História O Jogo, Klaroline - Capítulo 3


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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Bill Forbes, Bonnie Bennett, Camille O'Connell, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Elijah Mikaelson, Enzo, Esther Mikaelson, Finn Mikaelson, Freya Mikaelson, Genevieve, Hayley Marshall, Kieran O'Connell, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Malachai "Kai" Parker, Malachai "Kai" Parker, Mary Louise, Mikael Mikaelson, Nora Hildegard, Personagens Originais, Rebekah Mikaelson, Tyler Lockwood
Tags Delena, Klaroline, Stebekah
Visualizações 120
Palavras 2.608
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


💑

Capítulo 3 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction O Jogo, Klaroline - Capítulo 3 - Capítulo 3


Caroline Forbes

Tem alguém batucando na minha cabeça. E com um martelo tipo aqueles comicamente grandes que os personagens de desenho animado usam para bater uns nos outros. É horrível. É ensurdecedor.

Ai, Deus. Que ressaca.

Mesmo o mais suave dos gemidos que escapa dos meus lábios é o bastante para produzir uma agonia intensa nas minhas têmporas. E me ajeitar na cama suscita uma onda de náusea que aperta a garganta e faz meus olhos lacrimejarem. Controlo a respiração. Inspira. Expira. Só preciso segurar o mal-estar por tempo o suficiente parachegar ao banheiro e não vomitar nos lençóis limpos de Damon Salvatore...

Não estou na cama de Damon.

Essa percepção me acerta em cheio no exato instante em que registro o som de alguém respirando. E não são os suspiros de eu-bebi-tequila-demais  que saem da minha boca, mas o barulho suave e regular do cara ressonando ao meu lado.

Dessa vez, quando gemo, o som vem do fundo da minha alma. As memórias surgem num Technicolor muito vívido. O filme ruim. Os shots de tequila. O... resto.

Dormi com Klaus na noite passada.

Duas vezes.

Meu coração dispara enquanto olho para o teto. Estou no quarto de Klaus. Tem um pacote aberto de camisinha na cabeceira da cama. E... sim, estou nua.

Talvez tenha sido só um pesadelo, me assegura uma voz em minha cabeça.

Inspiro fundo de novo e reúno coragem para virar a cabeça. O que vejo me faz perder o fôlego mais uma vez.

Um Klaus bastante nu, deitado de bruços. Sua bunda parece zombar de mim, e não só pela perfeição, mas por causa dos arranhões vermelhos nas nádegas.

Foram as minhas unhas que deixaram aqueles arranhões. Sem forças, levanto uma das mãos e vejo que a unha do indicador está quebrada. Quebrei uma unha agarrando abunda do Klaus. Deve ter sido lá embaixo — lembro dele por cima de mim no sofá, na primeira vez. O chupão roxo em seu ombro esquerdo aconteceu aqui no quarto,

na segunda rodada, quando eu estava por cima.

— Quero ver esse seu quarto misterioso. Quero ser a primeira a batizá-lo.

Minhas próprias palavras zumbem em meu cérebro já confuso. Aparentemente, não sou a primeira garota que ele trouxe aqui para cima. Ele mesmo me disse isso. E suas revelações não pararam por aí. Pois é, estou agora em posse da informação que Elena tem tentado descobrir há mais de um ano: por que Klaus gosta de transar em qualquer lugar que não o seu quarto.

Infelizmente, o conhecimento não termina aí. Sei como Klaus é quando está pelado.

Sei como é tê-lo dentro de mim. Sei os sons que faz quando está gozando.

Sei coisas demais.

Minha cabeça lateja mais forte.

Droga.

Droga, droga, droga, droga.

Como isso foi acontecer? Nunca fiz sexo casual antes. Meu histórico contém um total de dois caras — um na escola, depois um na faculdade, e todos eles foram namorados sérios.

Meu olhar se afasta do corpo alto e musculoso de Klaus. Por que fiz isso? Sei muito bem lidar com o álcool. Não bebi até cair na noite passada. Não estava enrolando as palavras, tropeçando ou agindo feito boba. Sabia exatamente o que estava fazendo quando tomei a iniciativa e beijei Klaus.

Eu tomei a iniciativa.

Qual é o problema comigo?

