História O Jogo, Klaroline - Capítulo 32


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Bill Forbes, Bonnie Bennett, Camille O'Connell, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Elijah Mikaelson, Enzo, Esther Mikaelson, Finn Mikaelson, Freya Mikaelson, Genevieve, Hayley Marshall, Kieran O'Connell, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Malachai "Kai" Parker, Malachai "Kai" Parker, Mary Louise, Mikael Mikaelson, Nora Hildegard, Personagens Originais, Rebekah Mikaelson, Tyler Lockwood
Tags Delena, Klaroline, Stebekah
Visualizações 150
Palavras 3.404
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, vamos maratonar?

Capítulo 32 - Enquanto você não estava...


Fanfic / Fanfiction O Jogo, Klaroline - Capítulo 32 - Enquanto você não estava...


Caroline Forbes.

Nas duas semanas seguintes, tudo o que posso fazer é ficar de braços cruzados e assistir Klaus descer ladeira abaixo. Ele tem uma nova rotina. Acorda de manhã. Vai para a aula. Vai para o treino. Então volta para casa e bebe ou fuma até entrar em estado de torpor.

Surpreendentemente, ainda termina as leituras da faculdade e entrega os trabalhos finais. Quando dou uma espiada num dos artigos que escreveu, descubro que é bom. É Como se ele tivesse entregado as rédeas para o cérebro inteligente que não gosta que as pessoas saibam que tem, e agora está funcionando no piloto automático. É o mesmo no rinque. Ele só deixa o corpo forte e atlético e seus anos de formação assumirem e fazerem o trabalho por ele. Seu coração — ou melhor, acho que sua consciência, na verdade — não participa de nada.

Nem sua libido. Isso também acabou. Bem, não completamente. Ela reaparece quando ele atinge um certo patamar de entorpecimento, em algum lugar entre embriagado e inconsciente. Mas o rejeito todas as vezes, porque o cara me lançando aqueles sorrisos arrogantes, sussurrando safadezas no meu ouvido e cujas mãos hábeis tentam entrar debaixo da minha camisa e dentro das minhas calças não é o meu namorado.

Meu namorado não quer transar comigo só quando está bêbado, e o sorriso despreocupado do meu namorado não é resultado de droga nem de álcool.

Klaus Mikaelson Di Laurentis faz sexo porque gosta de sexo, e sorri porque gosta de sorrir.

Este Klaus bêbado e chapado é um intruso. Nem se importa quando digo que não estou no clima, porque ele também não está no clima — as substâncias correndo em seu sangue só estão fazendo seu corpo achar que ele está. Ele está de luto. Repito as palavras para mim mesma uma centena de vezes por dia. Lembro-me que Kai Parker está morto, e que Klaus sente terrivelmente sua falta.

Me repreendo por ficar com raiva de ele estar lidando com a morte de Kai de uma maneira diferente do que eu faria.

Mas... caramba, não sei lidar com a forma como ele está lidando com isso. O que eu devia fazer, interná-lo numa clínica de reabilitação? Ele não é alcoólatra. Não é um viciado em drogas. E a pior parte é que a bebida e as drogas não têm efeito sobre a sua vida acadêmica ou esportiva. Ele só levanta da cama de manhã e patina como um campeão ou gabarita um teste.

Mas tem uma coisa faltando na sua rotina — o Hurricanes. Depois da notícia da morte de Kai, o tempo parou por uma semana. Klaus e Stefan foram dispensados dos treinos, porque eram bem próximos de Kai, e Klaus também abandonou as aulas no ensino médio. Achei que fosse um hiato temporário. Licença por luto, por assim dizer. Mas já se passaram três semanas, e Klaus ainda se recusa a voltar. Pedi para repensar com carinho, mas tudo o que consegui foi um enfático não. Ele disse na minha cara que não queria mais trabalhar com as crianças.

Suspeito que seja porque trabalhar com elas o deixa feliz. E agora ele não quer se sentir feliz. Não quer sentir nada.

