História O jardim inglês. - Capítulo 13


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Categorias Originais
Tags Abo, Drama, Magia, Mistério, Ômegas, Revelaçoes, Romance, Universo Alfas
Exibições 216
Palavras 2.294
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oh, eu amei escrever esse capítulo, espero que também gostem de ler. Beijinhos.

Capítulo 13 - Serei seu.


Fanfic / Fanfiction O jardim inglês. - Capítulo 13 - Serei seu.

   Peter se mexeu e sentiu o local vazio ao seu lado, passou a mão levemente e percebeu que Lucas não estava mais ao seu lado, se sentou e tentou focar a visão, era noite ainda, provavelmente madrugada, ouviu soluços vindos do banheiro e se levantou caminhando descalço até lá, abriu a porta lentamente e viu o pequeno loiro sentado no chão, abraçado aos joelhos, soluçando.

-Fadinha, o que ouve? Outro pesadelo?

-Não são pesadelos, são recordações...Bom, são recordações misturadas a pesadelos, eu vi meus amigos, ou meus companheiros eu acho, eles são muito importantes para mim, como irmãos perdidos, e eu os esqueci, como pude?

-Você está lembrando dos meninos que estavam junto com você nas instalações não é?

-Sim, eu me lembro deles, mas não sei seus nomes, é tão confuso, é como uma recordação muito antiga, perdida na minha mente...É confuso...Não sei como ajuda-los, mas eu preciso...

Peter o puxou e o levou de volta a cama, o abraçando com carinho, também não sabia como ajuda-lo, mas esperava achar uma forma, então teve uma ideia.

-Amanhã depois da sua faculdade eu te pego e vamos conversar com o detetive Farrell, ele deve ter arquivos, e talvez fotos dos meninos desaparecidos naquele período, talvez reconheça algum, já é um começo, não acha?

-Eu quero ser útil, preciso me lembrar de coisas que talvez possam levar a polícia a encontra-los, eu sinto que preciso muito ajuda-los, lá é tão frio e assustador, as celas, a dor e a solidão, a certeza de que não somos nada, eu me lembro disso...E do medo, profundo e doloroso, eu tinha medo, agora eu sei, eu tinha medo de dois homens e de uma mulher, eu tinha medo deles...Ah, Peter...E Lucas chorou até dormir, mesmo depois disso seu corpo ainda tremia.

Peter queria muito ajuda-lo, entender tudo isso, passou os dedos no pescoço macio dele, e tocou aquele numero tatuado em sua pele tão branquinha, como alguém pode usar uma pessoa em uma pesquisa dessa forma, que tipo de louco pode machucar seres humanos assim? Ele próprio nada lembrava de seus meses desaparecido, absolutamente nada...Podia ter sido submetido a qualquer coisa e nada sabia disso, e não tinha certeza se queria se lembrar.

Quando o dia amanheceu e eles despertaram, Lucas estava envergonhado por ter chorado tanto e ter feito uma cena, mas Peter apenas o abraçou e beijou suavemente.

-O que você passou pode destruir uma pessoa, eu te acho muito forte, não fique envergonhado, eu vou te ajudar, agora vamos descer e tomar café, sua carinha está muito cansada, um banho relaxante e um café gostoso vai mudar isso.

Lucas sorriu e se deixou levar ao banheiro, estava um pouco tímido, porque o outro se despia em sua frente, mas acabou se despindo também, embora não tivesse coragem de olhar para a frente, o que fazia o outro sorrir e se divertir.

Deu uma gritinho quando foi puxado para o chuveiro, mas aceitou o beijo embaixo da água que recebeu, e arfou suavemente quando sentiu seus corpos se tocando.

-P-Peter...

-Hum, você é tao macio, e olha só que bundinha linda você tem...

Se tivesse um jeito se sumir depois desse comentário, ele teria sumido, a vergonha o fez corar intensamente, e ele fechou os olhos sem saber o que responder.

-Como pode ser tão tímido?

-Não sei...É muito vergonhoso ficar assim sem roupa na sua frente...Você é tão bonito!

-Hum, me acha bonito é?

-S-sim, eu acho...

Peter pegou as mãos pequeninas de Lucas e as colocou em seu peito largo.

-Sinta meu coração...Está acelerado porque eu te desejo muito...

Lucas arfou, sem saber o que fazer, ele nunca sabia, mas quando Peter diminuiu a distancia colando seus corpos, ele quase perdeu as forças aos sentir a ereção do outro tocando em sua intimidade que se ascendia também, e ficou verdadeiramente chocado quando ele se mexeu, fazendo seus membros se roçarem, causando uma incrível sensação em seu corpo todo, que o fez gemer baixinho e arrastado.

-Isso é bom, Lucas?

-É sim...Conseguiu responder, meio fraco.

As mãos de Peter desceram deslizando por seu corpo magro, percorrendo sem pressa sua pele já aquecida, e indo parar em sua bunda onde a apertou suave, mas depois mais forte, com as mãos espalmadas, uma em cada nádega, pressionando seu membro duro em sua ereção já bem desenvolvida, e ele arqueou o corpo, fechando os olhos pelo prazer desse ato, dando permissão para que o outro continuasse com aquela coisa vergonhosa e boa.

