História O Garoto do Sonho - Capítulo 3


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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fantasia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa
Leitura.

Capítulo 3 - Chamada 1


Fanfic / Fanfiction O Garoto do Sonho - Capítulo 3 - Chamada 1

Á tinha passado mais de uma semana e aquele sonho não saía da minha cabeça. Aquilo pareceu tão real…
Eu só conseguia pensar naquele garoto e no que ele tinha me falado.
“Eu acho que tô ficando louca, ontem eu procurei o nome dele no Google.”

Até tentei contar para o Pedro meu sonho, pra ver se falando pra alguém, me ajudava a esquecer.
Pedro é o garoto que eu gosto, ainda não somos namorados. Mas eu sei que temos algo especial.
Ele riu de mim e disse que:
’’Garotos com cabelo rosa só conversam com meninas em sonhos, pois na vida real eles estão com outros garotos de cabelo rosa.’’
Ele é mais velho que eu, mas sempre faz umas piadinhas um pouco bobas. Um pouco…
Hoje a Mariana, da minha sala, vai dar uma festa daquelas bem doidas, que só ela faz, com os amigos doidos dela, mas o Pedro vai.
Pensei em ir, assim eu saio um pouco de casa. Preciso me distrair.

watts on~

Pedro- KDDD VCCC? ALOOO

Eu- vc já chegou?

Pedro- sim

era as 21, não era?

Eu- HAHAHAH

eu sei

to indo já, daqui a pouco 

watts off~

Pedro ja tinha chegado e eu aqui tentando encontrar uma roupa…

watts on~

Pedro- Não precisa se arrumar não Maria Clara

não vai adiantar

não vai resolver kkkkk

Eu- Idiota -_-

to pronta já

Pedro- vc me ama

vem logo ta bombando aqui

Eu- to esperando o Uber

watts off~

Ela mora numa cobertura e, quando os pais dela vão viajar, ela faz festas lá.

Eu não costumo ir muito a festas, mas nessa, sei lá, senti vontade de ir.
Tem uma vista incrível do terraço que dá pra ver toda a…
Logo me lembrei do sonho e daquele céu. Para.
“Para, para, para Maria Clara. Você tá viajando.”

Entrei no elevador, é no 14° andar, o elevador é bem chique, você precisa digitar o andar, depois subir até o 13° de elevador e pra chegar no apartamento dela, você precisa subir mais um lance de escadas.

Dava pra escutar a música do hall. Apertei a campainha.

Demorei pra escolher esse vestido preto… Eu, de vestido. Preto.
Não fazia nenhum sentido.
Eu não combino muito com vestido, mas era a única roupa preta que eu tinha pra hoje.
O tema era ‘’Black Party’’ e todos tinham que ir de preto, por motivos que não vou entender.
Eu não vi o evento no Facebook.
Passaram­-se alguns minutos e ninguém abria.
Toquei outra vez. Nada.
Até que decidi abrir.
Logo percebi que ninguém ia ouvir a campainha, nunca com aquele som alto.
Tinha muitas pessoas diferentes que eu não conhecia.
“A Mari faz teatro, então deve ser a galera do teatro”, pensei.
Pedro veio correndo em minha direção.
Apertou minha cintura e meu deu um selinho.
Fiquei um pouco desconfortável, ele parecia alterado.

- Oi, Pe. – falei sorrindo.
– Oi! Eu te disse que não ia adiantar demorar tanto pra se arrumar…
– Haha. – sorri.
-­ Você podia ter chegado antes. Vem! – insistiu, me puxando.
– Guarda minha chave e meu batom na sua jaqueta? Eu não trouxe bolsa.
– Não sou maleiro, não! Hahaha. – disse ele, colocando minhas coisas no bolso da jaqueta.
Às vezes eu acho que ele é fofo… Talvez só eu. 

Ele pegou minha mão e fomos pro terraço da cobertura de onde vinha a música e dava pra ver a cidade. A festa tava cheia e, sim, todos usavam preto.
Encontrei a Mariana e ela me apresentou para um dos seus grupos de amigos.
– Que bom que você veio Claire! Gente essa é a Claire!
Sim, meus amigos do colégio me chamam de Claire e não de Clara. É quase uma outra vida, eu gosto.
– Amiga, eles são bem mais legais que a galera da sala, pode ter certeza. – disse ela.
– Eu acredito. – disse eu, concordando e sorrindo um pouco tímida na roda.
“ Qualquer turminha pode ser mais legal que a galera careta da minha sala.”, pensei.
– É sério! Acho que você ia se dar super bem com essa galera. – repetiu ela.
Sorri, concordando.

Ela me apresentou mais alguns amigos do teatro, mas uma garota no canto do terraço chamou a minha atenção.
– Mari, quem é a garota do cabelo ruivo com azul claro?- perguntei, tentando disfarçar para que a garota não percebesse.
– Eu conheci ela hoje, ela deve ser amiga de alguém, eles chamam ela de “SIM”.
– Que nome doido! – gritei, concordando.
– Siiiim, eu acho ela linda. – disse a Mari, voltando pro meio da galera.
Continuei observando a garota pelo canto do olho.                                                      
Diferente de todos que estavam lá, ela parecia tranquila, com um olhar sereno, observando a vista.
Ela estava com um vestido preto lindo e uma jaqueta por cima com uma gargantilha prateada no pescoço. Por um momento achei ter ido com uma roupa simples demais.
As pontas dos seus cabelos eram azuis, mas um azul da cor do céu de verão, bem azulzinho, que contrastava com o ruivo do seu cabelo e se misturava numa trança. Era como se eu já tivesse visto aquilo acontecendo e ao mesmo tempo era estranho ver uma menina tão doce naquele lugar.
Não que a festa estivesse ruim, mas a Mari é muito doida e tem amigos mais doidos ainda…
De repente a garota olhou pra mim e sorriu. Disfarcei constrangida e virei. 
Pedro se aproximava de mim com dois copos com um líquido vermelho.

