História O garoto dos cabelos de vento - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Sehun
Tags Romance
Visualizações 6
Palavras 5.951
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Aaaaaaaaaaaaaa, eu tentei escrever o mais rápido que minha cabeça foi capaz. Perdão. Vamos lá...
Eu fiz ~muitas~ referências nesse capítulo. Citei algumas músicas e vou linkar todas elas nas notas finais. Eu amo acompanhar a fic com a música que tá sendo citada, então, fiz isso na minha.
Outra coisa, eu comecei a descrever um Baek muito melancólico ño primeiro cap mas saibam que isso vai mudar. Sinto que essa fic terá um futuro fluffy~~
Última observação: eles só vão se conhecer e vai rolar o namorico mesmo a partir do próximo capítulo.
Se existe alguém do outro lado da tela lendo isso, saiba que eu fico muito feliz por você estar aqui. Espero que minhas palavras te agradem. Obrigada c:

Capítulo 2 - Destino ou não...



           Logo ao chegar, Sehun era guiado pelo colégio por uma funcionária que estava o esperando. Após conhecer as classes, refeitório, laboratórios,as piscinas e quadras, a guia, que já sabia ser chamada Hyejin, o levou até um corredor com paredes de vidro, lá fora dava pra ver que eles saíam do prédio do colégio e iam para o prédio da Universidade. No fim do corredor, Hyejin colocou o crachá que carregava para abrir uma das catracas que impediam que qualquer um fosse até lá, e explicou a Sehun que alguns dos cursos oferecidos no colégio, eram lecionados nas salas da universidade e que os alunos que se inscrevessem  para tais aulas também receberiam seus próprios crachás. 
         Enquanto caminhavam até as oficinas de teatro, canto e dança, Sehun ouviu uma bela voz reproduzindo uma de suas canções preferidas, Beautiful, do cantor Crush. Sehun, sussurrando a letra junto à pessoa que cantava, automaticamente tentou ver de qual sala saía aquele som, até que encontrou. Hyejin não prestou atenção quando o mesmo se posicionou na frente da porta trancada e observou pelo vidro, um dos alunos da universidade no que devia ser seu horário de prática. E mesmo se a mulher o tivesse percebido, e o chamasse, Sehun não escutaria. Estava mais do que envolvido no pequeno show que o garoto ali dentro proporcionava. A sala estava escura, independente de as cortinas estarem abertas, já que o dia lá fora estava pintado de cinza chumbo. O garoto estava sentado sob uma das cadeiras, de costas para a porta e de frente para as janelas, das quais escorriam as gotas da garoa insistente que Sehun achou que jamais passaria, cantava a música com calma mas não deixava de fazer as notas mais difíceis e Sehun acompanhava-o baixinho, com medo de que fosse percebido e não fosse bem recebido. Afinal de contas, o garoto de silhueta pequena e movimentos sútis poderia não o receber muito bem, parecia estar melancólico e ninguém gostava de ser atrapalhado nesses momentos. A música findou na voz do garoto com uma nota arrastada, a qual Sehun não pode evitar de manter junto e quando ambos atingiram o silêncio, quase como se soubesse do que estava acontecendo, Hyejin o chamou. A mulher abrira a última porta do corredor e esperava Sehun, mantendo-a aberta para que conhecessem o anfiteatro. Sehun se adiantou a ir até ela e quando estava entrando, ouviu o barulho de maçaneta  e viu a porta onde estava antes ser aberta. Então ele saiu e Sehun congelou. Era o mesmo garoto da ponte, mais cedo, ao vir para a escola. Mas como ? Bom, eram as mesmas roupas, o mesmo cabelo bagunçado e olhar líquido. Ele pareceu reconhecer Sehun também já que ao sair, olhou na direção do menino e soltou um meio sorriso fatal.
              Se Sehun não estivesse tentando ligar os pontos para entender como o desconhecido da rua poderia estar ali, teria derretido no chão por receber um sorrisinho cretino daqueles que destroem corações. De fato, o garoto era mais do que bonito. Bonito deveria ser um xingamento se dito para ele. Sehun já havia notado isso mais cedo, quando cogitou presenciar um anjo ao vê-lo de olhos fechados, absorvendo a garoa na pele e sendo iluminado pelas luzes da rua, mas não pôde deixar de repetir mentalmente que o desconhecido era, de fato, o garoto mais bonito que já vira. 
