História O Herói Perdido - Capítulo 46


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Suga, V
Tags Adaptação, Bts, Heróisdoolimpo, Kookv, Percyjackson, Taekook, Vkook, Yoonmin
Visualizações 26
Palavras 1.550
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tenham uma boa leitura amores e até amanhã ^^

Capítulo 46 - XLVI - Jimin


O CONTROLE DE TRÁFEGO AÉREO NÃO QUERIA deixar que um helicóptero não programado pousasse no Aeroporto de Oakland, até Jimin ir para o rádio. Em seguida, ele pousou sem nenhum problema.

Eles desembarcaram no asfalto, e todos olharam para Jimin.

— E agora? — Yoongi perguntou para ele.

Ele se sentia desconfortável. Não queria ser responsável, mas pelo seu pai, tinha que parecer confiante. Ele não tinha nenhum plano. Tinha acabado de se lembrar que seu pai tinha voado até Oakland, o que significava que seu jato particular poderia estar ali. Mas hoje era o solstício. Eles tinham que salvar Hera. Não tinham ideia para onde ir ou se chegariam tarde demais. E como ele poderia abandonar seu pai naquela condição?

— Primeiro... — ele disse. — Eu... eu tenho que levar meu pai para casa. Me desculpem, rapazes.

A expressão deles foi de desânimo.

— Ah — Hoseok disse. — Quer dizer, claro. Ele precisa de você agora. Nós podemos seguir sozinhos a partir daqui.

— Chimchim, não. — Seu pai estava sentado na porta do helicóptero, com um cobertor sobre seus ombros. — Você tem uma missão. Uma busca. Eu não posso...

— Eu vou cuidar dele — disse o Treinador Hedge.

Jimin olhou para ele. O sátiro era a última pessoa que ele esperava que fosse se oferecer.

— Você? — ele perguntou.

— Sou um protetor — Gleeson disse. — O meu trabalho é esse, e não lutar.

Gleeson parecia um pouco cabisbaixo, e Jimin percebeu que talvez ele não devesse ter contado como Gleeson ficou inconsciente durante a última batalha. Ao seu jeito, talvez o sátiro fosse tão sensível quando o pai dele.

Então Hedge enrubesceu, e seu maxilar contraiu.

— Claro, eu sou bom em uma luta, também.

Ele olhou para todos, desafiando-os a discordar.

— Sim — Yoongi confirmou.

— Aterrorizante — Hoseok concordou.

O treinador grunhiu.

— Mas eu sou um protetor, e posso fazer isso. Seu pai tem razão, Jimin. Você precisa continuar com a missão.

— Mas... — Os olhos de Jimin ardiam, como se ele estivesse de volta ao incêndio na floresta. — Pai...

Ele estendeu os braços, e Jimin o abraçou. Seu pai estava frágil, trêmulo, e isso o assustou.

— Vamos dar um minuto a eles — Yoongi sugeriu, e levaram a piloto a poucos metros abaixo no asfalto.

— Eu não posso acreditar nisso — seu pai disse. — Eu falhei com você.

— Não, pai!

— As coisas que eles fizeram, Jimin, as visões que me mostraram...

— Pai, escute — ele pegou o frasco de seu bolso. — Afrodite me deu isso, pra você. Isso vai apagar suas memórias recentes. Será como se nada disso tivesse acontecido.

Ele olhou pasmo para Jimin, como se estivesse traduzindo suas palavras de uma língua estrangeira.

— Mas você é um herói. Eu vou esquecer isso?

— Sim — Jimin sussurrou. Ele forçou um tom confiante em sua voz. — Sim, você vai. Vai ser como... como antes.

Seu pai fechou seus olhos e respirou profundamente.

— Eu te amo, Jimin. E sempre amei. Eu... eu te enviei para longe porque não queria você exposto à minha vida. Não do jeito que eu cresci... na pobreza, na desesperança. Não na loucura de Hollywood. Pensei... pensei que estava protegendo você. — Seu pai conseguiu dar um sorriso frágil. — Como se sua vida sem mim fosse melhor, ou mais segura.

Jimin pegou sua mão. Ele já tinha o ouvido falar sobre protegê-lo antes, mas nunca acreditava nisso. Sempre pensou que seu pai estava apenas brincando. Seu pai parecia tão confiante e tranquilo, como se sua vida fosse um passeio na felicidade. Como podia afirmar que Jimin precisava de proteção desse jeito?

Finalmente ele entendeu que seu pai estava agindo pelo benefício de Jimin, tentando não mostrar seu medo e insegurança. E naquele momento sua habilidade de lidar com suas fraquezas estava destruída.

Jimin ofereceu o frasco para ele.

— Pegue isso. Talvez um dia estejamos prontos para falar sobre isso novamente. Quando você estiver pronto.

— Quando eu estiver pronto — ele murmurou. — Você faz isso soar como... como se eu fosse o adolescente aqui. Eu devia ser o pai. — Ele pegou o frasco. Seu olhos brilhavam com uma pequena expectativa desesperada. — Eu te amo, Chimchim.

— Te amo também, pai.

Ele bebeu o líquido rosa. Seus olhos reviraram e ele caiu para frente. Jimin o pegou, e seus amigos correram para ajudar.

— Eu pego ele — Hedge disse. O sátiro tropeçou, mas ele era forte o suficiente para segurar Park Tristan de pé. — Já pedi para que trouxessem seu jato particular. Está a caminho agora. Endereço de casa?

Jimin estava prestes a lhe dizer. Então uma ideia lhe ocorreu. Ele vasculhou o bolso do pai, e BlackBerry dele ainda estava lá. Parecia estranho ele ter algo tão normal no bolso depois do que tinha passado, mas supôs que Encélado não tinha visto nenhum motivo para pegá-lo.

