História O Irmão - Capítulo 18


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Categorias Naruto, Tonari no Kaibutsu-kun
Tags Deiita, Kibaneji, Kisanan, Nagahiko, Narusasu, Sasogaa
Exibições 296
Palavras 1.737
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi!

Mais um capítulo.
Nesse veremos a versão da Ino.

Capítulo 18 - Acampamento Parte 4


Fanfic / Fanfiction O Irmão - Capítulo 18 - Acampamento Parte 4

Ino Uzumaki:

 

            Depois que a Sakura gritou e me acordou e eu tive que mentir, dizendo que ela era sonâmbula, eu não consegui mais dormir.

            A Hinata saiu e ficou conversando com o Naru alguns minutos e a Sakura e eu ouvimos toda a conversa e eu fiquei chocada, era por isso então que o baixinho tava chorando, tadinho dele.

            O Naru saiu dali revoltado e eu só espero que ele não faça nenhuma besteira depois que nós formos embora desse passeio. Meu irmão é impulsivo, eu tenho medo que ele acabe prejudicando mais ainda o Sasuke e a si próprio.

            Saí da barraca e vi Hinata e Sakura se beijando, elas nem perceberam a minha presença. Eu já tinha percebido que a minha amiga tava gostando da morena, só não sabia que era recíproco. Que bom, fico feliz por ela.

            Saí dali e resolvi ir caminhar um pouco e acabei indo parar do outro lado do lago e quando percebi já estava dentro dele.

            Fiquei nadando e nem percebi o tempo passar, porém quando fui sair, meu pé ficou preso em alguma coisa e eu tentei me soltar, mas acabei sendo puxada pra baixo. Me desesperei e comecei a me debater e pular, tentando sair dali, mas eu acabei afundando mais. Senti meu nariz e meu peito arderem e o ar faltar e eu fui perdendo a consciência, até tudo ficar negro.

            Acordei, tossindo, cuspindo toda a água que tinha engolido. Minha visão estava turva e minha cabeça doía e eu só conseguia enxergar um vulto, que me abraçava de uma forma tão calorosa, que eu senti que poderia ficar ali o resto da vida.

 

- Você tá bem? – ele perguntou, com a voz entrecortada, me soltando e minha visão finalmente se estabilizou e eu pude ver quem era. Era aquele garoto moreno, muito branco, que eu não lembro o nome – Eu fiquei tão preocupado, pensei que você tinha... – ele não conseguiu terminar de falar, se afastou e se encostou em uma árvore, com a cabeça entre os joelhos e eu percebi que ele estava chorando. Por que ele estava chorando?

 

            Me aproximei e sentei ao seu lado e ele me olhou, com os olhos vermelhos e molhados e eu me senti estranha, não sei porquê, mas não gostei de vê-lo chorando.

 

- Obrigada por ter me salvado. – falei, vendo-o todo molhado, com certeza ele entrou no lago pra me tirar de lá e eu não consegui evitar sorrir e ele ficou corado.

- N-não precisa agradecer. Eu não suportaria a ideia de que acontecesse alguma coisa com você. – ele falou, de cabeça baixa e eu sorri e o fiz me olhar e ele estava ainda mais corado.

- Como é o seu nome mesmo? – perguntei e ele me olhou envergonhado por alguns instantes antes de responder.

- S-sai. – ele falou e eu sorri. Como eu não tinha notado ele antes?

- Obrigada Sai. – falei e dei um beijo em seu rosto e ele fechou os olhos e quando abriu novamente, estava mais vermelho que um pimentão. Definitivamente, ele é diferente.

 

            Voltei pra minha barraca e me troquei lá mesmo, já que Sakura e Hinata ainda estavam sentadas no mesmo lugar.

            Me deitei, mas não consegui pegar no sono, fiquei pensando em tudo o que tinha acontecido e meus pensamentos foram para o garoto moreno que me salvou de morrer afogada e eu não consegui evitar um sorriso e logo fechei os olhos e caí no sono.

            Sonhei a noite inteira com aquele garoto e quando acordei, incrivelmente me sentia feliz. Abri os olhos, vendo Sakura e Hinata agora dormindo abraçadas, eu nem vi quando elas entraram.

            Saí da barraca e passei por Gaara, Neji e Sasuke, que tomavam café da manhã e conversavam e eu não consegui evitar lembrar de tudo o que tinha ouvido na noite anterior e olhei para o Sasuke, mas ele parecia normal, só estava com os olhos um pouco inchados, provavelmente por ter chorado muito no dia anterior.

            Andei mais alguns minutos e vi o Sai sentado ao longe, sozinho, me aproximei sem que ele percebesse e quando fui me aproximar até onde ele estava, o Naruto sentou ao lado dele e ficou olhando-o, sorrindo e ele o olhou confuso.

 

- Então... desde quando? – Naruto perguntou sorrindo, apoiando o braço que segurava o rosto na perna e o moreno o olhou confuso.

- Desculpe, não entendi. Desde quando o que? – Sai falou, não entendendo o que o loiro queria dizer.

- Desde quando você gosta da minha irmã? – Naruto perguntou e eu vi ele arregalar os olhos e ficar vermelho, o que foi totalmente fofo.

- E-eu não sei do que você tá falando. – ele falou e o Naru deu uma risadinha e mostrou algo que parecia um caderno.

- E o que são esses desenhos então? – ele falou, entregando o caderno e o moreno arregalou ainda mais os olhos, pegando o objeto com as mãos trêmulas.

