História O garoto na janela (Castiel) - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Dakota, Debrah, Dimitry, Letícia, Lysandre, Melody, Nathaniel, Personagens Originais, Professor Faraize, Professora Delanay, Rosalya
Tags Castiel, Choro, Drama, Lágrimas, Morte, Romance
Visualizações 206
Palavras 1.280
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - •Dia de morte•


Ele soltou um riso extremamente irônico, e cessou o nervosismo eminente. Não demorou para que ele se afastasse um pouco de mim. Ele praguejou palavrões e mais palavrões, suspirando e passando as mãos nos cabelos vermelhos e médios. — Eu não lhe devo satisfações. Que fique claro, que você está em minha propriedade! — Disse, como se de algum modo fosse me fazer correr dali. Bom, eu cheguei até aqui, não cheguei?

Eu encostei minhas costas contra a janela, sentindo a madeira da mesma, afim de poder o enfrentar sem que viessem para perto de mim. Não fez sentido, eu admito. Mas foi o que consegui pensar, em um momento de pânico. — Vai chamar a polícia? Por que pelo que sei, o suspeito de algum crime aqui, é você... Não eu. — Minha voz vacilou um pouco. Eu ouvi um latido, e me virei rapidamente para ver a rua. A luz da minha casa, estava acesa. Bem a do quarto do meu pai. Eu deveria me preocupar com o suposto assassino em minha frente, mas eu só conseguia pensar no que meu pai faria comigo se não me encontrasse no quarto. Abri e fechei a boca várias vezes, sentindo meu peito subir e descer cada vez mais rápido. Só então, notei ele me encarando. Perto demais. — Você... Eu... Preciso ir. Preciso sair daqui. — Falei, até baixo demais.

Como era meu dia de sorte, lógico que ele ouviu. — Não devia ter entrado aqui para começo de conversa. Afinal, de que tanto lhe interessa a minha família?

Eu engoli, o nada. Minha boca estava complemente seca e eu pensava em tudo o que estava fazendo e o quanto aquilo parecia surreal. Ou estou louca, ou fiquei maluca. — Você os matou? — Ignorei todas as suas perguntas. Ele trincou os dentes, e se afastou.

— Eu. Não. Matei. Eles. — Disse, pausamente. Como se fosse a coisa que ele mais acreditava no mundo. — Agora, saia da minha casa. Imediatamente.

Eu me levantei. E fui em direção às escadas que ligavam todos os andares. Respirei fundo e encarando a alta parede, deixei minha voz alta e clara. Bom, ao menos em minha cabeça ela sairia desse jeito. — O que fez com os corpos?

Fechei os punhos, isso não tem nada a ver comigo. Mas ele estava me olhando, me envolveu nisso. Só ouvi passos atrás de mim. — Eu não os matei. — Sua voz grave, vacilou.

— Onde os colocou? Eu não acredito em você. — Suspirei, ele não me deve satisfações, mas espero que não se de conta disso no momento.

— Não foi culpa minha. Eu tentei, ajudar. — Disse, de novo, convicto.

Ouvindo isso, eu me pus a correr escadas a baixo, ali eu não ficava. Estava dividindo o teto, com um assassino.

Um garoto frio, que assassinou os próprios pais.

[....]

Eu senti o sol nos meus olhos, e ouvi a maçaneta da porta abrir. Sempre fazia um estranho barulho, mas por mais que fosse, eu sabia quando alguém entrava no meu quarto. Não abri os olhos, senti o cheiro forte de café e sabia quem era.

— Filha, não vai a aula? — Ouvi a porta ranger, e passos pelo meu quarto. Estava nervosa por ontem, não sei por que ele levantou e espero que não tenha me visto. Ou realmente, ficarei longe de tudo e todos por dias.

— Eu... Combinei com uma amiga... — Murmurei, respirando fundo. — Ela vem aqui essa manhã, não teremos aula.

— Amigas. É bom, que tenha amigas. Fazem bem. — Finalmente abri os olhos, e lá estava ele já com sua roupa padrão de todas as manhãs, e a xícara de café na mão. — Eu não volto pro almoço, talvez queiram pedir alguma coisa.

