História O garoto encantado (Oneshot) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Amizade, Amor, Bangtan Boys, Bangtan Sonyeodan, Bts, Infância, Jeon Jungkook, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Magia, Mistério, Park Jimin
Visualizações 20
Palavras 5.391
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem♥

Capítulo 1 - TO THE MOON; (Capítulo único)


Fanfic / Fanfiction O garoto encantado (Oneshot) - Capítulo 1 - TO THE MOON; (Capítulo único)

             



Capítulo único


♣♦•|1969|•♦♣



Jeon Jungkook era um garoto simples de 11 anos. Simpático e envergonhado. Um menino esforçado e calmo. Nunca deu trabalho algum aos seus pais ou a ninguém. Jungkook sabia se virar sem precisar de alguém.

E sempre foi assim. Seus pais nunca deram muita atenção ao pequeno menino. Sequer quando este tirava notas boas ou fazia algo grande. Seus pais viviam como se fossem apenas eles e o pequeno Jungkook, vivia sozinho.

E em especial, seu pai era um tanto grosso e meio agressivo consigo muitas vezes, e frio...

Mas o Jeon não se importava muito. Sempre arranjava um jeito de “fugir da realidade”.

Tinha sempre sua escapatória.

Mas nesse dia, estava acontecendo algo fora do comum.

A família Jeon estava se mudando.

Os Jeon estavam indo para um lugar mais afastado da cidade. Um quase “no meio do nada”. Era no meio de uma floresta agradável e que trazia um ar cômodo.

Mas o menor não sabia o que faria lá. Estava assustado, nunca havia feito uma mudança como está. Ele era apegado a antiga casa e mais ainda a antiga cidade que conhecia como a palma da própria mão, por conta de que quando o garoto estava entediado, saia em suas “aventuras” pela cidade.

Jungkook não tinha muitos amigos, sendo franco, o pobre menininho não tinha amigo algum. Seus colegas de classe o achavam estranho e o Jeon chegava a sofrer bullying e agressões físicas, coisa que nunca contou ao seus pais. E os mesmos nunca se deram o trabalho de perguntar sobre as marcas roxas que acompanhavam o menino quando chegava das aulas. Provavelmente nunca repararam.



Enfim, se passou o dia da mudança. Haviam apenas algumas coisas espalhadas pela enorme casa, porém, a maior parte arrumada em seu lugar.

Era uma linda e enorme casa no meio da floresta verde e pura.

Jungkook mais uma vez estava entediado dentro daquela casa silenciosa com seus pais trabalhando.

-Omma, appa, estou saindo! - Gritou o moreno já com a porta aberta e como esperava, sem resposta alguma.

Então, saiu.

Apreciou o lindo lugar, com as folhas verdes misturadas com a coloração alaranjada e marrom das árvores, flores e algumas poucas folhas secas. A terra úmida que se punha sob seus pés. O ar fresco e sem qualquer poluição. Os insetos peculiares que por ali vagavam. Tudo era incrível para o pequeno menino. Ele já estava adorando aquele lugar.

Respirou fundo aquele ar puro e se fez disposto a começar com sua diversão.

Corria para lá e pra cá, investigando cada centímetro do seu novo lar. Até que chegou em um rio, um pouco distante de sua casa, onde parou sua corrida e encarou a água corrente que refletia o céu limpo e azulado, e agora, a feição de um menino pálido e lábios delicados.

Aquele barulho da água percorrendo seu caminho era ótimo. Ele poderia dormir com aquele som, que era música para seus ouvidos.

Mas enquanto apreciava aquele som suave e o cheiro da umidade, Jeon pode jurar que ouviu uma gargalhada de um menino. Parecia ser alguém da sua idade.

Jungkook deu um passo para trás com o susto e começou a rodear o lugar com o olhar para ver se avistava algo ali.

Mas nada achou.

Deu de ombros e continuou a caminhar pelo lugar.

Até que achou um tronco que servia como uma ponte até o outro lado do rio. É por ali passou, sem peso ou receio algum.

Dava a um campo mil vezes mais vasto do que do lado onde ficava sua casa. Mas ele não tinha medo de se perder.

Caminhou bastante até que parou em uma clareira para descansar e repor o fôlego perdido, sentando no chão, nas folhas “crocantes” e encostando suas costas na parede, sentindo o tronco meio molhado fazer contato com sua camiseta.

