História O Híbrido {ABO NamJin} - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Rap Monster
Tags Alfa, Bangtan Boys, Beta, Bts, Jikook, Jimin, Jin, Junkook, Namjin, Namjoon, Ômega, Rap Monster, Rapmon, Romance, Shipp, Shipps, Suga, Tae, Taesook, Universo A/b/o, Vhope, Yaoi
Visualizações 303
Palavras 2.471
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


➪ Como puderam ler nos Avisos Da História, há palavras que podem ofender e até mesmo assustar algumas pessoas, esteja ciente que esta Fanfiction possui uma descrição detalhada de sexo entre outras atrocidades, saiba não irei me responsabilizar caso tenha se ofendido.
➪ Esta Fanfiction não é totalmente de minha autoria, mas o enredo e entre outras coisas são de minha autoria, irei denunciar imediatamente qualquer conteúdo que esteja demonstrando plágio.
➪ Caso queira participar da História mande-me MP ou nos comentários.

►ATENÇÃO◄

▶Caso você desconheça o Universo ABO irei dar uma breve explicação:

▶Há 3 classes, como se fosse uma evolução da humanidade, são elas: Alfas, Betas e Ômegas.

▷Alfas: Como em uma matilha, os Alfas possuem uma autoridade à mais, no universo em que cito, Alfas somente podem se relacionar com Ômegas, caso se relacionem entre si ou com Betas, a pena será à morte, pois, caso um Beta e um Alfa tiverem uma cria (algo extremamente raro, já que o Beta não possui Nó), o mesmo poderá nascer Hibrido, isto é um Beta, Ômega e Alfa ao mesmo tempo, devido a natureza extremamente selvagem de um alfa, a calmaria de um Beta e a submissão de um Ômega, este ser pode apresentar extremo perigo à sociedade que se passa a Fanfiction. Entram no cio de 6 a 6 meses

▷Betas: São como seres comuns, como seres humanos, não possuem cio, por este motivo esta classe foi proibida de se relacionar com outra especie que não seja a sua, ou seja, Betas só podem se relacionar com Betas, pelo contrário, a penalidade será a morte. Não possuem Nó, o que torna impossivel um Beta engravidar outro Beta. Betas nascem dependendo do DNA da mãe ou pai, caso o Alfa seja demasiado submisso ou o Ômega seja um tanto autoritario, pode resultar em uma mudança em seu DNA, e assim sua cria será um Beta.

▷Ômega: Não possuem um instinto autoritario como os alfas, mas nem por isso são mansos como os Betas. Ômegas normalmente procuram seu par perfeito, a fim de contruir uma familia e ser feliz, algo um tanto estupido para a maioria dos Alfas. Nomalmente Ômegas são vistos como objetos sexuais de Alfas, devido sua submissão, Ômegas não podem penetrar e nem mesmo tomar a iniciativa na hora do sexo, ou seja, Alfas se aproveitam do Cio dos Ômegas. Ômegas são sempre os que engravidam. Entram no cio a cada 3 semanas.

◆Cio: Períodos completamente tensos e carregados de tesão, tanto para Alfas quanto para Ômegas. Basicamente, um Alfa só fica satisfeito por completo quando fode um Ômega e um Ômega só fica satisfeito por completo quando é fodido por um Alfa, tudo isso da forma mais carnal que você pode imaginar. Geralmente, mesmo numa relação Alfa-Ômega, os dois precisam foder diversas vezes ao dia, até acalmarem um pouco seus instintos e poderem se controlar melhor nessa fase difícil, e mesmo assim, ainda é complicado. Nessa fase, os Ômegas estão férteis para poderem engravidar.

▷Nó: Isso é bem complicado de explicar, então vou dar um exemplo besta mas que seja fácil de vocês compreenderem. Na hora da ejaculação a cabeça do pênis do Alfa incha e ele se prende/ata (faz um nó) ao seu parceiro, ficando ali um tempinho. No caso de uma Alfa mulher, a vagina dela prende o pênis do parceiro em si. Isso acontece para aumentar as chances de uma gravidez. Ah, e lembrando que isso só pode acontecer numa relação Alfa-Ômega.
-x-

➪Qualquer dúvida deixe nos comentários, sempre estarei disponível. Antes que perguntem meu período de aula, ou seja, qual o melhor momento para me contatar, estudo de manhã, a partir de 12h já estarei disponível.
➪Boa Leitura.

