História O Jogo de Sobrevivência - Capítulo 27


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescentes, Bipolaridade, Colegial, Comedia, Drama, Fujoshi, Gays, Jogo De Sobrevivência, Lemon, Romance, Sexo, Sobrenatural, Suspense, Tecnologia, Treta, Yaoi
Exibições 45
Palavras 7.858
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi gente tudo bom? Fiquei um tempinho sem postar, mas aqui está kkkk

Bem.... Eu pretendo por bastante coisa nessa segunda temporada, sem fugir do tema da minha história. Mas ela está meio ''vazia'' Então por favor comentem pra eu saber que estão lendo plis? Se estão gostando e talz...

Capítulo 27 - Fantasma da Escola - Parte 2


Fanfic / Fanfiction O Jogo de Sobrevivência - Capítulo 27 - Fantasma da Escola - Parte 2

{leiam as notas do autor}

- está tudo bem? – perguntou minha mãe

- sim, eu acho que sim...

- o que houve pra ter essa barulhada toda aqui? – perguntou

- eu escorreguei hehe – menti, meio sem jeito.

- ok então... – disse minha mãe indo embora.

Acho que vou ter que tomar outro banho...

Gustavo pov off

Isabel pov on

O céu clareou, eu me levanto da minha cama e a primeira coisa que vejo é olhar para o quarto de Roni... Ele estava vazio...

- essa casa ficou tão sem vida sem você... – falei olhando para ao meu redor.

Andei na casa silenciosa, procurando algo para comer. Vi nas gavetas, nos armários, na geladeira. Mas não tinha nada...

- é... Faz um tempo que eu não vou ao mercado.

Din don!

- an? – alguém tocou a campainha, mais quem poderia ser?

Eu ando meio sem jeito, e abro a porta.

- bom dia. – falou Carlos

- Carlos? O que o traz por aqui? – perguntei meio surpresa

- ah err... Eu achei que você estaria meio... Sabe... Sozinha.

- QUE?!

- não, não err... Aqui eu trouxe umas compras pra você. – disse levantando as sacolas de mercado.

- uau! Obrigada. – meus olhos brilharam quando vi aquilo tudo de compras. – como sabia que eu precisava? – perguntei

- ah, err... Eu achei que você queria que ocev fger talkir. – respondeu

- ... – não entendi nada do que ele disse, mas o convidei para entrar... - hm, bem... Entre, por favor. – disse abrindo a porta e direcionando meu braço pra dentro da minha casa.

Quando ele da os primeiros passos para entrar eu pego algumas sacolas para ajudá-lo. Ele estava todo sem jeito e vermelho. Parecia um tomate.

Fecho a porta e peço para que ele coloque as sacolas na cozinha. Ele andava segurando várias sacolas, e muito pesadas por sinal... Eu a estava morrendo só segurando duas. Ele é bem forte...  Fiquei olhando nos seus músculos.

Não... Pera nada de tarar o professor do seu irmão Isabel. Controla-se! (Penso fazendo uma careta... Se Roni estivesse aqui ele morreria de vergonha)

Ficamos guardando as mercadorias um por um em seu devido lugar, ele estava totalmente sem jeito, e isso também estava me deixando meio sem graça. Tento tomar alguma iniciativa, só pra não ter aquele silêncio mortal. (Que por sinal eu odeio)

Olhei para os lugares para ter alguma idéia do que falar,  até que reparo na janela e vejo o sol que estava.

- caramba, você carregou tudo isso nesse sol? Você deve estar exausto. – falei. Tentando puxar assunto.

- ah que nada! Isso pra mim não chega nem perto de um treinamento. – falou.

Ele estava um pouco suado, sua camisa era branca sem manga e deu pra ver seus músculos... Ele era bem bonito, eu não sei por que está sozinho. Achei melhor não perguntar.

- quer um pouco de água? Vou te dar espera... – falei já respondendo.

- err... – ele fica sem ter o que dizer e bebe quando eu encho o copo com água. – hm, que água gelada, gostei! – exclamou

- ah, é que eu sempre deixo gelada porque o Roni tem aquelas frescuras de não gostar de beber água quente ou normal.

- hahahaha Roni e suas frescuras – disse Carlos bebendo

- pois é nem me fale hahaha.

Minutos depois de colocarmos tudo em seu devido lugar, Carlos me chama sair.

- sair? – perguntei

- sai? Err... Um passeio – falou ficando vermelho

- ah um passeio? Hmm pode ser vou me arrumar espera.

Aparecer com compras, ficar envergonhado de mais, me convidar pra sair... Será que isso é um encontro? Será que ele gosta de mim? Ai meu deus eu não estou mentalmente preparada pra isso!

Eu fiquei revirando meu guarda roupa procurando alguma coisa para vestir, mas não gostava de nada... Acho melhor ir de toalha ahahaha.

2 minutos depois

- to pronta, to pronta. – disse saindo do meu quarto. Eu estava usando um ‘’tomara que caia’’ Preto. Meu cabelo estava solto e eu usava uma sandália preta também.

- como eu estou? – perguntei

- você... Está linda! – falou com os olhos brilhando.

Din Don!

- an? – fiquei surpresa, outra pessoa vindo?

- você estava esperando mais alguém? – perguntou

- mais alguém? Eu não estava esperando nem você imagina mais alguém... – respondi indo até a porta.

Quando abro, vejo Luis todo arrumado sorrindo pra mim.

- Luis? – perguntei, eu não estava a fim de vê-lo, depois que eu soube de tudo vendo os jogos eu achei que ele fosse um monstro disfarçado de gente... Achei não... Tenho certeza. – ah... É você... – falei friamente, enquanto Carlos vinha.

-  eae Luis – disse Carlos

- eae professor – falou Luis – Err... Isabel poderia ter uns minutos a sós com você? – perguntou.

Carlos olha pra mim meio desconfiado, mas eu já tinha a minha decisão

- não... – falei

- an? – ambos ficaram surpresos

- eu não estou a fim de conversar com você, alias nem venha mais aqui. Quando o Roni acordar eu mesma irei nos mudar para longe de você, e de todas as pessoas que o fizeram sofrer! – exclamei. Naquele exato momento Yure também veio na minha cabeça...

- Isabel, por favor,

- por favor, uma ova, eu sei muito bem o que você fez! – exclamei

-...

