História O grande assalto a joalheiria - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Exibições 24
Palavras 2.076
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


repost <3

Capítulo 1 - Único


Era fim de tarde, e ele estava parado na calçada, esperando sua dupla voltar. Na verdade, era mais um estorvo, mas Sasuke preferia não entrar em detalhes. A tarde estava quase quieta, considerando o seu normal, que geralmente se resumia a pessoas, pessoas, e mais pessoas passeando, correndo, E se atropelando naquelas ruas.

O moreno se perguntou onde diabos estava o outro, quando percebeu a repentina correria alheia. Algumas pessoas estavam andando mais rápido, se abrigando, outras abriam seus guarda-chuvas. Só percebeu que a chuva caia do céu quando seu cabelo começou a pingar, e ele se apressou em se refugiar dentro de uma joalheria. Os poucos funcionários que conversavam no canto do recinto o fitaram curiosos e uma moça se aproximou. Ele a dispensou displicente, como se não estivesse fazendo nada de errado e continuou fitando as gotas de chuva escorregando pelo vidro da porta.

Cinco segundos se passaram e já estava batendo os pés no chão impaciente. Não gostava de esperar ninguém, e se sentia tentado a ganhar as ruas novamente e deixar o paspalho para trás. Que se danasse! O loiro que rodasse sozinho. Mas mal deu dois passos em direção a porta, e um homem a escancarou do nada. Sentiu, mas demorou a perceber, o cano da arma frio, sendo esmagado contra sua testa.

– Anda! Anda! Anda! – O estranho gritou, apontando-a sobre si.

Só aí se deu conta do quanto suas pernas tremiam como dois bambus. O homem mandou que ele andasse até os outros, agora reféns, e o empurrou com força em direção a uma das paredes, esbravejando algo que Sasuke não ouviu. Afinal, acabara de se lembrar de respirar.

Ele ouvia alguma das mulheres chorando em desespero, um homem gritando e esmurrando coisas, outro tropeçava com a voz levemente sôfrega. Mas mais que tudo isso, o moreno podia ouvir claramente seu coração bater como um louco dentro do peito. Ele se perguntava, ainda que não admitisse, onde diabos estava Naruto.

E foi como se os céus ouvissem suas preces.

No segundo seguinte, ele avistou de relance uma figura conhecida se aproximar da porta. Quase sentiu alívio, mas então a imagem do loiro sendo baleado passou como um “flash” em sua mente, e um sentimento de agonia tomou conta de si. Queria gritar para que o outro se mantivesse longe, mas o loiro já tinha feito sua entrada triunfal no segundo seguinte, e foi como se tudo parasse.

Enquanto os funcionários se agitavam no lugar, Naruto se jogou como um louco em cima do meliante e os dois foram ao chão. A arma escorregou até o outro lado da sala, e os reféns gritaram em empolgação. Sasuke instantaneamente espalmou a mão no rosto, sem acreditar no que via. Não era de hoje que o loiro bancava uma de herói, e acabava ferrando os dois de uma vez. Mesmo sabendo disso, Sasuke não conseguia para de pensar que se o loiro não tivesse aparecido, quem sabe o que teria acontecido?

– Naruto, seu idiota! – Gritou o moreno, sem saber bem o que fazer.

– Você poderia parar de reclamar e vim me ajudar. – O loiro falou com dificuldade, tentando imobilizar o homem.

Sasuke não se sentia tentado a mover um dedo para ajuda-lo, mas ao ver que o ladrão quase alcançava a arma jogada no chão, o corpo do moreno se moveu sozinho. Correu desvairadamente, se jogando com as pernas abertas em direção ao objeto, chutando-o para longe bem no momento em que o bandido iria tocá-la. Ela voou para longe, e o moreno deu Graças a Deus pela mesma não ter disparado no processo, porém a sensação de alívio durou pouco, pois logo foi jogado no chão com força. Fitou a luz acesa acima de sua cabeça e só então sentiu falta dos gritos histéricos dos reféns.

Olhou em volta por alguns milésimos de segundo, e pensou, chocado: Os filhos da mãe tinham os deixado para morrer ali!

Agora só restara ele, o gatuno, e o loiro cabeça-oca, embolados em algum tipo de luta amadora. Estava perdido. Só restava agora rezar para que os espertinhos ao menos chamassem a polícia depois de terem fugido. Seus pensamentos foram cortados pela cotovelada que recebera no estômago, sentindo este se revirar. Não pode conter sua fúria e gritou, por cima da cabeça encapuzada do homem com o qual “lutava”.