Respirou ofegante e por fim ao abrir seus olhinhos puxados, seu olhar bateu com algo que parecia ser…

Uma casa na árvore?

Era perfeito! Jeon teria seu próprio cantinho.

Logo abriu seu sorriso brilhante de coelho e se levantou, correndo até a árvore não muito longe.

Quando chegou, admirou a tamanha beleza que era a junção daquela madeira velha com a natureza que a tomou com os anos que iam se passando.

Caminhou com seus olhos negros desde a raiz da árvore até o ponto mais alto que sua visão alcançava naquela árvore.

Sem pensar duas vezes, Jungkook subiu pela escada de madeira presa na árvore (onde faltavam algumas tábuas, que caíram com a idade) e chegou enfim na casa.

Não era pequena, bem grande até. Tinha janelas, cortinas e até mesmo alguns pequenos móveis ali. Haviam tintas e pincéis que provavelmente acompanhavam belas pinturas nas paredes de madeira na casa da árvore. Em momento algum o sorriso contente de Jungkook saia de seus lábios. Agora, a casa na árvore era sua. E este não poderia estar mais feliz.

Não evitou de soltar um “wow” ao ver como a casa havia sido bem feita e estava em tão bom estado mesmo aparentando ter idade.

A casa até mesmo tinha uma varanda!

É o melhor, era a vista dessa varanda! As montanhas, colinas, árvores, terra é uma linda e distante cachoeira, que mesmo com enorme distância, fazia com que o som de sua água despencando em um rio vívido pairasse sobre o lugar todo.

-AAAAAAAAAAAAAAH!!!! - Gritou o Jeon daquela sacada e seu grito ecoou por toda a floresta e ele jurava que até mesmo seus pais poderiam ter ouvido. Gargalhou logo em seguida ouvindo sua voz ecoar.

Ele reparou alguns vagalumes mesmo na luz do dia sobrevoaram em volta da casa na árvore.

E nesse momento, uma borboleta azul passou diante de seus olhos, tão próxima que ele chegou a fazer seu rosto para trás evitando contato, e seguiu o bichinho alado com o olhar.

-É bonito não é? - Ouviu uma voz dizer ao seu lado.

Jungkook gelou no mesmo instante e arregalou seus olhos, virando sua cabeça cautelosamente para seu lado, enfim, dando de encontro com um garoto um pouco mais baixo que si, de pele pálida (extremamente pálida), bochechas gordinhas, cabelos castanhos claro, quase loiros que trajava um jeans, botas negras e uma blusa, grande para o seu tamanho azul marinho, na qual as mangas tapavam suas mãozinhas de dedos curtos e gordinhos.

-Q-Q-Quem é você? - Foi a única coisa que Jeon conseguiu formular naquele momento em que seu corpo estava petrificado.

O menino enfim o olhou e o moreno pode vê-lo melhor de perfil.

O outro tinha lábios carnudos é bem desenhados, onde tinha um sorriso terno, um nariz delicado e olhos bonitos na qual agora se encontravam fechados por conta do sorriso que tinha, o deixando ainda mais simpático.

-Meu chamo Park Jimin. E você? - Perguntou inocente de tudo.

-Sou J-Jeon Jungkook… - Falou o mais alto ainda meio receoso e com o coração a mil. -Você me assustou. - Falou dando uma risadinha sem graça em seguida.

-Desculpa. - Falou o menino gargalhando.

Este tinha uma voz meio fina para um garoto, mas era tão agradável de se ouvir que chegou a acalmar o coração assustado do moreno.

-Bom… Eu tenho 11 anos, e você? Quantos anos tem? - Indagou Jungkook.

-Tenho 13 - Respondeu o menor.

Jeon não pode evitar de deixar escapar uma risadinha.

-Porque ri? - Pergunta o Park.

-É que você é meio… baixo pra sua idade. - Fala ainda em risos o mais novo, comparando suas alturas com a palma da mão indo de testa em testa.

-HEY!!! - Exclamou o mais velho meio nervoso com o comentário e pôs um bico no rosto e cruzou seus braços, batendo o pé na madeira do chão.

Fofo…

-Desculpa, desculpa. - Falou o mais jovem tentando enfim parar de rir da situação. Ele realmente achou engraçado a maneira de como Jimin reagiu.

