História O Guarda Real - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias EXO, Lu Han, Red Velvet
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Irene, Kai, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Wendy, Xiumin
Tags Exo, Hanhun, Hunhan
Visualizações 223
Palavras 5.896
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


EAE olha quem voltou mais cedo
então, umas coisas aconteceram e muito provavelmente atualizarei as sextas. Minhas aulas no sábado mudaram e agora não saio mais14:40h e sim 16:20h. OBRIGADA ESCOLA
vamos ao que interressa, que é o capítulo. Esse é o último de "apresentação dos personagens". A partir do próximos as coisas (tretas?) começam...

Aproveitem, não foi betado deve conter erros!!

Capítulo 3 - O Guarda


Fanfic / Fanfiction O Guarda Real - Capítulo 3 - O Guarda

— Quem é você? Por favor, não me mate!

Lu Han acordou ofegante, o suor brotando de suas têmporas. Ainda era noite e a lua cheia brilhava no céu e a janela aberta permitia a bela vista. Passou a mão no rosto e nos cabelos, tentando esquecer o grito pela vida de seus sonhos.

Ainda podia ver o rosto do garoto, cheio de medo, e depois cheio de dor. Podia ver o rosto do pai dele, cheio de medo e tristeza. Ele estava dormindo, a esposa ao lado, os filhos em um quarto no final do corredor — agora mortos. Tudo o que ele fez foi ir contra a decisão do rei, e agora seus filhos estavam​ mortos. Mortos pelas suas mãos, por sua espada.

Suspirou fundo, deitando novamente na cama. Sabia que não conseguiria dormir tão cedo. Com a luz pálida que entrava pela janela fitou uma das mãos. Ela estava limpa, branca, normal. Ela estava suja de sangue, marcava por assassinatos, mensageira da morte. Sentia, em seu âmago, como se fosse explodir.

— Por favor, não me mate!

Eles sempre pediam a mesma coisa, e Lu Han nunca os ouvia. Seu trabalho era obedecer o rei, realizar suas vontades, ouvi-lo. Se a vontade dele era que alguém morresse, a Guarda Real cuidaria para que isso acontecesse​.

Assassinos de preto e rostos bonitos; era isso o que eram. Era isso o que Lu Han era.


{♚}

 

O estábulo estava mais cheio que o normal, mesmo que só houvesse ele e outros três guardas. Os cavalos brancos que puxavam a carruagem real estavam agitados, prontos para a viagem que fariam até o distrito de Kalia. Seriam três dias de viagem até lá, e não passariam pela Estrada de Fogo, já que ela dava muitas voltas.

Os cavalos negros da Guarda Real estavam calmos, prontos para serem montados. Até eles optavam pelo silêncio. Perguntava-se se eles também se incomodavam com isso. Às vezes sentia como se sua voz tivesse sido roubada, obrigando-o a viver em pensamentos. Às vezes não achava nada, porque isso não fazia parte de seu trabalho.

— Tenente, a carruagem já foi verificada. Está tudo pronto. Nada de anormal. — um guarda disse com uma prancheta na mão. Ele tinha cabelos loiros cortados curto, olhos azuis. Provavelmente era do norte, para onde estavam indo.

Lu Han já tinha ido ao norte. Ainda se lembrava dos gritos, mesmo sendo antigos.

— Preparem os cavalos e os levem para a carruagem. Partiremos em breve.

Deixou seus dedos deslizarem pelo cavalo negro uma última vez. Aquele era seu cavalo desde que se lembrava. Não tinha um nome, porque nunca pensou em nomeá-lo. Isso tornava as coisas menos difíceis caso uma separação fosse necessária.

Se perguntava se esse era o motivo de sua relação com o príncipe não ter nome.

Saiu do estábulo logo depois dos cavalos brancos serem levados. O dia estava abafado, com o tempo nublado. Os guardas andavam de um lado para o outro, em silêncio, focados no que tinham​ que fazer. Talvez alguém ali fosse matar algum nobre naquela noite ou na próxima. Afastou o pensamento e se pôs a andar. Tinha que chamar o príncipe.

O caminho até Redview não era longo. Os estábulos ficavam afastados tanto do palácio quanto do prédio que vivia à sua sombra. Nos últimos anos passara bastante tempo nele, junto com o cavalo negro que nunca escutara relinchar. Era bom ficar longe de tudo às vezes.

O palácio estava calmo. Os criados já tinham arrumado a saída da rainha e do príncipe há semanas. Eles iriam para Kalia para a inauguração do Jardim Botânico do Duque. O príncipe tinha comentado algo sobre isso, assim como que o jantar que ocorrera há duas semanas tinha sido horrível. No momento ele apenas sorriu do jeito de Sehun falar, porque ele sabia o quanto o príncipe podia ser chato quando não tinha algo que queria ou gostava. Ele era mimado, um dos privilégios de ser o futuro rei.

