História O Jogo Escarlate - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Policial, Romance, Suspense, Tortura, Violencia
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Palavras 3.025
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, FemmeSlash, Ficção, Luta, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Capítulo 09


Katherine grunhiu enquanto abria a garrafa, a presença de Abigail não estava ajudando muito ela a controlar à bebida. Na verdade, ela só estava tentando controlar porque era um tanto constrangedor provar que Camile estava certa. Porém, pois é, era difícil controlar quando ela estava muito estressada (era difícil sempre, mas naquele tipo de situação, a coisa conseguia ser muito pior).  Podia ser difícil na maior parte do tempo,

A legista encheu o copo com o líquido escurecido, o cheiro de álcool era forte e a incomodaria caso ela já estivesse mais do que acostumada com esse tipo de coisa. Ela apoiou o cotovelo na mesa e apoiou o queixo na mão e fechou os olhos enquanto bebia a dose.

“São dez da manhã, Cooper” ela ouviu a voz da detetive e revirou os olhos sem erguer a cabeça da segunda dose que ela estava fazendo.

“E?”

“E você não se importa se é muito cedo para beber” Camile se aproximou e se encostou na mesa, os braços cruzados (Katherine já havia reparado que Camile tinha essa pequena mania de cruzar os braços) “Eu preciso de uma informação.”

“Sobre o que?”

“Você e Carter” Katherine resmungou algo ininteligível (provavelmente xingando ela ou xingando Carter, provavelmente xingando as duas) “Vocês tiveram alguma coisa.”

“De onde você tirou isso?”

“Da tensão sexual entre vocês duas.”

“Você sabe que isso não é da sua conta.”

“Eu só quero saber se eu posso ou não socar a cara dela.”

“Se quiser, aproveite e soque a sua própria cara.”

“Eu não sei porque ainda tento ser simpática por aqui” revirou os olhos “E eu já tentei, não funciona muito bem?”

“É um paradoxo. Você é não é forte o suficiente para se machucar ou você é resistente o suficiente para aguentar seu próprio soco?”

“Seu cérebro alcoolizado consegue pensar nesse tipo de coisa?”

“Eu não estou tão alcoolizada assim.”

“Você diz isso porque você é alcoólatra.”

“Eu não sou.”

“Claro que é. Viciada em álcool.”

Katherine revirou os olhos e tomou outro gole: “Você é bem babaca.”

“É você que não admite que tem um problema.”

“Se eu tenho um problema, esse problema é meu.”

“Está bem, está bem” encolheu os ombros, ela tentava não se importar demais com problemas alheios. Ela mal sabia resolver os próprios problemas internos, imagina o problema dos outros? “Você poderia pelo menos não beber enquanto eu estou tentando falar com você.”

“Você é aquele tipo insuportavelmente certinha mesmo.”

“Só não é muito agradável conversar com alguém e sentir todo esse cheiro de whiskey barato enchendo o meu nariz.”

“Que seja” mas ela acabou fechando a garrafa de qualquer maneira “Descobriu alguma coisa com o filho do Thorne.”

“Não, ele não é um suspeito.”

“Não?”

“Não, ele é só uma criança.”

“Provavelmente seria se fosse um caso isolado.”

“Sim, mas Dave não é um assassino em série.”

“Seu instinto diz isso?”

“Eu conheço ele” Katherine ergueu as sobrancelhas “Digamos que ele foi muito importante para resolver o caso.”

“Ele denunciou o pai?”

“Não é algo ruim.”

“Eu não disse que era algo ruim, eu só estou perguntando.”

“É uma situação complicada.”

“Porque o pai dele é um psicopata.”

“Porque ele viu o quanto aquele homem é doente.”

“Ele viu o assassinato?”

“Não, mas viu os abusos que a garota sofreu. E ele apanhou também.”

“Parece pesado.”

“Foi um caso pesado.”

“Acha que ele mereceu?” Katherine juntou as mãos, entrelaçando os próprios dedos e parecia interessada no que a detetive responderia, era a primeira vez que ela parecia interessada em qualquer coisa que Camile diria “Thorne, eu quero dizer.”

“Não acha isso... um assunto um pouco delicado.”

“Você ganha a vida investigando assassinatos, tudo é um pouco delicado.”

“Achar que um homem mereceu ou não passar por um inferno não é exatamente o que se pensa todos os dias.”

“Você está fugindo da minha pergunta.”

“A minha moral e ética não são importantes aqui.”

“Você está definitivamente fugindo da minha pergunta, eu só quero saber se você acha que um monstro merece a punição que ele recebeu.”

“É um humano.”

“Esse é o problema” Katherine puxou a garrafa “Monstros são humanos, como eu e você.”