Jungkook gostou da companhia do castanho. Claro, depois da primeira impressão, Jimin se mostrou uma pessoa amável e brincalhão, e Jeon se sentiu confortável ao lado do mesmo. Parecia que se conheciam a anos. O Park era muito bom na conversa, que fluía com tremenda facilidade.

Passaram horas conversando e brincando de todas as brincadeiras que conheciam e que conseguiram inventar.

Tudo estava muito divertido e Jungkook não queria parar de brincar com Jimin nunca mais.

Mas uma hora tudo acaba.

Começou a anoitecer e o moreno estava ciente que levaria um puxão de orelha se chegasse tarde em casa, e assim avisou sobre isso ao Park, que choramingou para que ficasse mas enfim compreendeu.

Os dois se despediram com um toque de mãos e Jungkook prometeu que voltaria no dia seguinte.

O menino Jeon voltou para sua casa, e seus pais não deram bola.

Foi se limpar, já que estava sujo por causa das brincadeiras com o castanho.

Jantaram, “conversaram” sobre o dia de Jungkook e enfim, todos foram dormir.

Jeon foi para seu quarto, que era o sótão e tinha uma enorme janela, dando vista para a floresta onde via galhos se mexerem com o vento.

A lua estava tão brilhante aquela noite…

Jungkook acabou adormecendo ali mesmo, naquela janela, pensando no garotinho baixo e de cabelos claros que conhecera mais cedo.

Em seu sorriso terno e seu cheirinho de baunilha.

Jeon adormeceu se perguntando: como em seus onze anos de vida dentro de um mesmo ambiente escolar, nunca achou um amigo e um garoto que acabara de conhecer pode mexer consigo e ficar tão próximo em tão pouco tempo?

Jimin era mesmo encantador…


No dia seguinte, como prometido, o moreno acordou, tomou seu café e correu em direção ao seu lugar especial. Para alguém especial.

Chegou lá e, debaixo da casa da árvore começou a rodear mais uma vez o lugar com o olhar a procura do mais velho.

-Jimin?! - Gritou alto para ver se era correspondido.

-Oi Jungkook! - Falou o menino com seu eye smile, fazendo o moreno saltar de susto e levar a mão ao peito, suspirando forte.

-Você vai me assustar pra sempre?

-Eu diria que pra sempre é muito tempo. - Falou Jimin, rindo em seguida. -Vamos. - Disse, pegando na mão do mais novo é puxando para subirem até a casa da árvore.

Depois de brincarem de diversos jogos, os dois decidiram caminhar pela floresta.

Aquele cheiro da natureza era tão bom. Os dois andavam quase saltitando lado a lado, pisando nas folhas secas.

-Jimin. - Chamou o mais alto.

-Hm?

-Você é um garoto encantado? - Perguntou o moreno, com a atenção em umas pedras pelas quais pulava.

Jimin parou e o olhou meio confuso.

-”Garoto encantado?” - Perguntou o mais velho.

-É! Sabe, um menino mágico. - Falou Jungkook,agora parando também e olhando para Jimin com um sorriso esperançoso. -Que ajuda as pessoas e é bom com todos.

-Hm… Não me chamaria assim não. - Falou o castanho tombando a cabeça para o lado, encarando o moreno. -Mas pode se dizer que sim. Sabe… eu sou um filho da lua.

-Uh? Da lua?

-Uhum. - Afirmou se aproximando bem de Jungkook. -É toda vez que não estiver comigo e quiser conversar, olhe para a lua, mesmo que ela esteja distante ou sequer visível. Eu estarei lá, te olhando e te ouvindo. E estarei sempre ao seu lado, Kook. -Falou Jimin bagunçando os cabelos sedosos e negros do maior, fazendo o mesmo rir.

-Quem chegar por último é a mulher do padre!! - Falou Jimin correndo com os braços abertos em direção às casa na árvore e Jungkook o seguiu.

Jeon acabou chegando primeiro e os dois gargalharam até cair.

E assim se passou por dias. Jungkook saia cedinho de casa para encontrar seu amigo misterioso.

Porém, com o tempo, Jungkook foi colocado em um colégio dali. Onde voltou a sofrer bullying e até mesmo as agressões continuaram, mesmo sendo novo e sem fazer mal a qualquer um. E mais uma vez, seus pais não notaram seu estado. Não notavam as lágrimas do pequeno Jungkook, que sofria.

Alguns dias, sequer queria voltar para casa.