            Você deve estar se perguntando, como Sehun, vindo de uma família tão certinha e com todo aquele jeito calado, com um pai tão severo, poderia ser gay ? Mas, veja bem, ele sempre soube que era e só foi entender que isso não era "natural" quando ao chegar no fundamental ll, contara a um amigo, através de mensagens, que se apaixonou no verão pelo vizinho dos seus avós e que dera seu primeiro beijo. A reação do amigo teria sido engraçada se não fosse seguida por um "Sehun-a, você errou o artigo, pelo que escreveu parece que beijou um menino," ao que Sehun respondeu "Mas ué, Hyunwoo-ya.. Beijei um menino. O nome dele era Luhan. Sabia que ele veio da China para visitar uns primos e fazer aulas de coreano ? Ele me contou que seria um cantor no futuro e sabe de uma coisa ? Sinto que serei um fã." mas Sehun não esperava que o amigo reagisse daquela forma. Sehun foi bloqueado por Hyunwoo e o mesmo o tratara mal na escola pela semana seguinte, quando Sehun tentara falar com ele. Ao final da semana, a mãe de Sehun o perguntou por que ele parecia tão abatido e o menino explicou tudo, e a mãe reagiu de forma saudável, algo que surpreenderia  até mesmo o Sehun hoje em dia. Ela o disse que, apesar de dentro de casa ele poder ser da forma que ele era realmente, lá fora, ele teria de ser esperto e  tentar se adequar ao que é mais bem aceito. Explicou ao filho, que vivera sua primeira paixão, que dali em diante as coisas não seriam tão fáceis e, talvez, nem tão bonitas como o amor de verão que o garoto vivera.  Mas que, se ele fosse discreto, poderia vir a viver à sua maneira. É, às vezes, a Sra. Oh era realmente uma boa mãe. Sehun seguiu aqueles conselhos, não só por obediência mas, também, por sua personalidade sempre ter sido discreta.
            Hyejin o levara de volta até seu prédio, o deixara no andar de sua sala, perto dos armários e instruiu Sehun para guardar seus livros que receberia no armário correspondente ao número da chave que Hyejin lhe entregara, junto com seu cronograma de aulas e papéis de inscrição nos cursos extracurriculares que ele deveria preencher e entregar na diretoria no fim do dia letivo. Antes da mulher ir embora, lhe avisou para que esperasse o sinal da segunda aula tocar para ir até sua turma, Sehun confirmou e então partiram caminhos.
          Ao ser deixado sozinho, ele tirou um tempo para refletir sobre o garoto do canto. Se o veria com frequência caso fizesse aulas na universidade. Talvez sim. Sehun gostava de cantar, apesar de não ter nenhuma voz grandiosa, afinal de contas ainda tinha 17 anos e sua voz sofria alterações continuamente. Porém, não sabia se era bom o suficiente para ir para uma turma de canto. Anulou a opção de teatro automaticamente. Era introvertido, oras. Querer que ele usasse fantasia e fingisse ações e sentimentos para um público, não ia rolar, era como pedir para um físico dançar zumba. Dançar. Sehun sempre gostou de dança. Não se sentia exposto, como era de se esperar, mas sim, se sentia numa bolha só sua quando dançava. Era uma ótima ideia, como ele não havia pensado nisso antes ? Sehun faria aulas de dança. Com isso decidido, vagou sobre as possibilidades que aquilo o traria e esperou o sinal tocar.
          Ao que o sinal tocou, correu pelos corredores de armários, pois sua aula agora seria Química e era no final do corredor, ala A, e conforme passava pelo hall do andar, foi parado por um garoto mais baixo que si, cabelos escuros e pele bem bonita. 
      - Oi, você é Oh Sehun, certo ? Prazer, sou Kim Junmyeon, presidente da turma, - disse o garoto para Sehun. Ele parecia simpático e inteligente. Com certeza tinha grana, mas quem ali não tinha ? 
       - Olá, sim, sou eu. Prazer. - Sehun tentou arduamente ser simpático e se falhou, ou não, Junmyeon ao menos pareceu satisfeito, ao que se virou e indicou o caminho para Sehun seguí-lo.
            Ao adentrarem a classe, Sehun teria de se apresentar, o que era assustador para ele, mas Junmyeon se demonstrou uma ótima pessoa ao que tomou as rédeas e o apresentou, deixando com Sehun somente a fala "Cuidem bem de mim, por favor". Sehun passou o resto do dia sendo guiado pelo garoto, conversaram um pouco sobre família, hobbies e Sehun descobriu que o menino fazia aulas de canto desde que ingressara no colégio, há uns anos. Se interessou e quis perguntar sobre o desconhecido que cruzara seu caminho duas vezes naquela mesma manhã, mas não pôde, pois não sabia nem mesmo o nome dele. Conheceu os amigos de Junmyeon no intervalo, o refeitório era nos fundos da escola, numa área com acesso livre tanto para os universitários como para os colegiais e possuía restaurantes, uma cafeteria e uma pequena loja de conveniência e outra de materiais escolares, conheceu os hyungs Jongdae e Minseok, ambos eram universitários e sonhavam com atuação, ao conhecer Kyungsoo entendeu por que Junmyeon era tão compreensivo consigo, o garoto era tão ou mais introvertido que Sehun, apenas o cumprimentou e perguntou se Sehun também faria aulas de canto, ao que Sehun negou e o assunto morreu. Conheceu Kim Jongin, e ele fazia a aula de dança. Foi de quem Sehun tentou se aproximar e sentiu que seriam grandes amigos.
