História O homem por trás do capuz preto - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Visualizações 3
Palavras 3.787
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Lembrando que a obra é totalmente propriedade de meu intelecto, se há algum conteúdo semelhante a outra é simplesmente mera conhecidencia...

Qualquer erro na gramática é responsabilidade minha...

Espero que gostem e boa leitura...

Capítulo 1 - A história...


Fanfic / Fanfiction O homem por trás do capuz preto - Capítulo 1 - A história...

 Recentemente me mudei para uma cidadezinha menor do que eu me encontrava e estava meio desanimado por perder todas as belas amizades que conquistei naqueles 11 anos. Eu não me encaixava naquele lugar, não me sentia em casa, como se esse lugar não fosse pra mim, ou eu estava delirando e achando falta de meus amigos da minha "ex" cidade.

 Minha avó já morava lá, era divorciada e tinha minha mãe como filha mais nova e quatro mais velhos, e infelizmente um falecido. O mais novo antes da minha mãe tinha falecido, e foi por esses motivos que viemos para cá, para dar uma "força" a mais pra minha avó. Eu demorei um pouco pra superar essa tragédia, porque ao longo daqueles anos que me encontrei perto dele, foram os momentos mais felizes da minha vida, ele era meu melhor amigo. Mas a vida continua e sei que estão se perguntando:

 - Como você conseguiu superar a dor de perder o melhor amigo?

 É meio que até simples, eu pensei que ele não queria me ver triste lá de cima.

 E eu sou Àlex, filho mais velho, com umnunca euã de três anos. Eu nasci em uma cidade perfeitamente linda, mas me mudei para a cidade que me encontro agora com vinte e oito dias, por causa do meu pai biológico ter nos deixado. Obrigando minha mãe a voltar para casa da minha avó, e com seis anos me mudei para a querida cidade que abandonei às forças.

 A cidade que acabara de me mudar além de ser sossegada e tranquila, tinha pessoas boas também, mas tinha algo que não se encaixa em mim nessa cidade, eu tinha um mau pressentimento sobre lá.

 Outra coisa que me chateava era minha avó, ela era mais chata que meu pé. Além de ela invadir meu espaço quando bem entende, ela me dá sermão por nada, e o pior, a minha mãe e meu padrasto me puseram pra morar junto com ela.

 Minha avó tinha um vizinho um pouco esquisito, muito pra falar a verdade, já que sempre tava com uma capa e capuz preto. Ele era meio anti-social e sinistro, com uns barulhos esquisitos e diabólicos dentro da sua casa. Ele, sinceramente, me odiava! Mesmo não gostando de quase nenhuma criança ou adolescente eu era o marcado na lista negra daquele homem. E não me pergunte o porque disso, talvez foi porque um dia me pegou lhe espionando e desde aquele dia ele ficou "P" da vida comigo, mas eu não dava a mínima para isso.

 Só que um dia o maluco estava de bom humor, bom... Isso eu nunca tinha visto e é claro que eu não achei isso uma situação normal, mas ele me olhou e fez uma expressão, como seu eu tivesse estragado aquele dia só de existir, mas de repente fiquei impressionado, porque o homem me mostra um sorriso... Eu corri pra casa de medo, ele nem falava comigo e como uma explosão ele me mostra um sorriso, mas não era um sorriso normal, tinha mágoa, ódio e desejo naquela expressão sorridente e um tanto assustadora, com isso, fiquei curioso e meu cérebro quis ir mais afundo nisso.

  É claro que eu não ia deixar de investigar isso, só que não ia ser fácil já que a casa dele era mais fechada que uma caverna. Ta... Eu ia conseguir entrar, só que eu tava tremendo de medo, mas segui em frente tentando entrar na hora que ele sairia da casa. Ele não trancava a sua toca quando saia, porque ele não ficava 5 minutos fora de lá, só saía para ir no mercado ou pagar as contas.

 Consegui entrar, mas o que eu encontrei me deixou com um frio atordoante na espinha. Artigos e itens para rituais satânicos, um livro de encantamentos e velas negras. Isso eu encontrei só de primeira vista, enquanto passeava mais vi uma cabra dentro da casa do cara, mas o que me deixou mais chocado foi que eu vi um encantamento de invocação, só que, um ingrediente era um garoto de 15 anos, olhos verdes e cabelo castanho, e adivinha... Eu tinha essas características, mas o que me deixou de cabelo em pé, é que tinha uma foto minha escrito: Ingrediente.