As coisas em casa estavam piorando, seu pai perdia o controle consigo e chegava a bater no mesmo sem nenhum motivo. Apenas por estresse, que acabava descontado no pequeno. E Jimin era sua salvação e sua alegria. A fulga para dias como esses em que ele só podia chorar em seu quarto pensando se havia feito algo de errado para chatear seus queridos pais.

Mesmo com tudo que acontecia, Jungkook os amava muito… Afinal, eram seus pais.

Porém, o pequeno não estava mais aguentando ir para a escola para sofrer, e nem mesmo ficar em casa, desmoronando internamente dentro da casa onde ele parecia ser um problema. Dentro do mundo onde ele parecia um problema.

Mas Jimin, era razão do seu sorriso de coelho fluir em seu rostinho todos os dias.

O garoto com quem presenciava aventurar em meio a dragões e monstros enormes. Com quem embarcava em navios piratas fantasmas e juntos salvavam o dia.

Tudo parecia tão real. Aquele era um reino somente dos dois. Jungkook podia quase jurar que ele via os monstros e princesas que salvaram, se não fosse tão absurdo.

Isso, na companhia de seu melhor amigo que queria nunca sair do lado do mesmo.

O Park era realmente tudo para Jeon.

Enfim, depois de meses, com seu novo melhor amigo, era primeiro de setembro, um dia extremamente especial para Jeon.

Seu aniversário.

Jungkook acordou cedinho e ansioso, afinal, um aniversário é uma data importante.

Se levantou e desceu para tomar café da manhã com seus pais, ansioso por um abraço apertado e um beijo carinhoso. Era a única coisa que o moreno desejava mais do que tudo.

Se vestiu, arrumando seus cabelos negros e sempre com um sorriso gigantesco no rosto.

Desceu as escadas correndo em pulinhos e encontrou seus pais sentados na mesa escrevendo ou lendo.

-Bom dia!! - Falou o menor todo contente.

Seus pais apenas responderam com um “bom dia” que soou monótono e frio. Jungkook sentiu uma pontada em seu peito mas ignorou.

Se sentou e se serviu com seu café da manhã, apenas esperando os parabéns.

Jeon se perguntava se eles estavam fingindo não se lembrar, e fariam uma grande surpresa para si e isso apenas o deixava mais ansioso ainda.

Tomaram café em um silêncio ensurdecedor. O pequeno menino já estava ficando agoniado. Nenhum sinal de que seus pais estavam escondendo algo. Nenhum olhar diferente, nenhuma troca de olhar, palavras ou gestos carinhosos.

Jungkook começou a sentir seu peito doer e seus olhos se encherem de lágrimas. Não podia ser… Seus pais haviam esquecido seu aniversário? O dia mais importante na vida do filho deles? Eles realmente não se lembravam?

-Com licença… - Falou o menino em um tom baixo e com cabeça baixa.

-Aonde vai? - Perguntou sua mãe com sua atenção ainda no que escrevia. Jeon sequer respondeu. Não queria que sua mãe ouvisse sua voz trêmula pelo choro.

Então, dali ele saiu, e logo, correu até o outro lado do lado, chorando aos prantos. Atravessou o rio com certa dificuldade mas continuou a correr em direção a casa na árvore. Sua visão estava embaçada e junto a isso, o pobre menino tropeçou em algo e seu corpo foi levado ao chão, pesado. Jeon não sentia nem mesmo forças para se levantar. Ficou ali no chão, chorando e soluçando alto. Não queria nem mesmo abrir seus olhinhos e ver que estava acordado mais um dia naquele mundo, onde seus pais esqueceram de sua existência, diferente de seus sonhos doces e alegres.

-Kook??! - Ouviu uma voz familiar chamar por seu nome.

Jimin.

O castanho se apavorou ao ver o estado tão decaído do melhor amigo e o ajudou a se levantar. O moreno parecia acabado e então, Jimin o levou nas costas até a casa na árvore onde o Jeon pode subir por conta própria, além do mais que o Park não aguentaria subir com um peso de outro garoto junto ao seu.

Os meninos se sentaram no chão de madeira, encostados na parede cheia de desenhos, feitos pelos dois.

-Seu rosto está machucado! - Falou o mais velho preocupado e com a própria camiseta, limpou o pouco sangue que ameaçava sair de um pequeno corte no bochecha esquerda do menino Jeon, que estava tão decaído. -J-Jungkook… O que houve? - Perguntou o menor em um tom baixinho e viu Jungkook morder os lábios tentando cessar as lágrimas tão repetitivas.