Capítulo 1 - Não é Que Eu Não Acredite, Mas Sim Que Eu Quero Resistir


Fanfic / Fanfiction O Híbrido {ABO NamJin} - Capítulo 1 - Não é Que Eu Não Acredite, Mas Sim Que Eu Quero Resistir

►Caso você desconheça o Universo A/B/O leia as notas do autor◄

Já havia se passado um longo período de tempo desde sua saída. Meu pai havia saído para compensar o seu pequeno atraso na semana passada, por conta de minha festa de aniversário. A culpa ainda pesava em meu subconsciente, não sabia ao certo quanto tempo ele levaria até chegar, mas sabia que eu teria muita coisa a fazer, para assim compensar o atraso que tive que fazê-lo cometer. Eu simplesmente não queria passar o resto de meu aniversário sozinho, então implorei que ele pelo menos apagasse as velas junto a mim, já que não havia outra companhia, a não ser os pequenos animais de pelúcia sobre a escura mesa, sendo minha única companhia por anos. Eu sabia que ele tinha muito o que fazer, mas eu não podia simplesmente deixá-lo ir. O desejo de ter alguém comigo fora mais forte.

De repente um breve toque na porta fora ouvido, estranhei a rapidez com que meu pai chegara em casa, mas apenas corri desastrado até a mesma, para enfim desculpar-me por seu atraso; porém, não fora meu pai que encontrei por trás da porta.

-O-Oi. -Cumprimentei timidamente o policial a minha frente.

O mesmo apenas dá um aceno de cabeça, parecendo um tanto desconfortável com minha presença.

-Não há algum adulto aqui? -O mesmo exclama encarando o pequeno apartamento atrás de mim.

-Na verdade não, meu pai saiu para trabalhar. Minha mãe... Ela morreu quando eu era bebê.

Ele apenas me lança um olhar de puro desespero, eu podia ver em seus olhos que havia algo de errado, mas minha mente se negava a admitir isso.

-Seu nome é Kim Seokjin, certo? -Ele pergunta, recebendo um aceno de cabeça como confirmação. -Seu pai… Ele sofreu um acidente no caminho. Infelizmente… Ele não resistiu.

Apenas o encarei, tentando processar tudo o que ele havia dito. Não era possível. Nao podia ser verdade. Cai sobre o chão, minhas pernas pareciam não suportar meu peso, levei as mãos para meu rosto, cobrindo as breves lágrimas que teimaram escapar. Eu estava sozinho.

-Foi minha culpa! -Sussurrei contendo a gritaria que queria escapar por meus lábios.

O policial apenas encarava a cena, parecendo não saber o que fazer, possivelmente não entendia a dor de perder a única pessoa que tinha na vida. Eu não possuía mais ninguém.

-Devido a sua idade ser menor que 18 anos, você terá de se mudar para um responsável. -O policial exclama ao notar meus músculos relaxarem um pouco.

-E-Eu... Não tenho para onde ir… -Sussurro, sem forças para dizer o que realmente queria.

-Na verdade… Seu pai recebeu uma visita no hospital antes de falecer. Ela disse que tomaria conta de você, ela parece ter algum parentesco com você. -Ele diz calmamente, se inclinando um pouco, mostrando uma sombra um pouco afastada.

-Olá Jin!

 

-x-

 

-Tia Yang Mi… Eu não posso aceitar… -Digo envergonhado.

Eu jamais a vira antes, mesmo que continue afirmando que ela via me visitar sempre quando pequeno, eu não sabia se podia confiar naquela senhora a minha frente. A mesma parecia ser extremamente doce e acolhedora, não parara de falar nem mesmo um minuto durante o trajeto, sua casa parecia ser do outro lado do mundo, devido a demora da viagem.