         Jongin, no final do dia,  o acompanhou até o armário para que guardasse seus livros e depois o levou até a diretoria para que ele entregasse suas inscrições nas aulas de dança, seu atestado médico,  que havia sido avisado com antecedência que todos que quisessem ter acesso às quadras e piscinas deveriam entregar e com tudo organizado, foram dispensados. 
            Sehun propusera a Jongin a ir até a área da piscina, já que naquela tarde ambos não teriam a primeira aula de dança e Jongin poderia lhe contar mais um pouco sobre como eram os outros alunos, o professor e etc. Então foram, Sehun sempre se interassara por natação e ao saber que com o atestado entregue ele teria uma piscina pra si, contanto que fora dos horários de aulas, tantos seus, quanto de natação para outras classes mais novas, ele preparou seu traje de banho na mochila, e ficou surpreso ao saber que Jongin compartilhava desse gosto também. Ambos foram ao vestiário, tomaram um banho rápido, vestiram suas sungas e mergulharam na piscina aquecida.
            No meio de tantos assuntos, Jongin soltara que Junmyeon tinha um lance com um dos hyungs da aula de dança, ele era universitário e estrangeiro, Zhang Yixing, e as vezes ele assistia as aulas de dança dos colegiais, quando um ou outro não sabiam muito bem como fazer um passo, Yixing ajudava. 
          - Sério, cara, perdi a conta de quantas vezes o Junmyeon hyung saiu da sala de canto e se sentou no chão da de dança, com a desculpa de que ia me assistir, mas era só para ver o Yixing ajudar o professor com os alunos. Ele acha que disfarça. O Yixing tem mó cara de safado, deve ter entendido qual é a do hyung desde o começo. - Jongin definitivamente era hilário. Ambos continuavam rindo, escorados na beirada da piscina, até que Jongin, subtamente, agindo estranho, sussurrou para Sehun, - Teremos companhia. Um hyung da turma de atuação acabou de entrar no vestiário..
         Sehun tentou ver quem era mas não conseguiu, e não deu muita bola. A piscina era enorme e não era só por que o garoto era mais velho, que implicaria com eles ali. Decidiu dar uma nadada, iria até o outro fim da piscina e voltaria. Sehun lembrava que seu amor por natação vinha desde à infância, assim como seu amor por chuva, e por sorvete de flocos. Coisas pequenas que eram capazes de o fazer feliz. Sehun também estava animado por ter conhecido Jongin e feito amizade tão rápido. 
           Um pouco antes de completar a volta, ele diminuiu a força dos braços e levantou o rosto para observar Jongin, ao mesmo tempo que viu o novo amigo parado distraído, viu sair do vestiário o garoto de mais cedo. Sehun não acreditava em destino, ligação e essas baboseiras, mas era complicado ver aquele pedacinho de céu vestindo só uma sunga, cabelos escuros e molhados, de novo, vindo na direção da piscina e não agradecer ao deus que comandasse tais coincidências. Sehun lembrou do sorriso que recebera mais cedo, após vê-lo cantar, e decidiu que se era um jogo, jogaria feito uma tiéte pois aquele garoto merecia. Analisou desde os pés, até as pernas, chegou nas coxas e poderia parar ali, não por vontade própria mas por um ataque cardíaco. Subiu mais um pouco, o imbecil tinha tanquinho, era o magro mais gostoso que Sehun já vira, puta que o pariu. Viu o garoto movimentar as mãos e ia admirá-las mas então percebeu o gesto que ele fazia, ele acenava sutilmente. Acenava para Sehun. Subiu o olhar para o rosto dele e percebeu que o menino o encarava com um ar de riso. Sehun poderia até continuar no descaramento e fingir que não ligava, mas sua timidez e a presença de Jongin o obrigaram a fingir uma tosse e continuar nadando até o fim da piscina. Arranjaria um jeito de explicar tudo a Jongin mais tarde. 