-É meu aniversário… - Jeon falou de primeira. Afinal, não teria nada a esconder de Park Jimin.

-Mas então, porque está chorando? Esse é um dia especial Kook! - Falou Jimin segurando o rostinho bonito do amigo com ambas as duas pequenas mãos gordinhas e delicadas.

-M-meus pais… Não se lembraram… - Falou, não evitando de acabar chorando mais ainda. -Eu acho que sou um problema pra eles, Chim… - Falou com a voz completamente trêmula.

Jimin se enfureceu com a fala do amigo tão importante. Se ajoelhou na frente de Jeon, se aproximando de seu rosto, o qual ainda segurava.

-Jeon Jungkook, você não sabe o quão amável você é! Você não é um problema, pelo contrário, você é a melhor coisa que poderia ter acontecido pra qualquer um! Você é muito importante para mim Jungkook!!! Ninguém disse a você que isso não seria fácil… não é? Pois a vida é difícil, seu bobo. Eu estou aqui para dizer que eu preciso de você. Eu tenho o maior amor possível por ti, seu besta! Eu te amo, Kookie! Está bem? Me conte seus segredos, segure na minha mão e conte comigo eu sempre estarei contigo. É nas noites frias e tristes, sempre estarei junto a lua, te ouvindo e cuidando de você. Nunca mais diga algo assim, Jeon Jungkook… - Falou Jimin soltando algumas lágrimas, fazendo Jungkook se espantar. Sentiu seu coração acelerar e bater milhares de vezes seguidas com força na parede de seu peito. Um sorriso bobo surgiu em seu rosto e sem hesitar, pulou em cima de seu Hyung com um abraço apertado, caindo em cima do menor, e deitando ambos os corpos no chão.

-Eu te amo, Jimin!!! - Disse com a maior inocência na voz. Ele agradecia por ter um amigo como seu Hyung que tanto amava.

Jungkook agradeceu quase eternamente por Jimin existir para si. Podia quase jurar que o castanho era um anjo vindo para melhorar sua vida. E Jimin não podia ficar mais feliz com tal alegria do pequeno amigo coelhinho.

Eles passaram mais um dia se divertindo mais do que nunca. Aquele lugar parecia um paraíso e Jungkook sequer se perguntava se Jimin tinha um lar; se tinha uma família; se morava naquela floresta; se era de fato seu anjo ou de onde Jimin havia vindo. A diversão era sempre maior, que este nem mesmo lembrava-se de questionar sobre o castanho misterioso.

O dia se passou rápido, como o vento que vagava silenciosamente por aquela floresta.

Enfim, o anoitecer caiu, e as estrelas estavam postas nos céus. O ambiente esfriou e em uma certa casa de madeira numa árvore, estavam abrigados do frio dois meninos sorridentes, deitados sob a luz das estrelas e do luar na “varanda” improvisada na casa da árvore.

Podia-me observar estrelas cadentes que sobrevoavam aquela imensidão azul em questão de milésimos, e rapidamente os meninos faziam pedidos e riam com as brincadeiras alheias.

-Jungkook-ie… - Chamou Jimin em um tom baixo e repleto de ternura na voz.

-Hm?

-Se você pudesse pudesse pedir um presente de aniversário para quela estrela - Se pronunciou apontando para a estrela mais brilhante daquele céu. -O que você pediria?

Jungkook encarou o rosto em paz de Jimin que ainda tinha os olhos fitando o céu e voltou a encarar aquele infinito estrelado.

-Bom, sei que pode parecer meio idiota - Falou Jeon soltando em seguida uma gargalhada meio sem graça. É então, encarou fixamente aquela estrela. A mais brilhante de todas elas.

-E então? - Questionou Jimin.

Não, Jungkook não queria que seus pais lhe dessem mais atenção. Não queria mais amigos, não queria uma vida melhor. Ele sabia conviver com o que tinha. Mas a algum tempo, seu coração pedia por uma coisa tão incomum vinda de si. Coisa que nunca havia pensado sobre alguém. Seu coração acelerou segundos antes de dar uma resposta ao baixinho.

-Um beijo.. - Sussurrou o moreno com insegurança na voz, se sentiu estremecer e um medo de seu amigo rir consumiu seu corpo.