“Nem todos tem essa coisa para se tornar alguém horrível, nem todo mundo vai torturar ou abusar de crianças.”

“Nem todos os monstros são monstros porque torturaram ou abusaram de crianças.”

“Você acha que todo mundo é capaz de ser ruim.”

“Todos são, alguns que não são capazes de serem bons.”

“Você é muito negativa.”

“Eu sou realista.”

“Achar que todos podem ser monstros não é ser realista.”

“É ser preparada para quando isso acontecer com você.”

“Nem todo mundo acha que isso vai acontecer.”

Katherine encolheu os ombros. Ela quase podia sentir que a curiosidade da detetive estava a flor da pele. Ela podia não realmente conhecer a detetive (na verdade, ela sabia quase nada sobre a detetive, isso era um fato incontestável), mas havia um ou outro detalhe que ela havia notado. Uma dessas coisas era que Camile era curiosa.

A detetive não pretendia admitir, mas por mais que às vezes ela não gostasse nem um pouco de interagir com a legista, havia meia dúzia de vezes que ela realmente acabava se interessando em Katherine, tentando descobrir o que havia abaixo da camada de frieza pura.

Camile enfiou as mãos nos bolsos, a cabeça inclinada para o lado e observando a legista como se estivesse tentando ler a sua mente e descobrir coisas que ela sabia que Katherine jamais contaria. Ela sabia que as pessoas podiam tentar parecer sempre a mesma coisa, como uma linha reta, algo constante e imutável. Ninguém era uma única coisa, ninguém era feito de somente uma camada.

Aqueles que são ‘livros abertos’ não são realmente abertos. Afinal, se você abrir um livro, você conhecerá o conteúdo de duas páginas, não o conteúdo na íntegra. Você conhecerá uma pequena parte. As pessoas podem ser um livro curto ou longo, mas sempre há uma complexidade que você será incapaz de ao menos começar a compreender se você ver somente duas páginas da história.

Algumas, você sequer pode ver a capa. Somente a camada de poeira, suja e escura, que cobre o design e o título.

Comparar pessoas com livros às vezes funciona muito bem, às vezes não, depende se você entendeu ou não o que a mensagem que quem escreveu isto está tentando te passar.

De qualquer maneira, nenhuma das duas mulheres era um livro aberto – seja a definição ‘comum’ ou a pretensiosamente filosófica que foi dada acima – eram o tipo que se escondiam atrás de uma imagem. A diferença era que uma imagem era mais agradável do que a outra. E a dona da imagem mais agradável podia ser cabeça dura, então ela decidiu ir mais longe. Se Katherine não queria admitir que tinha um problema, Camile faria ela admitir:

“Eu tenho um desafio para você” a detetive falou.

“Eu não tenho paciência para joguinhos infantis.”

“É um desafio para você provar que eu estou certa” Katherine ergueu a cabeça, aquilo parecia interessante, ela viu a detetive cruzar os braços outra vez “As vítimas foram encontradas em sextas-feiras, então imagino que a próxima vítima vai seguir o padrão... Então o desafio é: se você ficar sóbria a partir de amanhã até a próxima vítima, você vai provar que eu estou errada e você não é viciada em álcool.”

“E você vai dar uma de babá para vigiar se estou bebendo ou não?”

“Bafômetro” ergueu as sobrancelhas “Aceita ou não o desafio?”

Katherine bateu a caneta no papel e olhou para a garrafa antes de decidir, o orgulho sempre falava mais alto: “Claro que eu aceito.”

***

Tensão sexual pode ser algo que aumenta exponencialmente durante o dia em alguns casos, Katherine sabia disso. Ainda mais considerando que apesar do desafio começar ‘oficialmente’ no dia seguinte, ela havia decidido começar de uma vez somente para esfregar na cara que ela venceria, que Camile não estava certa sobre tudo (por mais que sim, ela soubesse que provavelmente perderia feio ou teria algum problema depois de tanto tempo consumindo álcool diariamente). Ela aceitaria uma dose de bom grado. Na verdade, ela beberia metade da garrafa de uma vez para aliviar um tanto do estresse e da tensão sexual que estava deixando ela tensa.

E o estresse combinado com a presença de Abigail deu esse efeito de uma tensão quase palpável, era como se o ar estivesse mais denso. O ‘relacionamento’ delas podia ter acabado de repente e tudo mais, podia ter mil coisas para se resolver, mas ainda havia aquela tensão que nunca acabava. Era como uma bomba relógio, pronta para explodir. Katherine estava acostumada a usar bebida ou sexo como válvula de escape para qualquer sentimento além de indiferença (ela tentava se concentrar em ser indiferente e fria porque assim era mais fácil não sentir raiva). E, bem, ela sentia algumas coisas. Principalmente raiva. Ela não realmente sabia porque, ou não queria saber porque, mas sentia raiva todo o tempo. Provavelmente por causa do que havia passado (e ela achava que todo mundo tinha um lado ruim, o problema era que ela acreditava que ela tinha quase somente este lado ruim e por isso ela sentia raiva. Era mais raiva de si mesma do que de qualquer outra pessoa).