Eu? Estou sentindo muitas coisas. Tristeza. Frustração. Raiva, o que gera culpa, porque ele perdeu o melhor amigo, pelo amor de Deus. Não tenho o direito de ficar zangada com ele.

Hoje, estou me sentindo determinada. Decidi que Klaus não pode chafurdar na dor para sempre. Em algum momento, vai encontrar um jeito de sair desse redemoinho em que está preso, e, quando isso acontecer, não o quero olhando para trás e descobrindo que perdeu algo importante.

O Hurricanes é importante para ele.

Estaciono o carro de Klaus na frente da arena e desligo o motor. Ele já estava na quarta cerveja quando saí de casa, para onde me mudei desde que Kai morreu. Disse a ele que precisava do carro emprestado para comprar absorvente. Dica para a vida: se você não quer alguém fazendo perguntas, diga a palavra absorvente, e a conversa termina.

Entro no pequeno edifício e caminho pelo corredor, passando pelas máquinas de comida e pelas portas duplas que levam ao rinque. Um frio acerta o meu rosto quando abro as portas. No gelo, os meninos estão no meio de uma repetição acelerada que envolve patinar muito rápido e depois parar de repente. Não entendo o objetivo do exercício, mas tudo bem.

Virando a cabeça, noto uma figura solitária na arquibancada. Hope. Seu rosto se acende ao me ver. Aceno para ela e, em seguida, levanto um dedo para indicar que vou demorar só um minuto.

Aproximo-me da mureta baixa perto do banco do time da casa no mesmo instante em que Vincent chega, patinando. — Caroline. Oi. Ele olha para a entrada. — Klaus está com você?

Nego com a cabeça, e ele parece decepcionado. Assim como os meninos, que obviamente me reconhecem das poucas vezes em que encontrei Klaus aqui para sairmos para jantar. Acho que associaram o meu rosto com o assistente técnico que idolatravam.

Vincent diz aos meninos que eles têm cinco minutos de patinação livre, então se vira para mim e escuta sem me interromper enquanto peço desculpas pela ausência de Klaus e lhe asseguro de que meu namorado vai voltar em breve. — Ele está passando por uma fase difícil agora, digo, em voz baixa.

Vincent assente para mim. — Ele me contou sobre esse amigo. Saiu em todos os jornais locais também. O quarterback do time de futebol, né?

Confirmo com a cabeça. — Kai Parker. Ele... Vejo os olhos brilhantes e o sorriso meio cafajeste de Kai, e meu coração se comprime. — Ele era um cara fantástico. Engulo um caroço de tristeza. — Ele e Klaus eram muito próximos, e… sim... tem sido difícil. Mas Klaus me pediu para dizer que vai voltar a trabalhar com as crianças em breve.

— Não, ele não pediu, diz Vincent.

Evito seu olhar astuto.

— Ele não mandou você aqui para falar comigo, querida. E não disse que ia voltar.

Vincent dá de ombros. — Mas você quer que ele volte.

Minha garganta se fecha. — Sim, quero. Engulo em seco de novo. — Queria ter certeza de que você ainda vai querer recebê-lo se... quando chegar a hora.

— Claro que vou. Ele aponta o rinque com a cabeça. — A pergunta é: será que eles vão? Crianças não gostam de ser abandonadas.

— Mas elas também perdoam mais rápido, indico.

Talvez não todas. Quando me aproximo de Hope nas arquibancadas alguns minutos depois, fica óbvio que perdão é a última coisa em sua mente neste momento.

— Klaus não gosta mais de mim, me diz, numa voz indiferente. — E não gosto dele. Contenho um suspiro. — Não é verdade, querida. Vocês dois gostam muito um do outro.

— Gostamos nada. Se ele gosta de mim, então por que não me ensina mais a patinar?

E ele também não ajuda mais o Robbie! Faz anos que não vem aqui.

Três semanas. Mas acho que, para uma criança de dez anos, isso parece uma eternidade.