- só não te quebro porque eu tenho consideração com a sua mãe, AGORA SOME DAQUI  E NUNCA MAIS VOLTE! – ordenei

Sem falar nada ele sai com os olhos cheios de lágrimas.

- nossa não acha que pegou pesado de mais? – perguntou Carlos

- não mesmo, pena? Não com esse moleque que não tem consideração com os que o amam. – falei enquanto fechava a porta.

- tem razão... – disse Carlos.

Isabel pov off

Narrador pov on

Enquanto Isabel e Carlos andavam na tarde conversando sobre assuntos totalmente desinteressantes, uma pessoa estava vigiando cada passo deles dois...

13h00min da tarde

Isabel e Carlos estavam tomando sorvetes todos sorridentes.

13h20min da tarde

Isabel e Carlos estavam andando pelas ruas enquanto se deparam com um mendigo sentado na calçada com sua cara abaixada, a única coisa levantada era seu braço segurando uma caneca branca fazendo um barulhinho de moedas se mexendo.

Isabel para  de sorrir e olha para o mendigo sombrio cheio se moscas ao seu redor. Carlos percebe que ela estava reparando muito no mendigo.

- err... Aqui. – disse Carlos dando uma nota de 100.

Os olhos do mendigo estavam escondidos nas sombras, porém seu sorriso de boca fechada não.  Sem dar um obrigado, Carlos e Isabel continuam a andar. Enquanto o Mendigo virava o rosto para olhá-los.

 

...

 

00:00 da noite...

Os faxineiros do colégio Américo de Oliveira, estavam varrendo as sujeiras que os alunos deixavam no colégio, e é claro tinha pessoas de noite que cuidavam do colégio.

- caramba eu não consigo entender, porque temos que limpar justamente hoje, em vez de limpar naquele dia em que o menino morreu... – disse um faxineiro figurante. Ele era magro, narigudo e com o cabelo raspado.

- ei, não fale assim! A pessoa morreu, mostre respeito! – exclamou o segurança. Ele era negro, auto e careca.

- bah ta, ta tanto faz – falou o faxineiro guardando a sua vassoura no armarinho que tinha no canto da escola. - O céu está tão escuro, da até medo de aí sozinho – falou.

- bem, é por isso que podemos ficar aqui e ir embora quando eles abrem né?! – perguntou o guarda.

Eram três faxineiros e três guardas no pátio do colégio.

- está frio, é melhor entrarmos na sala dos dormitórios – disse outro faxineiro esse já tinha um pouco mais de idade.

Enquanto os restantes iam entrando na secretaria (tinha mais coisas dentro da sala). Ela era bem grandinha.

- ah espera, antes de trancar a porta me deixaeu ir ao banheiro? – perguntou o faxineiro magrelo careca  (o mesmo de antes...)

- o que?! Mas tem um aqui na secretaria, pra que ir dos banheiros do pátio? – perguntou o faxineiro de idade.

- eu já estou perto! – exclamou correndo pra lá. Ele estava super apertado.

O homem ia rapidamente para um dos vasos e se alivia abaixando suas calças rapidamente.

- ahhh que alivio... – disse o homem

- é um alivio? – perguntou ???

- an? Quem está aí? – perguntou o faxineiro

- eu... Não pude aproveitar minha vida... – disse o fantasma que se amostrou para Gustavo.

O fantasma aparece, mas ele não pode vê-lo. Diferente de Gustavo que o viu no banheiro.

- vamos apareça! – exclamou.

Um silêncio ocorre.

-... – ele estava assustado, e sem pensar duas vezes saiu correndo.

- você realmente não deveria entrar nesse banheiro gigante... – disse o fantasma enquanto um braço gigantesco saiu da privada.

- AAAAHHHH O QUE É ISSO?! – perguntou assustado.

O faxineiro corre para a porta, mas ela se fecha e fica trancada. Ele tenta destrancar, desesperado.

- VAMOS ABRA, ABRA! – gritou

O braço estava saindo da cabine, e começou a ir na direção do faxineiro bem devagar.

- rumrumrurmurm... – risos

- abraaa, abraaa SOCORROOOO ALGUÉM? GENTE ME TIRA DAQUIII!!!! – gritava

Os outros já estavam na sala ouvindo musica num radinho que o faxineiro de idade tinha, escutando a rádio Mix não conseguiam escutar mais nada.

Finalmente a mão pega o faxineiro, tampando quase seu corpo todo.

- não, não! – falava desesperado

- ultimo suspiro... – falou o fantasma

- NÃÃÃÃÃÃOOO!!! – gritou enquanto a mão voltava para o vaso bem rapidamente.

 

...

 

Horas depois...

Narrador pov off

Gustavo pov on

   

Abro meus olhos, vendo o teto pela manhã. Levanto-me num salto, e arrumo minha cama

Pipipipi pipipipi

- há! Ganhei de você de novo despertador!

Pipipi pipipipipi

- é isso aí. Gustavo 1x0 Despertador!

Abro minha janela para arejar o quarto, e saiu descendo a escada na maior adrenalina. Abro a porta da minha casa e vejo o jovem entregador de jornais passar de bicicleta tacando jornais pelas casas. Quando ele passa na minha ele joga o jornal para eu pegar, e novamente pego com facilidade. Rapidamente tiro o elástico e abro na primeira página.

Dizia:

EXTRA, EXTRA, homem que trabalhava como faxineiro no colégio Américo apareceu morto no banheiro do colégio Américo de Oliveira. Os outros trabalhadores que estavam naquele local  de noite, afirmaram que ele estava que nem o aluno que morreu há poucos dias atrás com a cabeça toda ensangüentada no vaso sanitário. Será que ele se matou?

Impossível... Inclusive eu já até suspeito de quem seja... Gasparzinho ruivo.

 Fiquei virando as páginas e não tinha mais nada de interessante, acho melhor não amostrar pra minha mãe esse jornal... Não quero que ela me tire do colégio se cismar que ele é amaldiçoado.

Eu estava observando as pessoas andando na ciclovia, a maioria era gente velha ou gorda, mas tinha umas exceções. E uma delas era o garoto moreno super lindo e gostoso da minha sala... Luis Vinicius, aquele garoto já acorda com o cabelo arrepiado? Que fofo...

Aproveito que ele estava andando e grito.

- Ô MÃE EU VOU DAR UMA CAMINHADA NA CICLOVIA!

- morri... – falou cheia de sono.