De medo corri para a porta para fugir daquele inferno. Mas meus pesadelos se tornaram realidade, quando estava prestes a sair dali, vi o cara trancando a porta pelo lado de dentro e rapidamente me escondi atrás da estante na sala, e logo percebi que estava trancado com ele e que ele sabia disso, porque ele deu uma risada maléfica e berrou enquanto se engasgava engolindo a chave da porta:

 - Que bom que não precisei te sequestrar!!!

 Desesperadamente procurei pelo meu celular, mas me lembrei que tinha esquecido na mesa da sala em casa, fiquei em profundo pensamento por quanto tempo ficaria preso naquele inferno e como sairia dali.

 Mas por minha surpresa vi um animal doméstico normal naquele hospício: um gato, mas só que falante, me dizendo:

 - Ei! Garoto... O que você está fazendo? Ele vai te achar muito facilmente aqui, venha e me siga. - Eu demorei um pouco pra perceber o porquê de eu estar seguindo um gato falante. Mas ele me levou pra um cômodo secreto que dizia só ele saber daquele lugar, e logo começamos a conversa que o levou a perguntar:

 - Por que você ta na casa desse gótico louco?

 - Estou preso aqui por ser curioso e acabei me ferrando! - respondi meio irritado.

 - Entendo... Mas, espere um pouco, você é extremamente parecido com... Com o... Com o escolhido!

 - Escolhido?

 - O que tem o poder para acabar com o mal que o meu dono planeja trazer à tona, como eu tentei fazer um dia, um profeta... Meu pai, melhor dizendo, previu que alguém iria extinguir a escuridão com a própria luz. - Falou o gato empolgadíssimo, mas eu sabia que podia tirar vantagem das suas emoções, pensando que isso era meio desumano, mas ele era um animal então tava tranquilo... E eu conversei um pouco mais com ele:

 - Ei, gatinho, qual o seu nome?

 - Dimmy, e o seu?

 - Meu nome é Àlex, Àlex Bernardo.

 De repente senti um clima tenso vindo do gato, como se ele tivesse se culpando por alguma coisa, com um toque de surpresa, deixando algumas palavras de sua mente escaparem em voz alta:

 - Será que é ele, não pode ser!! O destino me deu outra chance? - Meio confuso perguntei a ele:

 - Você está bem?

 - Sim, estou bem, mas, qual é o seu plano?

 - Dar o fora daqui, o mais rápido possível!

 - Não, você não pode fugir, tem que destruir o mal que está por vir!

 - Mas cara, eu to “cagado” de medo!

 - Você não pode viver com medo, ele limita suas ações, como limitou as minhas 13 anos atrás...

 - Como assim? O que aconteceu com você?

 - Por enquanto você não é confiável o bastante para mim dividir a minha dor com você.

 - Está bem, não precisava ser grosso assim!

 - Desculpe, estou um pouco nervoso hoje, mas precisamos parar esse homem, antes que ele use o bem para o mal, ou seja, você. Tu precisas despertar seus poderes!

 - Desculpa Dimmy, acho que não posso, meu pai até me abandonou para não ver um filho fracassado.

 - Não fale isso, o que seu pai fez foi errado, um idiota e cabeça dura, ele deve ter orgulho de te ver algum dia.

 - Nossa, obrigado pelo apoio, mas, como vou despertar esses tais poderes que você diz que tenho?

 - Simples, talvez você é o último mago branco que exista, um homem com poderes extraordinários cujo tem capacidade de derrotar a escuridão do mundo.

 - O que? Mago branco?

 - Sim, você contém poderes de luz, e você herdou isso de seu avô, por parte de seu pai biológico.

 - Como você sabe disso? Que herdei esses poderes do meu avô?

 - É simples... Conheci seu avô, eu e ele éramos bem próximos, como pai e filho.

 - Legal, mas como eu começo a dominar esses poderes?

 - Você vai treinar com esse colar, ele te dá uma facilidade em conseguir sentir e usá-lo, são poucos os que conseguem sem um colar desses. - ele me falou isso enquanto me mostrava um colar de prata com uma figura de estrela em seu centro...

                         

 ... E continuou:

 - Os únicos magos que conseguiram usar seus poderes sem esse colar foram seu avô e seu pai biológico, e provavelmente você!

 - Eu? Mas cara, eu ser um mago é meio estranho, eu sempre senti que eu era especial ou sentia algo dentro de mim, mas será que é possível?

 - Tudo é possível, o começo dos limites é o céu, e além do limite é o espaço que é infinito, e pessoas como você podem ultrapassar esses limites.

 - Nossa, valeu pela a ajuda e o apoio emocional, mas como é eu "invoco" esses poderes?

 - Sinta o seu coração, sinta o colar e se torne um só com ele...