– Trouxe algo pra você!
Rejeitei com a cabeça.– Olha, experimenta isso!
– Não, Pe, eu não bebo.
– Bebe! Sério, isso não dá nada, quase não tem alcool.
– Não quero, Pe. Obrigada…
– Experimenta pelo menos! Você vai gostar. – insistiu ele.
– Só beba se você quiser, Clara. – disse uma voz familiar.

Fiquei confusa. Não. Não pode ser, isso não faz sentido.
– Quem é você garoto? – perguntou Pedro, o encarando.
– Oi, meu nome é Eryn.
Era ele. Tremi ao ouvir seu nome. Ele estava lá, ele sabia meu nome, ele existe.
“ Isso estava mesmo acontecendo ou estava realmente louca imaginando coisas.” 
– Então você é o tal amiguinho de cabelo rosa da Clara? – disse Pedro, sendo irônico.
“Pedro também está vendo ele, eu não estou louca.”
– Não. Ele não é meu amigo. – Intervim eufórica.
– Não? Achei que fosse um sonho, mas agora tô vendo que não. – questionou.
Pedro parecia decepcionado comigo.
– Não, Pe, eu não conheço ele. – falei,  ainda desconcertada em frente ao garoto.
– Haha, tudo bem Maria Clara… – disse Pedro, virando as costas.
– Pedro! – chamei, mas ele ignorou.
Eu e Pedro nunca havíamos discutido.
–  Tá tudo bem? – a mesma voz do meu sonho disse, mas agora ali, bem na minha frente.
Não conseguia falar nada, nem olhar em seus olhos.
–  Aconteceu algo? –  a garota ruiva se aproximou.
“ Ela estava com ele? Eu sabia. Eles namoram. Ela era a namorada dele. Eu sabia.”
– Tá tudo bem. – disse Eryn para a garota.
– Não é, Clara? – perguntou ele como se nada tivesse acontecido.
Mas tinha. Pedro tinha acabado de me largar ali, sozinha.
–  É. – disse eu, ainda confusa.

Pensei no Pedro e no que ele pudesse estar pensando de mim agora
“ Quem é esse garoto? O que tá  acontecendo comigo?”, pensei.
Meu coração ficou apertado.
Tive que decidir entre ir atrás do Pedro ou olhar nos olhos do garoto do sonho.

Fiquei.

– Quem é você?
– Nós já nos conhecemos. – disse ele.
– Como isso é possível? – neguei.
– Você me fez uma pergunta e eu respondi.
– Eu nunca te perguntei nada. Eu nunca te vi. Não te conheço!
Quando percebi, estava gritando.
– Eu te respondi, naquele fim de tarde, no alto do prédio.
– Qual pergunta? – testei.
– Clara, todos tem um propósito, só esqueceram, mas irão relembrar. Nossa função aqui é ser essa relembrança.

Um flashback passou em minha mente. 
Lembrei de todos os dias que antes de acordar e dormir eu pensava no porquê de estar aqui e que o dia do acidente tinha sido a única vez que eu havia questionado realmente.
“ Seria ele a resposta para minha pergunta?”, pensei olhando em seus olhos.

Lembrei do Pedro novamente.
– Eu sei. Mas agora o Pedro tá achando que eu menti.
– Mas você não mentiu. – disse ele.
– Eu achei que aquilo fosse só um sonho.
– Mas foi. – disse o garoto – Clara se ele quiser saber, ele pode te perguntar…
-As pessoas são livres para escolherem a verdade ou imaginar o que elas quiserem sozinhas, mas isso não muda a Verdade.- disse Eryn, com um olhar doce e sério.
– Mas eu gosto dele.- insisti.
– Eu também.- disse o garoto, convicto.
“Como ele pode gostar dele? Ele nem conhece ele.”, pensei.
– Eu vou falar com ele. Sua namorada tá te esperando…

Olhei para a garota que estava ali de pé, nos observando atentamente desde o começo. 

– Que namorada? – Perguntou ele.
– Ela não é sua namorada? A Ceyn. – tentei pronunciar o nome da garota. Não funcionou.
– A Cynn não é minha namorada, nós somos parceiros.
Olhei para ele ainda sem entender, talvez eles tivessem algum tipo de relacionamento aberto.
Pensei.
– Nós não nos relacionamos assim e nem pensamos assim, estamos aqui juntos por todos. – disse Cynn, olhando em meus olhos.
“Do que ela estava falando? Todos? Oi?”
Encarei os dois atentamente. Eles tinham algo em comum que eu não conseguia explicar, algo no jeito, no olhar, só podia sentir, algo conectado entre eles.
-De que tipo de relacionamento vocês estão falando? – perguntei.
– Do único que pode realmente unir as pessoas verdadeiramente, Clara. – disse a garota.
“Como ela sabia meu nome?”
– Quando você tem um propósito verdadeiro no mundo, você se une com aqueles que também tem o mesmo.
– Como isso é possível nesse mundo?
– Da mesma que nos uniu quando nos encontramos em seu sonho. – disse Eryn.
“Isso não está acontecendo”, repeti para mim mesma.
– O que nos uniu? – Perguntei. – Eu não tenho um propósito.
A garota sorriu. E me encarou.

– Clara, nós viemos trazer a Nova Cultura para esse planeta.
E você faz parte disso.
Algo em meu coração acendeu, como uma faísca.

Meu celular vibrou. Meu pai havia chegado para me buscar.

Corri.


Notas Finais


Postei o episodio inteiro por isso ta muito grande.
continua?


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