História O Irmão - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto, Tonari no Kaibutsu-kun
Tags Deiita, Kibaneji, Kisanan, Nagahiko, Narusasu, Sasogaa
Exibições 288
Palavras 1.747
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi!

Mais um capítulo.
Nesse iremos ver o que aconteceu com o Kankuro.

Capítulo 20 - Pesquisa


Fanfic / Fanfiction O Irmão - Capítulo 20 - Pesquisa

Naruto Uzumaki:

 

- Que história é essa Gaa? Como assim seu irmão morreu? – perguntei, chocado, afinal eu conheço o Kankuro a anos e ele nunca pareceu ter nenhum tipo de problema de saúde, nem nada.

- O-o S-shika me l-ligou... a-agora, a-avisando. – ele falou gaguejando, devido às lágrimas, que não paravam de cair.

- E ele não explicou o que houve? – perguntei, ainda chocado, eu não consigo acreditar nisso.

- N-não. E-ele d-disse que m-me exp-plica quando eu ch-chegar. – ele falou, enquanto soluçava, chorando.

 

            Depois disso, nós arrumamos as coisas e resolvemos todos voltar. O Gaara foi o caminho todo chorando, agarrado à Sakura, que afagava os seus cabelos carinhosamente e eu também não consegui evitar chorar, afinal eu cresci com o Gaara, conheço o Kankuro a anos. Todos nós conhecíamos.

            Chegamos todos à casa do Gaara e ele desceu do carro e correu até a Temari, a abraçando e os dois choraram abraçados. Era triste de ver, me senti muito mal de ver aquilo.

            Eles ficaram alguns minutos abraçados, até que o Gaa perguntou o que havia acontecido e ela suspirou e o puxou pela mão, o sentando no sofá e logo o Shikamaru apareceu com um cara ruivo, que eu não conhecia e o cara tinha o olhar baixo e os olhos vermelhos e inchados, provavelmente tinha chorado muito.

 

- Gaa... eu acho melhor o Sasori te explicar. – Temari falou, com a voz embargada e Shikamaru se aproximou a abraçando e o ruivo pediu pra nós sairmos, mas o Gaara pediu que nós ficássemos, então o sujeito suspirou e permitiu, sentando à frente dele.

 

_____     x    _____

 

Sasori Akasuna:

 

            E agora? Como eu vou contar isso pra ele? Eu não queria que nada disso tivesse acontecido. Não era minha intenção. Eu só fiz besteira. Tudo isso é culpa minha. Desde o início a culpa é minha.

            Eu nunca pensei que chegaria o dia que eu teria que contar tudo. Ele vai me odiar ainda mais depois disso, mas eu tenho que contar, não posso mais esconder ou então eu vou colocar a vida dele em risco.

            Olhei pra ele, sentado à minha frente, esperando que eu me pronunciasse, com o rosto coberto de lágrimas e os olhos vermelhos e me senti ainda pior. Droga, como eu vou contar isso? Suspirei e peguei em suas pequenas mãos e talvez pelo estado de fragilidade em que ele estava, ele não se afastou, permitiu o meu toque.

 

- Então Gaara... Pra você entender, eu vou ter que te contar desde o início. – falei e ele não disse nada, apenas ficou me olhando – Há 19 anos atrás, eu havia acabado de me formar, era um garoto sonhador, que queria ajudar a humanidade, como todo adolescente recém-formado, eu sonhava em mudar o mundo. Nessa época eu morava em Suna, que havia acabado de passar por uma guerra, que acabou por exterminar todos os ômegas de lá. Eu então, comecei uma pesquisa sobre ômegas. Convenci meus pais a me ajudarem com a pesquisa. Eu queria ajudar os ômegas. O único problema era: não haviam mais ômegas em Suna, então como eu faria minha pesquisa? Muitos riam de mim, dizendo que eu era maluco e que aquela pesquisa era infundada e nunca daria certo. Até que, três anos depois, um menino ômega nasceu, era o primeiro que nascia depois do extermínio, esse menino era você.

- Nessa época Gaa, nossos pais ficaram apavorados e decidiram te esconder. Tinham medo que alguém quisesse fazer alguma coisa com você. – Temari falou e ele a olhou confuso.

- E o que isso tudo tem a ver com a morte do Kanku? – ele perguntou, com a voz embargada e a expressão confusa.

- Calma, eu vou chegar lá. – falei e ele fixou os olhos em mim novamente – Como Temari disse, seus pais te esconderam, porém dois anos depois que você nasceu, eu te encontrei e te levei pra minha casa, sem que seus pais percebessem, eu te sequestrei. – falei e ele arregalou os olhos e soltou a mão da minha, com um olhar assustado e eu me senti ainda mais culpado – Eu estava obcecado com a minha pesquisa naquela época e não ligava pra mais nada. Convenci meus pais e nós iniciamos a pesquisa com você. Te usamos como nossa cobaia.

- Cobaia? – ele falou, seus olhos agora mais assustados que antes.

- Sim. Fizemos vários testes em você durante um ano, quando seus pais descobriram onde você estava. Eles entraram escondidos e te tiraram de lá, porém, quando estavam saindo eu os vi e os ameacei com uma arma. Eu estava obcecado. – falei e ele arregalou os olhos novamente, balançando a cabeça em negativa e eu suspirei e continuei – Eu os ameacei e sua mãe correu, com você nos braços e eu atirei, mas o seu pai se colocou na frente e acabou morrendo. Sim, eu matei o seu pai. – falei e ele se levantou assustado e Temari se aproximou e o fez sentar novamente, sentando-se ao lado dele – Nisso, todos que estavam lá ouviram o tiro e correram. Eles perseguiram a sua mãe e um deles atirou e acertou ela.

