História O incrível Kim Taehulk - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Baekhyun, Comedia, Hoseok, Jeongguk, Jimin, Minho, Romance, Strong Woman Do Bong-soo, Taehulk, Taehyung, Taekook, Vkook
Visualizações 38
Palavras 3.872
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Lemon, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


YoOoooOoOOOooh
Voltei
Não demorei, né? Foi rápido -qq
E eu queria agradecer aos favoritos, vocês me deixaram muito feliz e minha vontade de escrever só aumentou, nhaaa abraço em grupo (>*U*)>
Na verdade pra ser sincera eu imaginei que não ultrapassaria os 0 favoritos, mas fiquei feliz de ver que teve pessoas que se interessaram com isso, então, desde ja, amo vcs <3
Ah, queria dizer tbm q eu tenho um certo problema quando começo a escrever, as vezes sai o que eu quero, aí eu vou reler e não era aquilo que se encaixava em determinada situação, então eu apago e reescrevo tudo novamente :')
Então se eu demorar a postar, me deem um puxão de orelha, eu sou bem chatinha mesmo~

Acho que é só isso, essa bagaça aqui ficou grande como eu havia dito no prólogo entãoo, tenham paciência com a tia bear ta? Sim, meu apelido é urso porque eu sou carinhosa e amo abraçar, então sintam-se abraçados *u*
Me desculpem os erros, eu costumo reler o que escrevo, mas é de forma rápida então provavelmente terá erros fjdkf
Bom, ok, boa leitura e até as notas finais <3

Capítulo 2 - Contrato


 

 

 – Qual é o seu nome?  – Uma mulher com uma voz extremamente nojenta me pergunta, me encarando com certo desprezo.

– Taehyung...  – demoro responder por estar concentrado demais na verruga enorme que ela tinha de baixo da sobrancelha. – Kim... Taehyung.

 – Ok, só um instante.  – me pediu licença e pegou o telefone que estava em cima do balcão da recepção, ligando para não sei quem e pra falar não sei o quê. – O CEO pediu pra você entrar no escritório dele, me parece que ele quer falar com você sobre o seu currículo. – Fez uma bolha enorme com a goma de mascar, estourando e voltando a mastigar de boca aberta.  – Pode entrar na primeira porta depois do corredor.

Apenas concordei, não estava nem um pouco afim de continuar vendo a cara daquela mulher.

Caminho pelo extenso corredor da empresa e uma chama de esperança é acesa quando vejo os funcionários trabalhando com seriedade e eficiência. Aquele lugar totalmente desanimado me deixava contente de alguma forma, talvez porque eu de fato necessitava de um emprego decente e o que viesse era lucro. E é com essa chama acesa que me incentiva a cruzar o corredor e enfrentar uma porta com o nome “presidente”, dando três batidas e respirando fundo umas vinte vezes antes de ouvir a ordem do meu provável futuro chefe me pedindo para entrar.

Abro a porta lentamente, logo em seguida entrando para dentro da sala.

– Bom dia Taehyung. Sente-se, por favor. – Um homem velho que aparentava estar no auge dos seus trinta e poucos anos de barba bem feita estende sua mão para uma poltrona de couro que estava de frente para a própria mesa.  – Como você está?

 – Eu diria que bem, obrigado. – Sento-me no estofado, ouvindo o gostoso som do couro novo amassando em baixo de mim à medida que sorrio sem mostrar os dentes.

 – Que bom. – Devolve o sorriso. – Será que eu poderia conferir novamente o seu currículo?

Afirmo, retirando uma cópia de dentro da pasta que eu tinha trago e entregando-lhe.

 – Então esse é o seu... currículo, certo? – Escuto ele pigarrear levemente. – Quer dizer que você tem vinte e um anos? – Profere num tom baixo, analisando os meus dados com expectativa no olhar. – Você é bem novo, não é?

Franzo o cenho com a sua pergunta, mas acabo afirmando novamente com a cabeça.

 – Eu posso parecer inexperiente, mas eu realmente fiz um curso de administração. – Falei, demonstrando meu lado sério perante a situação. – Garanto ao senhor que sou melhor do que imagina.

Um sorriso medonho cresceu em seus lábios, e isso de algum modo conseguiu me assustar.

– Tenho certeza de que você é muito bom no que faz. – Olhou para mim, mordendo seu lábio inferior.

 – Eu posso afirmar que sim, senhor. – Estreitei meus olhos para o homem.