Nessa hora, nenhum som, nenhuma fala ou nenhuma risada se fez no ambiente. Apenas o som daquela floresta calma e as folhas balançando ao levar do vento gélido.

Jungkook sempre via as pessoas de sua escola comentando sobre beijos e paixões. Jungkook não ligava muito, talvez fosse uma forte amizade que sentisse pelo menino. Talvez só quisesse experimentar um beijo. Talvez...

Jimin deitou seu corpo de lado, encarando o rosto do garoto Jeon fixamente, com um brilho no olhar do qual Jungkook nunca havia presenciado.

O mais novo, mesmo morrendo de medo do que iria acontecer apartir de agora, virou-se também, encarando aqueles olhos bem desenhados do outro, e seu olhar alternara entre os olhos escuros e brilhosos do mais velho os lábios carnudos e rosados, chegando aos pés do rubro.

Os dois trocaram olhares tão fundos. Jungkook sentiu suas bochechas corarem e seu corpo esquentar. Estava um silêncio absurdo, mas que ao mesmo tempo era bom. Trazia um ar calmo e deixava o Jeon mais calmo.

-Então me beije, Jeon Jungkook… - Sussurrou o Park.

O coração do moreno acelerou e sua respiração falhou por um momento. Deitados, o maior aproximou lentamente seus rostos é sentiu a respiração do outro tocar seus lábios. Jimin o olhou mais uma vez e então, fechou lentamente seus olhinhos, assim como Jungkook e então, selaram seus lábios em um beijo calmo. O beijo carregava apenas inocência e ternura. E a curiosidade de dois jovens garotos sobre um beijo.

O beijo demorou um pouco, entre carícias, e logo, se afastaram calmos e lentamente.

Ambos se olharam e sorriram.

-Como foi? - Perguntou o castanho, ainda sorrindo, mostrando um de seus dentes tortinhos que deixava seu sorriso mais adorável.

-Foi estranho. - Falou o mais jovem e os dois soltaram uma gargalhada gostosa.

Os dois seguraram as mãos alheias, apenas como companhia. Afinal, era uma coisa normal entre ambos.

Continuavam a ser os mesmos melhores amigos. Uma amizade que poderia ultrapassar até mesmo esses limites mas, nada que os separasse.

-Não quero voltar para casa… - Falou o maior, desviando o olhar.

-Então não volte. - Falou o outro, agora se sentando e encarando seu amigo. -Fica aqui comigo! - Falou empolgado.

Jungkook sabia que não deveria. Que não estaria certo. Mas voltar para aquela casa não iria lhe fazer bem…

O mais novo assentiu e Jimin saltou por este aceitar.

Conversa vai, conversa vem, e horas de passando…

-Jimin.

-Jungkook?

-Quando é o seu aniversário?

-Hmmm… eu acho que é dia 13 de outubro..

-Você acha? - Gargalhou, escondendo o sorriso de coelho com a palma da mão.

-Eu não ria seu besta. É que eu não faço aniversário a muito tempo. - Falou dando um tapa de leve no braço do mais novo e rindo.

-O que? - Perguntou Jungkook confuso.

-Nada nada… - Falou Jimin abanando a mão para que deixassem o assunto de lado.

Os dois, depois de tanto conversar, decidiram enfim dormir.

No dia seguinte, logo de manhã, Jungkook voltou para casa seus pais brigaram consigo por não ter voltado no dia anterior.

Mas nada de um parabéns…

Jeon sequer ligou se seus pais se lembravam ou não mais. Estava super contente com o dia especial que passou com Jimin.

Depois disso, os pais de Jungkook não confiaram mais no garoto para sair tanto e o colocaram na escola o dia inteiro. Quando o pequeno Jeon voltava, já era tarde e estava cansado.

Jungkook passou a ver Jimin somente não finais de semana, e nem era muito tempo pois agora, seus pais haviam colocado uma determinada hora para que Jeon voltasse para casa. E Jimin,  ficava sozinho.

Mas como Jimin disse, ele tinha a lua para conversar, onde o Park estaria a observar.

Mas mesmo assim, Jimin estava ficando entristecido e solitário. Se sentia um tanto fraco e se sentia tão distante de Jungkook…

Enfim, um longo mês se passou.

13 de outubro

Era 13 de outubro e era uma quinta feira! Como podia? Jungkook não poderia ver o pequeno Jimin no dia de seu aniversário?