— Ele tá bravo porque eu não quis usar patins de menino? Seu lábio inferior treme.

— Minha mãe disse que foi falta de educação fazer ele comprar patins de menina. É por isso que ele me odeia? Porque pagou dinheiro por patins de menina?

E então ela começa a chorar.

Ai, Deus. Não sei o que fazer nesta situação. Não sou parente dela e não sou sua professora — posso abraçá-la? Será que vou ter problemas se o fizer?

Foda-se. Não me importo se é impróprio. Hope está aos berros agora e precisa de conforto.

Passo um braço em volta dela e a aperto com força. E então, com o coração palpitando descontroladamente, fico os vinte minutos seguintes dizendo a uma menina triste que meu namorado não a odeia.

A voz rouca do meu pai se repete em looping na minha cabeça durante a viagem de volta para a casa de Klaus.

Conheço homens como ele. Não estão preparados para lidar com problemas de verdade. Com os contratempos da vida. Ele vai desmoronar feito uma barraca barata.Estou apavorada ao admitir que talvez meu pai tenha razão. Mas não pode ser. Klaus só está sofrendo. Está amargando a morte de um amigo.

Ele vive uma vida perfeita.

Paga os outros para limpar a bagunça que faz.

Um frio desce por minha coluna quando penso em algo. Merda. É isso que estou fazendo agora? Limpando a bagunça de Klaus, tentando garantir que mantenha sua posição na escola? Implorando a uma criança de dez anos que o perdoe por abandoná-la?

Deus, estou tão cansada. Nas últimas três semanas, me concentrei exclusivamente em Klaus. Tentei fazê-lo se sentir melhor, tentei fazê-lo enxergar uma saída. Estou com os estudos atrasados. Apareço nos ensaios com os olhos turvos e exaustos, porque passo todo o meu tempo cuidando do meu namorado embriagado. Droga, os ensaios gerais começam amanhã. A estreia é em cinco dias. Eu devia estar me concentrando na minha atuação, mas mal consigo lembrar sobre o que é essa maldita peça.

Minha frustração só se intensifica quando entro pela porta da frente quinze minutos depois e sou recebida pela música ensurdecedora — Drain You, do Nirvana, está tocando a toda altura pela casa. Que delícia.

Encontro Klaus no sofá da sala, segurando uma garrafa de cerveja numa das mãos ebbatendo uma baqueta de bateria invisível com a outra. Está sem camisa, mas nem a visão de seu peito espetacular pode acalmar meus nervos à flor da pele.

— Klaus!, grito por cima da música. Ele não presta atenção em mim.

Pego o controle remoto na mesinha de centro e interrompo a música. O silêncio cai sobre a sala, e sua cabeça loura se volta para mim, com surpresa. — Oi, Sweet. Não vi você aí.

— Oi.

Sento na ponta do sofá e gentilmente pego a garrafa de sua mão. Para minha surpresa, ele não protesta. Acho que está nos primeiros estágios da bebedeira ainda, porque não enrola as palavras ao perguntar: — Você tem ensaio hoje à noite?.

Nego com a cabeça. — Não, mas os ensaios gerais começam amanhã.

— Merda. Já?

— A noite de estreia é na sexta-feira, lembro a ele.

— Ah. Certo.

Age como se soubesse disso, mas tenho certeza de que minha peça nem passa por sua cabeça há semanas. Ele não demonstrou qualquer interesse no que estou fazendo.

No que ninguém está fazendo. É como se tivesse congelado no lugar, preso naquele momento angustiante em que descobriu que Kai estava morto.

Todo mundo continuou com suas vidas. Até a família de Kai. Liv Parker ainda está trabalhando na Broadway. Temos trocado e-mails desde o velório, e ela me contou que tanto ela quanto os pais voltaram a trabalhar na semana passada.

Klaus é o único que se recusa a seguir em frente.

— Meu amor... Minha garganta se aperta, a preocupação e o medo formando um nó em minha traqueia. — Você vai à estreia, não vai?

