História O Intercâmbio. - Capítulo 107


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cameron Dallas, Natalia "Nah" Cardoso
Personagens Cameron Dallas
Tags O Intercâmbio, Romance
Visualizações 80
Palavras 2.456
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Escolar, Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


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Capítulo 107 - O Intercâmbio - Capítulo 107


Fanfic / Fanfiction O Intercâmbio. - Capítulo 107 - O Intercâmbio - Capítulo 107

(…) Meu coração se apertou ao ver Natalia dormindo serena, sem imaginar que estou a um passo de trair sua confiança de novo.

Pov Natalia

Acordei no meio da noite, com as mãos suando e o coração disparado. Um pesadelo. A cada estalo que o piso ou os moveis davam eu me encolhia mais em baixo do cobertor. Meus olhos vagavam pelo quarto, demorando-se em sombras desconhecidas e no corredor escuro que conseguia enxergar pela fresta aberta da porta. O som da respiração tranquila de Sierra me mostrava que estava acordada sozinha. Não pestanejei e nem pensei duas vezes ao pegar meu travesseiro e ir atrás da única pessoa que consegue me acalmar, somente ao me pegar nos braços.

Entrei em seu quarto, pé por pé, para não o assustar, porém qual foi minha surpresa?! Sua cama estava vazia e sem vestígios de que ele tivesse dormindo e foi ao banheiro ou sei lá. Meu estômago embrulhou. Ele foi para a tal festa. Sentei em sua cama, tentando impedir que os pensamentos ruins tomassem conta de minha mente, meu corpo tremia, eu estava com medo. Com medo do meu pesadelo. Com medo do que ele pode fazer sozinho com Sammy. Eu precisava de Cameron hoje, eu precisava que me tocasse e falasse que foi tudo um sonho e que já passou.

Que me distraísse com suas bobagens e me deixasse dormir sobre seu corpo, mas, acima de tudo, eu queria que ele não tivesse jogado tudo para o alto novamente. Deitei-me em sua cama e puxei a coberta, tapando-me, agarrei-me em seu travesseiro, para, pelo menos, sentir seu perfume, na inútil tentativa de ficar melhor. Fechei os olhos e pedi a Deus, que por favor, não o deixe sozinho. Não o abandone essa noite. Eu não sei o quanto meu coração aguenta.

A noite passou lenta, torturante, se eu consegui dormir por uma hora foi muito. Levantei as seis horas, com o sol nascendo e os olhos pesados, corri-os pelo quarto, na esperança de encontrar Cameron, porém o mesmo vazio da noite passada se instalava ali. Quando percebi que não há chances do sono voltar fui até o banheiro jogar uma água na cara e desci para preparar algo pra comer, porém tranquei antes de chegar na cozinha.

Meus olhos não queriam acreditar no que viam, em minha garganta um nó se formou e eu fiquei completamente paralisada diante da cena digna de pena.

Cameron estava jogado no chão, de qualquer jeito, como se tivesse desmaiado, as roupas amaçadas, o contorno dos olhos roxos e nas mãos um saquinho com um pó qualquer. Neguei com a cabeça e tirei aquilo dele, meu corpo inteiro tremia e eu não sabia o que fazer primeiro. Sentei no sofá, sem forças para o ajudar a levantar. Ou o acordar. Olhei para o que antes ele segurava e suspirei. 
Inacreditável.

Respirei fundo diversas vezes antes de levantar-me e desfazer-me das drogas. Minha cabeça doía, a quantidade de pensamentos me deixou tonta e o principal deles ainda era o básico por quê?!
Sem chances de eu conseguir o levantar sozinha, precisei apelar para a única pessoa capaz de ajudar, ainda que fosse cedo demais para incomoda-lo, precisei fazê-lo e graças a Deus poucos minutos depois ele chegou.

Nash: meu Deus. - levou um susto quando viu Cameron. 

–  pois é. - foi só o que consegui falar.

Cruzei meus braços, olhando de longe, com receio. Com mágoa. Nash o levou para o quarto, com uma certa dificuldade e em seguida desceu novamente.

– desculpe te incomodar essa hora, mas não sabia o que fazer. - suspirei, sentando. Me sentindo fraca. Ele colocou a mão em meu ombro.

Nash: é difícil para todos nós. - tentou confortar-me. - estou nessa contigo.

Passei um café forte e quente para mim e para Nash, sentamos na sala em silêncio, meu olhar se fixou em um ponto qualquer da parede, enquanto me agarrei com força a xícara em minhas mãos.

Nash: você está decepcionada, não é?! - questionou, com a voz mansa.

–  eu nem sei o que sinto. - encolhi meus ombros. - acho que estou anestesiada.

Nash: eu também já quebrei muito a cara com o Cameron. - contou-me. - mas admito que nunca cheguei tão longe quanto você. - tomou um pouco do café. - você mudou ele demais e deve se orgulhar disso. - sorriu, de canto. - mas não é assim que ele vai largar um vício de anos, não é fácil.

–  eu sei. - suspirei. - só que ele não pede ajuda, ele não quer ajuda.