 Ele se levantou, caminhando rumo à um armário que encontrava-se perto de sua mesa, retirando de lá duas taças de vidro e um vinho, do qual parecia ser um Peter Michael Au Paradis, uma bebida mais cara que minha vida. Voltou a se aproximar, depositando uma taça na minha frente.

 – É uma Safra 2012. – Falou, se referindo ao vinho. – Esse vinho é feito de uva Cabernet Sauvignon, que é equilibrada com Carbenet Franc. – Abriu a garrafa, logo despejando o líquido até metade da minha taça.

Balancei a cabeça, fingindo entender.

 – Deve ser muito boa. – Falei, curioso pra saber o gosto que aquilo tinha.

Sorriu, colocando um pouco no seu copo e se virando pra mim.

 – Beba, tenho certeza de que irá gostar.

Fiz o que foi mandado, e realmente o gosto era muito bom.

– É realmente muito bom. – Levantei o meu polegar, aprovando.

Me examinou com o olhar.

 – Você tem um rosto muito bonito, Kim. – Confessou.

– Ah, obrigado. – Dei de ombros com o elogio. Eu já era acostumado a ouvir isso de muitas pessoas.

– É sério, você é muito lindo. – Insistiu. – por acaso está envolvido num relacionamento atualmente? – Me pergunta, afrouxando sua gravata que rodeava a gola da sua camisa social.

Não, calma, que porra tava acontecendo? Ele tava querendo me seduzir, é isso?

– Eu não sei se é certo misturar vida pessoal com assuntos de trabalho, então sinto muito, não quero falar sobre isso. – Fui direto e, realmente, eu estava aqui justamente por causa do trabalho. Não queria parecer grosso, pois certamente ele continuava sendo o mais velho.

 – Tudo bem, eu respeito sua decisão, baby. – Sorriu, tamborilando os seus dedos em sua coxa.  – Então vamos fazer um trato, okay? Eu irei te contratar se você aceitar ser o meu secretário particular. O que acha?

 – Desculpe-me, mas eu não estou entendendo aonde o senhor quer chegar. – lancei uma expressão confusa, ignorando o apelido escroto que eu tinha recebido.

Ele solta um riso nasal, se aproximando mais ainda, talvez até tenha ultrapassado o limite perto, indo para o nível extremamente perto.

 – Você é bem inocente para a sua idade ou está se fazendo de difícil? – Sussurrou, apoiando sua canhota na quina de sua mesa. – Estou falando de sexo, Taehyung. – gesticulou, como se estivesse lidando com uma criança.

 – Olha... – Me afastei da proximidade excessiva, empurrando seu corpo levemente, tentando ao máximo não utilizar mais do que isso de força. – Eu não sou burro e eu saquei que você quer transar comigo, aliás, seria menos broxante se o senhor tivesse ido direto ao ponto, mas não foi o caso, né? – Ri, vendo seu rosto adquirir uma cor avermelhada, eu só não sabia se era de raiva ou de vergonha. – Mas eu estou aqui para trabalho, sabe? Caso o senhor não saiba, eu sou obrigado a aturar minha mãe me xingando todo santo dia de imprestável que só serve pra vagabundar, e isso é um porre. Por isso, será que você poderia parar de bancar o babaca comedor e me dizer se eu tô contratado ou não?

Ele suspirou, logo rindo em descrença.

Se você tá contratado? – Debochou, erguendo a sobrancelha. – Por favor, eu só te chamei aqui porque você era o único bonitinho das outras pessoas que enviaram o currículo pra mim. A única coisa que eu queria de você era sexo e nada mais.

E essa foi a gota d’água.

– Escuta aqui... – Cerro os dentes ao notar o sorriso em sua face crescer cada vez mais. – Eu definitivamente não sei que porra você ingeriu antes de resolver vir me chamar pra falar merda, mas de uma coisa eu tenho certeza: você não vale a calça que usa. – Nesse momento o seu sorriso se desmanchou. – Como é que é? Se eu sou solteiro? Fique você sabendo que não, eu não sou solteiro. Tenho um namorado incrível e com certeza ele vale muito mais do que um idiota tarado feito você que se acha a última bolacha do pacote, só por ter uma posição boa e que finge saber comandar uma empresa apenas pra conseguir foder qualquer um depois do fim de expediente – esbravejei. – Eu não sou qualquer um e eu jamais perderia minha virgindade com um babaca do seu tipo.  – Levanto da cadeira, pegando o resto de vinho que tinha na minha taça e jogando em sua cara.