 E de repente comecei a me concentrar e a entrar em pensamento profundo, me senti como se eu pudesse tudo, pois estava sentindo o tal poder que o Dimmy falou... Era tão magnífico, sentir a magia em suas mãos e ser capaz de moldar aquele poder, depois desse momento de êxtase retornei à realidade, mas mesmo assim sentia aquele poder vazar e transbordar sobre mim, até o gato ficou impressionado:

 - Nossa, você é o mago com mais energia espiritual que já vi!

 - Energia espiritual? - Perguntei meio confuso. - O que é isso?

 - É a fonte para que você faça seus feitiços e magias, resumindo: pense em uma bola de argila, você tem que moldar para criar figuras, bonecos... E a sua bola de argila é a sua energia espiritual. Entende?

 - Mais ou menos, mas como eu moldo esse poder ou argila?

 - Você tem que, com os elementos da natureza (fogo, terra, ar, água e raio), moldar, por exemplo, uma barreira de pedra, para isso você precisa do elemento terra. Você pode combinar os elementos para formar mais elementos!

 - Entendi, e como eu "pego" esses elementos?

 - Você não os pega, você os controla!

 - Então? Como se controla esses elementos?

 - Você precisa sentir qual elemento você é compatível, e entre esses elementos há uma rivalidade: o vento ganha contra o raio, o raio ganha contra água, a água ganha contra o fogo e a terra, e o fogo se fortalece com vento.

 E novamente comecei a me concentrar e a ouvir meu coração quando me deparo em um campo iluminado, vejo uma família e vou até eles e começaram a se apresentar: Vento o pai, Água a mãe, Fogo o filho mais velho e Raio o filho mais novo, meio confuso questionei:

 - Vocês são meus elementos?

 - Sim Àlex, e aqui é seu coração. - respondeu a mãe.

 - É, e você é nosso protetor. - Adicionou o pai. Meio pirado eu consegui entender que eu era o protetor deles, pois eles viviam em meu corpo e logo adicionei:

 - Sim, estou começando a entender sobre esse poder, mas não consigo lhes proteger sem uma pequena ajuda, me emprestem o seu poder!

Balançando a cabeça indicando sim, ambos juntaram as mãos com as minhas e um branco absoluto tomou o lugar e acordei, com as palavras do gato:

 - Hey! Àlex, acorde...!

 Assustado, me levantei e rapidamente uma explosão nos atingiu, atordoado ouvi gargalhadas e tudo mais, mas consegui ver bem: um ogro verde, de uns dois metros estava me erguendo pra cima dizendo:

 - O que o mestre viu de especial em você? Um insignificante inseto que mal consegue lutar!

 - Vou te mostrar o que tenho de especial! - Falei isso me sentindo o cara mais descolado, enquanto eu lançava um raio das minhas mãos no monstro horrível. Ele tinha caído uns 5 metros adiante pelo o que eu fiz.

 Infelizmente ele se ergueu como se nada tivesse acontecido e bateu com as duas mãos no chão fazendo um terremoto acontecer e uma pequena ravina se abrir, mas com um movimento rápido e cintilante, uma espada de fogo com uma eletricidade de raios mostrou-se em minha mão e sem uma explicação lógica e científica eu de repente apareci atrás do ogro, sem hesitar lhe empurrei a espada em seu peito, com uma sensação em minha mão de fogo se misturando com raios e eletricidade, queimando e eletrocutando o ogro... Que desmaiou pela grande quantidade de eletricidade recebida em seu corpo

 Estava me faltando ar, pois a adrenalina foi muita, só percebi que o gato estava me olhando como se eu fosse "o cara", então perguntei:

 - O que foi, não precisa me falar, sei que fui demais!

 - Como você misturou os elementos fogo e raio logo na primeira batalha? Leva anos para dominar essa técnica, e como você se teletransportou para trás do ogro?

 - 1°: isso eu não sei, acho que invoquei os dois elementos ao mesmo tempo... 2°: eu senti minha energia espiritual e consegui fazê-la se locomover atrás do ogro, e apenas me movi até ela pela corrente que nos ligava.

 - Você é incrível... Consegue controlar sua energia espiritual tão facilmente assim!

 - Me elogia mais que eu gosto! - Nesse momento, sei que me vangloriei um pouco, mas merecia, e Dimmy retomou a fala:

 - Tá bom, esse cara que você derrotou era um capanga de Charles, um dos melhores, talvez Charles sabia que você podia derrotá-lo.

 - Espera aí, quem é Charles?

 - É o nome do meu dono, Charles.

 - Tá bem então. E agora o que faremos?