Estava enfurecido com isso e decidiu que não iria à escola. Mas antes, teria de passar por seus pais.

O menino desceu as escadas receoso e deu e encontro com seus pais.

Ao descer, seus pais lhe perguntaram o porquê de não estar uniformizado ainda é o menino disse que não queria ir para a aula.

Seus pais se enfureceram e começaram a discutir com o garoto. A briga acabou se tornando grande e os pais do menino acabaram dizendo coisas horríveis para o mesmo e Jeon, pela primeira vez em toda sua vida, não aguentando mais, disse tudo que tinha a dizer para seus pais. Disse o quanto o garoto era triste por causa que ele aparentava ser um fardo para seus pais. Que sequer lhe deram um parabéns ou um abraço em seu aniversário e os dois ficaram boquiabertos. Jungkook chorou, e chorou com dor e sofrimento.

Naquele momento, o menino saiu correndo da casa, em meio a chuva, com suas lágrimas repetitivas que não cessavam.

Em meio a chuva forte, ele caiu no rio que dividia suas terras de seu “reino mágico” onde encontraria seu melhor amigo, mas conseguiu subir e voltar a correr em direção às casa na árvore.

Ele correu e sua mente perdida em pensamentos negativos apenas desejava o pequeno Park Jimin.

Então, depois de tanto correr, Jungkook chegou até a árvore.

-JIMINNIE! - Gritou o Jeon com a voz trêmula, assim como seu corpo naquela chuva árdua e gélida que caia sobre seu corpo.

O único som que ele ouviu foi dos galhos se debatendo e das folhas nas árvores conforme o vento forte passeava por ali, naquela tempestade.

Nenhuma resposta do castanho.

-PARK JIMIN!!! - Gritou, dessa vez mais alto.

E mais uma vez, o barulho dos galhos e folhas se tornaram mais altos. Como se respondessem.

Como se gritassem por Jungkook…

Jeon se desesperou, pensando se havia acontecido algo com o outro garoto em meio aquela tempestade e começou a correr pela floresta em busca do amigo.

Passou minutos correndo e apenas chorava mais ainda por não encontrar o de bochechas fartas.

Ele gritava pelo nome de Jimin e a única resposta que lê vinha era o vento forte.

Ele não conseguia mais correr na tempestade.

Então, depois de tanto correr, sua visão clareou quando ele olhou para o céu e viu o céu escuro, banhado de estrelas brilhantes. Mas ali, o que se destacava era a linda luz do luar com uma coroa de brilho impactante.

Nesse momento, o coração do moreno se acalmou, suas pernas pararam de bambear e sua respiração se regularizou normalmente.

Ele havia parado numa clareira, onde avistou algo estranho. Algo que nunca havia reparado estar ali.

Uma lápide

Ele não conseguia ler o que estava escrito nela. Estava muito afastado da mesma.

Mas algo que reparou, foi que ali, não chovia. E ali, a luz do luar batia diretamente na pedra.

Isso era tão estranho, mas o menino sentia uma sensação de paz muito grande. Um sentimento familiar dominava seu corpo.

Ele se aproximou lentamente, ouvindo o som das folhas se quebrarem sob seus pés. Aquilo parecia muito estranho. Como ele nunca havia reparado a existência daquela lápide ali?

Enfim, quando chegou na pedra desgastada, pode ler palavras que destruíram aquela paz.



Em memória a

Park Ji Min

Nascido em 13 de outubro de1955

Morto em 30 de agosto de 1965

Filho, irmão e um amigo para todos.

Descanse em paz.



Jungkook ficou estático. Não sabia que reação ter naquele momento.

Ele voltou a chorar desesperadamente e se deixou cair de joelhos em frente a aquela lápide.

Ele chorava com sofrimento pelo que acabara de ver.

Não por medo por ter sido amigo de um garoto morto, não por receio de ter feito algo errado.

Por saudade.

Esse era o sentimento, saudade.

Isso queria dizer que ele nunca mais veria Jimin? Que nunca mais brincaram juntos ou sorriram? Que ele nunca mais poderia abraçar ou beijar Jimin? Jimin havia partido enfim?

Essas perguntas passavam pela cabeça do moreno dolorosamente e ele só sabia chorar.

Ele não queria ficar sem seu melhor amigo. Não queria ter que enfrentar aquela vida sem o castanho de bochechas grandes, lábios carnudos,olhos bem desenhados, mãos pequeninas é um sorriso encantador.