É acho que ela concordou... Aproveitei e fui andando bem lentamente observando-o. Ele andava olhando para o chão, não parecia estar arrumado para caminhar e nem estava com ânimo nenhum...  Ele andou por mais 1 minuto e se sentou num banco que tinha na ciclovia. Ele se sentou e ficou com a cabeça abaixa. Nem percebeu que eu estava chegando.

Sento-me ao seu lado fico um pouco calado na hora, mas já começo a falar.

-  err... Eae tudo bem? – perguntei

- eu pareço estar?! – perguntou numa forma grosseira,

- ah... É que você é tão bonito que nem parecesse...

PUTA QUE PARIU, ENTREGUEI... NOOOOOOOOOO.

Isso foi péssimo...

Gustavo pov off

Luis pov on

Olhei meio desconfiado, ele era o aluno novo do colégio... Será que... Ninguém merecesse...

- bonito? Como assim? Você acha homens bonitos? Vacilão... – falei querendo rir

-... – ele não ficou nada contente e começou a se levantar pra sair.

Eu seguro sua mão e ele parece virar uma estatua...

- fica, foi mau se te deixei magoado. Foi brincadeira. – falei

Ele fica vermelho e eu reparo que é porque eu estava segurando sua mão. Ele volta a se sentar seus movimentos eram bem divagares.

- então... Porque esta aqui na ciclovia tão cedo? – perguntei

- eu gosto de acordar cedo, e estava querendo saber como era caminhar numa ciclovia tão cheia de gente. – falou

Nossa pra ele isso aqui é algo do tipo ‘’nossa que maravilha, sinto como se eu tivesse no céu ou num parque de diversões’’

- e você?

- an?

- porque esta caminhando tão cedo sem nenhuma roupa de ginástica? Você não parece ser do tipo que gosta de acordar cedo, ainda mais pra caminhar.

- digamos que eu estava a fim de vim pra cá. – menti na maneira menos agressiva que eu podia, depois de perceber o quão grosseiro e ruim eu era com Roni eu estou tentando parar com isso.  – ei, já que você veio pra caminhar, porque não vem comigo? – perguntei, me levantando.

- o-ok va-vamos. – ele não parava de me olhar envergonhado... Caramba  que esses meninos vêem em mim?!

Sabe... Eu disse que eu tinha vindo pra cá porque estava afim, mas foi uma mentirinha... Na verdade eu estava muito ‘’depre’’, quando a Isabel disse aquelas coisas para mim... Aquilo doeu muito, fiquei pensando nas coisas horríveis que eu falava pro Roni... Ele não merecia isso... As pessoas que me amavam? Ai, ai Isabel... Você realmente me fez pensar sobre muitas coisas... Coisas ruins...

Luis pov off

Isabel pov on

- olha Maria eu realmente não estou a fim de ir na sua casa. – disse. Eu estava no telefone

mais porque não? – perguntou Maria

- porque eu já disse que me desentendi com o panaca do seu filho! E se eu for aí e ele aparecer? Não posso bater nem xingar e nem nada já que eu que estou na casa dele... – respondi

bah, deixa de palhaçada vem logo! – exclamou

- já disse minha resposta. – falei quase desligando o telefone na cara dela.

Se bem que minha vontade era essa.

 O Luis não esta em casa, ele saiu pra tomar um pouco de ar na ciclovia, ele disse que só vinha lá pra tarde – disse Maria.

- ai... Ok eu vou, mais só um pouquinho em... – falei.

- ok, vou deixar o portão aberto. – falou

Desligo o telefone sem dar tchau, e me arrumo para ir pra casa dela. Claro não arrumar de trocar de roupa ou passar maquiagem, mas sim de endireitar algumas coisas.

Olha... Acabei de me ligar que ela poderia vim aqui em vez de eu ir ate lá... Afs só eu mesma pra ter essas conclusões depois das respostas...

Triiii triii triii triii (barulho do telefone)

Quem poderia me ligar a essa hora? Será que é a Maria de novo?!

- alô? – perguntei

oi, bom dia aqui é a Daniele do hospital ‘’Esperança’’ gostaria de falar com o responsável do paciente Roni Fernandes...

Sinto uma falha nos batimentos do meu coração.

- sou eu mesma a irmã dele, o que aconteceu?! – perguntei ficando nervosa.

oi, é que o paciente teve um ataque cardíaco e...

-  O QUE?! MEU DEUS ELE ESTÁ BEM?! POR FAVOR, ME FALA! – gritei começando a chorar

calma senhora, os médicos já resolveram, o coração dele voltou a bater, porém o estado dele esta ficando instável... Gostaríamos que você viesse para resolvermos o assunto. – disse a mulher

- assunto? Que assunto? Estou indo pra aí! – falei

ok, o hospital Esperança agrade-se a sua ligação e...

- ta! Ta tchau! – falei desligando o telefone e correndo pro hospital de pijama mesmo.

 

...

 

Horas depois quando cheguei naquele bendito hospital, vou logo ao atendimento ao cliente.

- oi, bom dia, aqui é a Isabel responsável pelo Paciente Roni Fernandes. – falei

- hm, sim os médicos queriam falar algo pra você... – disse à mulher que falou comigo no telefone.

Será que ela ficou com raiva por eu ter desligado o telefone na cara dela? Nha foda-se...

Eu entro na sala onde Roni estava e os médicos queriam falar comigo.

- o que houve? – perguntei

- bom, como sabe... Ele teve uma parada cardíaca, bem grave. – disse o médico (1)

 - sim, foi um milagre ele ter sobrevivido. – disse o médico (2)

- ai Roni... Que bom que você não se foi... – disse indo até ele e alisando seus cabelos.

- porém o estado dele é grave, não sabemos até que ponto ele ficará vivo. – disse o médico (1)

- sim, ele tem razão, pode haver mais um ataque cardíaco, várias coisas... Mais eu acho que ele não acordará de seu coma. – disse o médico (2)

- talvez... Devêssemos desligar a máquina, mas com a sua ordem é claro. – disse o médico (1)

Assusto-me ao escutar isso. Viro-me para eles com os olhos arregalados.

- NÃO! ESTÃO MALUCOS?! – perguntei

-...

-...

- é muito cedo pra pensar numa coisa dessas! Nem a pau que eu vou permitir que vocês desliguem a máquina! – Exclamei.

