as Alas tinham sido trocadas descaradamente de propósito para atrair o público. Lidar com os gays não era muito diferente de lidar com as mulheres pra falar a verdade, era de certa forma um pouco divertido, tenho que admitir. Os meninos eram menos tímidos que as meninas, sempre jogando cantadas e aumentando seu ego lá pra cima, afinal de contas, se até os homens te acham bonito é porque você é mesmo.

A tarde passou rapidamente por incrível que pareça, eu tinha conseguido me distrair com o trabalho, as pessoas tinham sido simpáticas e eu não tive muitos problemas, porém, a parte ruim foi que eu já tava pensando como ia encarar o William no treino de amanhã, isso se ele for ao treino e não sair do time por minha causa.


- Heitor... - Leila me chamou com as mãos. Lá vem aquela lenga lenga outra vez.

- O que eu fiz?

- Nada... A propósito muito bom desempenho. - Não pode ser ela falando... É algum tipo de demônio querendo me enganar. - Aquele homem fez uma proposta pra você, ele quer 3 horas do seu tempo.

- Meu Deus! Que isso...

- Também achei estranho.

Olhei para a figura sentada do outro lado da sala em uma mesa de madeira, usava um óculos escuro que impossibilitada de ver os seus olhos, havia rugas pelo seu rosto, seu cavanhaque com discretos pelos brancos denunciava seus quarenta e poucos anos, carregava uma bengala que lhe servia apenas para embelezamento eu presumo. Eu não conseguia tirar conclusões já que estava sem telepatia.

- O que disse à ele? - Perguntei pra morena.

- Disse que viria falar com você primeiro... Sinceramente não acho uma boa ideia. - Mano o que fizeram com a minha chefe movida por dinheiro?

- O que ele pode fazer afinal de contas? Estamos em um estabelecimento fechado... Além disso eu já tratei de senhoras, nao há muita diferença.

- Bom Heitor... Tudo bem, mas se algo acontecer... Qualquer coisa, nos chame. - Leila falava tão sério que fiquei realmente com medo de me sentar junto ao coroa, mas mesmo assim o fiz.

Nos cumprimentamos e eu me sentei de frente para o homem. Por uns 5 minutos ficamos num silêncio perturbador e eu sentia que por trás das lentes os olhos dele me devoravam.

- Como é seu nome? - A Voz rouca pronunciou num tom quase inaudível.

- ahm... Heitor.

- Meu nome é Vladimir, prazer. - E sorriu de um jeito meigo. Bom, pelo menos pra mim parecia normal.

- Oi - Sorri de volta.

Bom, não é como se não fosse estranho mas conversamos naturalmente depois disso. Ele não era mau nem nada disso, na verdade conversamos de pôneis até carros forte. A conversa fluiu e toda aquela insegurança foi embora.

Então, em súbito, eu sinto um frio dentro do peito e o coração acelerar de repente. No meio da conversa pude reparar pelo reflexo de um espelho inclinado que fazia parte do cenário do ambiente, aquela cabeleira preta lisa, os piercings e as cozinhas fofas nitidamente. Foi uma merda, minha respiração se descompassou totalmente e aquela vontade de sair correndo pra pedir desculpas se alojou. Mas eu não teria essa audácia, claro. Quem estranhou mais foi Vladimir que me chamava em vão.

O Japonês passou pela área rapidamente saindo da minha visão por um curto instante, mas depois saiu pelo canto, passando pela minha frente, naquele momento O mundo ficou em câmera lenta. Vi as orbes azuis me atingirem, ele franziu a testa nos olhando, pareceu incomodado com algo, mas logo depois voltou a olhar pra frente e seguir seu rumo.

Não sabia o que tinha acontecido ali, mas não podia me abalar por algo assim então eu apenas continuei falando com Vladimir da mesma maneira, com sorrisos falsos e totalmente disperso mas conversando. Não conseguir parar de olhar para os lados me certificando que William estava perto de fato, não sei porque, mas não conseguia ignorá-lo, não conseguia parar de o procurar em todos os lugares.

- Parece que alguém conseguiu mais atenção que eu. - O senhor a minha frente disse.

- Como?

- Aquele japonês... Você gosta muito dele não é? - ele sorriu de forma sacana.

- Q-que? Por que? - Ri de nervoso.

- Desde que ele apareceu você não para de olhá-lo, Ele roubou sua atenção de mim... Bom, tenho que ir embora - Estranhei, pois ele só tinha ficado por 2 horas

- Já?

- Sim, não se preocupe... Vou pagar as três horas porque você vale por isso - Senti minhas bochechas corando, que frase estranha. - Apenas quero um favor... Não tem nenhuma outra saída por aqui? Digamos que eu tenha um probleminha no joelho e não posso descer os degraus da entrada....

- Claro! Tem sim Vladmir, eu levo o senhor...

Assim que o grisalho acertou as contas com a Leila que sorria pra todos com as notas de dinheiro na mão, eu o levei para saída dos fundos, era meio nojenta porque dava direto num beco, porém não havia degraus como ele queria. O Manco ia devagarinho mas, nem por isso ele parecia mais velho do que realmente era. Dava pra ver por trás da camisa social justa que era forte.

E assim, nós saímos do estabelecimento. Fechei a porta dos fundos e ele se pôs na minha frente com um sorriso, retirou os óculos escuros e pela primeira vez eu vi seus olhos castanhos contornados por rugas me olhando. O homem, agora em pé, tinha uma aura intimidadora e me olhava com certo estranhamento.