Tudo bem. Tudo bem. Não é o fim do mundo. Massageio as têmporas prestes a explodir com a ponta dos dedos e me forço a ignorar o homem dormindo ao meu lado. Não tem problema nenhum. Foi só uma noitada. Ninguém morreu. Talvez eu me arrependa terrivelmente, mas arrependimento é coisa de gente fraca, como meu pai gosta de dizer. Hora de aprender com os erros e seguir em frente.

E é justamente isso que preciso fazer. Seguir em frente. Ou melhor, sair daqui.

Sumir dessa cama, tomar um bom banho e fingir que a noite passada nunca aconteceu.

Armada com um plano, deslizo cautelosamente para fora do lençol jogado em cima da parte inferior do meu corpo. A cama range, e, imóvel, lanço um olhar de pânico na direção de Klaus.

Ainda está morto para o mundo.

Certo. Tomo outro fôlego e passo as pernas para fora da cama. Quando meus pés tocam o chão, Klaus se mexe. Ele solta um meio gemido, meio suspiro. Então gira e, ai, meu Deus, vejo seu pênis.

Um calor inunda meu rosto diante da visão. Mesmo sem estar duro, é impressionante. Ele tinha razão — é um pau e tanto.

E, a menos que minha memória esteja falhando, acredito que o elogiei em alto e bom som, muitas e muitas vezes, na noite passada.

O calor no meu rosto aumenta à medida que me lembro de tudo o que falei para ele. Tudo o que fiz com ele.

Um gemido silencioso se forma em minha garganta. Tá bom, já chega de relembrar o que aconteceu. Preciso sair daqui. Não, primeiro preciso encontrar meu celular.

Dou uma olhada ao redor e vejo o moletom de Klaus. Ele o vestiu depois da nossa farra no sofá, e tenho certeza de que meu celular está no bolso.

Já as minhas roupas, não tenho ideia de onde estão — na última vez que as vi, estavam numa pilha no chão da sala. O que só me deixa ainda mais em pânico, porque isso significa que Kol deve ter visto quando chegou em casa, ontem à noite. Merda. E deve ter ouvido a gente, porque Deus sabe que eu não me contive quando Klaus passou a língua na...

Não, não pense nisso.

Vasculho os bolsos em busca do meu telefone. Achei. Graças a Deus.

Digito a senha. A culpa me atinge de todas as direções assim que vejo as mensagens não lidas de Tyler.

Deus. Se ele soubesse o que eu estava fazendo enquanto ele me mandava todas essas mensagens apaixonadas... Não que eu deva alguma explicação. Estamos terminados. E vamos continuar terminados. Mas ainda me sinto péssima de saber que dormi com outro enquanto Tyler estava em casa, tentando desesperadamente me reconquistar.

E não foi com qualquer um. Foi com Klaus. O cara prestes a fazer um ménage antes de eu aparecer. O cara que transa com qualquer uma. O cara que...

— Passa pra cá, Sweet.

O susto me faz soltar um gritinho. Olho para a cama e vejo Klaus se sentando, enquanto corre uma das mãos pelo cabelo de quem acabou de acordar. Ele não parece nem um pouco grogue. Os olhos verdes estão alertas, e o corpo nu está... se transformando.

Sinto o rosto corar diante da visão de seu membro cada vez mais duro, então fito meus próprios pés descalços. — Quer fazer o favor de se cobrir?  

— Não foi isso que você disse ontem à noite...

O tom zombeteiro me irrita. — Não quero falar da noite passada. Nunca.

Ele parece ainda mais divertido. — Ei, relaxa. Foi só sexo.  E não faz um movimento sequer para se cobrir. Em vez disso, estica os dois braços acima da cabeça, chamando minha atenção para os músculos flexionados. E os pulsos. Ele está com marcas vermelhas em torno dos pulsos...

Porque eu o amarrei à cama ontem.

Mãe do céu.

Quando percebe para onde estou olhando, seus lábios se torcem num sorriso.

— Confesso que a noite foi bem mais devassa do que imaginei que seria, continua ele com uma piscadela. — Mas não tô reclamando.

Alguém me mata. Por favor.