- senhora, com todo o respeito mais...

- mais o que?! Você não é médica nem parente dele para querer dar sua opinião sobre isso! – exclamei e ela não quis dizer mais nada.

- ok, iremos respeitar sua opinião e aguardar os resultados do procedimento.

- irei ficar aqui, ele é menor de idade então eu posso ficar o quanto eu quiser não é mesmo? – perguntei

- sim, claro como quiser. – respondeu (1)

Eles saem da sala me deixando a sós com Roni.

- ô Roni, eles querem te levar a qualquer custo... Mas relaxa, sua irmã está aqui pra te proteger... Assim como eu sempre fiz... – disse alisando seus cabelos.

Isabel pov off

Carlos pov on

- bom dia, James, bom dia Yure, bom dia Jinora, bom dia figurantes, bom dia plantas... – dizia Carlos todo sorridentes com seus olhos brilhando.

- eita parece que alguém esta bem sorridente hoje – disse Yure analisando-o

- haha concordo. O senhor parece esta com um bom humor bem grande pra ser só uma boa noite de sono. – disse James.

Eu estava andando pelos corredores enquanto via meus alunos se divertindo. A Isabel ficou tão feliz saindo comigo, será que ela realmente sente alguma coisa por mim?

 - hmm, acho que sei por que ele está tão feliz assim... – disse James

- sério? Conta, conta vai James – disse Yure.

- é a Isabel, ele ta afim dela hihih

- ah James para de explanar! – exclamei

- Isabel? A irmã mais velha do Roni? – perguntou Yure

- é essa mesma – respondeu James

- ih, ela é braba... – falou Yure

- o Yure tem medo dela hahahah – riu Jinora

- ai, vocês explanam de mais... Melhor não contarem pra mais ninguém ouvira?! – falei

- uhum ouvimos...  – disseram

Bah... Como se eu acredita-se...

’telefone para Carlos’’ – disse Augusto meu parceiro que trabalha no auto-falante, ele é responsável por comunicações e por colocar musicas e noticias da rádio.

- ok, mande o sinal da linha pra cá. – disse James com o seu aparelho de comunicação. – aqui está senhor – disse James me dando o celular.

- alô? – perguntei

- oi Carlos tudo bem? – perguntou Isabel

- ah, oi Isabel to sim e você como está? – perguntei ficando todo animado.

- mais ou menos... Recebi uma noticia hoje de manhãzinha sobre o Roni ter sofrido um ataque cardíaco...

-... – agora eu minha felicidade tinha se mudado em preocupação e nervosismo. – an? E ele está bem?! – perguntei preocupado. Reparei que James, Jinora e Yure ficaram sérios e querendo saber o que estava acontecendo.

- sim os médicos conseguiram fazer o coração dele voltar a bater. Disseram que foi por pouco, mais que o estado dele está instável, e eles não sabem quando ele vai acordar... – disse Isabel.

- ufa, menos mau. Porém sobre o caso dele acordar não podemos fazer nada... Infelizmente é só esperar e ter esperanças.

- eu... Eu... e-estou tão can-cansada Ca-carlos... – Isabel estava querendo chorar... Tadinha ela deve estar sofrendo muito. – eu perdi minha mãe... Meu pai desapareceu, e agora meu irmão único que sobrou da minha família está a um passo da morte. Eu simplesmente não consigo aguentar... – disse Isabel chorando.

- calma Isabel, eu estou indo aí pra ver como vocês dois estão.  Fica calma vai dar tudo certo.

- t-ta... Eu v-vou esperar você vim... Mas o-olha não demora vi-viu?! – perguntou

- pode deixar estou indo aí o mais rápido possível.

- o que houve? – perguntou James

- O Roni teve um ataque cardíaco. – respondi

 - O QUE?! – perguntaram os três juntos.

- calma, ele está bem, eu vou até lá pra fazer companhia para Isabel. – disse indo pegar meu carro.

- mande noticias – disse James já um pouco longe de mim.

- pode deixar – falei

Carlos pov off

Luis pov on

Eu estava caminhando com Gustavo, já fazia um pocado de tempo, mas já saímos da ciclovia fazia tempo. Devia estar de tarde, o tempo passou bem rápido com Gustavo, ele é bem divertido e alegre.

– ei vamos pro campo – falei.

- campo? Que lugar é esse? – perguntou

- vem eu te amostro. Disse puxando o braço dele enquanto eu corria sorrindo.

Quando chegamos quis amostrar tudo, até os mínimos detalhes. Gramas verdes, caminhos, uma rua que fizeram para os pedalinhos avançarem, ou skates, crianças com patinetes etc..

- uau esse lugar é demais Luis! – afirmou analisando cada lugar, do campo. – eu me sinto livre! – disse Gustavo correndo com os braços esticados pros lados.

Corro atrás dele é lógico.

- ei espera... – paro de falar quando o vejo reparando na arvore gigante que tinha.

- uau que árvore bonita! – falou

É... Realmente ele tem razão, essa arvore...

- costumava a vim pra cá quando eu e Roni éramos menores... – disse começando a me sentir mal novamente.

Um silêncio ocorre até que Gustavo decide quebrá-lo. Ele me cutuca

- ta com você! – exclamou

- o que?! Bah, eu não vou brincar disso, é muito infantil.

- ué, ta com medo de não conseguir me pegar? – perguntou tentando me provocar.

- haha, não adianta você não vai me... TA VALENDO! – gritei correndo atrás dele.

- uhhuull hahaha você não me pega! – falava correndo.

Caramba como ele corria!

Eu estava chegando bem perto, acho que ele estava cansando aos poucos. Quando vejo que podia alcançá-lo, pulo em cima dele, e começamos a rolar no gramado.

 

Quando paramos, ele fica embaixo de mim.

- parece que você me pegou. – disse sorrindo.

-... - Eu decido rolar e deita ao lado dele. Olhamos o céu azul.

 

 

...

 

 

Já estava escurecendo acho que era melhor irmos embora.

- nossa to morrendo de fome. – disse Gustavo passando a mão na barriga.

- eu também. Com a  fome que eu estou poderia comer um cavalo.

- hahahaha Carne de cavalo é boa fera. – disse Gustavo.

- QUE?! Se comeu carne de cavalo? – perguntei assustado

- sim é docinha é nutritiva, hmm da vontade de comer todo o dia... – disse Gustavo

-... – eca que coisa mais nojenta...