Subiu as escadas de mármore silenciosamente. As paredes eram brancas com pintas vermelhas, assim como o chão. Todo o palácio Redview era feito daquele mármore, o que fazia todas as paredes serem iguais e fáceis de serem confundidas caso fosse a primeira vez dentre elas. Lu Han não gostava nem odiava o lugar, não o achava belo nem feio. Redview apenas existia, independente de seus gostos, assim como ele próprio.

Os guardas que estavam na porta do quarto do príncipe deram passagem antes que Lu Han falasse qualquer coisa. Bateu na porta uma vez, apenas porque os guardas estavam ao seu lado. Quando ouviu a voz de Sehun, dizendo que podia entrar, abriu-as.

Não era surpresa encontrar Sehun ainda desarrumado. Ele não queria ir na inauguração do jardim botânico, então estava se comportando como uma criança mimada​. Mas Lu Han não estava com paciência para lidar com esse Sehun. Seu humor ficava péssimo depois de ter feito o que lhe foi mandado fazer.

— Vossa alteza.

Sehun tirou o livro do rosto, sorrindo pequeno para Lu Han. Os cabelos dele estavam molhados, o que significava que ele tinha acabado de sair do banho e se enfiado na cama novamente.

— Não recebo nem um bom dia ou um beijo?

— A carruagem partirá em breve. — avisou. Queria apenas que Sehun agisse como príncipe nas próximas horas, até seu humor melhorar e sua mente esquecer os gritos dos​ filhos assassinados de um conde qualquer.

Sehun o encarou, franzindo o cenho. Lu Han estava preparado para mais uma rodada de palavras com duplo sentido e pedidos bobos quando ele saiu da cama, nenhum pouco envergonhado por sua nudez, e foi até ele.

— O que houve? — perguntou segurando seu rosto, o olhando com cuidado — Você está com olheiras. Não dormiu bem?

Lu Han fechou os olhos, decidindo por relaxar por uns segundos, encostando a cabeça no ombro largo do príncipe. Sentiu os braços dele ao redor de seu corpo, o mantendo perto.

— Por favor, não temos muito tempo, se vista. — disse baixo.

— Você está assim por que? — Sehun insistiu — Tem a ver com aqueles dias que passou longe?

Lu Han não disse nada. Aquilo era o tipo de coisa que nem o príncipe podia saber. Toda vez que tinha que fazer uma missão do rei acabava por ter que ficar longe, fosse um ou dois dias, às vezes uma semana. O príncipe não sabia disso, e nem podia falar sobre. Apenas ele, JunMyeon e JongIn, o capitão da Guarda Real, sabiam, sem contar o próprio rei.

Assentiu, movendo a cabeça para cima e para baixo, fazendo o rosto deslizar pela pele quente de Sehun.

— Tudo bem. Não pense nisso. — Sehun o reconfortou, e Lu Han não achava que ele diria isso se soubesse que ele, há três dias, tinha matado duas crianças inocentes.

— Vista-se alteza. — disse se afastando. A qualquer momento alguém poderia entrar ali, talvez a rainha atrás do filho, e ele ainda estaria nu.

— Tudo bem, mas só porque sei que a minha nudez te deixar sem foco. — brincou, beijando Lu Han nos lábios e, em seguida na bochecha e, por fim, no pescoço.

Lu Han observou o príncipe se afastar, observando a pele branca e, mesmo​ que tentasse não olhar, as nádegas redondinhas. Talvez Sehun estivesse certo, o corpo dele realmente o tirava o foco.

Demorou uma hora para o príncipe se arrumar. Lu Han o esperou no corredor, de frente para porta, com o rosto virado para a janela no final da galeria. Mesmo com o tempo nublado e o ar abafado as folhas das árvores do bosque real estavam verdes e brilhantes, como se estivessem recebendo a luz quente do sol.

Mordeu o lábio inferior. Não conseguia se esquecer das crianças. Do rosto delas, do medo. A porta do quarto do príncipe se abriu e Sehun, devidamente vestido, saiu todo sorriso​s. Ele era o culpado por Lu Han se sentir assim. Aquele príncipe mimado, insistente e completamente despudorado era o culpado por fazer se sentir tão mal por realizar seu trabalho.

Se nunca tivesse cruzado aquela linha; se nunca tivesse deixado Sehun o beijar, seria como todos os outros guardas. Seria apenas alguém que cumpria ordens sem se importar. Porque os integrantes da Guarda Real não vinham problemas em matar crianças se essa fosse a vontade do rei. Eles não tinham vontade. E Lu Han seria assim se no meio de seu treinamento não tivesse esbarrado com aquele principezinho mimado e fofo.