Com outra onda de humilhação me inundando, pego a peça de roupa mais próxima que consigo encontrar — uma camiseta preta de gola V — e passo por cima da cabeça. Um cheiro familiar satura os meus sentidos. Algo forte e masculino. O mesmo cheiro que senti ontem quando meus lábios estavam brincando sobre o peito nu de Klaus. E quando meu rosto estava enterrado em seu pescoço, enquanto eu chupava sua pele como se fosse um doce. E, sim, ele está com outro chupão no pescoço. Eu realmente fiz a festa com esse cara.

— Não quero falar disso, digo, com os dentes cerrados. — Aconteceu, foi bom, e ninguém nunca mais vai tocar no assunto de novo.

— Foi bom?   Com um risinho convencido, Klaus desliza uma das mãos por sobre o peito, os dedos compridos descansando bem em cima da cabeça de sua ereção. — Foi mais que bom, e você sabe disso.

— Por favor, você pode se vestir?, imploro.

— Não. Você tá com a minha camiseta.  Ele arqueia uma das sobrancelhas. — Por que não tira e joga pra cá?  

Até parece. Esse cara nunca mais vai ver meu corpo nu de novo.

Como me recuso a tirar a camiseta, opto pela segunda melhor opção e dou as costas para ele, enquanto verifico meu celular. Ignoro as mensagens de Tyler e leio as dos meus amigos. Uma de Elena, perguntando como passei a noite, e outra de Bonnie, que chegou pela manhã me chamando para tomar café da manhã.

Respondo para Bonnie depressa com um sonoro SIM e peço para ela me pegar na casa de Damon. Assim que vejo na tela que ela está digitando uma resposta, o aparelho é arrancado da minha mão.

— Ei!—  Levo um susto ao ver Klaus atrás de mim. Nossa. O cara é ninja.

— Isso aqui é minha responsabilidade, lembra?   Está zombando de mim de novo, mantendo o celular fora do meu alcance. — Como seu vigia, devo aconselhá-la a ignorar..., ele olha para o celular, — as nove mensagens do seu ex. Ler isso não vai te fazer nenhum bem.

Ele está certo. Mas, depois do que aconteceu entre nós na noite passada, não tem nenhuma chance de Klaus continuar como meu vigia de relacionamento.

— Não tem problema, murmuro. — Não preciso da sua ajuda.

Ele repete a provocação de antes. — Não foi isso que você disse ontem à noite. O celular fica comigo este fim de semana, Care-Cat. Sem discussão.

Care-Cat? Senhor, dai-me forças. Ele me deu um apelido.

— Vou encontrar uma amiga, digo, com firmeza. — Então preciso do meu celular, tá legal? Além do mais, suas obrigações como vigia estão oficialmente encerradas. Vou voltar pro alojamento depois do café.

Ele franze a testa. — Não, você vai passar o fim de semana aqui.

— Não mais.

Tento pegar o celular de volta. Ele se esquiva de novo. — Só porque a gente transou ontem?  

Minhas bochechas estão queimando. — Que parte de não quero mais falar disso você não entendeu?  

— Palhaçada. Você não pode ir embora só porque a gente encheu a cara e transou umas duas vezes. Você tá exagerando.

Respiro fundo. — A gente pode não falar disso?  

— Sweet, você acha que gosto de falar dessas coisas? Prefiro rolar em cacos de vidro a lidar com toda essa porcaria de dia seguinte. Se você fosse qualquer outra garota, eu diria pra esquecer, mas você é a melhor amiga da Gilbert, o que significa que a gente tem que discutir a situação.  Ele solta um palavrão de repente. — Ai, merda. A Gilbert vai me matar.

Ai, merda mesmo. Tenho certeza de que vou receber um sermão de Elena se ela descobrir que dormi com Klaus. Talvez em alguns dias, uma semana ou uma década , eu seja capaz de contar para ela o que aconteceu ontem, mas, neste instante, quero esquecer. O que significa manter segredo da minha melhor amiga pelo máximo que puder.

— Ela não vai te matar, porque não vamos contar pra ela, digo com firmeza. — Sério, isso tem que ficar entre nós.

— Fechado.

— E você não pode nunca mais tocar no assunto. No que diz respeito a mim, isso nunca aconteceu.

Ele me oferece um sorriso arrogante. — Não se engane, Live. Depois de ter experimentado isto aqui, você nunca mais vai conseguir parar de pensar em mim.