Bem clichê, eu sei, mas foi merecido.

Quando estava prestes a me retirar daquele lugar, sinto um aperto forte no meu punho, sendo revirado violentamente, ficando de frente pra ele.

 – Você vai se arrepender amargamente por tudo o que disse, senhor Kim. – Disse entredentes, apertando mais ainda o meu braço.

Sorri com o comentário.

– Não vejo problema, sempre preferi amargo. – Dito isso, me solto de sua mão, mas não sem antes de pisar violentamente no seu pé.

Vejo ele gritar de dor, aquilo realmente devia ter doído porque eu juro ter escutado um estralo de ossos se quebrando.

 

 – Ah, outra coisa. – Estalei meus dedos em sua direção. – Eu não sou seu baby, imbecil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

[...]

 

 

 

 

 

 

 

 

– Você o quê?! – Hoseok berrou incrédulo.

– Eu briguei com o meu ex-não-tão-mais-provável-futuro-chefe. – Falei, dando de ombros e bebendo mais um pouco de cappuccino que meu amigo tinha comprado pra mim. – Mas eu não briguei sem motivo, okay?

– Aish Taehyung, é por isso que você nunca encontra um emprego bom, você explode muito fácil com as pessoas. – Negou com a cabeça. – Mas e então? Já avisou para a sua mãe sobre isso?

Neguei, bebendo mais um pouco do café.

– Ainda não, e sinceramente? Não pretendo avisar tão cedo. Se eu falar pra ela que eu explodi de novo na minha entrevista de emprego, ela me chuta pra fora de casa.

Hoseok revirou os olhos, já conhecendo bem o temperamento da minha família. Na verdade, ele nos conhecia bem o bastante em tão pouco tempo, já que éramos amigos de Ensino Médio. Eu diria que ele é o típico amigo extrovertido que me faz rir em momentos inadequados e aleatórios; aquele que nos tempos da adolescência, não cumpria as regras escolares e atrapalhava as aulas com piadinhas idiotas. Hobi era esse tipo de pessoa, da qual eu odiava na época, mas que nos dias de hoje é como um irmão mais velho pra mim.

Ele é uma ótima pessoa e eu admiro bastante o fato de que raramente ele se sente infeliz e que sempre faz o que pode para alegrar qualquer um.

— Mas enfim, você ainda não me disse o motivo de estar aqui e não trabalhando.

Ah, verdade, esqueci de dizer também que o meu amigo tem um emprego invejável.  Ele trabalha como secretário numa empresa de jogos super famosa, e ainda é o assistente mais chegado do presidente de lá. Esse posto não era para qualquer um, e pelo que me parece, Hoseok é um bom empregado, e quando eu digo bom, eu literalmente quero dizer muito bom. Uma vez que ser próximo de um cara rico já tornava-o importante o suficiente.

Ele levava o seu trabalho muito a sério, tanto que gastava o seu salário só comprando roupas de marca pra parecer relevante e competente o bastante perto do seu chefe. Era algo que eu nunca fiz questão de entender, já que isso servia mais para impressionar do que pra agradar a si mesmo.

 – Hoje na verdade era pra ser o meu dia de folga. – Desviou o olhar, suspirando. – Porque você sabe que ele mal trabalha, né? – concordei e então ele continuou. – Mas hoje cedo eu recebi uma ligação dele muito estranha. – Franziu o cenho e eu imitei o gesto.

 – Que tipo de ligação?

Me olhou, ponderando.

 – Não sei, ele começou a falar sobre procurar um guarda-costas. – coçou sua nuca. – O que eu achei bem estranho foi que ele resolveu pedir isso meio que do nada, sabe? – Afirmei, também achando estranho. – Mas o que me deixa com um pé atrás é o fato de que ele vive rodeado por seguranças na empresa, então isso foi bem repentino. – levou o indicador até os lábios, pensativo.

 – Bom, às vezes ele quer que o novo guarda-costas dele se torne algum tipo de brinquedo sexual para realizar alguns dos seus fetiches. – Disse, dando de ombros e ele me lançou uma careta. – O que foi? Tem louco pra todo tipo de gente, ué.

 – Não fala isso dele, ele não é esse tipo de pessoa. – retrucou. – Bom... pelo menos eu acho que não.

Comecei a rir da cara do meu amigo. Ele realmente considerou minha ideia?