– Naruto, seu usuratonkashi! Isso é culpa sua. Não tem uma vez que você não faça merda? – Gritou, rosnando.

– Seu mal-agradecido! Eu venho aqui te salvar e é assim que me trata? – Gritou o loiro de volta, enquanto dava uma chave de braço mal feita no ladrão.

– Você, me salvar? Olha a nossa situação! – Ele gargalhou em pura ironia, chutando a cara do homem.

Sentiu um arrepio ao ouvir uma voz que definitivamente não era a de Naruto.

– Vou matar vocês, podem acreditar! – O homem encapuzado rosnou, ameaçando morder seu tornozelo.

– Olha aqui o que você vai matar! – Naruto bradou, enfiando uma meia preta na boca do homem, que se engasgou logo em seguida.

Sasuke estava tão chocado com a cena que afrouxou o aperto no braço do homem, recebendo um murro na altura do ombro. – Ouch!

O ladrão jogou a meia fora, cuspindo no chão como um louco. Naruto gargalhava ás suas costas, com um lado do pé calçado e o outro descalço. O moreno não sabia se ria ou se chorava da situação em que se encontravam, recebendo a resposta no segundo seguinte.

O homem perdeu a cabeça de repente. Parece que a meia fedorenta do loiro foi muito para ele. Sasuke viu que aquele era o pior de tudo, e foi jogado com toda a força para o chão, escorregando até bater as costas na parede. Gemeu de dor e praguejou alguma coisa que nem ele mesmo entendera, focalizando aos poucos a imagem do homem imobilizando o loiro no chão.

– Sasuke! Você está bem? – Gritou o loiro, ainda que em pior situação que o moreno.

Queria esmurrá-lo por isso.

Pensou que tudo estava perdido, até ouvir rompantes vindos da entrada da loja e visualizar homens uniformizados e armados entrando. Suspirou instantaneamente, sentando-se com dificuldade no chão e vendo o homem ser tirado de cima de Naruto, que o moreno podia ver, ria da cara dele. O moreno revirou os olhos diante da atitude infantil do amigo, esperando que ele mostrasse a língua para o bandido, ou fizesse alguma dancinha da vitória ridícula.

E Sasuke podia se julgar conhecedor o bastante da personalidade do outro pra saber que ele faria exatamente isso. E bem, ele fez. O homem rosnou diante da “tiração de sarro” do loiro e ameaçou avançar sobre ele. Ele levantou no mesmo instante e avançou no loiro, segurando seus braços e tampando sua boca, logo abrindo um sorriso amarelo:

– Desculpe por isso. Sabe como é, retardados mentais. – Gargalhou sem graça. – Sem ressentimentos, não é? – Sorriu, e pensou em estender sua mão, mas tinha medo que o homem a arrancasse com os próprios dentes. Sasuke, na verdade, receava que aquele individuo fosse atrás deles com sede de vingança. Nunca se sabe, melhor prevenir do que remediar.

Assim que o homem foi levado, um policial foi encher o saco dos dois sobre prevenções e idas ao psicólogo. Sasuke quase riu daquilo, pois tinha se ido o tempo em que ele podia pagar alguma consulta no psicólogo decente. Eles poderiam falar com a tia do Naruto, mas era bem capaz de ela esmaga-los antes do fim da consulta apenas pelo fato de eles não estarem pagando-a.

Os dois, enfim, saíram do local do crime, passando ainda por várias vãs televisivas, carros da polícia e reféns sendo entrevistados. Sasuke observou um deles chorar em desespero para os microfones, e o moreno sentiu que podia apalpar o tédio mal disfarçado da repórter que o ouvia.

– No que está pensando? – Naruto perguntou ao pé de seu ouvido, e não pode evitar dar um pulo no lugar. Não gostava daquelas sensações estranhas que a aproximação do outro causavam em si.

Sua relação com o loiro desde o primeiro dia em que foram apresentados como colegas de trabalho, e agora parceiros, fora de estranheza. Nos primeiros dias, os dois viviam brigando entre si, e era assim até agora, a diferença era que aprenderam a se suportar. As coisas estavam “normais”. O problema foi quando Sasuke começou a reparar “coisas” no seu parceiro de trabalho. Como quando começou a procurar os seus olhos toda vez que falavam, ou como sempre queria saber o que ele estava fazendo quando não estava juntos, ou como reparava em cada pequeno movimento do outro a quase todo instante.