Finalmente chego em casa deixando Gustavo andando sozinho.

Ah eu estava exausto pronto para dormir. Jogando-me na cama olhando para o nada, mas pensando em tudo. Gustavo... Esse sim é um cara legal.

Luis pov off

Gustavo pov on

Aaahhh eu estava tão feliz! Passei um dia inteirinho com aquele garoto lindo de morrer!

Pensei que eu não fosse conseguir, mas já estou quase lá, consegui a amizade que também é o mais importante. Sinto como se eu estivesse nas nuvens. Chegando em casa minha mãe estava dormindo. Sim ela acorda tarde e dorme cedo. O que é maravilhoso pra eu aguentar hahaha.

Entro no banheiro e tomo meu banho quente... Estava tendo uma sensação tão boa... acho que nada poderia tira-la por hoje. Enquanto eu passava o sabonete, eu senti minha ereção.

- an? Não creio... Estou pensando de mais nele...

Bem... Estou tomando banho mesmo... Seguro meu pênis super duro, aperto e começo a balançar. Começando com movimentos leves, fecho meus olhos e começo a pensar no Luis sem roupa na minha cama, enquanto eu lambia seu membro bem fortemente. Ele gemia colocava sua mão na minha cabeça me forçando engolir mais e mais.

De repente a cena muda, eu estava fazendo um 69 eu estava sentindo prazer dele me chupando enquanto eu o chupava... Agora comecei a movimentar meu membro mais rápido, e gemia baixinho para não acordar minha mãe.

- oohh, vai Luis, vai meu moreno gostoso, ohh aarr!!! – gemia, não demorou muito e finalmente gozei.

O foda de se masturbar é que depois que você goza você não sente mais nada... Como nada tivesse acontecido. Passo o pé no chão limpando tudo e desligo o chuveiro. Enrolo-me na toalha e vou para o meu quarto me arrumar...

Eu estava com o meu pijama, adro dormir no frio com ele. Sinto-me tão confortável... Sento na cama fico encostado na minha janela e abrindo um livro comecei a ler. (era um livro muito bom de suspense, guerra e ação). ‘’Pesadelos de um mundo real’’ recomendo, é uma ótima história.

Tac* (som de alguma coisa)

- an? – fiquei procurando sem saber de onde veio.

Tac*

Dessa vez eu pego, e vejo algo ou alguém tacando alguma coisa na minha janela. Meto a cara no vidro e vejo uma pedrinha bater nela de novo.

- ei psiu! – chamou lá em baixo

Quando eu olho vejo Marcos, Lucas Henrique (melhor amigo de Roni) e Correa.

- o que é que você está fazendo?! – perguntei indignado

- vem... Vem... – cochichou Marcos fazendo um sinal de ‘’vem pra cá’’ com a mão.

- aiai... Estou indo. – falei fechando a janela.

Eu saio do quarto, desço as escadas com pontinha dos pés. E abro e fecho a porta o mais lento e silencioso possível.

- quando me viro eles já estavam atrás de mim.

- !!! – susto da porra...  – o que vocês querem? – perguntei

- estamos a fim de invadir o colégio. – falou Marcos

- o que?! – perguntei

- isso mesmo, vamos ver o que realmente está acontecendo! – exclamou Correa

- ficaram loucos?! – perguntei novamente

- não ficamos já nascemos assim... – disse Correa

- nosso amigo morreu Gustavo, queremos saber o que fez isso. E eu tenho certeza absoluta que ele não se matou! – exclamou Marcos

- então... Esta conosco ou não? – perguntou Correa

- hm... – naquele momento pensei no que aquele fantasma tinha dito pra mim... – sim, eu irei com vocês!

Só espero que minha mãe não acorde...

 

 

 

...

 

 

 

 

Chegando no colégio a situação foi de tensão... Só estávamos de frente ao colégio à noite perigosa na rua, e eu já estava ficando com medo.

- nossa o colégio fica tão sombrio à noite não acham? – perguntei

- eu não tenho medo do escuro... – disse Lucas me segurando por trás.

- ei, ei o que você vai fazer? – perguntei ficando vermelho.

- impulso... – disse Lucas me jogando pro auto.

- uuuuoooou!!! – fui jogado pro auto e quando vi que estava caindo seguro o muro e começo a escalar.

Depois consigo pular pra cabine do ‘’relógio’’ o que facilitou muito a minha queda, já que até chão seria complicado.

Saio de lá e depois, aparece Marcos e Correa caindo pelo mesmo lugar que eu.

- espera mais e o Lucas? – perguntei

- ah ele está ali! – disse Marcos apontando para o muro.

Eu não estava vendo nada, mais depois ele surge tomando impulso com  as mãos e solta, caindo no chão de pé.

- nossa... – falei sem acreditar.

- estão todos bem? – perguntou Lucas.

- er... Acho que sim – respondemos

Reparo nas cenas atrás de mim, não parecia ser o mesmo colégio de noite... Era tão medonho, sombrio e frio...

- então por onde começamos? – perguntou Lucas

- pelo que eu sei ‘’o fantasma do colégio’’ sempre aparece nos banheiros. – disse Correa

- então vamos lá – disse Marcos

An? Como eles sabem do fantasma? Pensei que só eu soubesse...

- está nos achando louco Gustavo? – perguntou Marcos

- err... não, mas como sabem desse fantasma do colégio? – perguntei

- antigamente havia rumores de um aluno nesse colégio,  diziam que ele foi assassinado no beco dos limões, e ninguém sabe o motivo. – falou Marcos

- mas essa pessoa tinha algum inimigo? Alguém que não gostava dele? – perguntei. Talvez com suspeitos eu descubra quem o matou

- não, o cara era super gente fina, é impossível saber quem poderia tê-lo matado... – disse Marcos

Afs

- mas... Esse cara por acaso, é ruivo, branquinho, com olhos castanhos, auto com um corpo descente? Sabe... Bem malhadinho. – falei

- an? ‘’Corpinho malhadinho’’? – perguntou Marcos

- ihh sei não em! – exclamou Correra

Jesus... Eles parecem ser mais infantis do que aparentam...

- não é hora pra isso! – exclamou Lucas chegando por trás dando umas mocas nos dois. – estamos quase chegando aos banheiros

- au! – reclamaram.

Começamos a andar até que paramos na escada.