         Baekhyun então mergulhou algumas raias acima da de onde os garotos estavam e sem cerimônias, nadou. Nadou sem se cansar e quando já ia para a segunda volta, Sehun se surpreendeu com o fôlego do mais velho. Provavelmente, era por ser assim que ele tinha um corpo tão bonito. Pernas e ombros bonitos, para ser mais exato. O tronco também. Sehun não tivera oportunidade de ver as costas mas apostava que ele aquele projeto de divindade era bonito visto de qualquer ângulo.. Sehun lutava internamente contra sua vontade de ser atirado. Ele estava longe de ser experiente e sabia que esse tipinho, que flerta com estranhos, vivia à base de joguinhos. Como Sehun não era tão descarado como o outro, não sabia como levaria toda essa tensão estranha adiante.
                                                                                          x
            Baekhyun acordara disposto a drenar toda aquela energia ruim de si. Esteve numa fase péssima, para ser sincero. Já estava há um ano cursando artes cênicas, mas, já sabia há meio ano que queria estar fazendo aulas de música na verdade. Descobriu com um cara com quem teve um lance, Chanyeol, e junto dele descobriu uma paixão por música que não conhecia ainda. Queria muito seguir aquele caminho, memso sendo arriscado, ao invés de continuar com atuação, que poderia dar mais dinheiro. Aquele era o dilema que todos seus amigos e, talvez, todos os jovens do mundo, viviam. Ser feliz ou ter dinheiro, para só então ser feliz ? Ninguém sabia a resposta correta. E mesmo sem saber, Baekhyun apostou suas fichas em si mesmo.
                    Chanyeol o ensinara técnicas de canto, estilos diferentes de música, a base da composição de melodia e letra. Ele vira o talento de Baekhyun como uma pedra que precisava ser lapidada e se dispôs a fazê-lo, já que Baekhyun gostava de aprender coisas novas. Aprendeu boliche, snowboard, melhorou no piano, aprendeu a ter um relacionamento, tudo junto de Park, antes desse se mudar para o Japão por tempo inderteminado. Ele era assim. Inquieto. Enquanto ensinava tanto à Baekhyun, aprendia japonês e se preparava para um "intercâmbio" para o Japão. O lance deles não teria futuro, mesmo.. 
            Apesar de todos os lados bons, Baekhyun era dono de um jeito meio camaleão, e possuía um humor ácido, já Chanyeol era desajeitado demais e, por vezes, inseguro. Por tais motivos nunca deixaram a relação passar de "um lance aí".
                 Baekhyun, apesar de toda a narrativa até agora indicar que não, sempre foi um garoto animado e sonhador. Ele só estava um pouco perdido. Perdido de si. Perdido entre o certo e o errado. O caminho fácil ou o difícil. Mesmo depois de descobrir que queria cantar, ele não sabia muito bem se teria coragem de contar isso à família. Sabe como é, né ? A família Byun não era do tipo que depositava nele o fardo de ter sucesso e dinheiro. Ser jovem já era uma luta diária contra o mundo e Baekhyun lutava ela sozinho, longe de casa. Não que não tivesse amigos. Tinha muitos. Mas ele sentia falta de uma família, alguém para dividir a mesa de jantar. Que ele pudesse chamar para esfregar suas costas no banho ou pedir socorro quando saísse de uma das suas crises de paralisia do sono. Alguém com quem conversar no apartamentinho quieto e escuro que o dinheiro dele podia alugar. Restara para si, somente a companhia dos videogames que tanto amava. E os dias de chuva...É, eles, com certeza,  eram os piores. Quando tinha Chanyeol, corria para o pequeno apartamento/estúdio do grandão e se emaranhavam um no outro enquanto viam Netflix, ou se o mesmo estivesse ocupado com música, se enrolava em cobertas e ficava no pequeno sofá de couro do estúdio, apenas vendo-o trabalhar. Além dele tinha Yixing, com quem fizera amizade na universidade, o chinês se aproximou de Baekhyun ao receber ajuda do mesmo quando teve dificuldades com a barreira linguística. Ele viera para Seul com objetivo de estudar dança, porém no primeiro dia de aula invadiu a turma de atuação e seu coreano não era bom o suficiente ainda para esclarecer o que acontecia. Baekhyun ao perceber, fez de tudo para tirar Yixing desse tipo de situação desconfortável e até hoje quando tinha alguma dúvida no idioma ou cultura, Yixing mandava mensagem para seu pequeno herói particular, Baekhyun. Mas, apesar da ótima amizade, Yixing costumava ser meio ocupado e individualista, Baekhyun não se sentia confortável de desabafar tudo com o amigo. 
           Na tarde anterior, Baekhyun havia, finalmente, decidido ligar para a mãe. Era uma mulher adorável e Baekhyun tinha muito mais dela em si, tanto no físico, quanto na personalidade,  do que seu irmão mais velho. Ele crescera num lar muito unido e, talvez, por isso ele fosse o melhor amigo dela. Isso acarretava na sua tristeza atual, já que fazia mais de um ano que não era mimado pela família ou via os  amigos da vila que crescera. 
