História O Jogo da Mentira - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.881
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Dog Park


São três e meia da tarde. Nossos amigos chegaram, mamãe May está trabalhando.

- Por quem começamos a investigar? – pergunta Emma.

- Não sei. – respondo.

BZZZ BZZZ

Meu celular vibra no bolso do short. O de todos, aliás.

 

O Jogo da Mentira ainda não acabou The Liars. Desta vez, os meus gêmeos favoritos irão jogar.

 

- É a nossa vez... – Stella me olha aterrorizada.

 

Tem algo que quero que vocês peguem para mim em um galpão. Irei mandar as coordenadas. Não falhem, ouviram bem?!

 

As coordenadas nos levam para até o galpão, felizmente está abandonado. Ele é cercado por grades. Há uma corrente fechando o portão alto da grade, está aberta.

- Está tão fácil... – comenta minha irmã.

- Fácil até demais, não acha?

Ligamos nossas lanternas e entramos galpão adentro. Quem esconderia um DVD em um galpão abandonado? O ser humano precisa ser estudado. Sem parar, continuamos andando. Logo, eu encontro alguma coisa. Um gato morto e sangue ao seu lado.

- Pobrezinho. – murmura Stella com dó.

- Vamos, não podemos parar.

Há pilhas e pilhas de caixotes. É como procurar uma agulha num palheiro. Mais a frente, achamos uma caixa, dentro tem um disco. Não foi tão difícil.

- Deve ser o DVD que estamos procurando. – ela coloca a lanterna encima do disco para ver se está em perfeitas condições, mas para reclamar. – Eca! Que cheiro é esse?

- Deve ser cheiro de lixo. Isso aqui está abandonado há muito tempo e tem caquinha de animal por todo lado. – faço uma pausa, agora tudo se encaixa. – Stella...

- O que foi?

- Aquele gato morto lá na frente.

- O que tem o pobre gatinho?

- Ele parecia ter sido atacado.

- E daí?

- Não deve ter sido morto há muito tempo. O sangue ainda não estava seco. Eu acho que...

- É o que eu acho que é? – faço que sim com a cabeça.

Um rosnado soa atrás de nós. Viramo-nos rapidamente. Tem um pitbull espumando pela boca.

- Um canil abandonado.

Respiro fundo, coloco o DVD no bolso e grito:

- Corre!

O pitbull nos segue, não tem para onde corrermos, a parte de trás do lugar está cercado por um muro. Não vai dar tempo de pularmos. Algo pula em cima de Stella. Um poodle branco espumando pela boca como o pitbull.

- Sai de cima de mim cachorro pulguento!

Pego um cabo quebrado de vassoura e bato no cachorro como se fosse uma bola de golfe, mas não tão forte. Stella se levanta e nos voltamos a correr.

- Ali! – aponto para uma grade, com um portão aberto.

Mais cachorros vem atrás de nós. Ai meu Deus! Ao entrar no cercado, rapidamente, fechamos o portão. Há uma corrente junto com um cadeado velho no chão. Coloco no dorso da grade e a tranco. Os cachorros pulam na grade com toda a força.

- Cachorro mau! – digo olhando para a cara do pitbull – Não é atoa que está em um canil. Olha só para eles Stella.

Ouço sua respiração, está ofegante.

- Está pronto para morrer? – ofega.

- Como assim “pronto para morrer”? Tá louca?

Viro-me para ver do que a criatura está falando. NÃO ACREDITO! Tem três dog alemães nos encarando com baba espumando pela boca. De onde saiu essas bestas?! Os cães começam a se aproximar devagar até que começam a latir e correr em nossa direção.

Começamos a correr.

- Vão procurar um osso para morder! – grito.

- Eles estão procurando. Assim que nos matarem, seremos puro osso.

- Cala a boca Stella!

O lugar é cercado por um muro. Há caixotes espalhados no canto do cercado. Os dog alemães estão quase nos alcançando. Chegamos ao canto.

