História O gosto da morte - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 73
Palavras 497
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia
Avisos: Mutilação
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hey estrelinhas .-. Escrevi na aula, é bem pequenininho mas eu estava "inspirada" na hora.

Capítulo 1 - Capítulo Único



Como será que é depois que morremos? Será que há alguma coisa além da escuridão? Não sabemos, a curiosidade sobre isso levou uma das pessoas que eu mais amava à morte.

Minha irmã era uma típica adolescente que achava tédio em todo o lugar, ela ouvia rock e tinha a famosa franja que cobria seu olho direito, seus lindos olhos eram castanho claro quase cor de mel, ela tinha a pele branquinha e seus fios eram pretos, com as pontas vermelhas.

Eu como bom irmão mais velho, sempre tentava fazer ela se abrir e desabafar comigo, mas lá estava ela no quarto tomando seus incontáveis remédios para sair da realidade e apenas adormecer, durante o dia e a noite, não saía do quarto nem para comer, seu peso diminuía a cada dia e ela quase sumia no meio das roupas pretas.

Por baixo das mangas da camisa estavam os cortes, seus "companheiros" desde os onze anos. Ela dizia que a lâmina era sua melhor amiga e que talvez elas nunca se separassem, ela estava certa. Tentei por mais de dez vezes fazer com que ela parasse com isso, um dia fiquei feliz quando ela me mostrou sua lâmina e disse: "Olha Téo, agora ela tem o seu nome, sempre que eu for fazer um novo corte, lembrarei de você e assim desistirei". Não contive minha felicidade quando ela disse isso, meu impulso em dar um abraço nela foi automático. Mal eu sabia que era tudo passageiro, na semana seguinte entrei em seu quarto e mais sangue escorria de seu braço e de suas coxas cortadas, notei em seus olhos, lá estavam as lágrimas, que nem por um milésimo de segundo paravam de cair. Com uma voz quase inaudível ela disse: "Eu tenho curiosidade sobre a morte Téo, me deixe matá-la".

Por mais que a dor em ouvir isso fosse grande, eu disse sim, disse que ela podia, eu deixei ela fazer o que tanto tinha vontade desde criança. No dia seguinte encontrei uma carta em baixo do meu travesseiro, havia uma marca de batom preto em minha testa e um caminho com sangue até l banheiro, onde lá estava ela na banheira com várias embalagens de remédio em cima da pia, no chão e boiando na água. Sua boca estava roxa e seus olhos abertos em baixo d'água.

O seu enterro foi rápido, havia apenas eu, o caixão e o cloveiro, pedia a ele um momento sozinho e o mesmo assentiu. Quando tudo foi coberto por terra eu tinha certeza em mente que era a última vez que eu estaria "perto". Passou-se alguns bons anos, eu já possuía um marido e um filho, prometi nunca me apaixonar, mas Lian chegou e mudou o rumo dos meus sentimentos.

Fui visitar o túmulo de minha irmã hoje, sua lâmina estava pendurada na cruz que havia na lápide e eu notei que havia alguma coisa escrita com algo que parecia carvão: "Agora eu sei Téo, a morte tem gosto doce".


Notas Finais


Tchau estrelinhas.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...