História O Jogo da Mentira - Capítulo 7


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Segure sua Peça


Segure a sua Peça

Depois da escola...

- Espera! – eu estico o braço para que meu irmão não passe.

- O que foi?

- Aquela não é a Regina? – aponto para a uma loja com um letreiro onde diz: “Gameland - Venda de peças para fazer o seu próprio jogo”.

- É, por quê?

- O que ela faria em uma loja de jogos?

- O que se faz em uma loja de compra e construção de jogos. – ele revira os olhos.

- Muito engraçado. Venha, quero ver o que ela está fazendo. – Eu o puxo e ficamos espiando na frente da vitrine.

Ela está comprando alguma coisa. O homem do caixa aponta na direção de uma das prateleiras. Regina vai até ela e pega alguma coisa.

- O que será que ela pegou? – pergunta meu irmão.

- Não deve ser nada bom! – encosto meu rosto ainda mais no vidro da vitrine.

Ela finaliza a compra e se vira, meu irmão e eu saímos da frente da loja e nos escondemos atrás de um sedã preto estacionado do outro lado da rua. Ao sair, Regina corre os olhos pelo local, obviamente, para ter certeza de que ninguém a viu. Thiago e eu ficamos observando-a ir embora.

- Vamos! – olho para ele.

- Para onde?

- Para a loja. Quero saber o que ela comprou.

- Não podemos, a mamãe está nos esperando.

- Vai ser rápido.

Afasto-me do carro e o ouço ele resmungar. Ao me virar o chamo:

- Vem logo!

Thiago me segue, atravessamos a rua e entramos na loja.

- Posso ajudar? – pergunta o caixa.

- Pode. Meu irmão e eu vimos uma amiga nossa saindo daqui agora a pouco e queríamos saber o que ela comprou. – ele aperta os olhos, desconfiado – É que estamos construindo um jogo e ela ficou encarregada de comprar as peças. – seu rosto suaviza. Bingo!

- Deixe-me ver. – ele abre um caderno, nele, estão anotados os nomes dos clientes e o que compraram.

- E então? – pergunta meu irmão.

- O nome dela é Regina, certo? – fazemos que sim com a cabeça – Ela comprou duas mini-telas quadradas, o que, para mim, é raro alguém comprar.

- Sabia que era ela. – sussurro para meu irmão.

- Sabe se mais alguém comprou essas mini-telas?

- Sim – ele vira algumas páginas e aponta para algum nome. – Um tal de George Malcon, ele vem sempre aqui, comprou 3 mini-telas, 1 roleta e um tabuleiro.

Ficamos boquiabertos.

- Tem mais, um garoto chamado Brant veio aqui semana passada e comprou as mini-telas.

- Brant? – arregalo os olhos.

- Sim.

- Obrigado, isso já foi o suficiente. – digo indo embora.

Ao sair, meu irmão segura meu braço.

- O que foi? Parece que viu um fantasma ao ouvir o nome do Brant.

- Ele voltou.

- E daí?

- O Jogo da Mentira vai obrigar Emma a machucá-lo.

- Como você pode achar que seja o Brant? Ou melhor, tem certeza de que esse é o mesmo Brant que namorou você há dois anos?

- Só pode ser. Tenho que avisar a Emma sobre isso, antes que ela faça uma besteira.

Chegando em casa, não perco tempo e pego o telefone-sem-fio da estante.

- Não seria melhor ligar depois do almoço? – pergunta minha mãe com um tom de voz brincalhão.

- Ah dona May, é rápido. – digo.

- Tudo bem, mas é para ser rápido mesmo, hein?

Mamãe May vai para a cozinha junto do meu irmão.

Disco o número e ligo. Está chamando...

- Alô?

- Emma sou eu, Stella. 

- É claro que é você, quem mais me ligaria na hora do almoço?

- É rápido, prometo.

- Então fala logo, porque meus já estão me esperando para almoçar.

- Olha... Hum... – gaguejo – Não sei como vou te falar isso.

Nossa isso é tão difícil.

- Stella, eu não tenho tempo, desembucha.

- O Brant voltou.

Ela fica em silêncio.

- Como é?

- O Brant está aqui em Leeswood.

- Isso é terrível... – suspira.

- Thiago acha que o jogo quer que você se livre dele, no caso... – faço uma pausa – você vai machucá-lo... – falo baixinho.

- Mas eu não posso. – ela está assustada – Não quero machucar ninguém.

- Vamos ver o que podemos fazer...

- Stella! – chama minha mãe – Já terminou?

- Já mãe! – respondo – Falamos depois, tchau.

Coloco o telefone no lugar e vou à cozinha, então ele toca. Me volto e atendo.

- Alô?

- Que bom ouvir essa sua voz doce de novo. – diz uma voz grossa do outro lado da linha. Me parece familiar.

- Desculpe, quem é? – aperto os olhos.

- Não me conhece mais amorzinho?

Um arrepio percorre minha espinha. Sei quem é.

- Brant?    

- Bravo, até bateria palmas, mas eu tenho que segurar o celular com uma das mãos.

- O que você quer?

- Só queria falar com você... – se o conheço bem, está sorrindo.

- Pois bem, já falou. Tchau!

- Que feio desligar na minha cara Stella.

- Vê se me esquece, ok? – e desligo.

Vou para a cozinha e me sento.

- Quem era? – pergunta minha mãe.