Minhas coisas haviam sido jogadas dentro de uma mala, um tanto grande demais, já que eu nunca tivera muitas coisas durante minha vida.

Isso fora um dos grandes motivos por eu não possuir amigos. Meu pai sempre fora muito conservador, assim tendo aulas particulares em casa. Jamais soube o que era ir à uma escola, jamais soube o que era possuir um amigo com quem partilhar meus sentimentos. Era somente eu e meu pai, por praticamente toda a vida. Meu pai temia que eu terminasse igual a Mamãe, que morrera de uma forma desconhecida por mim, mas que parecera ser demais para papai, que se afundara na bebida depois do acontecimento, mas jamais deixou de ser presente em minha vida.

Tivera que aguentar diversas mulheres desconhecidas em casa, meu pai alegava serem colegas de trabalho, mas eu não era tão ingênuo assim. Papai tentava de todas as formas esquecer mamãe, mas parece não ter obtido sucesso.

-Querido, você não lembra do meu neto, não é? -Sua voz doce preencheu meus ouvidos, acordando-me de meus devaneios.

Pensei um pouco, eu jamais a vira na vida, como poderia conhecer seu neto?

-Não, desculpe. -Digo abaixando minha cabeça.

-Que bom! Poderão se conhecer então! Aposto que Nam será muito gentil com você! -Ela exclama animada, provocando-me um pequeno pressentimento ruim.

Eu jamais tivera contato com pessoas de minha idade, será que eu iria me dar bem com esse tal garoto?

 

-x-

 

-Jin, querido, acorde. Já chegamos. -Sinto uma mão leve afagar meus cabelos.

Acordo em um impulso, jogando sua mão longe, eu jamais recebera carinhos ou afagos, por isso assustava-me com tais atos.

-Desculpe... E-Eu… me assustei. -Digo envergonhado.

Ela apenas me lança um de seus sorrisos gentis, apontando de leve para a grande casa a nossa frente.

A encaro sem acreditar no tamanho, eu sempre ficara preso em um minúsculo apartamento, jamais apreciara um local tão lindo.

-Esta agora é sua casa também. -Ela diz gentilmente, abaixando-se para pegar minha mala.

Apenas continuo encarando a sua propriedade, as paredes tinham a coloração avermelhada, algumas pilastras brancas, com uma grande porta de carvalho no meio.

Avanço em direção a porta, estava curioso sobre como iria viver a partir de agora, teria de me acostumar a ir a uma escola, fazer coisas que meu pai se recusava a deixar-me fazer, como lavar a louça, costumava dizer que isso podia ser demasiadamente perigoso, para um garoto tão desastrado quanto eu, mas jamais deixei de observá-lo fazer.

Abro lentamente a porta, recebendo um jato quente de ar em meu rosto, aconchegando-me um pouco, por conta da neve que cismava em cair. Encaro o cômodo extremamente decorado, parecia ser uma sala de estar, devido às poltronas reunidas a uma grande lareira, que era o motivo para o ar quentinho ali.

-Vou leva-lo ao seu quarto. -Ouço novamente sua voz vinda da porta.

Assenti, seguindo seus passos vagarosos, subindo a escada de carvalho ao lado da lareira, que parecia se alastrar devido ao ar gélido que entrara.

A escada nos levou até um denso corredor, diversas portas fechadas pareciam esconder diversos segredos naquela casa.

-Jin, querido. Infelizmente os outros quartos estão sem cômodos, já que nunca recebíamos visitas. Você não se incomoda em dividir o quarto com o Nam, não é mesmo? -Ela dizia vagarosamente, como se esperasse alguma interjeição de minha parte.

Apenas neguei com a cabeça, recebendo um sorriso gentil da mesma, ela parecia simpatizar comigo, mas nem por isso deixaria-me confiar, estava atento a cada movimento seu.

Ela parou na última porta do denso corredor, aparentava ser o cômodo mais velho da casa, mas não ligara muito para isso. Ela bateu levemente três vezes na porta, esperando pacientemente a resposta de seu neto.

-Oque foi? -Ouviu-se um grito de dentro do quarto, provavelmente seu neto com preguiça de levantar-se e atender a porta.