- Rápido, vamos fazer uma escada com isso e subir para podermos pular o muro. – ordeno.

Empilhamos os caixotes um sobre o outro, o que forma uma escada. Subimos e, para que os cachorros não façam o mesmo, derrubamos a escada de caixotes.

AU! AU! AU! AU!  

- Foi por pouco!

Pulamos. Não pode ser! Estamos em outro cercado com vários outros cachorros. Um chiuaua, quatro pastores alemães, dois huskys siberianos e um poodle preto nos encaram. Como nós não os vimos antes? Há uma grade aberta.

- Quantos cachorros têm nesse lugar? – pergunta Stella.

- Não se e nem quero saber! – resmungo e aponto para a grade – Vamos sair daqui AGORA!

Voltamos a correr. Parece até aquelas corridas de Fórmula 1. Ao sair do segundo cercado os demais cachorros vem logo atrás de nós.

- O jeito é voltar por onde viemos. – sugiro.

Fazemos a volta, o pitbull, os poodles, o chiuaua e pastores alemães nos perseguem.

- Isso parece até um Dog Park. – murmuro ainda correndo.

- É porque é um Dog Park! – a voz de Stella falha.

Chegamos ao galpão.

- Estamos quase lá! – grito.

AU! AU! AU!

Os cachorros estão deixando um rio de baba por todo o lado. Um dos caixotes cai na nossa frente.

- Ui! – diz minha irmã parando.

Olho para cima. Tem alguém ali. Uma sombra...

- Quem é? – pergunto e, de cima de uma das pilhas de caixas, joga outro caixote na nossa direção.

- Seja lá quem for quer nos matar. Vem!

Faltam poucos metros para alcançarmos a porta de entrada do galpão. Minha irmã e eu tropeçamos.

- O que é isso? – pergunta Stella se virando.

É uma corda. Ela não estava aqui antes. A sombra arremessa mais e mais caixotes.

- Vamos! – grito já de pé e estendendo a mão para minha irmã.

Sua lanterna cai e o pitbull a pega com a boca, em seguida, começa a agitá-la como se fosse um brinquedo de morder.

- A lanterna...

- Antes a lanterna do que a gente! – murmuro pegando e puxando seu braço.

Saímos do galpão. Os dois huskys siberianos surgem. Um pela direita e outro pela esquerda. Se formos mais rápidos, podemos cruzar e fechar o portão da frente.

- Eles vão nos pegar! – grita Stella.

Já perto do portão, damos um pulo e nos jogamos para fora daquele lugar horrível. Mas eu acho que esqueci alguma coisa. Nós não fechamos o portão. A sombra aparece no telhado do galpão, ela aponta a mão direita na nossa direção. Está segurando alguma coisa. Acho que é um controle. O portão se fecha e letras brilhosas aparecem no teto do galpão.

Bem vindos ao Dog Park!

 

Mais letras se acendem.

 

The Liars.

 

Não creio no que acabei de ler...

- Vamos sair daqui! - sussurra Stella.

Nos levantamos e saímos correndo. Estamos em casa. Os garotos e as garotas ainda estão aqui. Assim que abrimos a porta, eles se levantam e o interrogatório começa.

- O que aconteceu com vocês? – pergunta Archer franzindo a testa ao ver nossas roupas sujas e quase rasgadas.

- Nós fomos atacados por um bando de cachorros que, supostamente, se recusaram a tomar a vacina anti-rábica! – resmungo, revirando os olhos.

- Cachorros? – Emma olha para minha irmã.

- Era um tipo de canil abandonado. – responde ela.

- Dog Park! – corrijo.

- Te perguntei alguma coisa? – rebate.

- Tô nem aí. – dou de ombros.

Nossos amigos nos olham confusos.

- Se alguém precisar de mim, – ela faz uma pausa e me encara – estarei no meu quarto.

Ela sobe as escadas e Emma e Mirelly a seguem.

