História O Garoto Viajante - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland)
Personagens Personagens Originais
Tags Alice In Wonderland, Aliceman, Boys Love, Boyxboy, Gay, Humanversion, Lemon, Yaoi
Exibições 67
Palavras 1.121
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Survival, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello! ;)
Pessoas do meu core. Leiam as notas finais. É tipo, mega super importante!

Beijos e aproveitem o capítulo.

Capítulo 10 - Companhias Turbulentas


-Ora, por favor, Jake. Poupe-me de sua ladainha. - Dizia Nathan revirando os olhos. Quem seria Jake? E foi com essa questão mental que virei meu rosto, encarando aquele ser impuro e sujo. Maldito gato. O felino trajando roupas simples, como um sweater listrado em cores roxo e rosa, bermuda jeans em um tom claro de azulado, que batia nos joelhos e tênis branco. Além de estar em forma humana. O mesmo assim que me viu soltou um risinho, que não passará despercebido por Nathan e por mim.

-Minha nossa, senhor! Nunca imaginei que veria você por aqui! Enjoou de Téo, assim tão facilmente? - Perguntou com ironia, andando ao lado das cadeiras e se sentando em uma ao lado de Nathan.

-Não enjoei de ninguém. E mesmo que enjoasse, nunca diria isso para você. Acredite ou não, sua opinião não vale nada pra mim. - Retribui seu sorriso irônico. O mesmo continuava sorrindo, não afetado por minha reação. Rapidamente pegou o bule em mãos e o direcionou a uma xícara com desenhos de linhas enroladas da cor vermelha. Novamente nenhuma gota foi derramada. O felino abriu a tampa do bule e fez beicinho.

-Acabou o chá. - Suspirou. O gato, que descobri se chamar Jake. Vira e meche sorria enquanto conversava com Nathan, sobre comprar mais chá. Comecei a prestar atenção no assunto que não deveria chamar tanto minha atenção.

-Poderíamos ir para a cidade! No centro vendem boas ervas de chá. - Afirmou Jake. Nathan concordava com a cabeça.

-Esqueceu que as pessoas da cidade não vão com nossa fuça? - Nathan se pronuncia. Jake ri.

-Ora essa! Como se eles fossem se importar com dois homens, completamente normais, comprando ervas de chá. - Nathan dessa vez riu, o que confundiu o felino.

-Meu caro Jake. Você tem amnésia? Se esqueceu de que foi expulso do castelo por fazer brincadeiras insolentes? - O ruivo levantou uma sombrancelha em questionamento. Já o cizento, deu um sorriso paisagista.

-Bom, não era minha intenção. Vosso Rei que logo tomou as devidas ordens, após minha brincadeirinha. Mas que droga, hoje em dia todo mundo leva tudo à sério. - Rolou os olhos. Depois olhou para mim de soslaio e focou o olhar, seu rosto sorrindente é simplesmente macabro. Me pergunto o que se passa em sua cabeça.

-Ele poderia comprar. - Olhou para Nathan e sorriu. O ruivo só fez soltar um riso.

-O garoto mal sabe como chegou aqui, e quando o encontrei estava praticamente morto. De fato essa é uma péssima ideia. - Percebeu que seu chá acabou quando foi bebericar mais um pouco em sua xícara florida. Suspirou.

-Viu só? Mande-o comprar. Não há dificuldade em ir à cidade. Bom... Teríamos que dar um jeito nesse tamanho. - Jake dizia. Nathan franziu o cenho.

-Ele não é desse tamanho? - Olhou para mim e parece que algo lhe passou pela cabeça. -Você bebeu "aquilo"? - Disse dando ênfase na última palavra. Estava cansado, toda essa tensão sobre minhas costas estava me dando dores inexistentes.

-Seja lá o que for "aquilo" - fiz aspas- talvez tenha sido isso mesmo. - Direcionei meu olhar a Nathan e parecia que o mesmo estava vagando mo mundo dos pensamentos. De repente seu semblante toma um aspecto sorridente, como se tivesse tido uma ótima ideia. Rapidamente o ruivo se levanta e me puxa pela parte traseira de minha blusa. -Ei! O que está fazendo? Aonde irá me levar? - Questionei assustado, porém, sem resposta alguma vinda do gótico.