- vamos nos separar. Eu e Correa vamos subindo para o banheiro do segundo andar. Vocês dois fiquem no do pátio. – disse Lucas

- ah não! Aquele banheiro do pátio é o pior, dizem que é lá que ele normalmente aparece! – disse Marcos resmungando.

- ah deixa de bobagem, o Anderson morreu no banheiro do segundo andar, e é por isso mesmo que eu estou indo pra lá... – falou Lucas

- bah... Ok boa sorte então... – disse Marcos andando para o banheiro.

- ei espere por mim. – falei seguindo-o

Chegando na porta, antes de entrar olho para as escadas e já não os vejo. 

- vamos entra logo! – exclamou Marcos.

Ficamos encarando as quatro cabines com as portas fechadas (encostadas)

- então... Qual delas a gente entra? – perguntei

- que tal essa? – disse Marcos apontando para a segunda. – dizem que é na segunda que ele mais aparece.

- ok... – abro a porta e encaro o vaso com a tampa fechada... Mas nada de mais acontece.

Um silêncio acontece, eu ficava analisando aquela privada enquanto Marcos ficava olhando do lado de fora.

- é parece que nada vai acontecer... – disse Marcos.

Justamente na hora que ele disse isso, sinto o banheiro tremer.

- mais o que...

As tampas da cabine faziam barulho, as luzes ficavam piscando.

- rumrumrumrurmurm... – risos

- é ele! – exclamei dando passos para trás.

o que você esta fazendo aqui? – perguntou.

- eu vim te ajudar. – falei.

AJUDAR? NÃO FOI ISSO QUE ELES DISSERAM! – exclamou

Olho para Marcos e ele sabia do que ele estava falando.

-  não é bem assim... – falei

acham mesmo que podem me deter?! Vou matar todos... TODOS VOCÊS! – gritava – ASSIM COMO ELA FEZ!

Escuto barulho de água. Ela estava vindo de onde?

Xuuuaa!! – barulho da água do vaso sendo jorrada.

Enquanto um braço gigantesco saia dele.

- ta porra! – falo saindo da cabine.

As portas começaram a se bater junto com as tampas da privada.

- !!! – Marcos ficou apavorado ao ver a cena que eu já tinha visto antes.

O braço estava vindo na nossa direção, querendo nos atacar.

- saia! – exclamei saltando em cima do Marcos o fazendo cair no chão junto comigo.

A mão erra o soco e bate na parede.

- vamos sair desse banheiro! – exclamou Marcos.

Fechamos a porta e corremos para subir as escadas. Olho pra trás e vejo a porta sendo destruída com o braço saindo. Ele começa a nos seguir.

- ahh ele esta nos segundo com o braço! – exclamei. Realmente achei que isso não iria acontecer...

Gustavo pov off

Narrador pov on

No outro lado estava Correa correndo desesperando com um braço gigante atrás dele. Gustavo e Marcos nem reparam que Correa estava correndo pelo outro lado e se chocam batendo um no outro. Ambos caiem de bumbum no chão. Gemendo de dor.

- vamos levantem! – exclamou Lucas aparecendo pelo outro lado enquanto puxava Correa e Marcos. Gustavo se levantou sozinho enquanto os braços iam flutuando na direção deles  numa velocidade incrível.

 A única saída era subir para o terceiro andar...

Subindo vimos que o banheiro que ficava na visão de frente estava com as portas tremendo.

- a não... – falou Gustavo

Um braço sai de lá super rápido, não teve como ter reação. Ele agarra Correa, a mão era tão grande que tampou quase seu corpo todo.

 

eu vou esmagá-lo! – exclamou o fantasma

Logo depois aparece um braço atrás deles pegando Marcos.

- ahh! – gritavam, enquanto Gustavo e Lucas se distanciavam.

Lucas estava dando passos para trás até que encosta num muro, e uma mão vem lá de baixo segurando Lucas, ele foi o pior a mão estava a mais de 15 metros  de distancia do chão.

Eles estavam tentando sair, mas a mão estava apertando de mais.

- não acredito... Vocês realmente acharam... – disse o fantasma aparecendo bem ao meu lado. – que poderiam comigo? – perguntou

- err... Senhor fantasma eu... – Gustavo tentava dizer algo

Narrador pov off

Gustavo pov on

- senhor fantasma? Por favor, me chame de Thiago... – disse o fantasma ruivo usando as mesmas roupas.

- então você se chama Thiago? È um prazer em conhecê-lo. Disse estendendo o braço, ele olha para mim.

Ele sorri, acho que foi meio irônico? Observava meus amigos sendo amassados até a morte.

- solta eles! – exclamei tirando o braço

- por quê? – perguntou Thiago

- porque assim você vai matá-los!

- idaí? – falou numa forma fria e calma.

- idaí?! Não acha que já chega de matar? – perguntei

- ???

- seja lá quem foi que o matou isso não lhe da direito para tirar vida de pessoas inocentes, pessoas que não tiveram NADA a ver com isso! Você perdeu sua razão ao matá-los. – falei

-...

- ei, com quem ele esta falando? – perguntou Correa.

- eu sei lá... – respondeu Marcos

- bah, deixem de ser idiotas! O fantasma não são os braços e sim a pessoa que os controla. Não podemos ver quem é exceto Gustavo. – disse Lucas.

- bravo, é por isso que eu não te matei até agora Lucas. Você realmente é o mais esperto desse grupo. – disse Thiago batendo palmas.

Lucas ficava encarando Thiago com uma cara séria, mesmo não podendo vê-lo ele sabia que Thiago estava no meu lado.

- Thiago me escuta! Por favor, deixe eu te ajudar! – exclamei

- ajudar? Eu sei muito bem que vocês vieram aqui para me deter... Hahaha e eu realmente não sei como já que sou um fantasma. – disse Thiago.

- está enganado. – disse uma garota saindo de um canto escuro que ficava perto do banheiro.

Quando deu pra ver melhor, reparo em suas características... Branca, loira usando um rabo de cavalo, seus cabelos eram lisos e seus olhos eram tão claros quantos os meus. Ela era bem bonita.

- BRUNA?! – perguntou Marcos espantado.

- eu mesma. – falou Bruna.

- espera, estava nos seguindo até aqui?! – perguntou Marcos

- claro, por que acham que conseguiram andar nesse lado de marechal a meia noite sem acontecer nada?! – perguntou indignada.

