História O Guardião do Sono - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Fantasia, Ficção, Ficção Cientifica, Magia
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Palavras 1.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Um guardião do sono?


A noite era bela, haviam mais constelações do que o normal no céu poluído, a lua estava tão grande que eu sentia que se eu estendesse o meu braço mais um pouquinho eu conseguiria tocá-la. Nessas noites eu costumo sentar no gramado e pensar sobre a vida, evitando totalmente o sono. Desde pequeno assim que adormecia eu acordava em lugares estranhos, encontrava pessoas que eu nunca havia visto, e tentava ajuda-las. Os anos passaram e eu havia percebido que tinha todos os dias os mesmos sonhos, e que só acordava quando conseguia ajudar a pessoa a acordar.
Preocupado, procurei um psicólogo, ele disse que talvez fosse a pressão que eu recebia no cotidiano, o problema persistiu, fui encaminhado ao psiquiatra que me receitou alguns calmantes. Os problemas persistem até hoje.
As minhas pálpebras já pesavam, e eu rejeitava aquele sono que o cansaço do dia insistia em me entregar. Aos poucos meus olhos foram cerrando até que eu apaguei completamente.
  Acordei, porém mantinha os meus olhos fechados, permanecia assim até tomar completamente a consciência, alguém me tocou e disse calmamente:
— Fique tranquilo, você não está no sonho de ninguém.
Gradativamente abri os meus olhos, deparei-me com uma mulher vestida como aqueles magos de desenhos animados, vestes lilás com pequenas estrelas douradas.
Sentei e a observei por alguns instantes, uma bela mulher aparentava ter uns trinta anos, tinha feições delicadas, seus cabelos estavam presos, seus olhos castanhos mel combinavam com a sua pele negra, ela bela, a definição de um sonho.
— Obrigada. — disse sorrindo.
— Você leu os meus pensamentos? — senti um frio percorrer a minha espinha, nunca fiquei tão envergonhado.
— Sim, não pude evitar, sua feição me deixou curiosa, não farei mais isso. — sorriu estendendo-me a mão.
Pensei em várias perguntas, mas decidi começar pela principal.
— Sem clichês do tipo, quem é você, onde estou. — A mulher revirou os olhos. — Brincadeira, meu nome é Ana e você está na lua.
Olhei ao redor, estávamos dentro de uma grande tenda, cor de azul e poderíamos ver várias estrelas flutuando.
— Que sonho bizarro. — sussurrei.
— Sonho. — Ana balançou a cabeça. — Não querido, felizmente hoje, você está de folga.
Haviam várias pessoas, vestidas da mesma maneira que Ana, uns conversavam, outros liam livros. Aquela tenda era tão grande que eu não avistava um fim.
— Vamos tomar um café Otávio então eu te explicarei tudo.
— Tudo bem então vamos. — entreguei-me inteiramente àquele sonho, estava dançando conforme a música.

Enquanto andávamos, Ana cumprimentava várias pessoas, todas pareciam felizes, e senti que algo no meu interior incomodava, como se a felicidade alheia fosse extremamente irritante. Incrível como eu me tornei tão mal-humorado, nem eu mesmo me aguentava as vezes. Ana olhou para mim e em seguida soltou uma breve gargalhada que me irritou profundamente.
— Você deveria olhar para a sua cara.
— Tenho o desprazer de aturá-la todos os dias.
Ana levantou as duas mãos dizendo:
— Sinto muito. Então gostaria de saber um pouco mais sobre você, só para então começar o nosso papo sobre esse lugar.
— Leia os meus pensamentos. — disse.
— Ah eu não quero mesmo, com essa cara de mal humorado que você está, não quero correr o risco de ouvir os seus pensamentos.
— Certo. — concordei. — Contarei sucintamente. Bom, você já sabe o meu nome, eu nasci em Manaus, trabalhei um tempinho, juntei dinheiro e fui à São Paulo para iniciar a faculdade, lá arrumei um emprego e comecei a cursar História. Bem, enquanto a minha família, perdi a minha mãe muito cedo, e meu pai insistiu para que eu seguisse a minha vida, com muito custo ele me convenceu. Agora quanto os sonhos, eu sempre os tive, desde pequeno eu nunca tive consciência de que os sonhos pertenciam a mim, pareciam pertencer a outras pessoas.
— E você ajudava essas pessoas, não é? — Perguntou Ana.
— Sim, e então eu acordava. Mas tudo parecia tão real sabe? É muito estranho.
— Bem, isso também acontece comigo, e com todas as pessoas que estão aqui. — disse Ana. — somos os Guardiões do Sono.
No início não acreditei em Ana, parecia tudo tão infantil e clichê, como aquelas histórias para criança dormir.
— Os sonhos são espelhos do nosso consciente, mas também nossas aventuras no mundo paralelo. — disse Ana. — Tudo isso é muito sério Otávio, o mundo paralelo é um lugar muito bonito, porém ficamos desprotegidos lá. Nós não somos diferentes, só despertamos poder para viajar no astral.
Senti-me ligeiramente aliviado, por saber que não só eu sofria disso, mas que compartilhava isso com várias pessoas.
— Aqui é a Tenda dos Guardiões, fica aqui na lua mesmo. Pois é um belo lugar para vigiar a terra. — aproximou-se da tenta e a abriu. — Você vê?
Aproximei-me e avistei a terra, tão bela.
— Somos divididos em setores, e nos setores em grupos. Os setores, a Lua é o setor responsável pelas as crianças.
— Então cada planeta é responsável por uma fase da vida?
— Então, cada satélite natural, os planetas são ocupados por outras civilizações. — disse Ana, com a maior naturalidade.
— Vida em outro planeta? — perguntei incrédulo, sentindo um terrível frio na espinha.
— Não se empolgue, não podemos vê-los, afinal todos aqui são seres da terra, nossa evolução atual nos impede esse tipo de contato. — respondeu, logo aparentou um certo arrependimento. — Não deveria falar tanto, voltando ao que interessa, somos responsáveis por apenas uma criança. — continuou a explicar.
— Então têm vários guardiões? — perguntei.
— Sim, a cada dez pessoas três são guardiões.
Aquele lugar era realmente espetacular, sentia-me confortável ali, sentimento que eu não sentia há anos.
— Então chegamos ao ponto chave, Otávio, você deseja juntar-se a nós? — perguntou Ana sorrindo.
Imediatamente aceitaria, porém algo me fez pensar a respeito, se eu aceitasse com toda a certeza eu nunca mais teria sossego nas minhas noites. Em qual momento descansaria?
— Relaxa, você vai descansar sim.
— Você pode parar com isso?
— Desculpe. — disse Ana revirando os olhos. — Bem darei um dia para pensar a respeito.
Ana tirou um saquinho dourado do bolso, — Enquanto isso vá descansar.
Ela jogou um pó em mim, e seguidos alguns segundos tudo escureceu novamente.

 

 



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