Para reforçar isso, ele segura o pau semiduro e faz um carinho.

Uma onda de calor desce por meu torso.

Argh. Maldito Klaus e seu maldito pau.

— Já esqueci, minto. Mas, na minha cabeça, mais memórias surgem, me fazendo querer gritar de frustração.

— Gosto de você assim...

— Rá. Então você admite que gosta de mim, murmura ele.

Sorrio para os seus pulsos imobilizados. — Eu disse que gosto de você assim.  Minha boca se aproxima lentamente de seu pênis ereto. — Completamente entregue a mim...

Minha nossa. Minhas bochechas estão pegando fogo de novo. Tyler nem sempre ficava à vontade com a minha natureza aventureira quando o assunto era sexo. Era eu quem tinha que o persuadir a tentar as novas ideias pervertidas que despertavam meu interesse.

Klaus nem titubeou diante das nossas façanhas sexuais.

— Você precisa que eu te lembre como foi bom?   Ele inclina a cabeça com ironia, a mão ainda segurando o pau.

— Não, eu preciso que você aja feito um adulto, explodo. Estou perdendo a paciência com ele e brava demais comigo mesma para controlar meu temperamento. — Eu tô de ressaca e morrendo de vergonha, e você tá tornando as coisas ainda piores, jogando a noite passada na minha cara desse jeito, tá legal?  

Sua expressão vacila. — Merda.  Ele limpa a garganta e solta o pau, em seguida pega a calça de moletom às pressas. — Desculpa. Não queria te deixar desconfortável.  Então veste a calça. — E você não tem motivo nenhum pra ficar com vergonha. Somos dois adultos. Nos divertimos e fizemos um ao outro gozar um monte de vezes. Nada demais, tá legal? Mas, se você realmente não quiser tocar no assunto, eu fico na minha.

Solto uma respiração trêmula. — Obrigada.

Klaus estuda o meu rosto. — Tudo bem entre a gente?  

Consigo apenas assentir de leve. Minha cabeça ainda está latejando, mas não é a ressaca que está fazendo com que eu meu sinta fraca e vacilante neste momento. É o fato de que fiz algo tão pouco parecido comigo. A consciência terrível de que dormi com outra pessoa meras vinte e quatro horas depois de terminar com Tyler. Isso não sou eu, droga.

— Tem certeza?, insiste ele.

Eu me forço a falar. — Tá tudo bem, Klaus.  Meu celular vibra e vejo uma mensagem de Bonnie dizendo que está a cinco minutos de distância. — Preciso me vestir. Bonnie vai chegar daqui a pouco.  E mordo o lábio inferior assim que algo me ocorre. — Droga. Minhas roupas estão lá embaixo. Kol...

Deixo a frase morrer, enquanto Klaus caminha até a janela e espreita por entre as cortinas. — Ele não tá aqui... A picape do Stefan não tá lá embaixo. Acho que Kol não voltou para casa ontem.

O alívio me invade, mas também uma explosão de irritação. Onde estava Kol ontem, quando eu precisava dele? Se estivesse em casa, eu provavelmente não teria acabado na cama com Klaus. Ou talvez tivesse acabado na cama com Kol, que, diga-se de passagem, é o moreno mais gostoso que já conheci. É também muito mais quieto do que os colegas de república e não fala muito de si próprio, mas, pelo que pude perceber, é inteligente, articulado e definitivamente um colírio para os olhos.

Analisando bem, Kol teria sido um ótimo candidato para curar minha dor de cotovelo.

— Vou lá embaixo correndo pegar minhas roupas, murmuro, sem jeito.

Ele me chama. — O que você vai falar pra Gilbert sobre voltar para o alojamento no meio do fim de semana? Você sabe que ela vai fazer perguntas.

— Vou dizer que decidi dar uma de gente grande e lidar com o término em casa. E que Bonnie estará lá com Enzo

Estou a meio caminho da porta quando sua voz me faz parar mais uma vez. — Caroline.

— O que foi?  Eu me viro.

Seus olhos verdes piscam, infelizes. — Tem certeza que você tá bem?  

Não, não tenho certeza de nada. — Tenho, minto, e então sumo do seu quarto.

Para uma caminhada da vergonha, está até que não é tão ruim, porque pelo menos não tem ninguém por perto para testemunhar.



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