O sorriso de Peter era grande, ele aproveitava do corpo exposto do outro, tão lindo e cheiroso, tão belo e inocente, que o cativava a cada toque, como ele o queria! Céus, era insano! Novamente o apertou, e ele gemeu, desceu então até ficar com o rosto em frente a ereção rosada e a tomar na boca, avidamente, ele o queria em suas mãos, perdido em desejos, e não sabia se poderia se controlar depois disso...O sabor dele era enlouquecedor, algo doce e leve, saboroso e macio, ele o devorava, o enlouquecendo, sentindo as pernas torneadas tremerem com o ato que empreendia tão deliciosamente. Já o tinha sentido antes, mas agora o calor era insuportável, ele ardia por toca-lo, ardia por deseja-lo, queria estar dentro dele, sentir seu calor envolvendo seu membro tenso, sentir suas paredes o esmagando, ir fundo até lhe dar um prazer insano, ele o queria submisso a ele, entregue e iria então o fazer sentir muito prazer, gritar por mais, desejar mais...Só que ainda precisava ir com calma...

Sua boca hábil levou o jovem Lucas ao limite e ele gozou perdendo a força, caindo em seus braços, entregue ao mais sutil dos desejos, e foi quando se sentiu erguer, soube que Peter o levava nos braços até a cama, teve medo, muito medo, mas o desejo falava mais alto, se fosse doer, ele aguentaria...Porque o desejava acima do medo, acima da dor, acima da vergonha, ele o queria verdadeiramente.

-Lucas...Olhe para mim...Meu pequeno...Minha fada...

-Peter, eu sei...Pode fazer comigo...

O homem sorriu, ele o queria, sim, demais...Mas e se fosse ainda cedo, ele estava quente, ardendo em desejos, era natural ceder, mas...Isso seria certo? Desejava mais romance, ter lhe dado mais tempo, e não fazer amor pela manhã, como conseguiria deixa-lo para ir ao trabalho? Queria tempo para saborea-lo e depois lhe dar carinho, atenção, acalmar seus medos, ou suas ansiedades, cuidar de seu corpo e de seu coração, lhe dizer que o amava...

Pegou a suave mão do menor e levou ao seu membro duro, rijo, ardendo em desejos, e o ajudou a iniciar a masturbação mais gostosa de sua vida, pois tinha a visão do corpo nu dele a sua frente, quente, ardente e lindo, e sorriu ao ver o membro dele ganhar  vida de novo, ao ver o outro assim a sua frente, levou sua mão livre e se masturbaram juntos, gemendo e se tocando, os corpos quentes, em seu limite, olhos nos olhos, até que a distancia se perdeu num beijo tão quente quanto o que compartilhavam, o corpo de Lucas se arqueava, pedindo por mais, pedindo pelo seu corpo...Que arrepiado se chocou ao dele, se roçando, se tocando, implorando...Mais, muito mais...

-Ah...Lucas...Você é uma verdadeira perdição!

-Ahhh...Gritou Lucas, gemendo e arfando, chegando em seu êxtase perfeito, e sentindo o calor do outro em sua mão, ele também tremeu, gemendo, e ambos se abraçaram, suados e cansados.

Lucas escondeu o rosto em seu pescoço...Mas um sorriso brotou em seus lábios.

-E-eu quero ser seu...Estou pronto, posso ter medo, mas o que eu vivi antes não era amor, e o que você me dá é mais que paixão, eu me rendo a você, me possua, me faça seu, é tudo que eu quero...Segredou em seu ouvido, de mansinho.

Todos os pelos do corpo forte do alfa se arrepiaram, seus instintos adormecidos acordaram numa velocidade quase insana, e ele rosnou lá do fundo da garganta, e num impulso se sentou sobre o menor, o sentindo quente ainda, os olhos nublados, as pernas macias a envolve-lo. Meneou a cabeça para clarear a visão e ter um pouco de racionalidade.

-Hoje a noite realizarei seu pedido meu lindo...Já sei onde, e já sei como, guarde cada palavra para mim, cada sussurro e cada beijo...Pois eu te farei somente meu a noite.

Lucas o abraçou estranhamente feliz, podia ter dúvidas sobre tudo, menos sobre o que sentia por esse homem, ele o amava tão intensamente quando era humanamente possível, e talvez até mais, já que o sentia até mesmo no seu sangue, que fervia a seus toques.

-Mas agora venha, um novo banho e café da manhã, você tem aula e eu um emprego para manter, por mais que eu queira te raptar e fugir para a floresta mais próxima, para te comer inteirinho...

Lucas riu, e sua risada cristalina era linda.

-Vamos sim...Ainda falaremos com Farrel hoje?

-Porque não, eu só vou te amar a noite mesmo...E piscou para ele, o puxando da cama macia.

