História O Ilusionista - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Príncipe James, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Outlawqueen, Regina, Robin
Exibições 140
Palavras 1.997
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


SPODFOSD EU VOLTEI!
Tudo bem com vocês? Então, eu primeiramente queria vir aqui agradecer aos 100 FAVORITOS GENTE SODFJIODSJFO EU TÔ DSOFISDOIF
Esse retorno em tão pouco tempo me deixa imensamente grata a todos vocês, e eu não consigo nem falar/digitar direito tamanho nervosismo (eu já apaguei isso aqui umas 10 vezes pra cês terem noção UHASUAHS) mas eu tô bem agora!
Esse cap vai dedicado à todas as pessoas que leêm, favoritaram, comentam, me chamam no tt da fic (que vai estar nas notas finais) pra dar algum elogio, sugestão ou crítica, em suma, pra todo mundo que me acompanha! Porque eu não estaria aqui fazendo esse agradecimento se não fossem por vocês <3
Enfim, sem mais delongas, o cap:
Espero que gostem, leiam com atenção (dica da autora rçrçr) e não se esqueçam de comentar!
Beijox!

Capítulo 10 - A ilusão do perigo crescente


Fanfic / Fanfiction O Ilusionista - Capítulo 10 - A ilusão do perigo crescente

 

Ele não tinha nenhuma ideia boa aparente.

Bom, nenhuma que fosse favorável pra ele e pra Regina, sem que eles saíssem machucados (tanto fisicamente quanto psicologicamente) ou prejudicados. Mas Robin, mesmo assim, tinha uma ideia. Boa? Não. Mas mesmo assim, era uma ideia.

E era a única que ele tinha.

***

O loiro sentou-se em um banco, perto à um local onde vendiam-se mantimentos, dentre eles, comida. Bem semelhante a um mercado, e ele estava lá, sentado, esperando por alguém que ele não sabia o nome, mas recordava-se ligeiramente o rosto.

Ele não tinha certeza quem era ela, mas ele sabia que ela trabalhava pra realeza, e como tinha uma aparência envelhecida, supôs que ela não realizasse trabalhos que exigissem demasiada força física, tais como carregadora ou uma empregada doméstica dentre os outros mil e um serviçais que naquele castelo trabalhavam.

Ele folheava o jornal observando as pessoas caminhando, algumas apressadas e outras mais tranquilas, observava também as folhas avermelhadas e alaranjas presentes nos galhos de árvores caindo graciosamente, sendo que algumas árvores quase não tinham folhas.

Até que ele a viu.

Ele não tinha cem por cento de certeza, mas ela trajava um uniforme que os funcionários reais usavam, podendo ser identificado principalmente pelo brasão rente ao peito nos trajes impecáveis.

Ele deixou o jornal no banco e foi até o encontro da senhora o mais rápido que podia, antes que a perdesse de vista.

— Ei! Ei! — ele chamava por ela, mas como não sabia seu nome, não foi muito eficaz. Só obteve êxito quando conseguiu tocá-la nas costas, para chamar sua atenção.

Ela virou-se bruscamente.

— Oi. — ele botou as mãos no bolso, um tanto desconcertado. — Se lembra de mim? Do teatro?

— Ah, sim. — disse, séria porém compreensiva. — Lembro-me, Robin de Locksley, estou certa?

— Exato. — esboçou um sorriso reconfortante. — Você me entregou uma carta, e essa carta era da Duquesa Von Mills, eu gostaria de saber se você pode entregar outra carta à ela, uma carta minha. — foi direto.

— Posso sim, mas se me permite perguntar, por que você não pede um carteiro para fazê-lo?

— Regina confia demais na senhora, e nós infelizmente não temos o privilégio de confiar em alguém nessa cidade.

— Eu agradeço, mas eu sou apenas uma cozinheira.

— Mas você está nos ajudando muito, como ninguém. — agradeceu verdadeiramente. — Mas, não me recordo seu nome.