Aquele príncipe que o ensinou que poderia desejar muito mais; que poderia pensar além das vontades do rei, que poderia ter vontades. E por causa disso tudo não conseguia achar certo o que fizera, porém, caso lhe fosse mandado novamente, sabia que cumpriria sua missão. Porque Sehun poderia até ter feito ele criar seu próprio conceito de certo e errado, mas ele ainda era um guarda real e seu dever era para com o rei, e nada mais.

— Vamos.

Do lado de fora do palácio os últimos preparativos estavam sendo feitos. Os criados colocavam as bagagens na segunda carruagem real — que era um pouco menor que a principal, onde a rainha e o príncipe iriam — e as duas carruagens negras da Guarda Real já estavam prontas, somente esperando o tenente. Um pouco antes de chegarem nas portas de madeira ornamentada com bronze Lu Han e Sehun se afastaram. A partir dali seriam apenas príncipe e guarda.


{♚}

 

A carruagem branca e dourada ia lentamente pela rua asfaltada da capital. Por onde passavam pessoas se aglomeravam em volta na tentativa de vislumbrar a rainha ou o príncipe; porém, de forma eficaz, os guardas montados a cavalo mantinham a multidão a uma distância segura. A maioria das pessoas que faziam isso eram plebeus, Lu Han sabia disso por causa das roupas de segunda mão que usavam. Eram, em sua maioria, criados de outros nobres da região ou empregados de uma loja qualquer.

Sabia que em Celis a chance de alguma coisa acontecer era remota. A maior parte da população era de nobres aliados a coroa e até os plebeus eram mais educados. A carruagem seguiu pela rua movimentada até chegar em uma estrada. As lojas davam lugar às mansões e depois às casas medianas mais afastadas da área nobre. Antes do fim do dia já estavam na pista de terra batida.

A carruagem real era escoltada pelas carruagens negras da Guarda Real. À frente vinha a carruagem da Guarda, seguida pela carruagem onde o príncipe e a rainha estavam e a carruagem com as bagagens, na retaguarda vinha a segunda carruagem da Guarda Real. Exceto a rainha e o príncipe todos os presentes na pequena caravana eram guardas escolhidos a dedo para a viagem. Eles conduziam os cavalos, observavam a retaguarda pela carruagem adaptava para tal, e tinham em mente que qualquer aproximação suspeita devia ser neutralizada.

Nem o dia nublado foi o suficiente para tirar a atenção dos oficiais e o primeiro dia de viagem chegou ao fim de forma calma como o planejado, sem imprevistos. A estrada em que estavam não passava por dentro de cidades, o que economizava tempo e esforços. Por causa disso chegaram em Kalia dentro do tempo previsto, mesmo fazendo as paradas nas mansões dos nobres que ficavam mais do que contentes em abrigar a família Oh por uma noite.

Durante os três dias na estrada o tempo não mudou. Os raios de sol que normalmente banhavam a capital se distanciavam conforme se aproximavam do norte, onde o clima era mais frio. Lu Han gostava disso. Gostava da neve, do frio e do silêncio que geralmente os acompanhava. Nas poucas vezes em que se sentia em casa era quando o tempo esfriava e o inverno chegava. Mas para o seu desgosto Aresthea era um reino banhado pelo sol quase que o ano todo — e havia distritos que nem sabiam o que era neve.

Quando a pequena comitiva parou em frente ao palácio do Duque, uma construção de pedra cinza e ferro, o céu estava coberto por nuvens e neve caía. Tinha quase certeza de que o príncipe reclamaria do frio mais tarde.

A rainha e o príncipe foram recebidos pelo Duque e sua esposa, uma mulher de cabelos loiros longos e olhos azuis chamada Hyoun, na porta de entrada. Lu Han tinha trinta guardas sob seu comando, e todos tinham um papel importante na hora de cercar o casarão de pedra. Enquanto o príncipe e a rainha se aproximavam do Duque — que tinha quase implorado para que eles ficassem em sua moradia até a inauguração do Jardim Botânico — os guardas tiravam as bagagens e as levavam para dentro junto com os criados de roupas azuis.

Quando a noite chegou todo o palácio estava cercado por guardas de roupas pretas. As paredes de pedra cinza eram perfeitas para passarem despercebidos, e mesmo no lado de fora, onde quase tudo estava coberto por neve, eles conseguiam se passar por sombras.