Isso acontecia muito, mais do que desejaria.

– Que susto! Não faça isso, dobe. – Falou, mal-humorado. De repente lembrou-se que eles tinham trabalho a fazer, e sentiu o calor dentro daquele terno aumentar. – Estamos perdidos.

– Que nada. Nós podemos alegar que fomos feitos reféns. – O loiro assumiu o lugar ao lado do moreno.

– EU fui feito refém, você foi um doido. – O moreno acusou, raivoso.

– Nem nos entrevistaram. Fomos nós que pegamos o bandido!

– Tanto faz, estou mais preocupado com o que vai nos acontecer quando Tsunade descobrir que não fizemos a entrega e... – Uma lembrança atingiu em cheio a mente de Sasuke. – Cadê o pacote que você foi buscar?

– Pacote? – O loiro riu sem graça.

– Não, você não fez isso.

– Fez o que?

– Você não perdeu o pacote né?

– Anh....

– Merda! Você é um dobe mesmo! Quero ver como vamos nos safar dessa agora. Estamos perdidos, completamente perdidos. Já era...Isso é culpa sua e-

Sasuke não sabia dizer com clareza o que aconteceu entre o segundo em que estava andando lado a lado com o loiro, e o que estava prensado entre a parede e o corpo do outro, tendo seus lábios esmagados pelos do mesmo. Mas se alguém algum dia lhe perguntasse qual foi a sensação, diria: Foi como se todo o meu corpo tomasse um delicioso choque.

E depois ele riria.

Quando percebeu, seus braços já rodeavam o pescoço de Naruto, e ele amassava entre seus dedos os fios loiros, os quais sempre teve uma vontade obscura de tocar. Sentiu as mãos dele descerem até a sua cintura e ali apertarem, como se não quisessem que ele movesse um músculo do lugar. Sasuke nunca havia sentido algo assim antes. O beijo era desejoso, mas ao mesmo tempo, tinha certa doçura. Naquele momento, ele soube que era perigoso beijá-lo.

Então sentiu as mãos dele avançarem por dentro de suas roupas, literalmente “entrando” em suas calças. Foi neste instante que um flash de sanidade piscou dentro da cabeça do moreno e ele percebeu que estavam se agarrando dentro de um beco, com a probabilidade alta de alguém passar e vê-los como dois pervertidos. Em um beco. Aquela hora do dia.

As palavras cadeia, delegacia, demissão e constrangimento invadiram a mente do moreno, e isso foi o suficiente para que ele se afastasse.

O loiro praguejou com a distância, mordendo os lábios do moreno antes de deixá-los por completo. Arfante, o loiro sussurrou: Você se preocupa demais.

Sasuke não conseguiu ficar com raiva, mas revirou os olhos como se estivesse descontente com tudo. Porém, Naruto percebeu, que sem afastá-los, o moreno continuava com as mãos espalmadas contra seu peito. Bem no fundo, ele sabia que o outro não queria largá-lo. Isso o agradava mais do que gostaria.

– Você vai ficar comigo agora não é? – Naruto perguntou, sorrindo marotamente.

– Anh? Não sei de nada disso. Eu acho que sou muito para você.

– Está muito convencido. Mas admito, é verdade. – O loiro deu um sorriso que perturbou o moreno por alguns segundos.

– Humpt. Isso não significa que vou ficar com você.

– Acho que tenho tempo pra te fazer entender. – Riu o loiro.

Sasuke não pode evitar sentir-se bem, e deu um sorriso mínimo, mas que foi o suficiente para fazer Naruto sorrir de orelha a orelha. O momento durou pouco, entretanto, pois Sasuke logo lembrou que tinham horário no trabalho, e estavam ferrados.

– Seu puto! Estamos ferrados! Vamos logo! – E puxou-o pela mão, gesto que nunca se imaginou fazendo, ainda mais com alguém como o loiro.

Sasuke, mesmo de costas, sentia o sorriso do outro perfurando suas costas. E bem, ele também estava sorrindo, mas se certificou de que o loiro não pudesse ver. Ele gostava de manter essas situações confortavéis. Enfim, quando chegaram ao prédio onde eram escravizados...quer dizer, onde trabalhavam, Sasuke sentiu que precisava dizer algo importante a Naruto.

– Dobe.

– Unh?

– Dá para tirar a mão da minha bunda?

 



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