— Marille. — houve uma pausa. — A carta...?

— Oh, sim. Minhas desculpas. — disse, mexendo na parte interna de seu casaco cautelosamente, pegando uma carta relativamente pequena. — Aqui está.

— Muito obrigada, Robin. Aliás, eu posso te chamar de Robin?

— Pode sim. — riu um pouco, e observou a mulher ir embora.

— Marille. — chamou.

Ela virou-se, para olhá-lo.

— Muito obrigado. — disse, agradecendo por algo que talvez ninguém faria.

***

Mais uma fatídica tarde.

Regina, como sempre, mantinha-se o mais longe possível de Arthur. Há poucos minutos, subordinados avisaram-na que o Príncipe, os Duqueses e o Imperador (que não estava no castelo no momento) iriam viajar dentro de dois dias para um lugar não revelado, que Arthur chamava de "casa". 

Regina, por mais contraditório que seja dizer que ela não tinha a menor curiosidade em saber aonde era essa "casa", ela realmente não tinha; mesmo Arthur notificando-a diversas vezes que iriam pra lá.

Foi surpreendida com batidas apressadas na porta de seu quarto.

— Duquesa Von Mills! Duquesa Von... — e a porta foi aberta.

— Oi Marille, tudo bem? O que faz aqui? — disse, metralhando perguntas corriqueiras. — Houve algum problema?

— Nenhum problema não, senhora. Posso entrar? 

— Sim, sim. Entre. — disse, dando espaço pra senhora adentrar o quarto e ela pudesse, assim, fechar a porta.

— O homem com a tatuagem de leão me entregou isso hoje, pra você.

— O quê? — Regina estava pasma, como ele havia a achado? 

Começou a ler a carta.

"Sinto muito que nosso único meio de comunicação seja por palavras e não por ações, como costumava ser. Mas, com o tempo, isso se resolverá.

Sua amiga Marille me transmitiu a carta, e eu não consigo explicar o que senti ao ler. Assim como escreveste, não quero fazê-la ficar preocupada também, até porque, suponho que não haja nada que deva se preocupar sobre mim. Isso é como se fosse algumas explicações, um pedaço da minha incessável saudade.
Mas eu preciso me encontrar com você, é um assunto urgente. Não há tempo, mas ao mesmo tempo precisamos fazer isso com a máxima cautela. Fiquei sabendo que Arthur e outros membros da realeza saírão esses dias para um assunto não revelado, confirmei com alguém de confiança logo após tomar conhecimento dos boatos, e isso é uma ótima oportunidade. Encontre-me na frente da minha casa, durante a madrugada, pelo atalho que te ensinei.

Sinto saudades, 

Seu Robin."

Regina abraçou a carta, com os olhos marejados, esquecendo-se da presença de Marille em seu quarto.

— Senhorita? — a serviçal a chamou, tirando-a de seu transe.

— Sim?

— A senhorita gosta dele, não é? — perguntou, franca.

Os olhos de Regina brilharam.

— Mais do que tudo nessa vida. — esboçou um sorriso de orelha-a-orelha.

— E ele gosta da senhorita? — ela questionou novamente.

— Eu acho que sim. — o sorriso ainda assim não morreu.

— Então, senhorita, eu desejo a maior da felicidade pra vocês dois. — a simples serviçal encostou sua mão no ombro da Duquesa, em um gesto de compaixão.

— Obrigada Marille, obrigada. — ela disse, com uma lágrima já escorrendo pelo seu rosto.

***

— Oi. — disse baixinho, quando avistou a silhueta de um homem alto, aparentemente loiro à sua frente.

— Oi. — ele aproximou-se um pouco mais rápido, pra falar com ela mais claramente.

Estava frio, ambos estavam bem agasalhados com mantas e graças a noite que trazia consigo seu infinito escuro, Robin veio com uma lanterna, para iluminar onde passava.