(Não que Camile fosse o oposto, não que ela não sentisse raiva, ela só sabia controlar a ponto que se tornava somente mais um sentimento naquela caixinha trancada no fundo da sua mente – ou do seu coração.)

Então quando Abigail apareceu no seu escritório, foi como se aquela bomba relógio tivesse finalmente chego ao seu momento zero. Uma troca de olhares, alguns passos depois de trancar a porta e então Abigail estava sentada na mesa, algumas folhas e umas canetas foram parar no chão quando ela empurrou parte do material para limpar a mesa para que pudesse sentar. E Katherine estava entre as suas pernas, as mãos nas suas coxas e o beijo era raivoso o suficiente para quase machucar. Katherine estava estressada e com aquela raiva quente correndo pelas suas veias e Abigail estava com raiva de si mesma por ser incapaz de resistir àquela atração.

“Você não deveria fazer isso” Katherine murmurou enquanto Abigail puxou ela para ainda mais perto, os dedos enganchados nas ‘argolas’ (ou seja lá qual for o nome) por onde o cinto passa no cós da calça.

“Desde quando você se importa com regras?”

“Desde nunca.”

“Eu sei. Vai querer parar ou...”

“Cala a porra da boca.”

Abigail riu baixo, a legista desceu os beijos pela sua mandíbula, sentiu as pernas apertarem seus quadris com um pouco mais de força. Subiu as mãos para seus quadris. Ela segurou o pano da camisa social que a mulher estava vestindo e começou a puxar para soltar, já que ela prendia a camisa por dentro da calça.

As mãos de Agatha estavam nos ombros da mulher, então ela deixou uma mão ali e enfiou a outra no cabelo da mulher, desfez o rabo-de-cavalo sem se importar se isso acabaria irritando ela ou não. Para ser sincera, ela não se importava muito com qualquer outra coisa além da sensação de Katherine provocar ela daquele jeito. Tocar do jeito que ela sabia que faria Abigail quase implorar por algum alívio.

Era uma pequena tortura.

Isso é uma daquelas coisas estranhas. Tortura normalmente é associada à dor (seja punição ou por diversão do ser psicopata que acha que a dor alheia é algo divertido), porém há aquela história de que às vezes dor se torna prazer. Foque no “às vezes” para não entender errado a mensagem dessa pequena parte em que a narradora está divagando (provavelmente isso não é bom, parece encheção de linguiça, mas provavelmente não é, tenha calma, por favor, pessoa de boa alma que dá chance à essa história e é ainda mais se você acha que eu mereço feedback).

Aparentemente, é no sexo onde há uma possibilidade maior de dor se tornar prazer (ou de aumentar exponencialmente a sensação de êxtase até o ápice). Afinal, um tapa no rosto pode doer o inferno quando é uma punição ou aumentar sua excitação quando você pede durante aquele sexo que não é exatamente delicado.

Por isso, apesar de tudo e da definição da palavra no dicionário, às vezes tortura não é tão ruim assim. É como construir o clima lentamente, aumentar a atenção a um nível quase insuportável até finalmente aliviar. Essa é a tortura prazerosa que alguém como Katherine sabia muito bem fazer, por mais rápido que o ato fosse, ela tinha um certo talento para conseguir criar o clima até chegar em um ponto em que a coisa era quase dolorosa e deixava Abigail basicamente implorando para ter um alívio.

(Em teoria, se pensar bem, Katherine poderia fazer a tortura mais tradicional e machucar feio alguém.)

Era como se não tivesse passado um dia ou algo houvesse mudado desde a última vez que as duas transaram pela última vez. Era a mesma raiva, a mesma selvageria e o mesmo calor. E por mais que Abigail sentisse algo (ela não realmente se esforçava para esconder o que sentia pela legista, ela só havia percebido que demonstrar resultaria em rejeição e mais frieza, isso só a machucaria ainda mais), ela fingia bem o suficiente que nada daquela frieza a afetava.

Então tudo o que Abigail fez foi puxar Katherine para o mais perto possível e aproveitar os toques lascivos dela, era mais fácil assim. Era um pouco menos complicado, apesar de ser difícil enterrar os próprios sentimentos fundo o suficiente para tentar não deixar aparecer.