O casarão de pedra era silencioso, com o som da neve que caía junto com o vento forte do lado de fora ecoando pelos cômodos. Pela janela Lu Han observava o exterior: o chão branco e marrom; o guarda que fazia sua ronda com certa dificuldade, por causa do vento; as árvores que sempre ficavam secas, por causa do frio, longe dos muros de metal que cercavam a propriedade do Duque. Podia ouvir o som dos passos do guarda apesar do vento forte, o barulho dos galhos batendo uns nos outros.

Sua audição e visão sempre foram acima do que era considerado normal. Percebeu isso ainda criança, quando tinha seus dez anos, ao descobrir que nem todos os garotos que viviam no prédio da Guarda Real conseguiam escutar o som dos passos no andar superior ou ver uma coruja no bosque real a metros de distância. Não comentava sobre isso com ninguém, porque chamar atenção estava entre as coisas que não apreciava. Quanto mais despercebido passasse, melhor. Mas essa não era a única coisa estranha que reparara em comparação com os outros guardas — e pessoas: não sentia frio.

Em tempos e climas como aquele — onde a neve cobria o chão e deixava a paisagem branca e os lagos congelados — Lu Han não sentia o frio que acometia as pessoas. Na verdade ele sentia quase nada quando o assunto era sensação térmica — exceto, claro, pelo calor. Lu Han sentia calor, mas só quando era algo excessivo, como a água em que Sehun gostava de se banhar.

O calor fazia sua pele queimar, mas o frio… o frio não fazia nada. Por isso gostava de tal clima, o mundo ao redor ficava confortavelmente morno. Porém, para seu desconforto, o verão em Aresthea era quase como um incêndio. Não era atoa que a cor da casa real era o vermelho. 'Quente como o inferno; esse era o lema deles.

Amor, feche essa janela. Está ficando frio aqui. — Ouviu a voz de Sehun e um sorrisinho cresceu em seus lábios, só para em seguida sumir quando fosse o encarar.

— Não me chame assim, vossa alteza​.

— Eu chamo você do que quiser. — Sehun respondeu, olhando as roupas que alguns criados tinham colocado dentro do guarda-roupas do quarto amplo que o Duque havia oferecido para ele.

Ele estava apenas com uma toalha na cintura, com o peito desnudo a mostra. O príncipe não se importava nenhum pouquinho em ficar sem roupas em sua frente. Também não era como se ele nunca o tivesse visto nu antes.

— Você sabe que não estou falando sério, certo? — ele disse, ainda olhando as roupas que antes estavam nas bagagens. Lu Han não disse nada. Sehun podia chamar ele do que quisesse, afinal era o príncipe. Isso não mudaria — Gosto de te chamar de amor porque é o que sinto por você.

Pegou as roupas que mais lhe agradaram e as levou até a cama grande, deixando-as lá. Naquela noite ele e a rainha teriam​ um jantar junto com o Duque, sua esposa e filhos. Lu Han o observava como se tudo o que fizesse fosse uma cena extremamente interessante.

— Você dormirá aqui, né? — perguntou, colocando um joelho após o outro sobre a cama, olhando para Lu Han.

— Você sabe que não. Tenho que ter certeza de que você estará seguro, e a rainha também. Se ficar aqui… não conseguirei fazer algo que não seja olhar para você.

— Mas Han… — Sehun disse novamente, na linha tênue que dividia um gemido da manha. Quando ele falava assim Lu Han achava que se parecia um cachorrinho; sempre atrás de atenção. Mas esse não era o tipo de pensamento que diria em voz alta. Ele mesmo não ficava muito diferente quando o príncipe ficava longe por muito tempo — Nada irá acontecer. Eu tenho certeza.

— E da onde vem essa sua certeza? — aproximou-se da cama, ficando do lado oposto de Sehun.

— De você. — o príncipe se deitou, quase perdendo a toalha que lhe circulava a cintura. Seus dedos foram até a coxa do guarda, subindo — Vamos, não se faça de difícil. Você sabe que sou persistente.

— Nunca me faço de difícil, vossa alteza. — falou, e Sehun fechou a cara com tal tratamento — E o senhor deveria pensar em outra coisa, só para variar, que não fosse sexo. — segurou os dedos do príncipe, que continuariam subindo até chegar sabe-se lá onde ele queria.

Sehun se afastou, levantando da cama e pegando as roupas que tinha jogado sobre ela. Sem dizer nada caminhou para o banheiro, que ficava do outro lado do quarto.

— Meu professor disse que isso é comum na minha idade. Quando você tinha dezoito anos também devia pensar assim. — entrou no banheiro e, antes que fechasse a porta, olhou para Lu Han — Você pensava em mim, não é?

— Não é porque pensavam em você, e penso em você, que estou pensando em sexo. Você e sexo não são sinônimos.

— Você é irritante. — então fechou a porta.