Vou diretamente para a cozinha, junto comigo vem Archer e Rafael.

- O que foi aquilo? – pergunta Archer.

- O que foi o quê? – abro as portas do armário à procura de biscoitos.

- Aquilo ali na sala. – ele aponta o polegar para trás.

- Não foi nada. – reviro os olhos.

- Como não? – Rafael me olha fixamente – Nunca vi vocês assim e ainda por cima só por causa de uma correção de palavras.

- Eu e a Stella somos assim Rafael. Uma hora somos rosas perfumadas, mas depois nós colocamos nossos espinhos para fora para machucar qualquer um. – me viro para encará-los – Não foi assim que nosso grupinho se formou?

Archer abaixa a cabeça.

- Éramos ruins desde a infância, conhecemos primeiro você e depois as garotas. – sussurra levantando o rosto.

- Pois bem. Me tornei amigo de vocês e Stella das meninas, quando a mamãe deu a idéia de fazermos aquele cine para nos conhecermos melhor, os dois trios se juntaram e formamos esse sexteto.

Os meninos ficam calados e eu me volto para o armário para pegar um copo.

- Vão querer suco? – pergunto erguendo o copo para os dois e indo na direção da geladeira. Eles fazem que não com a cabeça. – Azar de vocês.

Coloco a mão no bolso e lembro da caixinha com o DVD que fomos buscar no Dog Park.

- Um notebook! – murmuro.

- O quê? - pergunta Rafael.

- Preciso de um notebook agora!

- Pra quê? – dessa vez, Archer pergunta.

- Quero saber o que tem de tão importante naquele DVD que estava no Dog Park.

Mamãe May sempre guarda o notebook dela no quarto. Rafael chama as meninas e nos reunimos na cozinha.

- O que vocês querem? – resmunga Stella.

- Vamos descobrir o que tem no DVD que achamos. Mas se não quiser ver tudo bem. – minha voz é firme.

Coloco o disco no computador e uma pasta de arquivos aparece. Só tem um vídeo, está nomeado como: “A queda da escada”. Sem perder tempo, clico e dou o play. O vídeo começa.

- O que vocês vão fazer comigo?

- O que você acha que vamos fazer Jason? – pergunta Archer.

Ele encara Archer e, em seguida, olha nos olhos de cada um de nós.

- Certamente vai me dar uma dura por ter reclamado com você. – ele da um paço para trás, mas para ao ver os degraus da escada.

- O que pretende fazer agora Jason? – pergunta Emma.

- Dar um soco na cara desse idiota e dedurar vocês para o diretor.

- Se fizer isso eu arranco sua cabeça e jogo fora! – digo.

Todos olham atentos para o vídeo.

- Vocês poderiam me deixar ir embora. – sugere.

- Pois é... – diz Archer se aproximando – eu tenho uma idéia melhor.

Então, sem mais nem menos, Archer empurra Jason e ele rola os degraus da escada. Ficamos parados olhando o corpo rolar escada abaixo e bater a cabeça com força no chão.

Pauso o vídeo e tiro o disco.

- Achei que não tinham provas sobre a queda da escada! – Archer franze a testa.

- E não tem! – olho para o disco ao lado do notebook e me volto para ele – Tinha.   

- Temos que por fim nesse DVD. – fala Emma.

- E rápido! – resmunga Archer.

Rafael vai em direção a mesa, pega o disco e o parte ao meio.

- O que nos vimos aqui deve continuar morto como o Archer disse no primeiro dia de aula. Ouviram bem? – diz ele e joga os cacos do DVD no lixeiro ao lado da porta.

Já é tarde. Stella e eu estamos em nossas camas, não nos falamos desde a volta do Dog Park. Não to nem aí para o que ela tem a dizer. O melhor que eu posso fazer agora é dormir e descansar a mente. Amanhã é sexta e sabe-se lá quando o Jogo da Mentira vai nos obrigar a fazer besteira novamente. Odeio tudo isso. Odeio esse jogo!



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