- eita...

- espera você pode me ver?! – perguntou Thiago surpreso.

- sim, mais não só ela. – disse um menino saindo do mesmo lugar que Bruna.

Ele tinha cabelos meio curtos, com um ‘’topetezinho na frente’’ Gostei do corte de cabelo dele, era tipo o do Thiago. Seus cabelos eram pretos, e seus olhos castanhos escuros, branco, e estava usando um daqueles jalecos brancos de cientistas.

- ei, quem é esse Mané que esta com você Bruna?! – perguntou Marcos ficando irritado.

- a questão é que você será preso, neste pequeno frasco de vidro. – disse O garoto com jaleco branco.

- hahaha acham que podem me prender com isto?! – perguntou Thiago. – eu vou matar-los. Começando por esse menino que só sabe falar. – disse Thiago apontando para Marcos, enquanto Bruna e o garoto se espantam.

- err... De quem ele está falando? – perguntou Marcos

- de você... – respondi

- de mim? NÃO POR FAVOR! – falava tentando sair.

- PARE COM ISSO! – gritei, e Thiago para de apertar Marcos e olha para mim.

- Thiago, eles tentaram te matar eu sei... Mas eu vim só para poder te ver. – disse

- poder me ver? Por quê? Eu te jurei de morte. – falou sem entender nada

- eu queria te ajudar, você pediu minha ajuda não?! Eu entendo que você sofreu por injustiças e acabou tomando decisões erradas. – falei

-...

- eu quero te ajudar, quero saber quem te matou. Mas pra isso preciso que você se controle e me conte o que sabe.

Thiago fica calado me olhando espantado, e as duas mãos que estavam segurando meus amigos soltam colocando-os no chão. O ultimo foi Lucas que foi colocado ao lado de Bruna e... Não sei o nome dele ainda.

- pois muito bem... Eu não sei de muita coisa, só que eu estava andando pelas ruas querendo chegar em casa... Eu tinha saído do colégio quando vi uma mulher...

- uma... Mulher? – perguntou o garoto de jaleco branco.

- sim, uma mulher... Ela tinha cabelos meio longos e cacheados, marrons, um batom com um tom avermelhado. Ela era muito sinistra porem bonita. Ela veio até a mim, disse que eu era super bonito e que queria me conhecer melhor... Se é que você me entende. EU entendo o que ela quis dizer, e fomos para uma rua  secundária de Marechal. Ela me agarra e começamos a nos beijar, logo, logo estávamos quase transando. Ela tirou minhas calças e enquanto eu fechava os olhos e gemia de prazer senti algo cortando minha garganta e logo em seguida uma dor inigualável. Abro os olhos me assustando pondo  a mão em minha garganta toda ensanguentada e a vejo sorrindo segurando uma faca toda suja de sangue. (Do meu sangue).‘’menos um...’’ – disse com uma cara assombrosa e depois saiu correndo. Foi a ultima coisa que eu vi... Suas costas.

-... – todos ficaram calados ao escutar sobre  o que ele tinha falado.

- eu nunca fui uma pessoa ruim... Mais acabei me descontrolando pela raiva de ter sido tão idiota! – exclamou chorando.

- tá, mas isso não muda o fato de você ter matado o Anderson, ele era meu amigo! – exclamou Marcos

shinf, shinf eu sei... e é por isso que irei me redimir ajudando. – disse Thiago.

- ajudar? Como? – perguntei

- Gustavo, existe outros fantasmas que aquela louca matou, eles são barra pesada, não sei se vocês poderão encará-los. – disse Thiago

- pode deixar eu... – o garoto de jaleco branco tenta falar mais é cortado por Thiago.

- não, vocês não sabem com quem vão se meter. Agora que eu irei parar de descontar minha raiva nas pessoas desse bairro eles começaram a vim. Um por um, sua invenção do frasco... Eu percebi que eu seria preso por ela se Gustavo não interferisse, porém a fraqueza deles não será tão simples como a minha... E os poderes deles... Diferente de mim eles são almas corrompidas vingativas movidas apenas pelo ódio. Eu quase fiquei quinem eles... – disse Thiago fazendo um olhar entristecido.

- tudo bem Thiago – falei colocando minha mão em seu ombro. – eu sei que deve ter sido difícil ficar vagando por aí, sem ninguém pra conversar... Eu entendo a sua dor, e por isso não irei julgá-lo por ter matado aquelas duas pessoas. – falei

- mas... – Marcos tenta falar algo, mais é calado. Ele sabe que se fosse com ele também não aguentaria.

- então... Eu irei embora, mais voltarei assim que eles aparecerem... – disse Thiago.

- já? Pensei que você ficaria com agente... – falei

- relaxa eu irei voltar quando eles agirem. Boa sorte Gustavo, assim como eu eles irão atrás de você. – falei

Engulo seco, enquanto vejo sumir.

Silêncio no ar...

- err... E agora? – perguntou Marcos

- e agora ficaremos prontos para o próximo que aparecer... – disse o garoto. – ah propósito eu e chamo Marcelo...

Gustavo pov off

Luis pov on

Por mais que eu tenha ficado feliz, por mais que eu tenha ficado feliz por conhecer o Gustavo, eu ainda não conseguia dormir... Estava sentindo uma sensação horrível! Como se algo de ruim estava prestes a acontecer...

Olho para janela e vou para a minha porta sair de casa.

Luis pov off

Isabel pov on

 

Eu estava falando pelo telefone com a minha amiga de trabalho. Queria saber se ela aceitaria trabalhar sozinha nesses próximos dias. Não queria me distanciar de Roni, vai que os médicos decidem desligar a maquina e falar pra mim que ele simplesmente não resistiu? Essas coisas sempre passam pela minha cabeça.

- ai amiga, você tem certeza que  deseja faltar de novo? – perguntou Vânia através do celular.

- tenho sim Vânia, e olha... Desculpa por está te deixando sozinha trabalhando esse tempo todo. Eu sei que é difícil trabalhar sozinha. – falei pelo telefone

 que isso?! Não precisa se preocupar com nada, eu estou bem (ganhando até mais na verdade) eu se que é difícil passar por tudo isso... Mande noticias sobre seu irmão quando puder Isabel. – falou Vânia

- obrigada e pode deixar mando sim. – disse desligando o celular.