- Era engano, achou que era da pizzaria. – minto.

Te odeio Brant!

São uma e trinta e cinco da tarde, meu irmão está procurando um local seguro para guardar o Jogo da Mentira e nossa mãe está trabalhando.

- Já achou algum lugar? – pergunto, estou entediada.

- Sim, acho que o seu closet seria um ótimo lugar.

- Meu closet?! Por que o meu closet?! – quem ele pensa que é?

- Você tem um mar de roupas, é difícil achar alguma coisa ali dentro. – Thiago aponta para a porta do mesmo.

- Ai, ta bom! Estou entediada.

Thiago suspira e se senta na minha cama fazendo um gesto para eu fazer o mesmo.

- Falou com a Emma? – pergunta.

- Falei, – murmuro – ela ficou arrasada.

- Talvez seja melhor deixá-la sozinha por um tempinho.

- Também acho.

- Quando isso vai acabar? Mal começou e já estamos sofrendo.

- Vamos descobrir quem está fazendo isso.

Que isso seja verdade. Meu irmão sempre sabe o que fazer nessas horas. Sem pensar duas vezes, me jogo para um abraço.

- E o George? – pergunto com a cabeça em seu ombro.

- Vamos investigar.

- Sabe o que eu acabei de lembrar? – murmuro rindo.

- De quê?

O solto e encaro seus olhos castanhos.

- Da vez em que você roubou o carro da mamãe para nos levar ao parque de diversões.

- Nem me lembre. – seus lábios se contorcem e formam um lindo sorriso.   

E estamos aqui, no nosso quarto, lembrando dos nossos podres. Olho para o relógio e forma de maçã na minha penteadeira. São duas e quinze. Como o tempo passou rápido!

De repente me lembro do Brant. Para de pensar nele! Para! Para! Repito para mim mesma. Preciso de distração. Já sei o que irei fazer.

- Não quer sair? Está um tédio aqui em casa.

- E para onde vamos.

- Que tal para a sorveteria próxima a escola? Me parece um bom lugar.

- Ok.

Nos arrumamos e saímos. Até que não é tão ruim andar. Em pouco tempo chegamos à sorveteria. Fazemos nosso pedido: um milk shake de chocolate e outro de morango; e vamos para a pracinha que fica bem pertinho de onde estamos. Lá, nos sentamos em um banco de frente para um lago com uma família de patinhos nadando.

- Estava tão bom... – meu irmão faz biquinho porque o seu milk shake acabou.

- O meu também. Deixa que eu jogo. – estendo a mão para pegar o copo de plástico.

Ele me dá e eu saio em direção ao lixo reciclável. Em paços largos, fico de frente com o lixeiro vermelho.

- Ora, ora, se não é a Stella Driv em pessoa. – murmura alguém atrás de mim.

Me viro para ver quem é o ser que chamou minha atenção. Claro, é o Brant.

- Ah, é você. Não basta ligar para mim agora deu pra me seguir?

- Quem mais seria? – ele me olha da cabeça aos pés – Ta mais linda que da última vez que te vi.

- Eu sei. – me volto para o lixeiro vermelho e jogo os dois copos de plástico. Em seguida, viro-me novamente para encará-lo. Por onde andou nesses anos?

- Viajei depois que terminei com você, precisei colocar a cabeça no lugar.

- Depois que eu terminei com você. – corrijo.

- Quem se importa?! Pelo o menos agora eu tenho uma oportunidade para reatar o namoro.

Não consigo segurar o riso e caio na gargalhada.

- Qual é a graça?

Levo a mão direita aos lábios.

- Você com esse teatrinho. Sempre foi um bom ator Brant.

- Hein? – ele aperta os olhos.

- Eu sei o que você fazia enquanto estava comigo...

Brant engole em seco. Logo, ele abre os lábios para começar a falar. 

- Relaxa, a Emma me contou tudo.

- Stella, seja lá o que ela te contou, é mentira.

- Diferente de você, Emma não mentiria para mim.

- Ta tudo bem aqui? – pergunta meu irmão atrás do Brant.

- Está sim, só estávamos tendo uma conversinha.

- Eu já vou você vem?

- Claro, eu e o Brant já terminamos, não foi? – lanço um sorriso para ele.

- Foi...

Thiago vai na frente, antes de segui-lo, decido por um ponto final na conversa.

- Espero que fique bem longe da Emma, ouviu bem?

- Ou o quê? – ele se aproxima.

- Ou eu acabo com você.

- Stella! – Thiago me chama.

- Tchau! – e dou um beijo na bochecha dele – Isso é só para saber que eu sou uma boa garota.

E vou embora.

- Você chegou na hora certa! – ponho a mão no ombro do meu irmão.

- Uma pessoa não demora tanto para jogar dois copos de Milk Shake no lixo reciclável.

Meu iPhone vibra no meu bolso. Retiro-o e atendo. É Mirelly.

- Mirelly, como vai? – pergunto.

- Me diz você! – reclama – Quando você colocou essa coisa aqui?

Paro.

- Espera aí, que “coisa”? – do eu ela está falando?

- Você não sabe?

- Sei de quê?! – isso está me matando – Fala logo!

- O Jogo da Mentira está no meu quarto.

Fico boquiaberta.

- Thiago e eu estamos indo aí.

Desligo e meu irmão e eu saímos as pressas para a casa de Mirelly.



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