           Ao que a mãe atendeu o telefone, sentiu que poderia chorar, mas segurou e se limitou a falar com a voz meio embargada.
       - Mãe, oi, você tá bem ? Quanto tempo.. Tem chovido muito. Você não tem andando por aí debaixo da chuva, né ? Eu disse que vou te dar um carro, espere só um pouquinho, sim ? Ah, não sei se  te contei mas, lembra do Yeolli ? A senhora gostava dele, ele está em Osaka. No Japão. - Baekhyun falava muito quando ficava nervoso e a mãe o cortou.
     - Filho, Baekhyun, eu senti tanto sua falta! Por que está falando de carro ? Eu não preciso do carro, Baekhyun-ie. Baekbeom está pensando em trocar o dele, e disse que me dará o atual, se isso tira esse peso da sua cabeça. No japão? Uau. E Yixing ? Diga a ele que mandei oi. Quando começam suas aulas, filho ?- Ela, de fato, era uma pessoa animada. Se analisar os dois conversando, tinham os mesmos hábitos e manias.
      - Desculpa, você sabe que me preocupo com você e papai, vivendo nessa casa de madeira, sem carro para usar em dias chuvosos ou de neve.. Sim, ele se mudou pra lá há uns meses. E Yixing está bem, mãe. Mandarei seu oi. Sobre as aulas......Eu preciso falar com você. - Baekhyun sabia que receberia apoio. Sempre recebeu em todas as suas questões particulares. Mas se não ouvisse a mãe dizer que estava tudo bem, não conseguiria seguir adiante.
     - Diga. Eu sabia que você diria algo, meu filho... Te conheço, bobinho. Pode me contar. - Ela soava calma, como se realmente soubesse que ele daria uma notícia. Aquilo acalmou Baekhyun. 
     - Bem, eu tranquei a faculdade no fim do ano passado. Não era o que eu queria fazer, mãe. Eu pensei em todo o dinheiro que eu teria, eu poderia alugar um lugar maior para você montar sua lanchonete. Talvez um lugar com dois andares e você e papai poderiam morar lá. Eu tentei, mas não me sentia feliz e o retorno era tão baixo... Então, você sabe, eu conheci o Yeolli. Ele tinha um estúdio e sabia muito sobre música. E graças a ele, eu descobri que cantar me completa, mãe. Então, fui atrás e soube que se eu provasse meu talento, poderia transferir minha bolsa para o curso de música. Os testes foram mês passado. Eu passei. Mas não teria coragem de ir nas aulas sem receber seu consentimento antes, então....- Ele continuaria falando se a mãe não o parasse e ela, novamente, o fez.
           Soando chocada, questionou o filho do por que de ter guardado aquilo por tanto tempo. Se perguntou em voz alta se deveria ter ido visitá-lo no último feriado prolongado pois,  na cabeça dela, dessa forma, ele teria se aberto mais cedo. O lembrou de seu apoio incondicional e pediu que o filho parasse de se preoucupar tanto com os pais, que só queriam vê-lo feliz. "Para que sua vida vá bem, você precisa primeiro estar feliz. Infeliz, os frutos não brotam, as plantar morrem, a terra apodrece. Não há lucro. Sem lucro, você se torna amargo e perde as pessoas ao seu redor. Portanto, cuide bem de sua plantação." essa era uma citação da avó de Baekhyun. Perdoem a senhorinha, ela cresceu numa cidadezinha instalada num vale entre montanhas e boa parte de suas lições de vida eram baseadas no cultivo, criação de animais e natureza no geral. Era um bom conselho. A mãe disse mais algumas coisas, falou sobre como Baekhyun tinha uma voz especial e sobre como ela sempre pedia pra que ele cantasse quando se sentia para baixo. O lembrou das vezes que ele não ía à aula e ficava sentado na cozinha da lanchonete, cantarolava as músicas preferidas dela, Only The Sound Of Her Laughter, A Glass Of Soju, I Didn't Know,  e mesmo que fosse em meio às manchas de molho e massas, ela se emocionava e derramava uma lágrima ou outra. Aos poucos, ele ganhava o carinho das outras senhoras, e de alguns clientes, que íam lá também. Perguntavam como aquele rapazinho bonito e educado, podia soar como um anjo ao cantar e mencionavam para a Sra. Byun que talvez ele fosse abençoado. Baekhyun demorou uns anos para levar a sério, mas agora, ao ser lembrado de todas essas coisas, se sentia com força para lutar por um espaço no mundo da música. Queria continuar a  passar sentimento com sua voz e pôr para fora todos os sentimentos que sempre carregou consigo e nunca soube, ao certo, como pôr para fora. Quem sabe até podia ser reconhecido como um artista um dia ? Com tudo resolvido, a mãe disse que daria as boas novas a avó de Baekhyun, relembrou o filho de que ligaria no fim da semana e se despediu.
