História O irmão do meu melhor amigo - Capítulo 36


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Categorias Originais
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Palavras 1.751
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Muito obrigada pelos 80 favoritos!!!


Estamos na reta final pessoinhas.....

Capítulo 36 - Consequências!


Fanfic / Fanfiction O irmão do meu melhor amigo - Capítulo 36 - Consequências!

- Maria? - gritei da sala completamente desesperada enquanto Melissa se contorcia de dor. 

  - Sim...Oh meu Deus, o que está acontecendo? - perguntou apavorada assim que viu o estado de Melissa.

  - Eu não sei, mande Almir preparar o carro. Urgente! - pedi a ela. 

  - Com licença! - disse ela saindo rapidamente. 

  - Melissa me diz, o que você está sentindo? - perguntei chegando perto dela. 

  - Tá doendo, m-muito! - disse ela chorando. - Luiza me ajuda, eu vou perder meu filho! - pediu completamente desesperada. 

  - Calma, o Almir vai te levar pro médico! - disse tentando tranquiliza-lá. 

  - Você vai comigo, não é? - perguntou fazendo uma careta de dor me fazendo engolir em seco. 

  - Meliss...- fui interrompida por Almir. 

  - O carro está pronto senhorita. - informou ele. 

  - Vem...- estendi minha mão na direção de Melissa. - Vamos! - peguei em sua mão e apoiei seu corpo no meu a levando até a porta. 




                                 [...]


  - Olha, felizmente não aconteceu nada com o bebê, mas a senhorita tem que ter mais cuidado! - disse a médica nos tranquilizando e dando uma bronca em Melissa. 

  - Pode deixar Doutora! - assentiu Melissa sorrindo. 

  - Estou falando sério, você não pode passar nervoso! De jeito nenhum....- disse ela seriamente. 

  - Mas o que aconteceu ao certo? - perguntei. 

  - Ela ficou nervosa e isso afetou o bebê o deixando agitado.- disse ela, mas isso não me convenceu. - Luiza, poderia me deixar a sós com Melissa por favor? - pediu me deixando ainda mais desconfiada. 

  - Não! - disse seriamente. 

  - Lu por favor! - pediu Melissa. 

  - Com licença! - disse balançando a cabeça negativamente. 







       Depois de uns quinze minutos Melissa saiu de dentro completamente acabada, os olhos estavam inchados indicando que ela havia chorado. 

  - O que houve? - perguntei me aproximando. 

  - Nada! - disse ela rispidamente. 

  - Como nada Melissa? - perguntei nervosa. - Eu tenho direito de saber, é filho do meu irmão também! - exclamei irritada. 

  - Não finja que se importa! - disse ela entre dentes. 

  - Com você eu realmente não me importo, agora com seu filho, que por acaso é filho do meu irmão,eu me importo e muito! - rebati. 

  - Não parece! 

  - Olha, eu não vou ficar aqui discutindo com você, seu irmão já está chegando! - me levantei do sofá pronta para ir embora. 

  - Por que ligou pra ele? - gritou irritada. 

  - Porque se você não percebeu, você é menor e não pode sair daqui sem a autorização de um responsável! - sorri sem mostrar os dentes. 

  - E você não vai esperar ele chegar? - encarou-me com as sobrancelhas arqueadas. 

  - Não, já fiz muita caridade por hoje! - disse olhando minhas unhas. 

  - E se eu passar mal?  perguntou afinando a voz me fazendo bufar. 

  - Melissa eu não sou médica...- disse rudemente. - E caso não tenha percebido, você está em uma clínica médica em frente ao consultório da sua obstetra! - disse debochadamente. 

  - Por que está agindo assim? - perguntou mudando a expressão de irritada para triste. 

  - Não é porque te ajudei que voltamos a ser amigas. - disse como se fosse óbvio. 

  - Ah claro, você quis tomar as dores da Amanda, a sua MELHOR amiga! - deu ênfase no "melhor" com os olhos fervendo em fúria. 

  - Não só da Amanda como a do Guilherme, que apesar de ele ter sido "culpado" também, você agiu como uma puta com ele. - cuspi as palavras em cima dela fazendo aspas no "culpado". 

  - Sempre ela na frente né Luiza, eu sempre fui a segunda opção, né? - perguntou com amargura na voz. 

  - Não Melissa, eu era tanto amiga de uma tanto da outra! Só que você mostrou ser uma pessoa que eu realmente prefiro me manter longe...- a encarei friamente vendo seus olhos se encherem de água. - Mas enfim, eu tenho os meus problemas e você os seus, não vou perder meu tempo discutindo um assunto que não tem mais o que falar...- vi as lágrimas descendo por seu rosto mas não me importei, virei as costas e saí. 




                      P.O.V Melissa


  Se eu estou arrependida do que eu estou fazendo? Sinceramente? Não! Perder uma amizade foi só uma das consequências que eu teria que enfrentar para conseguir o que quero...Sinto muito, até porque apesar de tudo, e algumas vezes eu me sentir um pouco excluída, minha amizade com Luiza foi o mais perto e profundo do que eu poderia ter com alguém. 

  Eu e Amanda nunca fomos realmente AMIGAS, apenas nos suportávamos em consideração à Luiza, mas nada além disso... Sempre que eu me sentia atraída por algum menino, Amanda ia e pegava, mas eu aguentava, tinha medo de brigar com ela e Luiza virar a cara pra mim. 

  Consequências de uma amizade! 

  Eu sentia medo, medo de ficar sozinha, de me sentir sozinha, e então eu deixava rolar... 

  Me apaixonei por Gabriel e a ele me entreguei, mas então no dia seguinte todos ficaram sabendo. 

  Consequências de um amor! 