Mas é um pouquinho difícil não sentir algo naqueles momentos depois de um orgasmo quando você começa a relaxar um pouco. Provavelmente não é o mesmo para todo mundo, mas às vezes é assim.

Abigail apoiou a testa no seu ombro, tentando respirar fundo para que seu fôlego voltasse ao normal. Katherine tirou a mão de dentro da calça e deixou que a mulher abraçasse ela com um pouco mais de força. Sabia que Abigail sentia um pouco mais do que deveria (ou muito mais. Ela imaginava que qualquer sentimento era exagerado). Ela tinha certeza de que nunca, jamais, entenderia como alguém podia gostar dela.

Era estranho, muito estranho.

Assim como o clima pós-sexo. Depois de mais alguns momentos, Katherine acabou se afastando para deixar a mulher arrumar a roupa e sair do escritório. A legista apoiou a mão em cima da tampa da garrafa, bateu os dedos no vidro. Abigail a encarou por alguns momentos enquanto terminava de abotoar a camisa, suas mãos tremiam levemente porque ela se sentia nervosa e um pouco emocionalmente abalada com como os sentimentos vieram em uma enxurrada.

Ela tinha quase certeza de que aquilo não mudaria nada e muito menos resolveria os problemas entre elas. Talvez, nada fosse resolver o fato de Katherine ter simplesmente ido embora. Mesmo que o relacionamento delas não fosse exatamente ético (afinal, não é exatamente certo ser a amante de uma mulher casada e com filho), Abigail não podia fingir não havia se machucado com o que aconteceu.

E depois de sexo no escritório, Carter tinha cem por cento de certeza de que ir para Beschi foi sua pior ideia dos últimos tempos.

***

Katherine tentou fazer suas mãos pararem de tremer, ela estava nervosa, claro. Ela nunca foi do tipo paciente, não gostava de esperar. Ela sabia muito bem que era um defeito, mas no final das contas, ela tinha dúzias de defeitos e Roberts sabia muito bem disso (e ele sabia o tipo de problema que poderiam ter, mesmo assim, ele decidiu tentar. Era algo um pouco perigoso, se apaixonar e amar alguém que não era fácil de se lidar. E Katherine era incrivelmente difícil de se lidar na maior parte do tempo).

Ela virou o rosto e observou o soro caindo em gotas lentas que passavam pelo tubo que entrava no seu braço através do acesso. Ela não gostava nem um pouco de hospitais (provavelmente porque acabou precisando de visitas nesse tipo de lugar quando era mais nova). Ela se lembrava de como achavam ela um pouco estranha na época da faculdade. Afinal, Katherine não tinha problema algum com o necrotério, com a sala cheia de macas com cadáveres frios, mas não gostava das aulas em hospitais.

Ela não gostava das consultas, as de rotina, as quando se sentia mal e todas aquelas sessões de pré-natal. A sensação do gel na barriga durante o ultrassom fazia ela se arrepiar. Apesar de sentir um certo calor no peito quando ouvia o som das batidas do bebê, havia uma certa sensação de desconforto.

Claro que Katherine não falava sobre isso, ela já tinha a si mesma para se criticar e se detestar. Ela morria de medo de se tornar alguém como seu pai ou sua mãe. Ela tinha poucas lembranças agradáveis. Nem meia dúzia. A sua memória favorita, a mais nítida, era uma em que ela tinha cinco ou seis anos. Lembrava da sensação de ser segurada contra o corpo quente, macio e protetor da mãe. Uma mão segurava ela perto no seu colo, cheirava à segurança. A outra mão viajava graciosamente pelas teclas do piano, a melodia era simples, calma e lenta.

Katherine se lembrava de como o sol entrava pela janela e como o cabelo da sua mãe parecia brilhar como ouro, como os olhos azuis eram mais claros que o dela e pareciam não ter nada além de amor. Ela se lembrava dos beijos na bochecha, do carinho e delicadeza com a qual era tratada pela mulher.

E ela não tinha certeza de que seria uma boa mãe. Na verdade, ela tinha uma inclinação maior a acreditar de que não seria uma boa mãe. Era complicado, ela contava com o fato de saber que Robert provavelmente seria um bom pai. Ele era um bom homem e um bom marido, então era fácil acreditar que ele faria esse ‘trabalho’ direito.

Ela estava coçou o queixo e fechou os olhos, ela esperava que aquela miniatura de ser humano que saiu de dentro dela tivesse uma infância melhor que ela e se tornasse alguém muito melhor que ela.


Notas Finais


O primeiro conto do meu projeto onde a Camile é a protagonista (e sim, eu sei que ninguém se interessa o suficiente): https://www.amazon.com.br/dp/B0749P252N/ref=cm_sw_r_fa_dp_t2_YpjHzbCM1NSJ3


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