             Baekhyun ficou um tempo sentado no sofá do apartamento refletindo sobre o quanto era sortudo por ter a família que tinha. Já havia entregue tudo na universidade, suas aulas começariam na terça e ainda era domingo mas por já ser estudante de lá, Baekhyun já conhecia o lugar e sentia saudade da piscina aquecida, era para lá que ele ía quando precisava  descarregar as energias. Se sentia necessitado disso. Decidiu que na manhã seguinte, iria até lá, conheceria as salas de canto, estúdios e aproveitaria para dar um mergulho.
    
             Ao sair da cama naquela manhã, ele já se sentia diferente, disposto e a garoa lá fora era, surpreendentemente, mais do que bem vinda. Tomou um banho com direito a esfoliante, fez a barba e ao sair, botou roupas limpas. Ligou apenas o abajur da sala e deixou uma compilação das músicas de uma cantora americana que gostava muito, Aurora, tocando de fundo enquanto se vestia e colocava roupas de banho e a carteira numa mochila. Com tudo pronto, tentou sair do apartamento ouvindo Walking In The Air, o clima lá fora combinava com a música, o céu pouco antes escuro, assumia tons de violeta e as luzes de rua continuavam acesas. Porém, percebeu que esqueceu de trazer um moletom com capuz ou guarda-chuva e logo desistiu da ideia de ouvir música. Não queria perder os fones recém adquiridos. O caminho até a universidade era considerávelmente curto e ele aproveitara para andar bem devagar, já que, sua mochila era de couro e não teria problema se molhar um pouco. E, no fim das contas, nadaria, não é mesmo ? Na altura da ponte, ele decidira parar para observar os carros passando lá embaixo, era um cenário bonito apesar de bucólico. Deixou, então, que a chuva levasse os últimos meses embora de si. Que as gotas limpassem a poeira de cada um dos cantos de sua alma e hidratassem seu corpo e mente. Voltaria a se cuidar. Diminuíria as idas em bar com colegas de quem não gostava de verdade. Apoiou os braços sobre o ferro de parapeito da ponte e inclinou a cabeça para trás, deixando a garoa cair diretamente no rosto. Com certeza voltaria a dançar, como hobbie, e jogar seus videogames. Poderia cantar em bares, a ideia não lhe incomodava. Baekhyun duvidava que existisse alguém que recebia mais cantadas de ambos os gêneros do que ele, nas noites em que saía, e esperava que isso o levasse a receber mais gorjetas.
             Se sentiu tão feliz com a ideia de as coisas fluírem na sua vida, como se tivesse aberto as portas de uma barricada numa represa, que abaixou o rosto e abriu os olhos. Foi estranho para si ver alguém, do outro lado da ponte, o olhando. Um garoto alto e magrelo, uniforme, espera aí.. Era o uniforme da escola que era ligada à sua universidade. Então... 
            Você devia estar se perguntando como Baekhyun não estranhara abrir os olhos e ver um desconhecido o encarando. Mas, veja bem, o desconhecido parecia inofensivo, estava atônito, vestia um uniforme e um casaco preto  grandão que o deixava engraçado. O garoto era mais adorável do que assustador e talvez, só estivesse preocupado com Baekhyun estar passando mal. De qualquer forma, Baekhyun manteria a troca de olhares por quanto tempo o garoto ante a si estivesse disposto, o que não pareceu ser muito,  já que, repentinamente, ele se moveu e, meio encabulado, saiu andando. Peculiar...
            Se esticou, arrumou a mochila nas costas e foi na mesma direção que o desconhecido havia ido pouco antes. Ao passar no gramado do colégio, se perguntou se ele estava lá tendo aula e, então, riu de si mesmo. " Ora, Baekhyun, parece uma garotinha de 14 anos agindo assim" pensou. Ao entrar no prédio da universidade, não se dirigiu as piscinas como planejara mas, sim, algo o dizia para ir até as salas de música primeiro e ele foi. Queria sentir a energia dos ambientes que frequentaria. Conheceu o estúdio, lembrou claramente do pouco que Chanyeol o havia ensinado. Seguiu para a sala de instrumentos, havia um arsenal de instrumentos que iam desde os clássicos, coreanos, até os mais comuns, como guitarra e violão. Baekhyun arriscou tocar algo no piano, subiu a tampa que cobria as teclas e deixou que a mão deitasse lentamente sobre elas, se familiarizando. Lembrava ainda de quando aprendeu Moon of Seoul para agradar a mãe e decidiu que seria essa que tocaria. Os dedos corriam automaticamente e ele não conteve o ímpeto que teve para cantar. Soltou os primeiros versos e apesar do frio e escuro que faziam lá fora, dentro si o sol brilhava. Era ótimo soltar sua voz sem receios. Ele sabia a letra inteira mas não sabia a continuação do arranjo então cessou o dedilhar e respirou fundo. 