Nash: ele tem medo, tem vergonha, é orgulhoso. - citou. - Gina e Marcus fingem não ver o problema. - negou com a cabeça. - eles são pessoas ótimas, porém não escutam o grito desesperado do filho por socorro. - assenti, lentamente. - ninguém nunca se importou tanto com isso até você chegar. - confidenciou-me. - eu me sentia sozinho nessa batalha. - o olhei, atenta. - porém tu fez tanto por ele, o acolhendo, não tendo preconceito, ajudando… - sorri, um pouco. - … nunca ninguém tinha estendido a mão dessa forma para o Jus antes. - mexi em meu café. - acho que é primeira vez que ele percebeu que há mais pessoas que o querem pelo caráter, pelo velho Cameron… não só aqueles amigos idiotas dele. - rolou os olhos. - e eu sou eternamente grato a você por ter recuperado uma parte do melhor amigo que eu pensei que tinha morrido nele.

Fiquei martelando umas palavras de Nash durante um bom tempo, eu precisava chamar a atenção de Gina e Marcus para Cameron, fazê-los abrir os olhos, colocar a minha cara a tapa, digamos assim, então, quando todos da casa já haviam acordado (e questionado porque Nash está ali tão cedo) eu decidi falar.

– Não há uma maneira fácil de falar isso… - decidi começar assim - … então, me desculpem se soar um pouco sem coração, mas Cameron chegou drogado ontem. - joguei, de uma vez só.

A expressão de Gina mudou, seu sorriso espontâneo de sempre sumiu, a medida que o choque passava por seu rosto. Marcus pareceu mais firme, apertando a mão de sua esposa. Enquanto Sierra negava com a cabeça, tão incrédula quanto eu fiquei quando o vi.

Gina: eu achei que isso tinha terminado. - balbuciou as palavras. - já fazia um tempo que ele estava bem.

– Desculpem, o filho é de vocês e eu sou só uma simples intercambista, mas, na minha opinião, Cameron nunca esteve verdadeiramente bem. - expus o que pensava. - ele precisa de ajuda, mas tem medo de pedir.

Gina: Querida, você já fez tanto por ele, Cameron vem tendo um humor tão diferente desde que está aqui… - sorriu, um pouco. - … e no final das contas, parece que o conhece mais do que nós, que somos sua família.

Não respondi nada, porque não havia mais o que ser dito. Agora está nas mãos deles também, o peso era muito para eu suportar sozinha.

Uns minutos depois passei pela frente do quarto de Cameron e vi Gina sentada ao seu lado. Ele estava apagado, ainda. Os olhos daquela mulher que me acolheu tão bem estavam banhados de lágrimas ao ver o estado que seu filho mais velho se encontrava. Me atrevi a entrar no local e colocar a mão sobre seu ombro, ela precisa de um amparo maior do que o que eu precisei quando o encontrei. Ao me ver ali, ela esboçou um pequeno sorriso em meio ao choro contido e segurou minha mão, buscando força.

– ele vai sair dessa, a senhora vai ver. - murmurei, sincera. - Cameron é forte, ainda que as vezes acabe deixando-se levar.

Gina: eu me sinto tão culpada. - desabafou, com a voz baixa. - deveria ter o ajudado antes de chegar nessa estado.

– ele não queria ser ajudado. - tentei amenizar sua culpa. - ele não se deixava ajudar.

Gina: mas eu podia ter insistido… - sua voz ia falhando.

– não fique se martirizando por causa do que passou… - sugeri. - … vamos pensar no agora.

Gina: Ai, querida, você é um anjo. - levantou-se, me abraçando. - obrigada por tudo que tem feito, foi uma benção ter vindo para cá.

– obrigada a vocês por me acolherem tão bem. - respondi, de volta, para aquela senhora tão carinhosa que eu aprendi a respeitar e amar.

Umas horas mais tarde Cameron acordou, desceu as escadas da sala em passos lentos, enquanto uma pequena careta de dor formava-se em seu rosto a medida que movimentava-se. Assim que me viu trancou, no meio da escada. Recuado. 

– como te sente? - questionei, com a voz mais calma possível.

Cameron: Como você se sente? - devolveu a pergunta, me olhando.

Suspirei e levantei, para conseguir o encarar de frente.

– como você acha que eu me sinto? - meu coração se apertou ao ter que falar assim, ainda mais quando seus olhos tão cheios de dor.

Cameron: eu… - murmurou, sem saber o que dizer. - … desculpe. - sussurrou. 

– peça desculpa para si mesmo. - disse prática. - quando tua consciência te perdoar, tudo ficará bem.

Ele terminou de descer as escadas e se aproximou em passos lentos.

Cameron: você não tem ideia de como isso dói em mim. - disse com a voz fraca.

– acredito em ti. - disse sincera. - agora me responde uma coisa? - ele assentiu. - o que te deu ontem? por que você jogou tudo fora?

Cameron: eu não sei explicar. - negou com a cabeça. - eu só descobri que usei as drogas agora pouco. - encolheu os ombros. - simplesmente não lembro.

– e o que você pretende fazer agora? - questionei, ainda calma. - porque eu não vou ficar aqui pra te ver morrer. 