Observava Roni deitado na cama, todo  entubado... Tsc... Roni eu sei que você não queria nada disso... Sempre soube que você gostaria de ir para um lugar longe, calmo com novas pessoas... Um novo garoto pra amar... Parece que não damos sorte mesmo. Sinto uma ventania fria vinda da noite, não sabia que já estava tão tarde assim. Levanto-me e fecho a janela. Reparei que a rua estava totalmente vazia, e o céu totalmente perpétuos de nuvens.

De repente eu começo a sentir... A sentir uma sensação de perigo. Como se algo de ruim fosse acontecer...

Me viro para trás assustada e vejo uma cena de um homem, ele tinha cabelos curtos olhar frio e medonho. Reparei que ele estava segurando um facão.

- quem é você?! – perguntei ficando com medo (porém acho que já tinha visto esse cara antes...). Uma imagem surge na minha cabeça, era aquele mendigo que eu e Carlos encontramos na calçada.

Ele nada disse, apenas olhou para Roni deitado na cama.

- como é?! Você... Você está atrás dele?! – perguntei ficando mais assustada.

O homem parecia ser um mendigo de tão sujo que estava. Ele começa a olhar para ele e para mim. Mais só mexia seus olhos... Ele realmente era esquisito, ficando tanto tempo parado sem dizer nada, o homem misterioso se movimenta rapidamente segurando seu facão na direção de Roni. Naquele momento eu percebi... Que mesmo que eu ache o homem estranho, que mesmo que eu fique com medo até de me mexer... Eu mesma teria que o protegê-lo. Com minhas próprias mãos...

- SE AFASTE DELE!!! – gritei me jogando pra cima dele.

Caímos no chão, eu acabo ficando por cima, mas ele tinha mais força. Eu tentava segurar seus braços, mas ele ficava se debatendo com as pernas. 

- não! Não! – eu estava desesperada e ele estava se soltando

Por mais que eu tentasse segurar seus dois braços, eu tinha medo dele acabar me cortando, a faca que ele não largava estava quase chegando perto do meu pulso. Meu cabelo ficava indo e voltando sem parar, isso dificultava a minha visão. O filho da puta se mexia tanto que eu estava saindo do colo dele.

O homem sorri, e consegue dobrar a sua perna direita. Ele me desequilibra e me da um chute na minha barriga, foi tão forte que bati na cama onde Roni estava deitado.

Quando me dou pro mim, percebo o assassino saltando na minha direção segurando o facão. Eu rolo pra esquerda e ele erra o ataque, ele foi com tanta vontade que a faca ficou presa na maca. O que me deu tempo para me recompor.

Ele tentava tirar o facão da cama, eu aproveitei e peguei uma cadeira. Ele nem tinha reparado que eu tinha pego.

- !!! – ele me olha e se assusta, fazendo muita força ele tira o facão. Mas já era tarde de mais.

 EU bato coma cadeira nele. Bati várias e várias vezes, mas mesmo assim ele não desmaiava. Na quarta porrada que dei com a  cadeira ele segura as pernas dela.

- an? – fiquei assustada quando o vi ter mais força do que eu mesmo tendo tomado três porradas com a cadeira.

O homem se levanta, deu pra ver o quanto furioso ele estava.

- vai pagar por isso! – exclamou, me puxando pelos cabelos.

- !!!

Ele me imobiliza me forçando a colocar a cara em Roni, eu não estava entendendo nada.

- veja seu amigo morrer diante de seus olhos. – falou levantando o facão com sua outra mão.

- não! Por favor, não! – pedia desesperada tentando sair. Até que surge uma ótima idéia relâmpago. Eu mordo seu dedão, e depois o arranco com meus próprios dentes, puxando com muita força!

- AAAHHHH O QUE VOCÊ FEZ SUA FILHA DA PUTA?! – gritou me largando e se afastando.

Limbo a minha boca suja de sangue enquanto o via gritar de dor enquanto fechava seus olhos com muita força. EU avanço na hora par atentar desarmá-lo. Mas ele revida me dando um soco na cara. Foi tão forte que dou vários passos pra trás inclinada sem ver nada. Me desequilíbrio e bato com a cara no ferro da cama do Roni. Sinto aquele gosto de metal na minha boca e reparo que ela estava sangrando, porém dessa vez era o meu próprio sangue...

- já que quer tanto morrer primeiro, lhe darei o seu desejo! – exclamou segurando seu facão

- não, por favor! Deixe-nos em paz! – exclamei com os olhos cheios de lágrimas.

De repente aparece alguém se pendurando por trás dele, não deu pra ver direito, só os pés e as mãos.

- me solta! – exclamou o assassino enquanto tentava tirar a pessoa que estava atrás dele

- bah, morre maldito! – exclamou... Era o Luis, eu reconheceria essa voz em qualquer lugar...

EU estava muito machucada pra conseguir levantar, Luis tentou mais não conseguiu ficar montado no assassino por muito tempo e foi jogado pra cima de Roni. Ele estava andando até eles.

- há! Não, não! – falei tentando me levantar.

Eu estava quase de pé, quando reparo que ele tinha deixado seu facão cair na hora em que Luis pulou pra cima dele. Eu estava tentando o máximo possível para que eu chegasse até aquele facão, mas meu corpo doía muito.

- vou matar vocês três? Haha isso realmente é um bônus, Luis... – disse o Assassino.

- como sabe meu nome? – perguntou Luis surpreso

- eu sei por quê... Bah estou falando de mais...

- ENTÃO PORQUE NÃO CALA ESSA BOCA?! – perguntei, enquanto avançava pra cima dele com o facão.

Ele se vira e enquanto eu corria para atacá-lo, ele sorri como se já soubesse o que fazer. E eu não poderia fazer mais nada a não ser tentar...

Essa é a minha ultima chance!

Fecho os olhos e corro segurando o facão atacando-o

- o que pensa que vai fazer? – perguntou. – ei EI PARE COM ISSO! – disse reclamando.

Sem entender nada eu o ataco  fazendo um corte profundo em sua garganta, escuto sons de sangue sendo jorrado e sinto uma coisa morna bater em mim, quando abro os olhos vejo a chuva de sangue morna e Luis saindo de cima do cara.

Silêncio...

Foi graças a ele que Roni sobreviveu...

- Obrigada... – falei fracamente, mais aliviada. 


Notas Finais


Até a próxima gente. Por favor comentem pra que eu possa interagir com vocês <3


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