- O-onde você encontrou isso? Eu procurei a noite inteira. – ele falou, olhando agora para o objeto.

- Eu encontrei no chão, depois que você atirou de qualquer jeito, quando saiu correndo pra salvar a Ino. – Naru falou e ele ficou ainda mais vermelho, se é que era possível.

- E-eu não sabia que você tava lá. – ele falou, com a cabeça baixa, olhando para o caderno.

- Eu tava passando por acaso. Fiquei apavorado quando vi a Ino se afogando e corri pra lá, mas quando vi, você já tinha pulado na água e tirado ela de lá. Obrigado. – meu irmão falou sorrindo.

- Não precisa agradecer. Qualquer um faria o que eu fiz, no meu lugar. – ele falou e o Naru sorriu mais.

- Sei... e qualquer um iria chorar abraçado à minha irmã e desenhar o rosto dela em todas as páginas de um caderno. E por sinal, você desenha muito bem. – ele falou e eu fiquei surpresa, ele me desenhou?

- Não conta pra ela tá bom? Por favor. – ele falou, finalmente olhando para o Naru, que o olhou sem entender.

- E por que não? Você não gosta dela? – Naru perguntou e ele assentiu, abaixando a cabeça novamente.

- Gosto. Eu... sou apaixonado por ela a três anos, quando eu cheguei na escola, mas ela nunca me notou. – ele falou e eu senti o meu coração acelerar e o meu irmão sorriu compreensivo.

- Entendo. Mas agora, depois do que aconteceu ontem, ela vai te notar. Ela deve ter ficado muito agradecida à você. – o Naru falou e ele suspirou.

- Eu não quero a gratidão ou a pena dela. Não preciso disso. – ele falou e passou a mão pelo rosto – Eu sou patético. Tô aqui chorando na frente do irmão da garota que eu gosto e que nem sabe que eu existo. Nós estudamos juntos a três anos e ela nem sabia o meu nome. – ele falou, com a voz embargada e eu senti os meus olhos arderem e o meu peito doer. Como eu posso ser tão idiota?

- Ei... não chora cara. Eu não gosto de ver ninguém chorando. – o Naru falou e o abraçou – Por que você gosta tanto da minha irmã? Eu sei que ela é linda mas...

- Não é por isso. É claro, ela é linda... mas também, ela é inteligente, divertida, simpática com todo mundo, apesar de que às vezes ela é um pouco irritada e debochada, mas eu gosto disso também. Eu não sei, eu... simplesmente... não sei. Eu só... gosto dela, porque é ela, só isso. – ele falou e o Naru o soltou, sorrindo.

- Então fala isso pra ela. – Naru falou, apontando pra onde eu estava e ele me olhou com os olhos arregalados e o rosto muito vermelho e coberto de lágrimas e o Naru foi embora e eu me aproximei e sentei onde ele estava antes e vi o moreno deixar cair algumas lágrimas, de cabeça baixa.

- Ino, eu... – ele começou, mas eu o cortei, fazendo-o me olhar, me aproximando mais, encostando nossos lábios, antes de aprofundar mais o beijo, me afastando alguns minutos depois quando o ar faltou.

- Desculpe Sai. Desculpe nunca ter te notado antes. Eu sou meio idiota às vezes, é mal de família, toda a minha família é meio abobalhada. – falei e ouvi um “eu tô ouvindo” do Naru, eu tinha certeza que ele tava nos espiando – Será que você pode me dar uma chance? Pra te conhecer melhor? – falei, acariciando seu rosto e ele deixou cair uma lágrima e me abraçou em seguida, um abraço tão caloroso quanto o da noite anterior, um abraço que me faz querer não sair nunca mais dali, de perto dele, dos braços dele.

- Eu amo você Ino, sempre te amei, desde que te vi a primeira vez. Mas... eu não quero que você se sinta na obrigação de... – ele começou a falar e eu o cortei.

- Não é obrigação e nem gratidão. Eu sou uma boba romântica. Sempre sonhei com um príncipe que viesse em um cavalo branco e me salvasse e que nós casaríamos em um dia ensolarado, em um jardim lindo, com pétalas de rosas espalhadas pelo chão. Bom... o meu príncipe não veio em um cavalo branco, mas mesmo assim ele me salvou. Você é o meu príncipe. Me dá uma chance? – falei e ele começou a chorar e separou o abraço, me beijando apaixonadamente em seguida. Ele pediu passagem com a língua e eu cedi e senti a língua dele explorar toda a minha boca e eu envolvi meus braços em seu pescoço, enquanto os dele foram para as minhas costas e logo senti alguma coisa cair e ouvi barulho de aplausos e nós nos separamos e eu vi todos, os meus amigos e os dele aplaudirem e jogarem confetes, que eu nem sei de onde eles tiraram.

- ATÉ QUE ENFIM. Eu não aguentava mais essa ladainha a três anos. – Hinata falava, enquanto jogava confetes.

- PAREM COM ISSO VOCÊS. ESTÃO DEIXANDO O MEU PRÍNCIPE ENVERGONHADO. – gritei e eles pararam e foram cada um pra um canto e eu olhei para o lado e vi o Sai muito corado, com a cabeça abaixada – Não precisa ter vergonha.

- Ino... você quer mesmo ficar comigo? – ele perguntou, olhando fixamente nos meus olhos e eu peguei em sua mão e entrelacei nossos dedos, dando um beijinho rápido em seus lábios.

- Com certeza. Para todo o sempre.


Notas Finais


É isso.
Ainda tem mais uma parte.


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