História O irmão do meu melhor amigo - Capítulo 43


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Palavras 1.605
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Último cápitulo merdaaaa!!!!!!

Capítulo 43 - Fim?


Fanfic / Fanfiction O irmão do meu melhor amigo - Capítulo 43 - Fim?

                       POV. Lucas


  
Sinceramente? Eu acho que nunca corri tanto na minha vida...Corria olhando em todos os cantos daquele lugar a procura da minha garota, minhas pernas já não estavam aguentando, e meu peito já estava ardendo me implorando para parar, mas eu não podia, não podia deixá-la  ir assim...


   Esbarrava nas pessoas e não me importava em pedir desculpas, estava ocupado demais a procura dela...

  " Ela não pode me deixar, não pode! " 

  Dizia repetidamente em minha mente. 



  De longe pude ver o guichê onde as pessoas compram as passagens, corri até o mesmo abordando a recepcionista ou sei lá que porra aquela mulher é. 

  - Senhor, o final da fila é atrás daquela senhora! - informou-me assim que me viu passando na frente das pessoas. 

  - Eu só preciso de uma informação...- disse ofegante. - O voo das quinze horas para o Rio de Janeiro, já saiu? - perguntei rapidamente.

  - Só um instante...- disse ela se virando e verificando algo em seu computador. - O voo das quinze? - encarou-me por cima do óculos. 

  - Sim...- batia meu pé impacientemente. 

  - Acabou de decolar! - não, não pode ser! Isso não está acontecendo...

  - Você tem certeza? - perguntei sentindo minha respiração acelerar e um sentimento de desespero invadir meu corpo.  

  - Sim senhor! O voo das quinze acaba de decolar...- repetiu ela me encarando com tédio. 

  - Obrigado! - saí sem nem ao menos ouvir sua resposta, estava acabado e desacreditado demais. A dor da perda já tomava conta do meu corpo...

  Ela não fez isso comigo, eu não acredito nisso...


  Senti meu olhos marejarem e uma lágrima cair, ah qual é Lucas, vai chorar? Em público? 

  A seguei bruscamente e virei-me indo embora pra casa.



                                [...]




  - FILHO DA PUTA! - gritei entrando no quarto de Matheus e depositando um soco na cara do mesmo. 

  - QUAL É A PORRA DO SEU PROBLEMA? - gritou com a mão no canto da boca. 

  - POR QUE NÃO ME DISSE MATHEUS? POR QUÊ? - gritei nervoso sentindo as veias do meus pescoço ressaltarem. 

  - Do que está falan...- o interrompi com outro soco no rosto. 

  - LUCAS! - ouvi o grito da minha mãe e logo em seguida fui puxado pra trás. 

  - EU NUNCA VOU TE PERDOAR POR NÃO TER ME FALADO, NUNCA! - virei-me para sair do quarto mas meu pai entrou em minha frente impedindo-me. 

  - Não vai sair desse quarto enquanto não me disser o que está acontecendo! - disse ele firmemente usando sua autoridade de pai. 

  - Esse moleque é louco! - murmurou Matheus raivoso. 

  - E você é trairá! - retruquei. 

  - Quem começa? - perguntou minha mãe intercalando o olhar entre mim e Matheus. 

  - Eu também quero saber o que está acontecendo, afinal, ganhei dois socos de graça! - debochou. 

  - Por que não me disse que Luiza iria embora? - perguntei de uma vez o fazendo rir sem humor. 

  - Já entendi tudo, está com o orgulho ferido? - perguntou sarcástico, ameacei ir pra cima dele mas meu pai me segurou. 

  - Luiza foi embora pra onde? - perguntou minha mãe confusa. 

  - Rio de Janeiro! - disse sem desviar os olhos de Matheus. - Me responde caralho! - exclamei irritado. 

  - Porque ela não quis que você soubesse, porque ela pediu a todos nós que não contássemos a você! - com certeza isso doeu mais do que os dois socos que eu dei na cara do Matheus, se eu estou me sentindo traído? Claro que não...

  - Estão escondendo isso de mim à quanto tempo? - perguntei seriamente com o maxilar travado. 

  - Ah mano, sei lá! - deu de ombros. - Já descobriu o que queria, não já? Então caí fora! - apontou pra porta. 

  - Por que ela foi embora? - perguntou meu pai. 

  - Por causa do idiota do seu filho...- respondeu Matheus amargamente me fazendo fechar os olhos e engolir em seco. 

  - Cala boca! - disse entredentes.

  - A verdade dói né? - encarou-me debochadamente. - Como é saber que ela foi embora por causa de atitudes infantis sua? 

  - Eu já mandei calar a boca! - alterei a voz cerrando os punhos. 

  - Vai fazer o quê? Me dar outro soco? - ironizou. - Tudo bem, vá em frente! Mas pode ter certeza que tudo o que eu te falei, dói bem mais do que todos esses socos que você quer me dar! 

  - Está dizendo que ela foi embora por causa daquela bendita aposta? - perguntou minha mãe incrédula. 

  - Sim mãe, culpa do inconsequente do seu filh...

  - Já chega Matheus! - interrompeu meu pai o repreendendo com o olhar. 