 - Vamos dormir um pouco, já está de noite, só vamos achar outro lugar para isso, meu cômodo está destruído.

 - Foi mal, foi tudo minha culpa.

 - Não se culpe, eu dei graças quando te vi!

 - Sou tão especial assim?

 - Sim, e muito.

 - Ok, mas onde vamos dormir, lá fora? Espera um pouco, a parede tá destruída, vamos sair daqui!

 - Não podemos, quando a casa é trancada ela gera um campo de força entre as paredes, portas e janelas.

 - Esse tal de Charles pensa em tudo não é?

 - Sim, ele é assustadoramente inteligente. Mas esqueça isso agora, vamos nos esconder em outro lugar!

 - Tá, mas aonde?

 - No sótão da casa!

 Então nos dirigimos ao sótão da casa e lá descansamos, mas a noite inteira só pensei em como a minha mãe estaria, e se ela tava preocupada comigo.

 Mas logo amanheceu e o gato tinha desaparecido, fiquei preocupado com isso então comecei a procurá-lo pelo sótão, porque lá em baixo era o último lugar onde queria estar sozinho. Logo imaginei que ele poderia ter sido sequestrado pelo Charles, seu dono, então comecei a procurá-lo novamente, só que lá em baixo.

 Passando por várias salas percebi que a casa é maior por dentro, e sem ligar muito prossegui com a caminhada, e no meio do caminho, enxerguei uma mulher em cima de uma mesa, ela era a mais bela que já tinha visto, me chamando pra mais perto e mais perto dela, até que cheguei perto o suficiente para ela me atacar e para mim ver seu verdadeiro rosto, um monstro devorador de almas, e com a mesma técnica de antes, consegui me teletransportar para o lugar de onde tinha visto a mulher, e com um sorriso sarcástico pronunciei:

 - Parece que Charles tem vários animais bizarros de estimação, se cuidem, a carrocinha chegou pra apanhar vocês!

 - Nossa! você é cheio de piadas ruins! - falou o monstro com sorriso estampado em seu rosto. - você parece confiante.

 - Não apenas confiante, mas pronto!

 E ele respondeu com um jato de água fervente saindo de sua boca, claramente era uma mistura de água com fogo. Esquivei-me daquele ataque mortal, e recuei um pouco, quando percebo estou em minha mente, com meus elementos ao meu lado e com o homem (o vento) me dizendo:

 - Àlex, eu e minha mulher pensamos como poderíamos ajudar, então achamos que você possa usar nosso filho, fogo, em uma bola de fogo, só que com minha ajuda, que aumentaria as chamas, fazendo uma torradinha de monstro.

 - Bom plano! Eu apenas tenho que combinar vocês? - Perguntei a eles.

  Acenavam com a cabeça dizendo sim, então o menino mais velho e o homem se deram as mãos, e quando isso aconteceu voltei a realidade novamente e expirei fortemente as chamas que estavam presas em meus pulmões pela boca, aquela bola de fogo preencheu toda a sala, apenas deixando algumas coisas carbonizadas, junto com o monstro.

 Continuei a caminhada, então finalmente cheguei até Charles, com o propósito de acabar com seus planos. Ele estava segurando Dimmy à força, eles estavam em cima de um pentagrama, com as forças que lhe restavam o gato gritou:

 - Àlex, aconteça o que acontecer... Não pise nesse pentagrama!

 - Não se preocupe, irei te salvar! - Respondi com um ar de esperança e confiança até ver uma cena que me abalou. Charles tinha cortado a cabeça de Dimmy com uma estranha magia negra, um elemento de fogo negro, enquanto gritava:

 - Eis aqui, o elemento inferno, o mais magnífico, poderoso, invejado e odiado por seus adversários!

 - Você vai se arrepender de ter matado o meu gato preferido!!! - Respondi irritado.

 Mas claro, estava com um ódio que acabou com minha paz, e enquanto estava me culpando pela morte de Dimmy, ele fez um movimento com sua bengala bizarra e demoníaca, que criou uma onda daquelas chamas negras, que respondi controlando um pouco de água que estava em uma vasilha alí perto, fazendo uma barreira com a água que causou uma explosão em choque com as chamas negras de Charles, me jogando para trás com força. Fiquei impressionado com a força e a habilidade de Charles, que me dizia enquanto se aproximava de mim com a mão estendida:

 - Àlex, você pode ser forte como eu, você apenas precisa segurar a minha mão e se juntar à mim, e lançar um pandemônio, dominando o mundo!

