História O Jogo da Mentira - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Era uma vez...


 

- Nem acredito que finalmente estamos no 1º ano do ensino médio! – comenta minha irmã gêmea Stella ajeitando seu cabelo loiro.

- Nossa, você está tão animada. – minha mãe percebe, dirigindo o carro que nos leva para a nossa nova escola.

- É claro que está, – deduro – ela deve estar animada para arranjar um namorado com feições de galã de novela.

- Nossa, obrigado pior irmão do mundo!

- Awn... Lá no fundo você me ama, que eu sei – arqueio as sobrancelhas.

- O pior é que é verdade! – confirma minha irmã.

O carro passa por uma lombada tão grande, que nós dois damos um pulo nos bancos de trás. Nossa sorte é que estamos usando o cinto de segurança.

- Tomara que o Archer, o Rafael, a Mirelly e a Emma estejam lá também. – cruzo os dedos.

- É claro que eles estarão lá, Thiago. – afirma minha mãe – Eles são os melhores amigos de vocês dois, não me surpreenderei se todos ficarem na mesma sala.

- Digo o mesmo, – Stella e eu concordamos em coro – ou melhor, nós dizemos o mesmo.

Nossa mãe ri. Foram alguns quilômetros de nossa casa até a nova escola, na verdade, poderíamos simplesmente ir a pé, mais um certo ser humano queria que fossemos pontuais logo no primeiro dia de aula. Isso mesmo, era a mamãe. Passamos por shoppings, restaurantes e uma sorveteria. Logo, a paisagem onde só podíamos ver prédios enormes e lojas chiques passaram a ser um edifício muito lindo.

- Chegamos ao nosso destino. – diz a mamãe.

Stella e eu nos debruçamos para perto do vidro da parte traseira do carro, para poder ver tudo perfeitamente.

- É lindo... – Stella está boquiaberta.  

- É mais do que lindo, – aperto meu rosto, ainda mais, no vidro gelado – é maravilhoso.

- Filhos, digam “Olá“ para a Royal High School – anuncia nossa mãe.

Era quase o paraíso. Tinha um pequeno jardim com um chafariz no centro, a escola era enorme, tinha a cor branca e o nome, que ficava acima da entrada, tinha o maior destaque, por causa das letras douradas.

- Podem sair, gente!

Abrimos a porta e saltamos do carro.

- Nem acredito no que eu estou vendo. – Stella está hipnotizada com a vista, o mesmo digo de mim, pois eu não consigo tirar os olhos dos alunos e alunas que entram e saem.

Nossa mãe se endireita para o lado da porta onde saíramos.

- Querem que eu venha buscar vocês ou preferem voltar andando? – pergunta.

- Iremos andando mãe. – respondo, sem tirar os olhos da escola.

- Ok, então... – percebendo que nós estávamos imóveis, nossa mãe se estica até a porta do carro e a fecha. – Vejo vocês mais tarde! – despedi-se, antes de ligar o carro e dar a partida.

- Stella! Thiago! – várias vozes nos chamam, o que desvia nossos olhares

Eram nossos amigos.

- Archer, Rafa! – grito, correndo para abraçá-los.

- Mirelly, Emma! – grita Stella fazendo o mesmo.

É bom velos novamente. Não parecem ter mudado muito. Archer ainda é o garoto branco, louro e de olhos azuis que conheci. Rafael continua sendo o mais atlético do grupo, certamente, ainda é um bad boy. Mirelly deve ter escurecido o cabelo, pois está mais marrom que da última vez que a vi. Por fim, Emma, assim como Mirelly, tem o cabelo castanho, mas é um castanho lindo chegado ao chocolate, e tem um cheiro divino.

- Ai, que saudade! – Emma está com um sorriso de orelha a orelha.

- A quanto tempo estão aqui? – minha irmã pergunta soltando-a.

- Faz uns 10 minutos. – responde Archer.

- Que cheiro gostoso! – Mirelly cheira o aroma que paira pelo ar.

- É meu. – Stella levanta a mão.

- Esse não é aquele perfume que eu te dei de presente de Natal, é? – Emma franze a testa.

- É sim.

- Ela usa quase todos os dias. – denuncio.

Stella dá um tapa de leve na minha cabeça.

- Ai!

Um som muito irritante vem de dentro da escola. É o sinal para todos os alunos entrarem.

- Bom, – comentou Rafael – é melhor entrarmos.

Caminhamos, todos juntos, até a entrada. De repente todos começam a nos encarar.

- Hã, gente? – Stella chama a nossa atenção – É impressão minha ou todos estão nos olhando como se fossemos presos indo diretamente para a cadeia?

- Será que eles sabem do... – Rafael quer saber.

- Não diga isso em voz alta! – interrompe Mirelly.

- Aquilo morreu, entendeu? – diz Archer com um tom de voz firme.

- Nossa! Tá bom. – assente.