           Apagou a luz da sala e foi até a ao lado. Não passava de uma sala de teoria da música, cadeiras organizadas e uma lousa na parede frontal. Baekhyun encostou a porta atrás de si, não se deu o trabalho de acender as luzes, somente seguiu até as janelas na parede oposta a da porta e observou as gotas desceram pela janela e turvarem a paisagem lá fora. Um jardim. No momento as folhas balançavam com o vento e Baekhyun lembrou de algo banal, na série que estava acompanhando, sempre que o Goblin se sentia triste, chovia. E sua noiva sofria com isso e pediu para que ele não fizesse chover com frequência. Automaticamente Baekhyun reviveu algumas das cenas e sem perceber, começou a cantar a trilha sonora que mais gostava da série, Beautiful. Era uma das músicas preferidas dele e se dedicou à cantá-la, de olhos fechados e se esforçando para atingir todas as notas. Não sabia que tinha platéia e muito menos que estava num dos momentos mais bonitos que o garoto que o assistia, e fazia um dueto silencioso consigo, já vira.  
           Baekhyun não soube que atingiram a última nota juntos e não esperava ver um vulto, com cabelo laranja,  se distanciando da janelinha de vidro, quando se levantou e foi em direção a sua mochila. Apenas pegou o celular e se apressou para sair, talvez ainda pegasse a pessoa no corredor. Ao abrir, porém, se deparou com o que menos esperava. Era o menino da ponte. Sem o casaco engraçado e mais de perto, ele era bonito. E alto. Baekhyun não deixaria de perceber no quanto ele era alto. Sorriu sacana, fechou a porta e saiu andando como se não tivesse flertado com um colegial. Talvez se uma funcionária não estivesse com ele, Baekhyun teria dito alguma cantada. Mas com ela ali, não o faria, então não adiantava perder tempo. 
            Checou novamente o celular e Yixing o avisara de que estaria na cafeteria da universidade. Iria botar o papo em dia com o amigo, que aproveitara as férias para visitar sua família em Hunan, na China. Precisava contar ao chinês sobre mudar para o curso de canto e como teria mais tempo com ele, já que as aulas de canto e dança eram nos mesmos dias da semana. O chinês contou sobre oportunidades que recebera na China e sobre como poderia viajar para lá mais vezes esse ano, do que pôde ano passado. Eis que mais de uma hora de conversa se foi e Yixing, olhando para o lado de fora da cafeteria comentou
     - Entrou um novato. Junmyeon realmente é esforçado, cuida muito bem de todos. - E tomou mais um gole de seu café. A Baekhyun somente restou tentar ligar os pontos. Afinal de contas, quem era Junmyeon ? Novato ? Será que Yixing falava do curso de dança ? Mas as aulas só seriam no dia seguinte...
       - Hyung. De quem está falando ? - Baekhyun até tentara olhar mas foi tarde e só viu um bando de colegiais irem em direção ao refeitório. Ninguém se destacava (e com isso dito, saiba que ele procurou por uma cabeleira laranja. Sem sucesso.) 
     - Um colegial que flerta comigo. Antes que me julgue, nunca respondi à nada que ele tenha feito. Mas é um bom garoto.. Gosto da forma como ele cuida das pessoas ao seu redor. - disse e então desviou sua atenção para a televisão do lugar.
    - Yaaaa, hyung! Você realmente está prestando atenção num colegial ? Inédito. Bom, então, talvez, eu deva te contar algo... Há um garoto com quem esbarrei duas vezes nessa manhã e...- contou toda a história para Yixing. Esperou que o outro dissesse que era uma grande baboseira. Mas o que Yixing disse foi "Cabelo laranja ? Era o novato que eu disse estar com o Junmyeon", e fez suposições sobre eles serem da mesma turma ou não. 
                                                                                                                 x
             Yixing o levara junto até a diretoria, onde conversou com o, recém contratado, professor de dança e o levou para apresentar a estrutura da escola. Baekhyun achou que almoçaria junto do amigo aquele dia, mas o clima que entre Yixing e o professor exclamava "nos deixe a sós" em letras neon e, bom, Baekhyun não era o empata foda que parecia ser. Lembrou que saíra de casa com o objetivo de nadar. Se despediu de ambos e ao passar pelas enormes janelas de vidro do prédio, reparou que o dia começava a clarear, o azul celeste empurrando as tons sombrios de cinza para longe. E o que ocorria no céu, parecia ocorrer dentro de si também. Sentia-se mais leve.