Ambos não conseguiam conter a alegria ao ver um ao outro, mesmo nas circunstâncias difíceis.

E se abraçaram.

Não precisavam dizer nada, um abraço bastava. Um vínculo de amor e amizade tão verdadeiro a ponto de ser expressado apenas com um simples, porém ao mesmo tempo significativo gesto. Um abraço.

— Está tudo bem? — Regina perguntou, ainda nos braços de Robin.

— Melhor agora. — ele soltou o ar preso em seus pulmões, fazendo "nuvens" aparecerem no ar, graças ao clima congelante.

Quando o abraço finalmente cessou, eles puderam ter uma conversa digna.

— Enfim, Arthur proibiu-me de ter qualquer contato contigo, como sabe. Recebi sua carta e estou vindo aqui escondida. — Regina disse, com pesar. — Neste horário, ninguém está acordado no Centro de Viena, principalmente Arthur. Ele vai pra casa hoje ou amanhã, e quer que eu vá junto.

— Escute, estou preocupado com você, Regina. Você tenta cobrir os hematomas em seu corpo mas alguns de seus vestidos deixam isso visível pra um bom observador, eu odeio pensar que tem alguém te machucando, te tocando, obrigando você a fazer coisas que você não quer fazer.

— Está tudo bem, Robin. Tudo bem. Eu aguentei isso por dois anos, entende? Já não é tão insuportável assim, eu até consigo evitar Arthur algumas vezes.

— Não está tudo bem, aquele monstro vai pagar pelo que faz. — Robin rosnou.

— Meu amor, temo em dizer que nem mesmo você possa derrotá-lo, ele é muito poderoso, detém muito conhecimento. Conhecimento até demais, poderia criar um caos gigantesco em Viena em minutos. — disse pesarosa. — Apenas vamos deixá-lo, vamos fugir como você disse.

— Ignorância traz o caos, Regina, não o conhecimento. — disse.

— Mas, se essa é sua vontade, vamos fazer assim. — Robin conseguiu retirar um sorriso franco do rosto de Regina. — Viu? É assim que gosto de te ver, sorrindo.

— Você me verá sorrindo todos os dias quando eu acordar ao seu lado com um bom dia, bem longe daqui e de Arthur.

— Sim, eu verei.

O Ilusionista fez uma careta de dúvida, a pegando pela cintura inesperadamente, rodando-a no ar de uma maneira leve e descontraída, como se estivessem dançando.

— Robin! — Regina advertiu, prendendo uma gostosa gargalhada, que Robin estava ansiando por ouvir. — Não podemos fazer isso aqui agora, é muito arriscado.

— Você mesma disse que não há ninguém acordado nesse horário. — Regina fez uma careta, e Robin cobriu a boca pra não gargalhar, beijando-a na bochecha e colocando-a no chão em seguida.

Um silêncio constrangedor instaurou-se, e Robin, não aguentando mais, decidiu falar.

— Nós iremos fugir depois de amanhã, e eu lhe explicarei como tudo irá funcionar.

— Pois bem, Robin. Me explique.

***

De manhã, as coisas corriam normais pra uns, diferentes pra outros.

Robin não se encaixava em nenhum dos padrões.

Carregando uma misteriosa maleta, foi até ao centro onde haviam algumas carruagens disponíveis. A porta de uma estava aberta e aquele era seu sinal, olhou dentro dela e viu Regina.

Um dos capangas de Daniel estava espalhado pela cidade, cumprindo sua "missão" diária de espionar a Duquesa. Naquela altura, com o conhecimento avançado de Arthur, até mesmo um encontro secreto era arriscado. O Ilusionista temeu ser visto, de fato. Mas à uma certa altura, nada mais importava.

Não pra ele.