-Exatamente, my love. Aonde irá levá-lo? Estou extremamente curioso! - Exclama Jake, mas pelo seu tom de voz estava claro que ele estava sendo irônico e irritadiço.

-Não é de sua conta, meu caro Jake. - Nathan pega uma cartola preta cheia de utensílios como pedaços de panos estampados cortados e custurados à cartola, além de uma pena colorida amarrada por um pedaço de pano azul escuro que rodeava a mesma.

-Ainda usando essa cartola ridícula? Ainda me pergunto porque jogou a que eu lhe dei fora. Era muito mais bonita e combinava mais com você. - Nathan lhe deu a língua.

-Joguei fora porque odiei aquela coisa feia. Me desaponta você pensar que tal coisa combina comigo. - O ruivo que me segurava, me pôs sentado sobre a aba de sua cartola.

-Para onde vamos? - Perguntei já mais calmo. Jake somente tinha bufado e revirado os olhos. É impressionante a minha calmaria, não sei como, mas trato tudo com uma esplêndida naturalidade que quase me tornaria uma pessoa fria.

-Fique calmo, pequeno. Só vou lhe levar a uma pessoa que dará um geito à sua situação pequinesca. - Não havia visto, mas sabia que ele tinha sorrido gentilmente pela sua voz calma e doce.

-Sendo assim irei também! - Jake se pronunciou, ao ver que Nathan começará a andar para longe da grande mesa.

-Não me importo. - O ruivo constatou.

-Também não importo. - Disse. Realmente não me importava ter ele como companhia. Afinal, mesmo sendo um gato idiota, antes disso tinha me tratada muito bem e gentilmente. Apesar de agora estar agindo um pouco arisco. Mas de uma coisa tenho certeza, há uma razão por trás desse comportamento grosseiro para com minha pessoa.

-Não me dirigi a palavra à você, senhor. - Sorriu sarcástico. Realmente, ele estava agindo estranho. Suspirei. Alguma hora saberia o motivo.

-Vamos Biro! - Nathan olhou para o coelho com tremedeiras, consequentemente me virando para olha-lo.

-Sim senhor, Capitão! - Fez sinal com a mão acima dos olhos, sobre a testa. Logo depois subiu à mesa e correu, quebrando mais xícaras e pratinhos de porcelana. No fim pulou na grama e correu rápido para perto de Nathan.

-Eu realmente esqueci o caminho, mas você deve lembra-lo. Estou certo? - Perguntou a Biro.

-Sim, Chapeleiro. Siga-me. - Ele andava chutando uns pequenos galhos e pedras pelo caminho. As vezes chutava uma grande e grunhia de dor, mas continua chutando sem se importar.

Jake nos acompanhava com a cara emburrada. Gostaria de saber por que ele me tratava como um inimigo. Não havia feito nada, pelo o que me lembrava. Na verdade não devo esquentar minha cabeça com coisas desnecessárias. Focaria-me em voltar ao meu tamanho original e, voltar para casa. Por mais que ficar em um lugar como esse que eu me sentia bem, não era a minha casa. Aqui não havia minha família, não havia meus livros, não havia as músicas em meus fones de ouvidos. A paisagem era linda, admito. É o lugar que eu sempre quis viver, como numa terra de fantasia. Um verdadeiro País das Maravilhas. Se eu não tivesse família e dependesse de mim, nunca sairia daqui. Esse mundo é tudo que eu sempre sonhei.


Notas Finais


Vocês não tem ideia do meu bloqueio. Agora que voltou ao "normal". Antes estava tão bloqueada minha criatividade, que fiquei quase um mês sem postar capítulo. Sou má? Sou. Eu nem vim aqui no spirit e avisei aos leitores. Se ainda tiver alguém ai... Espero mesmo que me perdoe. Não foi proposital. O capítulo está relativamente curto, não? Sim, está. Postei logo porque não queria demorar mais um pouco, ou então só postaria amanhã.

Beijinhos e obrigada a quem leu até aqui.

Ps: por que será que Jake está estranhamente irritado?


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