            Ao adentrar a parte da piscina fechada, viu que havia gente na água e analisou quem eram, antes de ser visto. Reconheceu um dos alunos de dança que Yixing elogiava. Não lembrava o nome dele..Jonghyun ? Jongup ? Certamente era Jong + alguma coisa. Eis q o outro que havia mergulhado, sobe e Baekhyun reconhece o cabelo laranja. Terceiro encontro. O destino era engraçado as vezes, se encontraram 3 vezes naquele mesmo dia. Pensando se tudo aquilo tinha um signficado maior, desviou o olhar e rumou ao vestiário. Não era mais pirralho para fugir de situações estranhas como essa, daria seu mergulho e o que quer que tivesse que rolar, rolaria. 
          O banho quente era tão aconchegante na pele, que ele cogitara ficar ali por mais tempo do que o necessário. Só desistiu da ideia ao lembrar do garoto na piscina e seja lá qual for a reação dele ao ver Baekhyun mais uma vez. É. Ele era um babaca. Poderia culpar o universo por querer sair e presenciar um colegial sem graça por sua presença, mas, na verdade, Baekhyun só não vivia um romance a um tempo e nem só de mão vivia um homem. O garoto que surgia diante a si toda hora. Ele só estava agilizando ao flertar descaradamente. Terminou seu banho e vestiu sua sunga. Preta. O recomendado era usar touca também, mas não era uma aula e não haviam professores no momento, então foi sem. Ao sair do vestiário, observou o vapor quente do ambiente, a piscina enorme e viu de soslaio somente o aluno de dança parado na borda da piscina. Continuou caminhando e então viu algo emergir na raia onde o outro estava, era o menino do cabelo laranja. Ele olhou para Baekhyun ao todo, depois desceu o olhar para os pés e foi subindo devagarinho. Baekhyun não reclamaria. Deixou ser analisado sob lentes tão cuidadosas e perceptivas. Ria suavemente. Quando o garoto subia o olhar para seu peito, acenou de leve, e num rompante, o contato acabara. Ele tossiu e desviou o olhar de Baekhyun. Foi nadando até o dançarino e bom, Baekhyun é que não ficaria tentando entender. 
          Mergulhou. Passara a ponta dos dedos no fundo da piscina e sentia a pressão da água sobre seu corpo. Subiu lentamente, dando início às braçadas e ao movimento das pernas. Era seu exercício preferido. Se sentia longe de tudo e a exaustão que causava em si, o dava o melhor tipo de sono à noite. Cansado demais para sonhar e consequentemente sem paralisia do sono. Aquela era uma questão que Baekhyun precisava resolver. Talvez arranjasse um colego de quarto. Seria bom ter alguém para dividir as despesas e se sentir menos sozinho. Divagou na ideia pelo resto do seu tempo de nado.
                                                                                           x
       Após saírem da piscina, Sehun explicara sobre o hyung que viram e o por que de ter reagido daquela forma. Ouviu do amigo, como resposta, que Baekhyun era um nato frequentador de bares e costumava zonear nas aulas de atuação, até o dia em que cancelou sua matrícula, pouco antes do fim do ano letivo. Ele ficou sabendo dessas coisas através de Hera, uma amiga que também fazia artes cênicas e se apaixonou por Baekhyun. A garota jurava que Baekhyun tinha algo a mais. Quando o mesmo sumiu, ela choramingava para Jongin que ele devia estar se sentindo sozinho, já que soube que ele vivia longe de casa. Jongin perguntou se aquele era o tipo de Sehun, mas ficou sem resposta.
         "Baekhyun" era um belo nome. Sehun voltou para casa pensando se o pequeno milagre, em forma de pessoa, havia destrancado a matrícula. Esperava que sim. Queria revê-lo e viver um pouco. Era introspectivo demais e havia prometido à si mesmo que esse ano seria diferente. 
             E seria. 
 


Notas Finais


Primeiramente, eu não ia citar Aurora. Mas, ela foi crucial pra eu escrever, então..
Vamos ao linkssss
Aurora - Walking in The Air - https://www.youtube.com/watch?v=DKiQJYMIswQ
Baek cantando Beautiful (ost de Goblin) - https://www.youtube.com/watch?v=gaiNYHNIrvg
Baek tocando e cantando Moon Of Seoul - https://www.youtube.com/watch?v=EcfIqAgdgks
Hera, a amiga de Jongin na fic, é a atriz Z Hera que fez a noiva do Wangeun, personagem do Baek em Scarlet Heart.
Não me lembro se fiz mais referências...
Se você chegou até aqui, obrigada. Espero que tenha sido uma boa leitura. <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...