- Nossa mãe correu até mim e ao nosso irmão, que havíamos ficado escondidos e nos entregou você e nos fez prometer que nós iríamos te proteger. Nós prometemos e ela sorriu e morreu e nós a enterramos lá mesmo e fugimos. Levamos uma semana pra conseguirmos sair de Suna, até que um senhor que passava por lá nos ajudou. Esse senhor era o senhor Minato e ele nos trouxe à Konoha, onde nós te criamos, com a ajuda dele. – Temari falou e ele me olhou assustado.

- Mas... s-se tudo isso é culpa dele... o que ele faz aqui? – ele perguntou, apontando pra mim, sua expressão era de medo, misturado com tristeza e raiva.

- Ele se arrependeu Gaa. – Temari falou e ele a olhou incrédulo.

- Gaara... depois que eu matei seu pai, eu me senti a pior pessoa do mundo e comecei a repensar tudo o que eu tinha feito. Eu tinha matado uma pessoa e feito mal a uma criança indefesa por causa de uma maldita pesquisa. Eu sinto tanto por isso. – falei e tentei me aproximar dele, mas ele se afastou – Quando tudo isso aconteceu e eu finalmente recobrei o juízo, eu fui atrás de vocês, mas vocês já haviam fugido. Eu passei anos procurando por vocês, até o dia em que eu vi seu irmão na universidade. Ele não me conhecia no início, não sabia quem eu era e nós começamos a namorar. Na verdade, eu só comecei a namorar ele porque eu queria me aproximar de você. Eu sei, eu fui um canalha, mas eu queria te ver, te proteger. Depois de um tempo de namoro, eu me senti culpado e contei quem eu era a ele. Ele se assustou, chegou até a terminar comigo. Eu pedi perdão a ele e com o tempo, ele me perdoou e nós voltamos a namorar.

- Você também sabia? – ele perguntou à Temari, que assentiu.

- Sim Gaa. Todos nós sabíamos, Kanku, eu e o Shika também. O único que não sabia era você. – ela falou e ele me olhou irritado.

- E o que aconteceu com o meu irmão? – falou e eu suspirei.

- Meus pais descobriram onde vocês estavam. Eles ainda estão obcecados com a pesquisa. Eles vieram à Konoha e invadiram a sua casa, mas você não estava. Eles perguntaram ao seu irmão onde você estava, mas ele não contou. Eles o torturaram, mas ele não contou... então eles o mataram. – falei, sentindo as lágrimas caírem pelo meu rosto e vi ele arregalar os olhos mais uma vez, enquanto as lágrimas caíam grossas por seu rosto – Eu sinto muito. É tudo culpa minha. Me perdoa, por favor. – falei e ele levantou, balançando a cabeça e saiu correndo de dentro da casa e os amigos dele correram atrás. Agora ele me odeia ainda mais. Baixei a cabeça sobre minhas pernas e deixei as lágrimas caírem, até que senti uma mão sobre mim e levantei a cabeça, vendo Temari, com os olhos cobertos de lágrimas também – Deveria ir atrás dele.

- Os amigos dele foram. E acho que você também precisa de alguém não é? – ela falou e eu a abracei, deixando as lágrimas caírem.

- Como você pôde ter me perdoado depois de tudo o que eu fiz? – perguntei e senti ela afagar os meus cabelos.

- Porque eu sei que você se arrependeu de verdade. O Gaa também vai perceber isso, ele só precisa de tempo. Isso tudo é muito novo pra ele. – ela falou e eu assenti.

- Obrigado Temari. E pode ter certeza, eu vou fazer de tudo pra proteger o seu irmão. Não vou permitir que os meus pais toquem nele. – falei, apertando o abraço.

- Eu sei. Você se apaixonou pelo meu irmão, não foi? – ela perguntou e eu somente suspirei – Eu já sabia. Eu sempre soube que no fundo você não era apaixonado pelo Kanku, só não queria admitir. O Gaa nos contou que você entrou no quarto dele e o beijou. No início eu não acreditei, mas depois eu pensei melhor e isso fazia muito sentido. Mais sentido que qualquer outra coisa. Quem diria... o pesquisador se apaixonou pela cobaia.

- Você me odeia agora? – perguntei e ela levantou o meu rosto.

- É claro que não. Eu não acho certo a forma como você fez as coisas, enganando o meu irmão. Mas eu sei que você não fez por maldade. Você só queria proteger o Gaa, eu entendo isso.

- Será que algum dia ele vai me perdoar? – perguntei e ela deu um pequeno sorriso.

- Eu tenho certeza. O Gaa é um pouco imaturo e infantil, mas ele é um bom garoto e tem um bom coração. Ele vai te perdoar. – ela falou, passando as mãos pelos meus cabelos e eu fechei os olhos. Tudo o que eu queria agora era que nada disso tivesse acontecido. Queria voltar no tempo e impedir a mim mesmo de começar tudo isso. Mas as coisas não são assim, eu não posso voltar no tempo, não posso desfazer tudo o que eu fiz e que aconteceu. Eu errei muito e tenho que arcar com as consequências dos meus atos. E o pior é que meus pais estão por aí e eles não vão desistir do Gaara. Mas eu vou impedi-los, vou proteger o Gaara, nem que seja a última coisa que eu faça.


Notas Finais


É isso.
Caso alguém não lembre, lá no início o Gaara falou que os irmãos dele nunca haviam contado como os pais haviam morrido, então, era por isso.
E agora? O que será que vai acontecer?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...