História O garoto que não sabia amar - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Guerra, Lemon, Mistério, Novela, Originais, Política, Romance
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Palavras 1.560
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Festinha parte 1


Eu apaguei. Não sei como e nem sei porquê estava tão cansado, mas dormi igual uma pedra. Perdi toda a minha tarde e noite, estou acordado em plenas 6:30 da manhã. Minha mãe também está acordada, ouço ela esbarrar nos móveis da cozinha e chinga-los logo depois.

       Levanto e vou até ela. Minha mãe tem um rosto tão delicado quanto o meu, puxei muito dela, mas creio que ela é mais bonita. Só que agora tá parecendo uma cópia dos zumbis de the walking dead.

      "Mãe? Já resolvi com a Mariana onde vou dormir, ok?"

     "Escuta aqui mocinho, só vou deixar você ir porque vai ter adultos lá, mas não se atreva a beber! Você tem 14 anos."

     "Sei disso mãe!" Sorrio para minha mãe zumbi e confirmo todo o resto com a praga da Mariana pelo celular.

  

        Na hora da festa, eu já tinha me arrumado e feito uma pequena mala. Sei que quando chegar na casa da Mariana, ela vai trocar toda a minha roupa com a desculpa que não combina, pelo menos ela tem estilo e eu fico aceitável.

        O carro do pai dela busina na frente da minha casa, eu desço correndo da escada. Dou tchau pra mãe e para a pequena Paolla, minha irmãzinha, e saio.

         Cumprimento o pai de Mariana e entro no carro ao lado dela.

        "Pronto, fofura?" Provoca ela.

        "Nem um pouco." Minhas bochechas coram de leve.

        "Vai dar tudo certo, é só seguir o plano... E MEU DEUS QUE ROUPA É ESSA? Ah não, você vai trocar. Tem umas do meu irmão que devem servir."

        "Aham. Sorte que ele é baixo."


      Chegando na casa, Mariana me puxa até o quarto com uma rapidez implacável, a menina é o flash quando quer. Ela me colocou uma camisa azul jeans clara e uma calça preta, nada de mais, mas pra ela faz 'A' diferença. Ela relutou para que eu não colocasse meu casaco preto por cima do maravilhoso figurino que  montou, mas no fim estou com o casaco - xodó é xodó ué -.

      Descemos as escadas juntos. Tento ver se Derkanpf já chegou pelo meio daquela gente toda, mas meu porte de anão não tá colaborando.

      "Procurando alguém?" Júlia se aproxima, com seu vestido extremamente curto e rodado, quase igual o da Mariana.

       "N-nao, que isso." Coço a nuca e abaixo a cabeça de vergonha. Infelizmente falta muito pouco pra Júlia ser mais alta que eu, mas com esse salto com certeza ela está.

       "Você está um amor! Aposto que foi a Mari que te arrumou." ela aperta de leve uma das minhas bochechas e alisa meu ombro. Não sinto cheiro, mas aposto que já está ficando bêbada.

       "Obrigado, você também." Falo ainda cabisbaixo.

       "Atrapalho?" Derkanpf surge do além no nosso meio.

       Eu dou um baita pulo. Minhas bochechas pegam fogo e meu coração quer sair do peito de novo. O olho por um momento, ele está quase como todos os garotos na festa, camisa branca despojada e calça preta - eu praticamente entro nesse meio também -, mas... Está tão bonito. Parece que uma simples mudança de roupa transformou um soldado rígido num cara extrovertido, sabe, mais 'normal'. Não mentiria se dissesse que estou encantado.

        "Não! Imagina." Falo eufórico, mas sem olha-lo.

        "Posso falar contigo, Luan?" Ele pergunta sorrindo. A essa altura do campeonato a Júlia já foi conversar com outras amigas no nosso lado.

       "Claro."

       "Mas aqui não, tem muito barulho. Vamos pro jardim." Ele põe a mão nas minhas costas e me guia. Dou uma olhada para Mariana que pisca um olho.

       Não fique nervoso. Calma. Está tudo Bem. Podemos ser amigos... Tá, meus pensamentos positivos não estão funcionando.

       O jardim dos fundos da casa de Mariana é lindo. Tem uma quantidade enorme de flores, Além do chão de pedra e do balanço enorme na única árvore. Fomos em direção ao mesmo e nos sentamos, cada um em uma ponta do balanço. Agora não parece tão grande... Maldito balanço.

       "Então, pensou no assunto?" Ele me olha com aqueles maravilhosos olhos azuis de um jeito tão atencioso que... Caramba, vou explodir de tanta vergonha!

        "Que assunto? Os livros?" O encaro... por um milagre.

       "Sim, isso."

       "Já disse, eu vou descobrir. Você não pode me empedir!" Me exalto um pouco, mas logo volto a me encolher.

       "Você deveria, e eu posso te empedir."

      "Tem um estranho que está me mandando mensagens dês do dia em que descobri os livros... E sabe o meu nome!"

       "Alguém que como eu não quer que você meta esse pequeno nariz onde não deve." Ele aperta o meu nariz e sorri, eu rio e me encolho mais ainda. Esse cara quer me matar do coração, só pode. "Por que está com tanta vergonha?... Luan, olhe pra mim."