-Nam, temos visitas.

Após tal anúncio,  passos vagarosos foram ouvidos pelo piso, meu coração por algum motivo desconhecido parecia ter saído de controle, a cada passo seu, meu coração parecia ir mais rápido, deixando-me extremamente nervoso. Até que a porta finalmente se abriu.

Meus olhos pareciam ter apenas visto o reflexo da luz vinda de seu quarto, porém, depois de alguns segundos, minha visão pareceu focar ao garoto que pendia a minha frente. Seus cabelos descoloridos e bagunçados denunciavam que a pouco estava a dormir, não pude deixar de pensar em quanto aquele garoto era bonito, mas tal opinião se desfez logo que fui puxado de meus devaneios.

-Namjoon, querido, este é Jin, ele irá morar conosco a partir de agora. Ele irá dividir o quarto com você. -Ela explicava atenciosamente, provavelmente não querendo mencionar  o ocorrido na minha frente.

-Por que? -Ele perguntou apenas, aparentando não estar nem aí para o ocorrido.

-Nam, por favor… -Ela disse quase em um sussurro, seus olhos suplicantes pareciam ter tocado o garoto, que parecia ter me notado ao lado de sua avó.

-Ta, tanto faz. -Ele diz apenas, adentrando o quarto novamente, voltando à sua cama extremamente bagunçada.

Tia Yang Mi também adentra cômodo, deixando minha mala em um canto do quarto, saindo do mesmo em seguida, parecendo apressada para algo.

-Entra logo antes que eu feche à ´porta na sua cara. -Me surpreendo ao ouvir a voz rouca do garoto contra o travesseiro.

Apenas o encaro um pouco, um tanto receoso sobre entrar ou não, mas decidi que não demonstraria meus medos ao garoto, teria de fingir que estava tranquilo à toda essa situação.

Adentro o quarto fechando a porta em seguida, indo em direção à minha mala, com a intenção de desfazê-la.

-E então, o que aconteceu pra você vir morar aqui? -Ele exclama de repente, deixando-me sem palavras. -Eu sei que Yang Mi não vai me dizer o real motivo pra isso, então fala logo.

Pisquei, eu não sabia se estava imaginando coisas, ou se realmente Kim Namjoon ah realmente estava a falar diretamente comigo.

-Ãhn… Meu… Meu pai sofreu um… Um acidente e… -Tento ao máximo manter à voz firme, mas a dor voltou a inundar meu peito, trazendo a realidade à tona. -Eu o matei… Foi culpa minha. -Acabo sussurrando mais para mim mesmo do que para o garoto, que assistia à cena, com uma pontada de compreensão.

Eu não havia processado tudo o que acontecera, se eu apenas aceitasse o que acontecera, eu poderia surtar, e eu sabia que isso não poderia acontecer novamente.

Ele apenas emite um pequeno “hm”, e volta à sua posição anterior, relaxando totalmente sobre a cama.

Volto minha atenção à grande mala que pendia sobre o chão, não sabia ao certo as roupas que ali estavam, já que fora Tia Yang Mi que as escolhera, enquanto o policial tentava me confortar, algo que não dera muito certo, considerando que tiveram que me arrastar até o carro, pois minhas pernas simplesmente não conseguiam suportar meu peso.

Abro lentamente a mala, me deparando com alguns de meus animais de pelúcia, uma lágrima solitária escorre por minha bochecha, ao lembrar o dia em que eu os ganhara, o dia chuvoso, que tivemos que nos abrigar em uma grande loja de brinquedos, onde em uma pequena prateleira pendia os animais, um tanto solitários à minha visão, apenas os observava, sem coragem para pedir ao meu pai um daqueles, já que eu possuía a noção que eu já estava demasiadamente grande para pelúcias. Até que meu pai pediu para que eu o esperasse ali, e voltou com todos os animais que pendiam na prateleira. Eu sabia que aquilo lhe custaria semanas de trabalho, já que ele possuía diversas professoras particulares para pagar, mas nem por isso desistiu de dar-me felicidade, entregou-os à mim, vendo o grande sorriso que se abriu em meus lábios. Eu jamais iria esquecê-lo.