– Tudo bem, mas me diz... – Acariciei suas mãos, brincando com os seus dedos ossudos. Isso era uma mania que tínhamos constantemente. – Já encontrou o que ele te pediu?

Sua expressão se tornou cansada, então negou com a cabeça.

 – Eu procurei todo tipo de pessoa e nenhum agradou ele. – Fez bico, começando a retribuir o nosso contato de mãos. – Eu procurei até lutador profissional e ele disse que não ia pegar bem se contratasse um porte daquele tipo.

Franzi minha testa.

 Que chefe mais mimizento do caralho.

 – Se ele não quer um desse tipo, que outro tipo de guarda-costas ele quer, afinal de contas?! – elevei o meu tom de voz, chamando a atenção da garçonete, que se assustou e deixou a bandeja cair.

Hoseok subitamente arregalou os olhos pra mim, e logo em seguida um sorriso malicioso apareceu em seus lábios.

 – Eu já sei! – Bateu forte na mesa de madeira, me assustando e assustando um casal que passava ao nosso lado.

 – Sabe do quê? – Pisquei confuso.

 – Tae, pensa comigo, você está procurando um emprego, certo? – Assenti. – Você é bem forte, certo? – Assenti novamente mas com um certo receio, já entendendo aonde ele queria chegar. – Então, não existe coincidência melhor do que essa! – Exclamou contente, batendo palmas escandalosamente. – E então, o que me diz?

Me afastei da mesa, relaxando meu corpo na cadeira e cruzando os braços.

 – Não sei...

Seu sorriso se apagou e eu me senti um monstro por isso.

 – Como não sabe? – Me fitou com uma expressão perdida. – Você não disse que tava procurando um emprego e que o que viesse era lucro?

Neguei novamente.

 – Eu não sei se quero trabalhar com esse cara.

 – O salário é bem mais alto do que imagina. – Sorriu, sabendo que eu cederia se tocasse nesse assunto.

Me ajeito na cadeira, começando a me interessar.

 – Quando você diz alto, está se referindo a quanto mais ou menos?

 – Muito dinheiro.

Balanço a cabeça.

 – Tudo bem então, só farei isso porque sou um ótimo amigo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

[...]

 

 

 

Adentro o escritório, e de primeira meu queixo cai com tamanho luxo que era aquele lugar. As paredes tinham uma tonalidade clara, com quadros e algumas prateleiras em formato de zig zag na parte superior, onde ali ficavam alguns vasos preciosos. Logo ao lado, havia um cabideiro de chão que ficava numa distância considerável entre os sofás em negrito, os quais encurralavam uma mesinha de centro feito com um material semelhante ao mármore. Existia também um carpete branco aveludado, deixando o ambiente mais modernista ainda.

Encaro a figura do tal chefe de Hoseok, notando que ele era muito mais jovem do que imaginei que fosse. Ele tinha uma aparência de um garoto de uns dezoito anos de idade, então talvez seja mais novo do que eu. Trajava roupas de marca e seu cabelo estava impecavelmente alinhado, dando um ar mais sério na feição jovial.

O cara era bonito, isso era óbvio.

— Então esse é o meu guarda-costas? — Ele disse, se dirigindo à Hoseok pela primeira vez, totalmente perplexo. — Você me traz um magricela desses?

Calma, pausa nisso aqui produção. O bonitão me chamou de quê?

— Eu sei que o senhor deve estar achando isso um completo absurdo, mas acredite em mim, ele é realmente muito bom no que faz. — Hoseok se apressa em dizer, tentando convencer seu chefe. — Ele é de um tipo bem especial.

O cara de repente cruza os braços, erguendo uma sobrancelha pra mim.

— Do tipo especial? — riu em escárnio. — Que tipo especial?

Do tipo que pega sua cara linda e esfrega de uma forma digna no asfalto. Foi o que eu pensei em dizer, mas me segurei.

— Eu não sei bem como explicar, mas ele é realmente muito bom. — Hoseok afirmou confiante, e eu só tive vontade de revirar os olhos.

O chefe me encara intensamente, como se eu fosse alguma incógnita. Retribuo a intensidade do olhar, não recuando nem por míseros segundos, mostrando que eu não me intimidava com sua expressão julgadora.

— Tudo bem, então vamos ver o que… — Estalou os dedos na minha direção, tentando se lembrar provavelmente do meu nome.

— Taehyung. — Sorrio. — Kim Taehyung pra você. — Desfaço o sorriso.

Hoseok arregalou os olhos para mim, me cutucando discretamente.