        "Está fujindo do assunto, Reinhard." Eu o olho, como quer. Mas está tão perto, perto como nunca. Posso ver cada um de seus traços, poderia fazer um desenho agora sem nenhuma imagem, porque nesses poucos segundos já decorei tudo o que preciso pra retrata-lo - detalhe que eu não sei desenhar -.

       "E daí, você está fujindo de mim."

       "Quê? Não..."

       "Acha que não notei, garoto? Você tenta fugir toda vez que conversamos. Basta eu estar perto pra você sumir." Ele embala um pouco o balanço e se apóia na corda do seu lado.

        "Me desculpe." Aposto minha vida que estou fazendo aquela expressão de novo. Ele olha para o céu, dando um leve sorriso.

        "Você é o garoto mais fofo que já conheci, parece de vidro. Qualquer piso em falso e você quebra." Eu sorrio para ele e viro todo meu corpo em sua direção. Que sonho poder olha-lo dessa maneira. "Também é a pessoa mais doce que conheço, um ótimo rapaz, pena que é tão frágil."

         "Então... Isso significa que tenho as qualidades necessárias para ser seu amigo?" Encosto minha cabeça na corda do balanço ao meu lado.

         "Não exatamente.... Mas, me diga... Vai esquecer aqueles livros?"

        "Eles são mesmo tão importante assim?"

        "Sim, eles são."

        "Então vou até o fim com isso!" Franzo o senho enquanto ele suspira e sorri.    

        "... Nós fazemos escolhas Luan, e as vezes não podemos voltar atrás..."

      Reinhard sorri e se aproxima de mim, com seus olhos azuis serenos. Sua mão entrelaça minha nuca e me puxa para perto dele. Não estou raciocinando o que acontece agora, é quase um choque. Seus lábios tocam os meus, sinto-me estremecer. Ele me dá vários selinhos enquanto o choque não passa, encosta sua testa na minha e olha bem fundo nos meus olhos.

      Aposto que estou mais vermelho que qualquer coisa vermelha no mundo! Reinhard volta a me beijar, eu com minha extrema timidez, estou tentando lhe retribuir os selinhos, mas cara... Só pode ser um sonho! Eu nunca beijei ninguém! Como se faz isso? Ou melhor, como se faz isso com uma pessoa mais velha que você gosta muito? Sinto sua língua pedir passagem pela minha boca e sinceramente, não sei o que vou fazer. Abro um pouco a boca e ele me puxa mais perto de sí - como se desse - e enfim nos beijamos, eu não sei nem o que estou fazendo, mas é tão bom que nem ligo. Isso é tão intenso, tão incrível... Ainda não acredito. Ficamos nisso até perder o fôlego, ele sorri para mim, me dá outro selinho e se afasta.

         "E-eu... Nunca beijei ninguém." Estou com mais vergonha do que nunca, mas ao mesmo tempo mais feliz que nunca.

        "Agora beijou, garoto."

     Sorrio intensamente, isso foi a surpresa mais incrível da minha vida! Reinhard sorri também. Diferente de mim, ele não parece nem um pouco sem graça e nem envergonhado, na verdade está bem à vontade. Nós embalamos o balanço de leve com os pés, cabisbaixos.

         "Por que se voluntariou para ser monitor do colégio? Quer dizer, você é um Derkanpf! Deveria ser um tenente de alto escalão ou coisa assim."

         "Aquela escola significa mais que você imagina, garoto. É muito importante que... O que foi?"

         Reinhard pára de falar vendo meus olhos arregalados. Claro! Uma parte do quebra cabeça se montou na minha mente. Valeu Reinhard!

         "Então... Tem grande possibilidade de você estar lá pelo mistério, não é? Hm, veja bem, como uma pessoa excepcional de uma família importante pode trabalhar como monitor em um simples colégio sem um verdadeiro objetivo? É um chute, mas...Por isso está aqui? Tem haver com isso?" O questiono, como se eu fosse Sherlock Holmes.

          "Muito bom, garoto. Sinceramente não imaginei que fosse tão perspicaz." Ele parece admirado, agora não sei se isso é bom ou ruim...

          "Mas por quê? Por que isso é tão importante? Se é. Tão sigiloso..."

          "Sabe, você cometeu um grande erro se metendo nisso." Ele se levanta do balanço e puxa meu braço com força, fazendo-me levantar também. "Vamos, a festa recém começou."

          Reinhard se aproxima de mim novamente, curvando-se para me beijar. Eu fico na ponta dos pés, e encosto meus lábios nos seus. Ainda acho que é um sonho, sabe, o melhor que já tive. Quando nos afastamos, finalmente percebo o quão real é, e o quão maluco também.

           Ele dá um breve sorriso, coloca as mãos nos bolsos e vai em direção à festa. Eu continuo estagnado no mesmo lugar, sorrindo feito um bobo. Dou mais uma olhada no jardim e resolvo entrar na festa, Mariana merece saber o que aconteceu.


Notas Finais


<3


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