Lu Han moveu a cabeça de um lado para o outro, negando em silêncio. Esperava que Sehun pensasse em outras coisas que não fosse sexo; ele tinha um povo para cuidar e um reino para governar. Afastou-se da cama e foi até uma cadeira perto da porta, onde Sehun havia deixado a parte superior de seu uniforme. Talvez devesse começar a dificultar as coisas para Sehun.

Vestiu o uniforme, fechando os três botões abertos da camisa branca e em seguida os do colete preto. Ajeitou a insígnia no peito e pegou a espada que estava sobre outro móvel. Ficou em pé, esperando Sehun, escutando ele se vestir e a neve cair lá fora. Em algum lugar um pássaro passou voando rápido.

Quando Sehun saiu do banheiro os olhos de Lu Han se fixaram nele. O príncipe usava um paletó preto com uma camisa branca. A insígnia em forma de coroa no peito e os cabelos jogados para esquerda de forma que o deixava tão… tão atraente. Ele estava, novamente, estupidamente bonito.

— Parece que alguém gosta do que vê. — ele disse, com um sorrisinho de lado no rosto. Nem assim Lu Han conseguia desviar os olhos dele.

Sehun chegou ainda mais perto. Lu Han ouvia os passos e via a aproximação com clareza, mas isso não fez seu corpo se mover. Odiava quando isso acontecia. Sentia-se uma presa encurralada pelo predador. Quando Sehun o prensou contra a parede, deslizando o nariz por sua bochecha até o pescoço, Lu Han nem sabia se ainda estava respirando​.

— Gosta do que vê, tenente? — Sehun perguntou contra a pele dele, e Lu Han não se atreveu a olhá-lo nos olhos. Fitou o ombro do príncipe, observando as linhas verticais vermelhas pequenininhas que existiam no paletó — Me responda.

Sentiu todo seu corpo se arrepiar e, em seguida, se tensionar. Sua garganta de repente ficou seca, mas isso não o impediu de obedecer.

— Sim.

Sehun se afastou um pouco, o olhando. Todo o mundo ao redor parecia estar sob ele. Segurou Lu Han pelo maxilar, o fazendo olhar para cima, para sua direção. O que viu não foi Sehun, não foi um príncipe, foi um rei. E perante aqueles olhos escuros poucos serão os que não fraquejarão, sabia disso. Sehun tinha o olhar da mãe, e se ele não estivesse o segurando talvez já estivesse caído aos seus pés, como um guarda faz a um príncipe.

— Você passará a noite aqui, correto?

Lu Han sabia que não passaria a noite ali, um não já se formava em sua garganta, sendo levado e proferido por seus lábios. Porém o que saiu foi um sonoro e perfeito sim. Sehun sorriu novamente, daquele jeitinho que Lu Han já conhecia há anos. Sehun já sabia qual seria sua resposta antes mesmo de perguntar, porque ele sabia o quão persuasivo podia ser — independente de ser Lu Han ou não o persuadido.

Quando o príncipe o soltou foi como se o ar voltasse a circular em seus pulmões sem a interferência dele. Ele o olhou uma última vez, sorrindo pequeno, e indo em direção à porta do quarto.

— Nos vemos mais tarde. — ele disse e saiu.

Lu Han não acreditava no que tinha acontecido. Pensara que, depois de todo aquele tempo, esse efeito que Sehun causava em si tinha acabado. Mas estava claro que não. Sua cabeça estava encostada na parede, e fitando o teto tentava regular a respiração. Céus, como era estúpido!

Se Lu Han estivesse perto de um espelho veria as marcas vermelhas que estavam se transformando em rosa as poucos, bem onde os dedos de Sehun o tocou. Mas ele não estava, ele não viu, e quando saiu do quarto — em menos de cinco minutos depois de Sehun — elas tinham desaparecido, de novo.


{♚}

 

O salão onde as refeições eram feitas no casarão do Duque de Kalia não era em nada parecido com Volterria. Ali, como em todos os outros cômodos, o ambiente era escuro, com as janelas fechadas e as lâmpadas acesas. 

Próximos das paredes, sem emitir qualquer som ou se mover, estavam cinco guardas reais, incluindo Lu Han. Os outros vinte e seis estavam espalhados pelo entorno — treze do lado de fora e treze dentro do casarão. A rainha estava sentada na cabeceira da mesa, do seu lado direito estava o príncipe e do outro lado estava o anfitrião, com a esposa à direita e os filhos — um garoto e uma garota — à esquerda.

Lu Han preferia ficar do lado de fora, talvez fazendo a ronda no lado externo do casarão. Um pouco do neve não o fazia mal. O cômodo não estava silencioso, uma conversa amistosa acontecia entre o Duque, a rainha e o príncipe. Eles falavam sobre o jardim botânico, sobre os filhos do Duque e como eles deveriam ir para Celis ou para outro distrito, a fim de conhecer o calor agradável que assolava o resto do reino.