Wow — O homem riu, assentindo com a cabeça. — Tudo bem, Kim Taehyung, me mostre o que você sabe fazer.

Fiquei parado sem entender o que ele queria que eu fizesse.

— O que você quer que eu faça?

— Você não será o meu guarda-costas? — perguntou, me desafiando. — Então me mostre o que você sabe fazer.

Hesitei por alguns segundos, encarando meu amigo, que tinha uma expressão mais perdida que a minha.

— Eu vou ter que bater nele? — Apontei pro Hoseok, que recuou três passos para trás, com os olhos arregalados. — É sério isso?

Ele apenas deu de ombros, concordando simplesmente. Cerrei os meus punhos, observando o meu amigo se encolher mais ainda de medo.

Ah, quer saber? Vá pra merda.

— Escuta aqui… — Estalei os dedos em sua direção, imitando o gesto que ele havia feito anteriormente. — Jeong… Jeong…guk. — Li seu nome na plaquinha de vidro que tinha em cima da mesa. — Enfim, olha, eu não quero parecer grosso nem nada, mas eu definitivamente não vou bater no Hoseok só pra te provar alguma coisa, então, se quiser que eu mostre algo, vamos resolver só nós dois.

Ele riu soprado, concordando e me encarando como seu eu fosse um idiota.

— Tudo bem, então vamos lutar. — bateu duas palmas, levantando-se e parando de frente pra mim. A diferença de tamanho era berrante demais, eu me sentia um adolescente perto daquele homem com aquele corpo todo desenvolvido.

Ele retirou seu terno, afrouxando sua gravata e desabotoando os primeiros botões da camisa social preta. Queria dizer que aquilo foi muito digno de filme pornô, mas apenas me mantive calado, piscando os olhos freneticamente. Eu estava desconfortável com a situação, não era raro eu lutar todo dia com o dono de uma das melhores empresas do país. 

— Você vai querer mesmo fazer isso? — perguntei num tom calmo, eu estava hesitando e isso não era um bom sinal. — digo, se você se machucar, muito provavelmente que eu não consiga um emprego e sim que eu seja expulso do país.

Ele arqueou uma sobrancelha, rindo da minha fala.

— Mas não foi isso que você me disse para fazer?  — elevou a manga da blusa social até os cotovelos, deixando a veia dos seus antebraços à mostra.

— Eu disse… né? — recuei dois passos.

Ele se posicionou, elevando os dois punhos em frente ao peitoral, lançando-me um olhar desafiador. Aquilo por algum motivo me fez querer rir, talvez por ser ridículo demais ou porque eu adoro rir da minha desgraça mesmo.

— Tudo bem, mas eu recomendo que isso seja em um local aberto. — gesticulei, vendo que o nosso espaço era pequeno demais para uma luta do meu nível.

Ele gargalhou, sem acreditar no que eu tinha dito. Acho que pra ele, um garoto do meu tamanho não era capaz de proferir nem um pequeno empurrãozinho em um cara do seu aspecto físico. Coitado dele se pensa assim...

Hoseok se manteve calado o processo inteiro, e reparei que ele tentava alertar o seu chefe de alguma coisa.

Já Jeongguk tinha perdido sua postura firme. Isso não seria medo, né?

— Tudo bem… — Pigarreou, desviando o olhar. — Então vamos fazer uma queda de braços, se você ganhar, o emprego é seu.

Puta merda, eu ouvi isso direito? Como assim o contrato é queda de braço? Não me contive, e uma risada escapou do fundo das minhas profundezas. Aquilo era ridículo.

 – É sério isso? – Perguntei risonho e seu semblante se tornou sério. – Tudo bem então, é só uma queda de braços...

Me posicionei na mesinha de centro que ali continha. Aquilo era feito de um tipo de mármore bem caro, então o medo de quebrar aquilo ao meio se fez presente. Logo em seguida, veio Jeongguk, se ajoelhando na minha frente e agarrando minha destra com precisão.

Hoseok se aproximou, tentando segurar os nossos punhos, tendo o papel de juiz.

Quando ele confirmou o início da guerra, Jeongguk nem esperou meio segundo e já usou toda a sua força, que felizmente não surtia efeito nenhum em mim. Aquilo se tornou mais cômico quando reparei a coloração do seu rosto se avermelhar com o esforço que produzia.

— Se quiser usar a outra mão.… — rio em deboche, encarando Hoseok pelos ombros, que tentava ao máximo não rir e manter uma feição séria.