— Não, a gente se vira, pai... — Me sentei na cama, o olhando. Ele não parecia feliz.

— Você foi atrás de saber sobre aquela família? — Eu engoli, e despertei na hora. Neguei com a cabeça, rapidamente sem pensar. — Está mentindo pra mim?

Eu novamente, neguei. — Por que... Acha isso?

— É um lugar pequeno. Todos estão falando sobre uma menina que está a procura de informações sobre os Collins. Eu disse que não era para fazer isso não disse?

— Disse John e por isso, eu não sai do meu quarto. Apenas para comprar um novo fone, me liberou para isso, lembra? — Pedi esperando que ele realmente pensasse isso. Ele não se contentou, tive a impressão que só concordou por que não queria mais discussão. Eu sei, que uma hora ou outra meu pai vai saber que eu entrei naquela casa. E que conversei com o garoto. Espera... Agora que falei, eles sabem que o garoto está lá? Quero dizer, a polícia, não devem saber. Se não já teriam investigado ele. E se fizeram isso, e não colocaram os motivos da morte no jornal? Ou colocaram? Como fui esquecer da internet.

Estava tão perdida em como entrar em mais confusão, quando ouvi as botas do John batendo no chão. — Ouviu? Eu espero que sim. Estou esperando lá em baixo, para o café.

Coloquei a mão na minha testa, a pressionando ali. Droga, não pai eu não ouvi o que o senhor disse pois estava preocupada com a polícia e o assassino. Isso já tá parecendo loucura demais até pra mim. Mas quero saber se ele fez aquilo. E se não fez por que está se escondendo? Não haveriam motivos para se esconder se não houvesse crime. Algo ele fez.

Eu ainda estava com a roupa de ontem a noite, então, simplesmente coloquei um casaco a mais não haveria amiga nenhuma que viria aqui. Eu só queria ficar em casa. Para que ele não me levasse a casa de ninguém. De nenhuma das mulheres por quem ele baba.

Logo após eu tomar o café, ele tinha saido. Meu velho celular, não estava conectando a internet. Fui em busca do laptop, e o encontrei. Minhas pesquisas não deram em nada além das muitas reportagens "A família dada como desaparecida, é abandonada por policiais" ou então "Detetives desistem das buscas por provas, o caso, está arquivado".

Isso era mesmo possível? Realmente estava me achando doida. Bom, eu já estou em muitos problemas. John com certeza vai conversar comigo quando voltar. Isso, se já não falou com os vizinhos.

[....]

Eu ouvia Renata falar sobre algo, enquanto observava todas aquelas árvores, a neblina, o clima... Estava tudo tão pesado que chegava a ser estranho.

Por mais que essa cidade toda não seja lá muito normal, hoje, especialmente tinha cara de luto. — Você não acha? — A voz dela alcançou meus ouvidos e eu a olhei com pressa, concordando.

— Acho, sim.

— Então vamos descer! — A olhei sem entender muita coisa. Estavamos sentadas em cima do que um dia já havia sido uma casinha para as crianças. Mas como não há muitas crianças aqui, ela nunca foi reformada.— É perigoso.

Eu ri dela, tudo era perigoso ela só não sabia. Até atravessar a rua é perigoso, que mal tem estasr em cima de uma árvore? Fiquei de pé, a esperando descer e dei mais uma olhada em volta. Não havia reparado, que próxima a uma das montanhas havia uma cabana. Eu já teria ido lá. Eu desço de um dos troncos, mas continuo olhando. Parece muito velha... Mal cuidada, talvez. Peguei meu celular afim de bater uma foto, mas quando o pego só dá tempo de pensar que ele já estava no chão. — Droga! — Eu gritei, em modo automático e ouvi alguns pássaros. Mas o que me intrigou, foi que assim que desci da árvore para pegar o que restou do celular, vejo se perdendo nas folhas o garoto da janela.


Notas Finais


Gostaram? Continua? :3


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