O jantar durou exatas três horas, onde criadas de uniforme azul tiravam e colocavam a mesa, trocando os pratos de entrada, prato principal e sobremesa. Quando todos se levantaram, ainda com a conversinha amistosa, o Duque acompanhou a rainha e o príncipe porta a fora. Os guardas os seguiram, em silêncio.

Mas a noite não acabaria ali. O Duque ainda falava algo quando chegaram em um corredor longo e iluminado por lâmpadas. Com sorrisinhos eles se separaram: a rainha, Hyoun e a filha para um lado e Sehun, o Duque e o filho dele para outro​. Com um aceno de mão Lu Han mandou que três guardas seguissem a rainha, sempre mantendo distância e discrição — mas isso era algo que não precisava avisar.

O Duque e o príncipe acabaram em uma sala grande e aquecida pela lareira que crepitava no canto. Lu Han já tinha visto cômodos como aquele e sabia o que estava por vir: longas conversas onde o Duque tentaria conquistar o príncipe para, quando ele fosse rei, pudesse continuar com suas terras e negócios.

Semanas atrás, antes do jantar que acontecera na mansão do Duque na capital, Lu Han já tinha levantado todo o histórico do homem de cabelos loiros. Ele tinha muitas terras no distrito de Kalia e sua riqueza vinha das minas de ferro que possuía. Nos últimos tempos, no entanto, estava sendo difícil para ele e seus homens terem acesso as minas mais lucrativas, e não era por causa do frio, como ele dissera.

Ali, no meio dos sofás luxuosos e taças de vinho, ele mantinha uma conversa do tipo que não havia, de fato, interesse. Sehun estava lá, com seu sorriso cordial e taça na mão, olhando para o homem com o mesmo interesse que tinha ao observar uma pedra que não era valiosa. Conhecia-o bem para pensar isso.

Eles sorriam, riam e às vezes gargalhavam baixo. Às vezes o Duque fazia um comentário presunçoso disfarçado com um sorriso, achando, como Lu Han sabia que muito achavam, que Sehun era um idiota. E, da mesma forma que o Duque, Sehun insultava a moradia do homem com um sorriso cortês. Privilégios da nobreza, Lu Han pensava. Se insultar com sorrisinhos.

Quando o príncipe se levantou dizendo que estava um pouco cansado, o Duque se apressou em também se levantar e acompanhá-lo até a porta, refazendo seus comentários sobre apoio e tentando, mais uma vez, construir uma imagem positiva sua para o príncipe.

Do lado de fora Sehun caminhou a passos largos. Lu Han mandou o outro guarda seguir o Duque e o filho, para ter certeza de que eles iriam para seus aposentos. Particularmente não gostava de nenhum nobre o qual teve a chance de conhecer, mas fazia parte de seu trabalho mantê-los em segurança se estivessem perto da família real — e fazia parte, principalmente, ter a certeza de que não eram uma ameaça em potencial.

Conforme ia subindo a escada atrás de Sehun, em silêncio, observava o ambiente ao redor. De forma estranha achava aquele casarão de pedra cinza e gelado mais bonito e confortável que o pomposo Redview.

— Vossa alteza não deveria ficar parado no meio do corredor à noite. — Lu Han disse, parando ao lado de Sehun. Normalmente teria ficado a metros de distância, mas sabia que o príncipe estava apenas o esperando.

— Ele acha que sou um idiota. — Sehun falou, voltando a andar — Aquela conversinha entediante e aquele vinho amargo. Por que ele nunca acerta na porra da comida?! Mais uma vez frutos do mar! Se gosta tanto de peixe deveria ir para Lesfen e não ficar nessa pedra de gelo que chama de casa. — logo o caminho voltou a ficar silencioso e Sehun, novamente, voltou a preenchê-lo com sua voz — Ele vai se arrepender disso quando eu for rei. Diga algo Lu Han.

— Não exagere.

— Eu não estou exagerando.

— Está, sim.

— Talvez um pouco. — Sehun falou, abrindo a porta do quarto — Mas ele ainda se arrependerá por me tratar como se fosse uma criança. Ele acha que não percebi as coisas que falava? Ele realmente estava tentando me manipular?

— Você sabe que as pessoas, normalmente, são guiadas pela imagem que criam dos outros. — Lu Han disse enquanto fechava a porta do quarto — Quando você não está sério parece uma criança.

— Você não é a melhor pessoa para dizer isso.