O que ocorreu na outra escola foi bastante grave, um garoto caiu da escada acidentalmente, mas decidimos não falar sobre o assunto, pois, como foi Archer disse, “aquilo morreu“. Continuamos andando e os olhares nos acompanharam.

- Isso já está me assustando. – confesso.

- Apenas ignorem. – aconselha Stella.

Assim que chegamos à porta respiramos fundo. Quero que o primeiro dia de aula no Ensino Médio seja incrível.

- Preparados? – pergunta Emma com a mão na maçaneta.

- Com certeza! – Archer está entusiasmado.

Emma abre a porta e mergulhamos em um mar de gente correndo para pegar um armário.

- Tudo isso só por causa de um lugar para colocar o material? – estranho.

Realmente, para nós, é estranho, porque na outra escola o próprio diretor escolhia os armários dos alunos dias antes da volta às aulas com a intenção de evitar tumulto.

- Vamos logo pegar os nossos! – ordena Rafael.

Saímos, então, à procura de seis armários livres para nós, mas achar alguma coisa no meio de todos aqueles alunos era totalmente impossível. Logo, encontramos um corredor com 32 armários.

- Ei! – exclama um garoto ao ver o corredor, nos fazendo olhar para ele – Tem armários livres aqui!

- Peguem um, depressa! – grita Mirelly.

Começamos a correr até encontrarmos o que estávamos procurando.

- Esse é meu! – anuncia Emma tirando a bolsa das costas.

- Esse aqui já tem dono! – diz Rafael.

Abrimos os mesmos e começamos a colocar nossos materiais dentro deles. Me viro para ver a multidão de pessoas que estão correndo para se apoderar de um armário. Sério? Um armário? Se fosse dinheiro, tudo bem, mas um armário? De repente, uma voz sai dos alto-falantes do corredor.

- Alunos, – começa – sou o diretor Barns e quero dar as “Boas-Vindas” aos novatos, gostaria que vocês fossem para as suas salas, pois as aulas já vão começar.

- Mal chegamos na escola e já estão nos obrigando a ir para as salas? – uma voz sai de um grupo de 5 meninos que vestem uma jaqueta de futebol-americano.

- Terminei! – disse Emma, colocando a bolsa nas costas novamente – E vocês?

Fazemos que sim com a cabeça, exceto por uma pessoa, minha irmã.

- Ainda não! – responde.

- Só precisa colocar o material, não o resto de nossa bagagem.  – aviso – Aliás, trouxemos pouca coisa, lembra?

- É, mais eu perdi muito tempo decorando!

- Você fez o quê? – Rafael arqueia as sobrancelhas surpreso – Deu tempo?

- Claro! – ela coloca mais alguma coisa e gesticula com a mão para irmos ver a sua obra de arte. – O que acharam?

- Ficou lindo, amiga! – elogia Emma.

No mínimo, o que ela tinha feito foi colocar algumas fotos nossa, posto um espelho e uma caixa de acessórios.

- Ficou lindo mesmo, mas agora vamos, – Archer fixa o olhar em Stella – afinal, não iremos contrariar o diretor.

Stella dá de ombros.

- Vou colocar meu estojo de maquiagem e já alcanço vocês. – avisa ela.

- Ok! – confirma Emma – Estaremos no... – ela faz uma pausa tirando um papelzinho do bolso para ver em qual sala ficaríamos – 1º ano A.

- Tudo bem.

Os garotos estão olhando para Stella de um jeito malicioso.

- Vai lá! – um sussurra para o outro.

- Tem certeza? – pergunto olhando para o grupinho e em seguida para ela.

- Tenho. – garante Stella.

Meus amigos e eu saímos do local e vamos em direção ao corredor onde ficam as salas do 1º ano. Não sei o que é, mas alguma coisa está me dizendo que eu não deveria deixá-la sozinha com aqueles garotos, sabe-se lá o que eles estavam pretendendo. Já estando longe, paro e confesso.

- Ai, eu não agüento!

- Não agüenta o quê? – Mirelly pergunta.

- Deixar a Stella sozinha com aquele pessoal.

- Que pessoal?

- Aqueles meninos, acho que são do time de futebol-americano da escola. – levo às mãos ao rosto – Estou com uma sensação ruim, não sei explicar.

- Deve ser o laço que faz com que os gêmeos sintam o que o outro sente. – esclarece Archer – Ainda não foi comprovado, mas duvido muito que isso seja mentira.

- Ela vai ficar bem, – Emma me tranqüiliza – agora deixa de pensar nisso e vamos para a sala.

- Assim espero...

Diferente de alguns cientistas, eu acredito que irmãos gêmeos podem sentir o que o outro sente. Antes de conhecer o Archer, o Rafael, a Emma e a Mirelly, eu sentia umas dores leves no peito quando Stella estava passando por alguma dificuldade, mais não era nada grave. Depois que entramos na antiga escola, ela adoeceu e dois dias depois, comecei a passar mal e o médico disse que eu estava com a mesma doença que minha irmã. Mas Emma tinha razão, era melhor que eu deixasse aquela preocupação de lado.



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