  - Deixa pai! - passei a língua entre os lábios. - Ele tá certo, perdi o amor minha vida por conta dos meus erros! 

  - Amor da sua vida? - riu Matheus sem humor. -  Você não sabe o que é amor! 

  - Você não consegue disfarçar o quanto te incomoda saber que ela me ama, né? - perguntei sarcástico, meus pais apenas observavam. 

  - Amor esse que você jogou fora! - rebateu. 

  - EU AMO ELA PORRA! - gritei irritado com aquela merda toda. 

  - Não confunda sentimento de perda com amor! - exclamou friamente. 

  - Quer saber? Eu quero que você se foda, eu sei dos meus sentimentos por ela e não tenho culpa se você sempre quis o que é meu! 

  -  Eu sempre quis o que é seu? - levantou-se da cama. - Para de ser ridícul...

  - CHEGA! - gritou minha mãe pondo-se entre mim e Matheus. - Lucas vá para seu quarto! - os olhos de Matheus faiscavam de tanta raiva, e os meus não estavam muito diferentes. -  Agora! - bateu o pé no chão nervosa. 

  - Não precisa pedir duas vezes...- lancei um último olhar fervilhando de ódio para Matheus e saí do quarto que nem um furacão batendo a porta. 




    ...Não confunda sentimento de perda, com amor... 






 Rio de Janeiro, um mês depois...



                 POV. Luiza


  
Com certeza, a melhor sensação desse mundo é sentir seus pés se enterrando na areia, e a leve brisa bater em seu rosto, jogando seus cabelos pra trás...

  Caminhava na praia ao lado de Caio, os dois em silêncio, apenas aproveitando a paisagem. Esse foi um mês bem agitado, os últimos preparativos para a inauguração do resort, a mudança pra casa nova, tudo estava um caos. 

  E hoje depois do almoço resolvemos vir pra praia para andar um pouco e ver o pôr do sol... 

 
 Quem é Caio? Bom, ele é um grande amigo meu de infância, sempre que vínhamos para o Rio eu e Guilherme ficávamos brincando com ele, nossas  famílias são amigas. 

  E com toda certeza foi um alívio descobrir que irei estudar na mesma escola que ele, e que nos veremos todos dias. Sempre gostei muito dele, ele me lembra muito Matheus, só que é mais bonito! 


  Loirinho meio bronzeado, dos olhos mel, e com um corpo definido, mas nada exagerado...Com toda certeza, não é de se jogar fora!


  Balancei a cabeça espantando esses pensamentos e me sentei na areia ao lado de Caio.


  - E então, o que está achando do Rio? - perguntou em um tom alegre, mas sem deixar seu timbre rouco de lado. 

  - Você sabe que eu sempre amei o Rio, então...- dei de ombros encarando o lindo horizonte. 

  - Só o Rio? - perguntou em um tom malicioso me fazendo encará-lo. 

  - Só o Rio! - disse com divertimento. 

  - Nossa, magoou! - disse em um falso tom triste. 

  - Ah não fica assim, sabe que eu te amo também! - disse rindo e dando um beijo estalado em sua bochecha. 

  - Eu sei que você me ama, todas me amam! - se gabou me fazendo revirar os olhos, esqueci de um detalhe, ele é o tipo de garoto "galinha". 

  - Não sou igual à elas! - exclamei com indiferença. 

  - Não mesmo, você é bem melhor...- disse ele em meu ouvido dando um beijo em meu pescoço logo em seguida. 

  - Caio! - o repreendi. 

  - Tá, esqueci que não pode tocar em você! - disse ele me fazendo rir. 

  - Menino você é muito abusado...- disse o encarando segurando o riso. 

  - É assim que elas gostam Lu...- sua boca se contorceu em um sorrisinho de lado, o famoso sorriso "cafajeste". Balancei a cabeça negativamente dando um leve sorriso, estava abalada demais com aquele sorriso para conseguir dizer algo. 


  Engraçado como tudo o que eu faço me lembra dele. Apesar dessa semana ter sido muito agitada, toda noite quando tudo se acalmava, era ele que tomava meus pensamentos e sentimentos. As duas primeiras semanas foram os piores, Lucas me ligava à todo momento, chegou em um ponto que eu tive que desligar o celular para poder ter um pouco de "paz". Mas depois ele parou, simplesmente parou de ligar, e como o esperado, isso me incomodou, pra caralho. 


  
Pensamentos como: 'Ele arrumou outra" ou "Nunca se importou realmente"; tomaram conta a minha mente. 

  Acho que não existe coisa pior do que amar sozinha, pode ter certeza...


  

  - Sabe, eu sempre sonhei em morar sozinho! - disse Caio depois de um tempo me fazendo encará-lo, mas o mesmo encarava o mar. 

  - Eu já morei sozinha...- disse brevemente. 

  - Você? Sozinha? Duvido! - zoou. 

  - É sério! - disse sem rir perdidas em pensamentos. 

  - Onde? - perguntou desconfiado, virei-me pra ele tirando o cabelo que o vento jogava em meu rosto e  respondi: 

   - Em um amor! -  sorri brevemente de lado e virei-me encarando o pôr do sol. 

  

 


Notas Finais


Até a segunda temporada, amo vocês!



Obs: segunda temporada no meu perfil!


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