O café foi meio constrangedor, com os olhares da Lady sobre eles, ela queria perguntar algo, mas ao mesmo tempo se continha, sem saber se era conveniente.

-Mãe, sei no que está pensando...

-Sabe é? E como fica nosso acordo? Ainda tenho muitas garotas para te apresentar, ainda quero um neto...Ela falou e olhou para Lucas, que abaixou a cabeça, tenso.

-Não vai rolar...Eu aceitei me encontrar com essas moças para mante-la tranquila, mas eu não me interessei por nenhuma, no entanto eu me encantei por Lucas, pela minha fada, pelo meu menino...E estamos namorando, por isso respeite meu namorado e pare de falar de encontros as cegas e casamento.

Lucas abriu e fechou a boca, corado e assustado, ele disse namorado? Ouviu mesmo isso? Mas então olhou para a dama a sua frente, assustado de verdade, o que ela podia falar agora?

-Isso é sério? Está saindo com Lucas? Com meu jardineiro? A voz dela era fria e levemente sarcástica.

-Ele é seu jardineiro agora? Pensei que o tinha adotado aos doze anos...Falou frio Peter.

-Na verdade eu o comprei, por uma pequena fortuna, e depois sim, fiz seus documentos de adoção, com algumas clausulas é claro, afinal minha herança é somente sua, mas ele é meu jardineiro, e bem competente diga-se de passagem, não é pequeno?

-S-sim, Lady, é verdade...Respondeu Lucas, de cabeça baixa, se sentindo muito pequeno neste momento, ao se lembrar desses detalhes de sua vida.

-Bom, agora ele é meu namorado, acho melhor respeita-lo minha mãe.

-Peter, não precisa...Eu sei meu lugar...Tudo bem...

-Seu lugar é ao meu lado...Na minha cama, em meu quarto, a não ser que minha mãe queira que eu procure outro local para ficar, quem sabe outra cidade, eu posso voltar a Nova York, isso não seria problema algum...Desde de que eu leve Lucas comigo, é claro.

Lady Mary sorriu, e fez um leve movimento com a mão, em negativo.

-Lucas é minha responsabilidade, até ter vinte e um anos não pode se ausentar de minha presença, mas eu jamais sonharia em tentar separa-los, estou feliz que estejam juntos, só é um pouco estranho para minha mente, sabe meu filho, eu sou ainda do tempo em que isso era vergonhoso, e errado, me entenda, tenho certa resistência em ver dois homens juntos...Mas me acostumarei, e informarei ao duque é claro...

-Mãe, isso é natural, estamos apaixonados...Suavizou também suas palavras e tocou a mão da mãe por sobre a mesa.

Nesse momento seu celular tocou e ele pediu licença para atende-lo, deixando Lucas e Lady Mary a sós por um momento, ela então colocou mais chá em sua xícara e encarou o menino a sua frente, seus olhos eram grandes e brilhantes, uma maldade rondava dentro deles e arrepiava o menor, algo conhecido...Um lembrança vaga e dolorosa, que o deixava desconfortável.

-Já fizeram sexo? Ela perguntou curiosa, lambendo os lábios macios, não parecia a dama de sempre, parecia vulgar, e estava diferente.

-Não exatamente...Mas eu prefiro não falar disso...Por favor...Pediu Lucas, timidamente.

-Hum, senti seu cheiro hoje, intenso, doce, seus hormônios devem estar ardendo por ele, está louco para ser fodido não é mesmo pequeno pervertido? Sentir as mãos fortes de meu filho em sua cintura, e seu grande membro a entrar em seu corpo, será doloroso e muito prazeroso, não acha? Peter é forte e vai te comer com vontade, não será satisfeito com uma vez apenas, ele vai te foder muitas vezes, vai te deixar de cama...E você vai gostar muito de lhe oferecer sua bunda...Deve estar molhado agora só de me ouvir falar não é mesmo? Hum, o vigor da juventude de um ômega, só é comparado ao vigor de um alfa poderoso...Mas eu não quero que minhas palavra saiam daqui, por isso eu te digo, ou melhor eu te ordeno...Não conte nada a ele, pequeno Lucas.

A bela mulher se levantou, andando com certa desenvoltura que ele nunca tinha visto, e saiu da sala, o deixando tremendo dos pés a cabeça, e infelizmente sim, molhado mesmo, mas o tom da voz que ela usou o arrepiou, fez seu corpo doer, ele soube que não seria capaz de contar mesmo ao outro, a não ser que ele mandasse...Era como uma ordem...A voz dela era uma ordem que seu corpo reconhecia, só não era mais forte que a voz de Peter, mas a dele não feria, o embalava e acarinhava.

Peter entrou na sala e foi até ele, vendo que ele tremia o abraçou e beijou, achou que ele estava ainda nervoso, não imaginou que sua mãe teria dito coisas tão vulgares, isso nunca lhe passaria pela cabeça, não ela, não sua Lady.

-O dia será longo, vamos meu lindo...

Lucas o seguiu, tenso e arrepiado, tinha certeza que o dia seria longo mesmo...Longo, quente e demorado...


Notas Finais


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