Lu Han se virou para o príncipe, observando-o abrir o paletó. O corredor estava vazio e no lado de fora do casarão ainda nevava. O guarda que antes fazia sua ronda estava longe daquele ponto, não podia ouvir os passos dele sobre a neve macia, mas o vento ainda batia os galhos das árvores secas.

Sehun o olhava com um sorrisinho no rosto enquanto abria os primeiros botões da camisa branca que usava. Lu Han sabia no que ele estava pensando, porque parecia que ele, agora, só pensava em uma coisa. O paletó estava jogado no chão e com passos largos o príncipe foi até Lu Han. Antes que pudesse dizer algo os lábios macios dele engoliram todas as suas palavras.

O beijo era bom, sempre era bom, mas também tinha aquele gosto de saudade, o que era estranho, porque eles estiveram próximos o dia todo.

— Sehun… para… — pediu baixinho, enquanto seus dedos puxavam os fios negros do príncipe, tentando afastá-lo, mas ele continuava com a boca em seu rosto ou pescoço, o beijando como se não fosse fazer isso nunca mais.

— Han… eu não sou uma criança. — Sehun disse, sussurrando contra os lábios do guarda, que não entendeu exatamente o porquê dele dizer isso.

— Eu sei. — Lu Han respondeu, então Sehun voltou a beijá-lo.

Não foi surpresa quando acabou deitado no cama com Sehun sobre seu corpo, nem quando o príncipe começou a tirar seu uniforme. Mas dessa vez Lu Han não queria que aquela situação continuasse, porque não queria servir de distração para um príncipe confuso, então, mais uma vez, ele puxou os cabelos negros, afastando os lábios do príncipe de seu abdômen.

— Para. — pediu novamente, fitando Sehun que estava entre suas pernas — Vamos… conversar.

— Eu não quero conversar.

— Mas… eu quero. — mas o príncipe o ignorou, voltando a beijar-lhe a pele e a arranhar levemente com os dentes. Quando sentiu o botão de sua calça sendo aberto, se forçou a levantar o tronco — Para. Eu não quero.

— Por quê?

— Porque eu não quero! — Lu Han disse irritado, se irritando ainda mais ao perceber que sua voz não demonstrava tal sentimento. Ela parecia tão indiferente… — Apenas vamos conversar. — repetiu, deixando seus dedos deslizarem pelos cabelos de Sehun, arrumando-os — Você ainda não me falou sobre sua viagem.

Sehun o fitava com os olhos semicerrados. Depois de uns segundos se levantou e voltou a empurrar Lu Han na cama, se deitando ao lado dele.

—  Às vezes eu acho que você não gosta de transar comigo.

— E às vezes eu acho que isso é tudo o que você quer de mim. — Lu Han rebateu e os dois se olharam por segundos em silêncio, para no fim sorrirem.

— A viagem foi divertida. — Sehun disse e Lu Han se virou para olhá-lo, deitando de lado — Eram tantos lugares diferentes… tantas coisas novas. Eu fiquei realmente empolgado. É bobo, eu sei, mas eu nunca tinha ido para aqueles lugares. Você sabe, eu mal saí da capital durante a maior parte da minha vida e nas vezes que saí meus pais estavam por perto, sem contar os guardas. — ele ficou em silêncio. Lu Han observou o perfil bem definido do príncipe em silêncio, esperando que ele continuasse — Eu pude sair sozinho algumas vezes. Sabe, sem ninguém atrás de mim. Absolutamente ninguém.

Sehun o olhou, também deitando de lado. Depois de uns instantes ele riu, e Lu Han achava que era por sua causa. Talvez a surpresa que estava sentindo fosse tanta que conseguiu esboçar algo em seu rosto​. Não podia acreditar que Sehun ficou sozinho em um lugar estranho. E se algo tivesse acontecido com ele? E se ele tivesse se machucado de alguma forma? Será que ninguém percebeu como isso fora perigoso?

— No que você está pensando?

— Foi perigoso você andar sozinho. Não deveria ter feito isso. Algo poderia ter acontecido.

— Mas não aconteceu, e foi incrível. — o príncipe disse sorrindo, daquele jeito que deixava, sim, ele parecido com uma criancinha — Nunca pensei que poder andar em uma rua sozinho fosse tão bom. — Lu Han mordeu o lábio inferior, Sehun riu novamente — Certo, vou falar de outras coisas. — ele pensou um pouco — Cada distrito é muito diferente um do outro, sabia disso? As pessoas se vestem de forma diferente também, embora a maioria tente seguir a moda. Elas também falam de jeitos diferentes, e têm modos diferentes. E a paisagem também era tão única. Cada distrito é único. Nunca tinha percebido isso na sala de aula, talvez nunca percebesse.