— Está tudo aqui — Jimin disse. — Endereço, número do chofer. Apenas preste atenção em Jane.

Os olhos de Hedge se iluminaram, como se pressentisse uma possível luta.

— Quem é Jane?

Quando Jimin terminou de explicar, o lustroso Gulfstream branco parou próximo ao helicóptero.

Hedge e a comissária de bordo conseguiram colocar o senhor Park a bordo. Então o treinador desceu pela última vez para dizer adeus. Ele deu a Jimin um abraço e olhou para Yoongi e Hoseok.

— Vocês, cupcakes, vão cuidar desse garoto, ouviram? Ou vou obrigar vocês a fazerem flexões.

— Claro, treinador — Hoseok disse, puxando um sorriso na boca.

— Sem flexões — Yoongi prometeu.

Jimin deu ao velho sátiro mais um abraço.

— Obrigado, Gleeson. Cuide bem dele, por favor.

— Vou fazer isso, Park — ele sussurrou para Jimin. — Eles tem cerveja e enchiladas vegetarianas nesse voo, além de guardanapos de linho, delícia! Eu poderia me acostumar com isso.

Trotando na escada, ele perdeu um sapato, e seu casco ficou visível por apenas um segundo. Os olhos da comissária de bordo se alargaram, mas ela olhou em volta e fingiu que nada estava errado. Jimin imaginou que ela já deveria ter visto muitas coisas estranhas trabalhando para Park Tristan.

Quando o jato estava subindo, Jimin começou a chorar. Ele estava se segurando há muito tempo e não aguentou mais. Antes que ele percebesse, Yoongi o estava abraçando, e Hoseok estava desconfortavelmente perto, puxando Kleenex de seu cinto de ferramentas.

— Seu pai está em boas mãos — Yoongi disse. — Você foi incrível.

Jimin chorou em sua camisa, e permitiu-se ficar nos braços dele enquanto respirava fundo seis vezes.  Sete. Mas teve que se recompor. Eles precisavam dele. A pilota do helicóptero estava pronta parecendo desconfortável, como se estivesse começando a se perguntar por que tinha voado até ali.

— Obrigado, rapazes — Jimin falou. — Eu...

Ele queria dizer a eles o quanto significavam para ele. Eles sacrificaram tudo, talvez até mesmo a missão para ajudá-lo. Ele não poderia reembolsá-los, nem mesmo colocar a gratidão em palavras. Mas a expressão de seus amigos diziam para ele que eles entendiam.

Então, ao lado de Yoongi, o ar começou a brilhar. Jimin pensou que fosse o calor da pista ou talvez fumaça do gás do helicóptero, mas ele tinha visto algo assim antes na fonte de Medeia. Era uma mensagem de Íris. Uma imagem apareceu no ar com uma menina de cabelos escuros usando uma tiara de prata camuflada em seu cabelo, segurando um arco.

Yoongi cambaleou para trás, surpreso.

— Thalia!

— Graças aos deuses — disse a Caçadora.

A cena atrás dela era difícil de descrever, mas Jimin ouviu gritos, metal colidindo com metal, e explosões.

— Nós a encontramos — Thalia disse. — Onde você está?

— Oakland — ele disse. E você?

— Na Casa do Lobo! Oakland... vocês não estão muito longe. Estamos impedindo os comparsas do gigante, mas não podemos aguentar por muito tempo. Cheguem aqui antes do pôr do sol ou estará tudo acabado.

— Então não estamos muito atrasados? — Jimin perguntou. A esperança surgiu nele, mas a expressão de Thalia rapidamente escureceu.

— Ainda não — disse Thalia. — Mas Yoongi... é pior do que pensei. Porfírio está se erguendo. E rápido.

— Mas onde fica a Casa do Lobo?

— Nossa última viagem — disse Thalia, sua imagem começando a desaparecer. — O parque. Jack London. Lembra?

Aquilo não fazia sentido para Jimin, mas Yoongi parecia ter entendido. Yoongi cambaleou, seu rosto pálido, e a mensagem desapareceu.

— Cara, você está bem? — Hoseok perguntou. — Você sabe onde ela está?

— Sim. Sonoma Valley. Não é muito longe. Não pelo ar.

Jimin voltou-se para a guarda-florestal piloto, que vinha assistido tudo com a expressão cada vez mais intrigada.

— Senhora — Jimin disse com seu melhor sorriso. — Você não se importaria em nos ajudar mais uma vez, não é?

— Eu não me importo — a pilota disse concordando.

— Não podemos levar um mortal para a batalha — Yoongi notou. — É muito perigoso. — Virou-se para Hoseok. — Você acha que poderia pilotar aquela coisa?

— Hã...

A expressão de Hoseok não estava exatamente tranquilizando Jimin. Mas então ele colocou sua mão ao lado do helicóptero, muito concentrado, como se estivesse ouvindo a máquina.

— Helicóptero utilitário Bell 412HP — Hoseok disse. — Composto por 4 hélices no centro do rotor, na velocidade de um cruzeiro de vinte e dois nós, teto de voo de vinte mil pés. O tanque está quase cheio. Claro, eu posso pilotar isso.

Jimin sorriu para a guarda-florestal novamente.

— Algum problema se um menor de idade não licenciado pegar emprestado o seu helicóptero? Nós vamos devolvê-lo, claro.

— Eu... — A pilota quase se engasgou com as palavras, mas concordou: — Eu não tenho problema com isso.

Hoseok sorriu.

— Pulem para dentro, crianças. Tio J-Hope vai levá-los para um passeio.



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