Falou com ela coisas breves, deixando lentamente a maleta dentro da carruagem, não deixando ninguém ver, e quando estava prestes a ir embora, Regina o puxou pela manga do paletó para um beijo, talvez de despedida. Aliás, nem mesmo a Duquesa sabia 100% do que Robin iria fazer.

Será que tinham sido vistos? Não havia como saber.

— Você tinha certeza, que era Duquesa Von Mills? — perguntou Daniel, um pouco longe dali, para um homem que trabalhava pra Arthur.

— Eu apostaria minha vida nisso.

— E o que tinha na maleta? — perguntou, curioso.

— Eu...eu... eu não sei. — lamentou-se.

— Vamos. — disse Daniel, com a paciência esgotada. — Já sei o que fazer.

***

Na linha de trem, o inspetor não aguardava alguém totalmente específico. Robin, Duquesa Von Mills, talvez. Até que avistou o seu "confidente", um guarda. 

— Aonde se encontra...? — Daniel começou difarçando seu interesse em Robin e Duquesa Von Mills.

— Primeiro vagão. — respondeu, estático.

As pessoas murmuravam coisas aleatórias, e as malas já entravam nos vagões.

Daniel viu Robin e um homem aparentemente velho conversando, e felizmente não notaram sua presença. Daniel decidiu então, para ganhar alguma vantagem, esconder-se atrás de uma gigantesca placa de vidro verde, que separava cada plataforma — meio desorganizadas, mas separavam. — em números, tornando assim mais fácil para os passageiros se acharem.

— O mapa vai mostrar aonde nos encontraremos — o Ilusionista dizia para o velho ao seu lado, com um bigode e penteado bastante peculiares. — quando estiver feito, viajará na frente com ela e eu virei em seguida.

— E ela compreende no que isso tudo acarretará? — ele perguntou, e Daniel já não conseguia ouvir a conversa com clareza.

— Completamente. — o Ilusionista respondeu. — Não temos muito tempo.

Daniel raciocinou com as informações que tinha em mãos, já que não conseguiu ouvir direito o resto da conversa de Robin e o velho de bigode peculiar, teve que dar as informações que tinha ao Príncipe Arthur.

E certamente, ele não ficaria feliz.

***

O Inspetor olhava as florestas, e nela haviam três homens, uma arma e um alvo, péssimo momento Daniel, péssimo momento.

Arthur estava agasalhado com um casaco do mais fino tecido de Viena, mirando seu alvo. Puxou o gatilho e estrondoso barulho da arma foi ouvido, aves voaram, assustadas.

Daniel se aproximou.

— Como bem sabe, nós às vezes seguimos Duquesa Von Mills para sua... proteção. — disse, tentando arranjar as melhores palavras.

Arthur mirava outro alvo.

— Ontem, ela foi vista na companhia de outro homem.

— Que homem?

— Robin, O Ilusionista. — disse os dois últimos nomes mais baixo.

— O que eles estavam fazendo? 

— Eles estavam se encontrando, e hum...

— Tocando? Se beijando? Transando? — Daniel pigarreou, envergonhado.

— Não que nós tenhamos observado. — disse Daniel, levemente constrangido. — Mas tenho motivos para acreditar que eles possam estar armando alguma coisa. — fez uma pausa. — É possível que eles venham a partir. Não tenho certeza de nada ainda, Vossa Alteza.

— Obrigado, Inspetor. — respondeu com um leve sarcasmo — Assim é melhor.

— É claro que nós podemos obter mais informações se voc... — foi cortado por um barulho estridente.

Arthur puxou o gatilho, o barulho da arma foi três vezes maior, assustando Daniel, que fechou os olhos.

O Inspetor fez uma leve reverência e saiu.
 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Não se esqueçam de me dizer o que acharam!
A bomba é no cap 12, mas vocês já vão querer assassinar a autora no 11, pq realmente, eu não aguentaria o próximo cap ASUAHUSA
TT da fic: @T_Illusionist
Beijox pra vocês!


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