Acabei falando, com os olhos cheios de lágrimas e o coração em migalhas. Quando fui passar por ele, Cameron me puxou para seus braços, me acolhendo em um abraço, que serviu para que as lágrimas rolassem.

Pov Cameron

Um turbilhão de sentimentos me atingiu quando ela terminou de falar. A mágoa em sua voz, o olhos opacos, sem reação, sem vida e as palavras duras e carregadas de dor fizeram-me não resistir ao impulso de abraça-la. Ainda que eu saiba que isso não mudará nada. Eu sei que ela está chorando e justamente por isso não tenho coragem de soltá-la e vê-la mal com isso. Por minha culpa. E o pior é que nada que eu fale poderá confortá-la agora. 

Um tempo depois Natalia afastou-se de mim, seus olhos inchados por culpa do choro, o castanho misturado com o vermelho. Ela levou a mão ao rosto e secou o que conseguiu.

– eu te prometo que… - ela me interrompeu.

Natalia: não termina a frase. - disse entre dentes. - se você tem alguma consideração por mim não prometa mais nada. - me olhou, séria. - apenas faça. Faça pelos teus pais, faça pelos teus irmãos, faça por Nash… - citou. - … faça por você.

Assenti lentamente, deixando-a sair da sala, no exato momento que minha mãe chegava.

Gina: como está minha filha? - questionou, tocando meu rosto. 

– mal… - respondi, olhando as escadas que Natalia acabou de subir. - … muito mal.

Pov Natalia

Sentei na cama com a sensação de que havia um piano sobre minha cabeça, meu corpo inteiro estava tenso e pesado. Me joguei pra trás deixando as costas se chocarem com o colchão macio, fechei os olhos e esperei que o mundo voltasse a fazer algum sentido. Tudo o que está acontecendo aqui é demais para mim, a saudade da minha família vem se fazendo presente mais seguidamente, a agonia de ver Cameron ferrando com sua vida e não poder arrancar o que lhe faz mal está a ponto de me deixar louca e ainda, de quebra, tem o maldito amor.

A vontade de estar junto com alguém que muitas vezes não faz nada para mostrar que ao menos tem alguma consideração por mim. E ainda que mostrasse tem a distância certa que irá nos separar. 
E tudo o que eu queria era faz um intercâmbio tranquilo, conhecer pessoas, aprender coisas novas… 
Ouvi duas batidas na porta, sentei para olhar quem era e vi Sierra ali parada.

– por que está batendo? - questionei. - o quarto é seu. - sorri.

Sierra: e teu também. - completou. - eu achei que talvez tu quisesse ficar sozinha, por isso bati antes.

– deixe de ser boba, entre. - sorri, ela o fez, sentando ao meu lado.

Sierra: você quer ir ao cinema comigo e com Nash? - perguntou, olhando-me.

– e ficar de vela?! - neguei com a cabeça. - não, obrigada. - disse sorrindo.

Sierra: não vai ficar de vela. - rolou os olhos. - te deixo sentar entre eu e ele.

– Sierra, eu estou bem. - afirmei, porque tenho certeza do que ela está tentando fazer.

Me tirar daqui, me tirar de perto do Cameron. E, obviamente, me distrair.

Sierra: eu não quero te ver mal. - admitiu. - achei que, talvez, fosse ser bom para ti se entreter um pouco.

– eu prometo que ficarei bem. - sorri. - vai lá e come muita pipoca por mim.

Ela assentiu, um pouco contrariada, porém acabou indo.

Pov Cameron

Não estava gostando do rumo que aquela conversa com meus pais estava tomando. As coisas começaram leves, inocentes eu diria, porém eles foram aumentando a proporção gradativamente e algo em seus olhos berrava ‘perigo’ em minha mente.

Marcus: … e estamos realmente preocupados contigo. – seu discurso ia e vinha , mas sempre chegava nessa frase. – o que tu acha que pode ser feito para melhorar essa situação? – encolhi os olhos, sem saber o que responder. – Então, nós tomamos uma decisão por ti. – me olhou, firme. – acredite meu filho isso doerá muito em todo mundo, porém as coisas estão difíceis , tu sabe disso… – meu estomago embrulhou. – então nós iremos te internar. – disse por fim.

Dei um pulo no sofá.

– vocês vão O QUE?! – berrei ao final da frase. – estão ficando loucos, só pode. – olhei do meu pai para minha mãe, que encarava o chão. – eu não quero e não vou ser internado. 

Marcus: Ninguém aqui está te perguntando nada. – levantou-se. – só estamos te comunicando.

– vocês não podem fazer isso comigo. – neguei com a cabeça. – chega a ser desumano.

Marcus: desculpe, mas se ser desumano é querer salvar meu filho, eu vou ser. – neguei com a cabeça, com um sorriso irônico nos lábios. Discordando. – eu não vou ficar vendo meu filho se matar diante dos meus olhos e não fazer nada. – disse sério.

– eu prefiro morrer do que ficar preso em uma clinica de reabilitação. – cuspi as palavras.

Batendo a porta ao sair de casa.

 



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