Ele iria relembrar desse momento eternamente.

Jeongguk deixa escapar uma risada nasal em descrença, mas acaba quebrando o seu orgulho e utilizando as duas mãos de uma vez. No final, ele não conseguiu mover meu braço nem sequer meio milímetro, então eu simplesmente cansei de brincar e virei o braço dele de uma vez, com uma força descomunal.

Logo em seguida, a visão que tive do meu chefe caindo no chão e abraçando sua mão se tornou assustadora quando notei um pouco de sangue escapar do seu punho. E só aí que eu reparei que o inteligente fez queda de braços com um relógio.

Merda, agora eu com certeza tava fodido.

— CEO! — Hoseok berrou, aproximando-se de Jeongguk, que ainda gritava mudamente. — CEO, o senhor está bem?!

Jeongguk se levantou com a ajuda do meu amigo, se recompondo aos poucos.  Virou-se e ergueu seu indicador trêmulo, apontando diretamente pra mim.

— Tá contratado.

Calma, o quê?

Como?! — Hoseok e eu falamos em uníssono.

O chefe apenas se soltou dos braços do meu amigo, olhando pra ele e depois pra mim, consertando sua postura.

— Pegue o contrato dele, o que tá fazendo aí parado? — se referiu à Hoseok, que reverenciou antes de se retirar da sala para buscar o que fora ordenado.

Depois disso, ficamos num silêncio completo, um encarando o outro sem emitir som algum. Aquilo era completamente desconfortável, e ele me analisava como se pudesse visualizar minha alma e todos os meus segredos mais obscuros. Num ato de coragem, resolvi quebrar o silêncio desconfortável que se instalou no ambiente, vendo que sua expressão continuava sempre a mesma.

— Seria grosseiro da minha parte se eu perguntasse... — engoli em seco, me endireitando no sofá negrito. — Quanto que é o meu salário?

De neutra sua feição fora para divertida, deixando-me sem graça quando ele cruzou seus braços e ergueu sua sobrancelha.

— Não se preocupe com o valor, tenho certeza de que será bastante dinheiro. — Deu de ombros.

Aquilo de alguma forma me aliviou, e então eu apenas concordei. Minutos depois, Hoseok surgiu pela porta, se aproximando de nós e colocando uma pasta verde em cima da mesinha.

— Aqui estão os dados corretos de todo o processo do contrato, senhor. — Reverenciou mais uma vez e se virou para mim, retirando de dentro do seu terno, uma caneta azul. — Aqui está. — Me entregou a caneta e se afastou.

Os dois pares de olhos se voltaram para mim, esperando que eu abrisse a pasta e assinasse o papel. Me senti importante naquele momento, então apenas peguei elegantemente a caneta e abri a pasta, folheando página por página como se eu fosse um médico e estivesse analisando a situação de um paciente.

Meus olhos se depositaram na parte mais importante dos dados que ali continham, que no caso, era o salário mesmo. Depois que vi diversos zeros, nem pensei duas vezes antes de arregalar os olhos e assinar de uma vez. Eu nem sequer tinha lido aquilo, só estava fazendo charme mesmo.

Entrego a caneta pro meu amigo e coloco a pasta de volta na mesinha de centro, voltando minha atenção pro meu mais novo chefe.

— Seja muito bem-vindo, Kim Taehyung.

Sorrio com o comentário, levando minha destra em sua direção, esperando que ele apertasse minha mão amigavelmente. Contudo, ele apenas ignorou o meu ato e se levantou, voltando a abotoar sua camisa e a arrumar sua gravata, pegando o seu terno e encarando Hoseok.

— Por favor, pegue as chaves do meu carro, eu preciso visitar um médico. — disse, murmurando a última fala.

— O quê?  Mas por quê?  — Meu amigo perguntou confuso.

Ele me olhou de cima a baixo antes de vestir o seu terno.

 

— Não sinto mais a minha mão.

 

 


Notas Finais


Foi isso meus amorecos <3
Broxante? Talvez, mas deu muito trabalho cara, ainda mais pra mim que tô superando meu trauma na escrita jdkjsdk
Aliás, uma perguntinha rápida aqui, isso se puderem me responder, claro. Vocês gostariam de capítulos longos assim, ou mais curtos do tipo 1k de palavras? Me digam por favor, isso é importante, porque talvez por ser longo demais fica enjoativo de ler e tals
É só isso mesmo :3
Muitos brigadeiros e beijinhos na vida de vcs <3


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