Seu “menino encantado” havia partido então.

Jungkook não estava chocado. Até mesmo se sentia melhor em saber sobre isso. Saber que Jimin não passava frio ou fome enquanto ele ia para casa. Que ele não estava abandonado naquela floresta tão vazia quando o deixava.

Jimin pertencia a aquela floresta. Onde seu corpo e alma descansavam.

Jungkook só queria ouvir uma última vez aquela gargalhada do amigo. Uma última vez, ver aquele sorriso com aquele dentinho torto. Poder abraçá-lo uma última vez e dizer “obrigado por estar comigo”.

Mas o tempo havia acabado.

Jeon se perguntava porque Jimin escolheu a ele para aparecer e fazer de sua vida mais feliz. Porque escolheu a amizade de um menino que sequer amigos um dia teve. Não tinha nada.

Ele apenas conseguia choramingar

“Jimin, eu sinto sua falta”

Falta do que acabara de partir. Falta de quem sequer havia conhecido. Saudade do encanto do pequeno menino sorridente e carinhoso.

Mas Jimin, era a cura para a saudade do que ele nunca teve. Do que ele nunca conheceu. Para tudo que ele ainda não havia visto.

Jimin, era a felicidade e a amizade. Era a alegria.



Anos se passaram. Para ser mais exato, cinco longos e tristonhos anos se passaram.

No decorrer desses cinco anos, Jungkook desenvolveu uma doença que o impediu de andar. Perdeu por completo o movimento das pernas, e passou a andar de cadeira de rodas.

Após desenvolver essa doença, seus pais começaram a se preocupar com o menino e pedir-lhe desculpas pelos anos de desprezo.

Jeon pensou que seus pais haviam mudado mas o que eles fizeram quando descobriram a doença do menino? O deixaram sozinho em um hospital especializado no tipo de doença.

O lugar era sempre vazio. Solitário. Silencioso.

É a única coisa que tirava Jungkook dos piores momentos, era lembrar-se dos melhores momentos de sua vida que passou ao lado de seu pequenino Park Jimin.

O moreno sentia falta deste. E podia jurar, ouvir Jimin falar consigo.

Da lua.

“Está tudo bem. Tudo vai melhorar"

 Jungkook, em mais uma noite, estava em sua cadeira de rodas, admirando pela grande janela, a luz do luar, vibrante e bonita.

E como naquele dia, tinha sua coroa de luz.

Mais uma vez, era 13 de outubro…

-Jimin, espere por mim, seu menino bobo. - Sussurrou Jeon com um sorriso no rosto, admirando o luar em meio ao mar de estrelas que banhavam a imensidão azul que era o céu.

Naquela noite, Jeon Jungkook faleceu em sua cadeira, em frente a grande janela de seu quarto.

As enfermeiras se assustaram quando o viram. Sequer acreditaram no que viam. Depois de tanto sofrer, já sabiam que o menino estava em estado terminal. Ele nunca demonstrou dor ou sofrimento, por mais que o consumissem. É naquela noite, o falecido carregava em seu rosto em paz, um sorriso contente de lábios colados.

Naquela noite, Jungkook pode rever mais uma vez, seu pequenino Park Jimin.

Muitos dizem que naquela floresta, perto de uma certa casa na árvore velha, podia se ouvir risos e conversas de dois meninos alegres.


“Jungkook, vamos?”



“Para onde vamos, Jimin?”


“Ora, para a lua!”


“A lua?”


“Sim, a lua. Onde vamos brincar e sorrir sempre.”



“Sempre? Você promete?”



“Eu prometo!”


“Jimin,olhe!”


“Hm?”


“A lua está sorrindo!”



“É, ela está sim!”




“E porque hoje as estrelas cantam tanto?”




“É porque hoje, Jungkook, nós partimos”













Um dia você aprende que as verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem tem na vida. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam.
Quando uma amizade é verdadeira não há fim, há sempre um recomeço, não importa de qual forma.


Notas Finais


Gostaram? Eu quis fazer algo mais fofo e tals. Me inspirei em ponte para Terabitia😂♥
É a primeira vez que escrevo JiKook e quis fazer algo mais terno, mais inocente, mais amizade mesmo sabem?
Desculpem qualquer erro!
Espero que tenham gostado, deem seu favorito e comentem o que acharam♥ Me sigam e leiam minhas outras histórias.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...