  
Talvez minha vida seja uma consequência, na verdade, eu tenho quase toda certeza...Meu pai abandonou minha mãe porque a mesma escolheu não abortar. Consequência: meu pai foi embora e minha mãe morreu de depressão sete anos depois. 

  
  Sempre tive que arcar com consequências, uma a mais, ou a menos não irá fazer diferença! 




              P.O.V Luiza 


  - VOCÊ O QUÊ? - gritou Amanda pelo telefone me fazendo afastar o mesmo do ouvido. 

  - É isso mesmo que você ouviu e para de gritar! - disse enquanto descia do carro. 

  - Eu não acredito que você ajudou ela Luiza! - exclamou irritada me fazendo revirar os olhos. 

  - E você queria que eu fizesse o quê? - perguntei retoricamente entrando em casa. - Deixar ela passando mal que eu não ia né Amanda! - disse como se fosse óbvio. 

  - Ah sei lá, mas não precisava acompanha-lá até o hospital! - disse ela emburrada. Amanda as vezes chegava a ser tão orgulhosa quanto eu, quando estava com raiva de alguém. - E o seu orgulho? Onde fica? - perguntou ironicamente. 

  - Tem horas que temos que deixar o orgulho de lado, até porque, antes de eu ser orgulhosa, sou humana! - disse a fazendo ficar calada, até cheguei a pensar que a ligação tinha caído. 

  - É, talvez você tenha razão! - disse ela sem querer dar o braço a torcer. 

  - É claro que eu tenho razão, eu sempre tenho razão...- entrei em meu quarto e me joguei em minha cama. - Mas mudando de assunto, a Gi tá pegando o Matheus? 

  - Acho que não, aquele lá só tem olhos pra você! - revirei os olhos. 

  - Lá vem você com suas paranoias...- cantarolei. 

  - É sério Luiza, ou você não percebeu ou se faz, porque aquele garoto tem um  penhasco por você! - gargalhei. 

  - Ele é meu melhor amigo Amanda! - virei de bruços. 

  - E o irmão do seu melhor amigo? - perguntou ela me fazendo suspirar. 

  - Sei lá...- disse com indiferença. 

  - Ele tá estranho né? - resmunguei um "urum". - É sério Lu, ele tá pegando geral...- bufei irritada. 

  - Você de novo com esse assunto? - perguntei ironicamente. 

  - Tá foi mal! - disse ela em forma de rendimento. 

  - Vou tomar banho, depois nos falamos. - disse me levantando. 

  - Lu, você brava comigo, né? - perguntou preocupada me fazendo rir nasalado. 

  - Não, só não gosto de tocar nesse assunto! - peguei minha toalha e segui para o banheiro. 

  - Tudo bem então, te amo vadia! - soltei meu cabelo. 

  - Te amo puta! - desliguei o telefone e comecei a me despir. 


     Se eu estou bem e já superei? Claro que não, mas pessoas não precisam saber disso, não quero que me olhem com pena ou dó... Só quero esquecer! 

   Sequei uma lágrima solitária antes que outras começassem a surgir e segui com meu banho.

  
      Talvez eu seja tão culpada quanto Lucas por estarmos nessa situação, mas só talvez...


  

 

 

    ​P.O.V Guilherme   



  Estava no intervalo do jogo com os moleques quando meu celular começou a tocar, olhei e vi que era Melissa, o que que essa garota quer agora?! 

  - O que é porra? - perguntei rudemente. 

  - Fui parar no hospital por sua causa! - disse ela me fazendo revirar os olhos. 

  - Era só isso? - perguntei impaciente. 

  - COMO ASSIM SÓ ISSO? - gritou agudamente me fazendo afastar o celular do ouvido. - EU PODERIA TER PERDIDO NOSSO FILHO, SABIA? 

  - Para de gritar porra! - esbravejei irritado. - Ainda bem que não perdeu, não é mesmo? - debochei. 

  - Sua irmã que me ajudou! - disse ela me deixando surpreso. 

  - Legal! - disse indiferente vendo os caras alongarem para voltar para o campo. 

  - Falando nela...- começou ela venenosamente. 

  - Não gosto de fofoca! - a cortei pronto para desligar. 

  - Não é fofoca, apenas acho que você quer o bem da sua irmã e merece saber de tudo o que vem acontecendo nos últimos meses! - disse ela simples. 

  - Fala logo caralho! - exclamei impaciente.

  - Lucas apostou a virgindade da sua irmã e só se envolveu com a mesma para cumprir aposta. - não pode ser verdade. 

  - Você não cansa de ser cobra não? Para de mentir garota! - disse irritado. 

  - Você acha que ela deu um pé na bunda dele por quê? - FILHO DA PUTA. Senti meu sangue ferver e a partir desse momento não consegui pensar em mais nada, a não ser acabar com aquele cuzão. 

  
   Desliguei o telefone na cara de Melissa não prestando atenção no que aquela puta estava falando e segui em direção ao campo. Vi Lucas de costas conversando com os moleques e sem delongas o puxei fazendo o mesmo virar pra mim. 

  - Qual foi cara? - perguntou confuso. 

  - Foi isso aqui ó! - dei um soco no meio do seu rosto e o chutei, o fazendo cair no chão. - FILHO DA PUTA! - gritei completamente irado, e sentindo a raiva me consumindo cada vez mais. 


    Luiza chorando escondido no quarto e quando perguntei o que era ela não quis dizer;
 
    Ela andando pelos cantos da casa, toda triste e mais magra do que o era; 

    Não querendo sair para canto nenhum...


     
    Eu vou acabar com esse filho da puta! 




         Viver é isso: ficar se equilibrando o tempo todo, entre escolhas e consequências...
    


Notas Finais


Como acham que irá ser o fim?


Comentem...


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