- Bom Heitor... Tchau. - O homem me abraçou em súbito e eu de princípio fiquei em choque mas depois eu o abracei de volta. Então de repente eu senti o cano gelado na minha barriga e o sussurro tenebroso dizendo: "Não grite, se não eu acabo com voce aqui mesmo."

O pânico se apoderou de mim e eu comecei a me debater instantaneamente tentando me separar dele, acertei uma cotovelada no seu rosto mas ele pareceu nem ao menos sentir. Puxou-me pelos cabelos e bateu minha cabeça contra a parede, vi pontos brancos na minha visão, estava começando a ficar tonto e pelo canto dos olhos eu vi a feição sem vida daquele homem, e o sorriso psicótico se manifestar. Pronto, mano... Vou ser estuprado por esse cara.

- Me solta. - Ordenei em meio aos grunhidos e tentativas de sair daquilo o mais rápido

- Quieta! Se não eu atiro em você! Sua puta...- Ele me chamou de puta!

- Então me mata logo seu porco! Prefiro morrer antes de ter essa merda que nem sobe em mim.

- É? Então eu vou te mostrar algo bem duro agora sua vadiazinha.

Olhei pro lado enquanto ele desprendida meus suspensórios e vi a rua deserta em plena tarde de domingo, pensei na minha mãe e no lance todo com o William e de repente os momentos com ele estavam passando diante dos meus olhos. Eu sabia que provavelmente aquele cara não me deixaria vivo, eu iria morrer com aquele peso nos ombros sabendo que poderia ter me acertado com ele e mesmo assim não o fiz, as lágrimas teimosas correram pelas bochechas, eu encostei na parede e deixei de ficar tenso. Só queria que aquilo acabasse logo de uma vez... Parei de lutar e me entreguei por completo.

Ele abaixou minha calça jeans enquanto puxava a bengala para si. É... Parece que não é de enfeite. Os olhos vidrados no meu corpo me causavam arrepios a sua respiração quente na nuca me dava ânsia de vômito, estava sentindo pavor dele e de mim mesmo... Foi quando ele começou a esfregar a bengala entre as minhas nádegas.

- Para... Por favor. - Implorava a cada cinco minutos mas ele nem parecia ouvir.

O cano da pistola contra minhas costas fazia eu me tencionar, parecia que em qualquer momento a bala perfuraria minha pele e meus ossos. Ele então, sem esperar, forçou a bengala na minha entrada e por instinto voltei a me debater.

- O que você acha dessa coisa dura? Tá bom pra você?

Rangi os dentes e tentei mais uma vez dar uma cotovelada no rosto dele mas ele conseguiu prever o movimento.

Já estava sem esperanças...

Sem vontade de viver...

Por mais que eu lutasse nada acontecia...

Foi quando a bengala me penetrou, fora pouca coisa, mas o suficiente pra eu sentir o quente do sangue escorrer pelas minhas pernas. As lágrimas brotaram dos olhos.

- Filho da puta! Tira esse negócio de mim agora!

- O que? - Riu ele.

Mais pontos brancos na minha visão, parecia que eu estava entrando em uma dimensão em que os minutos eram horas, não sabia quanto tempo tinha passado mas foi naquele momento em que eu percebi que tudo estava acabado. Eu alucinada vendo William sorrindo pra mim de forma fofa...

- William.... - Sussurrei.

Então eu ouvi a porta de ferro sendo escancarada rudemente, o meu coração começou a bater mais rápido e eu não consegui evitar a cara de espanto. William estava parado nos olhando naquele beco imundo. Os olhos antes azuis ficaram em chamas quebrando suas lentes de contato e os caninos pareciam presas. Estava suado com os cabelos desgrenhados e a roupa toda amarrotada.

Os movimentos foram muito rápidos e como minha pressão tinha caído eu não consegui ver direito. A minha visão tinha apenas um borrão do William esmurrando ferozmente a cara do pervertido que não estava mais portando a arma. Não sabia como tinha acontecido mas William ia matá-lo se ele não parasse rápido.y

Vladimir estava caído no chão com o rosto totalmente deformado pelos socos desferidos do Japonês em fúria, o sangue jorrava dos olhos e da boca. As mãos de William já banhadas pelo sangue e a camiseta suja faziam que aquela pessoa idiota que eu conhecia morresse.

Então do nada, ele se levanta olhando pro corpo que eu temia estar sem vida no chão, olhou pra mim e um dos seus olhos voltou á sua cor natural lentamente. Ele caminhou até mim parando à minha frente parecia que ia dizer algo muito sério, na verdade parecia que ele ia me dar um tapa na cara.

- Eu sei o que você vai dizer... - Começou ele com a voz que eu já sentia falta. - Vai dizer que isso não muda nada e que eu sou o mesmo "merda" de sempre e-.

O interrompi. Não aguentava mais aquela bosta de distância! Não aguentava mais aquela de situação estranha! Não aguentava mais aquele sentimento de culpa se apoderando de mim. Me sentia sujo, imundo mas senti que precisava fazer aquilo.

E foi naquele domingo que eu fui violentado.


E também foi o domingo que eu beijei o moleque que salvou minha vida. Possivelmente minha paixonite.


Continua...





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