— Você não ficou com seu pai? — o sorriso que Sehun tinha nos lábios murchou um pouco.

— Não muito​. Nos víamos nas bases militares, mas na maior parte do tempo eu estava sozinho ou acompanhado de algum oficial. Você deveria conhecer as bases do exército e da marinha. Acho que gostará.

Lu Han apenas sorriu, preferindo não comentar que o exercício e a marinha não gostavam, nenhum pouquinho, da Guarda Real. Também não comentou que já tinha estado em todos os distritos de Aresthea, mesmo que em nenhuma vez tivesse sido muito divertido.

— Quando eu for rei levarei você comigo para todos os distritos. E para os reinos aliados também.

— Quando você for rei levará a sua rainha para conhecer todos os distritos e reinos aliados. — disse. Viu a expressão no rosto do príncipe mudar, fazendo o sorriso sincero de antes desaparecer. Não era como se quisesse o magoar, apenas era a verdade.

— Quando for rei levarei o meu guarda para conhecer todos os lugares.

Voltaram para o silêncio, se olhando. Lu Han achava que Sehun, às vezes, tinha sonhos impossíveis de serem realizados. Depois de todo aquele tempo ele ainda almejava coisas que sabia que não iriam se concretizar. Eles nunca viajariam juntos, a não ser se fosse como naquela ocasião. Eles não podiam ficar juntos, não para sempre, e Lu Han sabia disso desde a primeira vez que seus lábios se tocaram, desde a primeira vez que Sehun disse que o amava. Esperava que Sehun também soubesse.

— Um rei pode fazer o que quiser. — Lu Han disse. Talvez Sehun conseguisse o que queria.

— Se um rei pudesse fazer o que quisesse eu colocaria uma coroa em sua cabeça e me casaria com você.

Lu Han foi pego de surpresa, apenas conseguindo fitar Sehun. Por que ao ouvir aquelas coisas tudo parecia pior?

— Mas um rei não pode fazer o que quer, muito menos um príncipe, então terei que me casar com uma pessoa que não amo. Terei que tocá-la e deixá-la me tocar e… e teremos que ter herdeiros. — Sehun franziu o cenho ao terminar de falar, e Lu Han percebeu como ele evitou dizer a palavra filhos.

— Esse é o seu dever.

— Sim. — Sehun respondeu, com um sorriso triste no rosto​. Eles ficaram em silêncio mais uma vez, imersos em pensamentos. Lu Han, que nunca pensou em como agiriam depois que Sehun virasse rei, estava pensando nisso agora — Você não irá me deixar, mesmo depois que eu… hm, me casar, certo?

Por um instante Lu Han ficou confuso. Achou​ que estava óbvio que depois que Sehun virasse rei eles iriam acabar com aquela relação sem nome. Não poderiam continuar juntos, porque isso ia contras as regras que Lu Han fora ensinado a seguir. Se continuassem juntos Lu Han estaria cometendo traição, e a punição para tal era a morte. Havia uma regra bem explícita na Guarda Real sobre isso, sobre não se envolver com qualquer pessoa da realeza (a regra, basicamente, se refere à rainha ou, caso ela tivesse uma filha, à princesa, já que só há homens na Guarda Real).

— Por favor, me diz que nós iremos continuar juntos, que você não irá me deixar. — Sehun pediu, o olhando com olhos brilhantes demais. Lu Han permaneceu em silêncio — Por favor Han… Diga que não irá me deixar. Não importa com quem terei que me casar, eu ainda amarei você. Só você.

Lu Han suspirou, decidindo por acabar com aquilo de uma vez.

— Tudo bem. — disse, acariciando a bochecha macia do príncipe — Nós iremos ficar juntos. Para sempre. Porque eu te amo.

Sehun o abraçou, e enquanto ele o apertava entre os braços como se fosse fugir a qualquer momento, Lu Han fitava o teto. Estava tudo bem, porque como um guarda real seu trabalho era obedecer, exclusivamente, as ordens e vontades do rei. E se o rei quisesse que ele se tornasse eu amante, ele o seria. Privilégios de seguir as regras, pensara.


Notas Finais


Quem disse que regras foram feitas para serem quebradas estava redondamente enganado; elas foram feitas para serem manipuladas e o Luhan mostrou bem isso kkkk
A partir do próximo capítulo as coisas ficarão mais interessantes, ou seja, o que estava dando certo vai começar a dar errado.
Eu tenho que parar de terminar os capítulos com eles sendo fofos...

Dexei várias coisas ai pra vocês pensarem sobre. Marcas que somem, pessoas que não sentem frio... digam o que acharam nos comentários :D

Como gosto de dizer: nada é o que parece.
Até a próxima˜˜˜˜˜˜˜


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