 - Claro... Que não! Jamais me uniria com pessoas da sua laia! - Respondi a ele dando um tapa em sua e me levantando rapidamente. E ele "P" da vida berrou:

 - Você vai se arrepender disso!

Certamente sabia que eu tava ferrado de vez, vendo ele fazendo o movimento com sua bengala de novo, me fazendo levitar indo direto para o pentagrama e me posicionando bem no meio daquele símbolo demoníaco. Depois que ele me soltou lá, o pentagrama começou a brilhar com luzes vermelho-sangue. Tentei sair dali, mas parecia estar protegido por um campo de força super-forte.

 De repente começaram a sair sombras por baixo dos meus pés enquanto Charles pronunciou umas palavras:

 - Ó poderosas e odiadas sombras da morte e da escuridão, eu as ordeno que entrem agora!!

 Fiquei apavorado, estava me sentido possuído e ouvindo diversas vozes de sofrimento e amargura. Estava perdendo o controle do meu raciocínio, só estava com fome de mortes e destruição. Então me deparei em um campo em um violento incêndio, e vi aquela família atrás de mim falando todos juntos como um coral:

 - Àlex, não temos muito tempo, vamos acabar morrendo, seu coração está sendo dominado pelo ódio dos demônios em seu corpo.

 - O que eu faço? - Perguntei apavorado.

 - Apenas, sinta o seu poder interior!

 Ouvindo isso, estava vendo ilusões de sofrimento e dor sentimental, então senti um aperto no meu peito, voltando à realidade vendo que meu colar tinha sido destruído pela força dos demônios tentando me dominar, quando me decidi me concentrar, mas quando fechava os olhos só enxergava as visões de sofrimento das pessoas no inferno. Mas me deparei com o corpo de Dimmy e com o olhar de minha mãe preocupada comigo, então me senti a pessoa mais forte do mundo, coberto com uma áurea branca e uma luz estrondosa que parecia ter espantado todas as almas perturbadas, também quebrando o campo de força em minha volta. Charles espantado perguntou:

 - Como é possível?! Seu colar quebrou!

 - A única coisa que sei, é que a luz espanta as trevas! - Respondi lhe atirando uma flecha de luz com um arco de raio, a flecha foi na velocidade da luz e acertou bem no meio do peito de Charles, que com o impacto, caiu para trás.

 Fiquei impressionado comigo mesmo, mas olhei para o corpo de Dimmy e voltei a me culpar. Comecei a chorar e minhas lágrimas derramavam sobre Dimmy, de repente ouvi uma voz me dizendo:

 - Você tem as mesmas lágrimas curativas que seu avô. - Dizia Dimmy, com uma voz fraca, mas com a cabeça no lugar.

 - Mas como? - Eu perguntei.

 - Seu avô tinha lágrimas curativas, acho que você herdou isso dele.

 - Que bom que você não morreu, quer dizer, que bom que você ressuscitou pai!

 - O que? Como você descobriu?

 - Quando eu estava sendo controlado por demônios, eu enxerguei o sofrimento das pessoas e também vi o seu! Então você perdeu uma batalha pro tio Charles, e ele te amaldiçoou, por isso você não veio mais pra casa, pois você virou o bicho de estimação dele. Também, quem diria que eu mataria meu tio!

 - Sim, Charles era meu irmão, mas você derrotou ele?

 - Claro, ninguém mexe com minha família, mesmo sendo da minha própria família.

 - E seu colar?

 - Eu consigo me virar sem ele.

 - Então você conseguiu também?

 - Sim.

 Então meu pai começou a brilhar e virou humano novamente e me falou:

 - Obrigado filho, você quebrou a maldição! A maldição se quebraria se a pessoa mais querida pra mim me perdoasse pelos meus atos!

 Então nós conversamos um pouco, e ele disse que seguiria seu rumo pelo mundo, porque minha mãe já estava casada, e não entenderia a situação, mas quando eu quisesse me comunicar com ele, apenas ativaria minha energia espiritual, pois nosso espírito estava conectado, pelo meu avô.

 - Mas pai? Onde está meu avô hoje? - perguntou meu filho logo no final da história.

 - Bem filho, na verdade não sei, faz um tempo que não se falamos mais, e na pior das hipóteses ele tenha morrido.

 - E eu tenho essa "energia espiritual" também, é?

 - Na verdade também não sei, mas às vezes, histórias e lendas são reais.

 Disse lhe mostrando no final da história o arco de raios em minhas mãos, cintilante e elétrico como sempre...

                     Continua....

Notas Finais


Bom, curtiram galera? Espero que sim... Quando eu puder posto os capítulos restantes quando os terminar de escrever... Bye!!


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