Os tiro da mala, colocando cada um sentado ao meu lado, meu favorito era um ursinho polar branquinho, com uma touca negra cobrindo suas orelhas, não havia sequer uma noite que eu me atravesse de dormir sem o mesmo, parecia que algo estava faltando.

-Queridos! Venham comer! -Ouço a doce voz de Tia Yang Mi vinda do piso de baixo.

Levantei, secando rapidamente outras lágrimas que teimavam a escapar, não sabia ao certo se deveria acordar Kim Namjoon Ah, já que o mesmo parecia estar em um sono profundo, provavelmente sonhando com algo agradável. Sua expressão serena parecia trazer-me a paz que eu desejara desde o começo daquele terrível dia, tudo o que eu queria era acordar daquele pesadelo, se é que eu conseguiria acordar.

Após uma batalha interna entre acordar ou não o garoto a minha frente, decidi que faria o que Tia Yang Mi desejara, ela chamara ambos, não me atreveria a descer as escadas sem ao menos ter tentado alertar Kim Namjoon Ah.

Toco levemente seu ombro, recebendo um breve suspiro do mesmo, seus olhos abriram-se lentamente, parecendo despertar.

-Oque você quer? -Sua voz rouca soou novamente.

-Tia Yang Mi nos chamou para ir comer, pensei que você queria ir junto. -Agradeci silenciosamente por minha voz ter suado firme, devido à confusão de sentimentos que minha cabeça estava.

-Pode ir então. -Ele exclama seco, levantando-se lentamente, calçando os tênis que pendiam do lado de sua cama.

Apenas confirmo com a cabeça, indo em direção à porta com passos lentos.

-De quem são esses bichinhos de pelúcia? -Ele exclama chamando minha atenção.

O encaro sem expressão, não sabia ao certo se deveria mostrar minha personalidade um tanto infantil, talvez esse fosse o real motivo por meu pai ter-me trancado dentro de casa, poupando-me do sofrimento de ser… Um tanto diferente dos demais, talvez achava-me fraco demais para viver em meio à violência e sofrimento que os demais tinham de enfrentar a cada momento de suas vidas, mas por algum motivo, eu desejava aquela dor, eu desejava me sentir como os demais, desejava sentir-me igual a todos.

Não lhe respondo, viro-me novamente para à saída, indo em direção às escadas, que por mais que eu acabasse de chegar, pareciam ser extremamente familiar.

Ao adentrar a sala me deparo com tia Yang Mi servindo a mesa, jamais havia visto tantas guloseimas, aparentavam ser extremamente saborosas.

-Sente-se querido, pode servir-se à vontade, já irei trazer o café. -Ela dizia docemente, indo na direção oposta.

Tratei de fazer o que a mesma me ordenara, sentei-me à mesa.

-Já sabe o que quer? -Ouvi seus passos vagarosos adentrarem o cômodo novamente, trazendo consigo uma térmica com café.

-E-eu não quero lhe incomodar, talvez somente um café… -Disse tratando de parar de observar aos doces à minha frente, mesmo que a tentação tentasse ser mais forte, a timidez vencera.

-Você estará incomodando mais ainda se não comer, você vai ficar mal e teremos que levá-lo ao hospital, esperar até o médico chegar… -Namjoon adentrara o cômodo, seu mau humor era visível.

-Já chega Nam, o garoto vai comer, não se preocupe com ele. -Yang Mi o interrompeu, seu rosto não possuía mais traços gentis, mas sim de decepção.

-Não estou preocupado com ele, mas sim com todo o trabalho que vamos ter pra fazer esse moleque entender que ele não pode ficar fazendo manha esperando que vamos coçar sua cabeça e o encorajar a comer. Ele não é uma criança inocente! Ele já pode cuidar de si mesmo. Então se você não quer comer, apenas saia, e deixe que os que estão com fome comam. -Suas palavras mais pareciam lâminas rasgando minha garganta, enquanto o mesmo falava meu olhar pendia pelo chão, eu não tinha coragem de o encarar, já que tudo o que ele estava à dizer era verdade.

 



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