Seus olhos verdes se acendem. — Que pergunta é essa agora?

Você não foi ao velório do Kai.

Refreio a acusação e inspiro fundo. — Só quero ter certeza.

— Claro que vou. Pela primeira vez em semanas, vislumbro uma emoção genuína em seus olhos. Um calor profundamente honesto. — Onde mais eu estaria?

Ele não está aqui.

Viúva estreia para um auditório lotado e se encerra com a plateia nos aplaudindo de pé. As lágrimas em meus olhos quando Mallory e eu nos curvamos para cumprimentar o público não têm nada a ver com a ovação esmagadora.

Os holofotes tornam difícil identificar os rostos para além das três primeiras filas, mas a segunda fila é tudo que preciso ver, porque é onde meus amigos estão sentados. Bem, onde estão de pé, porque é como estão nos aplaudindo, assim como os outros no auditório.

Elena. Damon. Davina. Vanessa. Archibald. Bekah. Stefan.Kol. Bonnie

Uma risada histérica ameaça escapar de meus lábios à medida que repasso os rostos familiares e vivo um momento O mágico de Oz. E você estava lá, e você estava lá, e você estava lá — e sabe quem não estava lá? O homem que amo. O homem que prometeu estar aqui.

Nos bastidores, recebo, obediente, os abraços e os elogios de todos envolvidos na produção. Steven. Os alunos produtores. Nosso orientador acadêmico. Os alunos de arte que fizeram o figurino. A equipe de iluminação. O aluno de último ano que faz o papel do meu marido morto me levanta do chão e me gira no ar. Mallory me abraça forte o suficiente para me tirar o fôlego, depois passa cinco minutos se desculpando por ter estado tão aérea no início do projeto.

Mal ouço uma palavra do que diz. As lágrimas marcam meu rosto, mas acho que todo mundo imagina que sejam lágrimas de felicidade.

Estão todos errados.

Essa noite, Steven vai dar uma festa para o elenco, a equipe e alguns amigos no seu apartamento fora do campus, e digo ao meu diretor que estarei lá. Mas não vou. Pelo menos não imediatamente. Tenho que passar em outro lugar primeiro, e, quando Elena me manda uma mensagem para saber se vamos nos encontrar fora do auditório ou no estacionamento, já estou ao volante da BMW de Klaus, o pé trêmulo pisando no acelerador.

Quando me aproximo da frente da casa, fico assustada com a quantidade de carros parados na rua. E quatro carros estranhos bloqueiam a entrada da garagem, então sou obrigada a estacionar na calçada.

Ouço a música antes mesmo de chegar à porta da frente, que está aberta. A raiva inunda meu estômago, borbulhando e chiando e fervendo quando entro na sala de estar.

O lugar está lotado de monstros — homens imensos, com algumas mulheres pequenas aqui e ali. Só pelo tamanho, imagino que os caras recostados no sofá e nas poltronas e escorando-se contra a parede sejam jogadores de futebol americano. As meninas, vai saber. Mas fico satisfeita de vê-las se jogando sobre os caras do futebol, e não sobre o meu namorado. Klaus está sozinho, esparramado numa poltrona, os olhos fechados.

Como se sentisse minha presença, suas pálpebras se abrem, e seu rosto se ilumina ao me ver de pé na porta. Mas sua felicidade dura pouco. Ainda estou usando o vestido simples com avental da minha personagem. Ainda estou com a maquiagem de palco. Meu cabelo ainda está puxado para trás num coque bagunçado e apressado.

Não sou Caroline agora. Sou meu personagem. E os olhos de Klaus se arregalam em pânico quando percebe o que isso significa.

— Caroline. Sua voz é abafada pela música.

Dou uma última olhada na festa acontecendo na sala de estar. Em seguida, viro de lado e me apresso em direção à escada.

As lágrimas ressurgem, e minha garganta está tão apertada que mal consigo respirar. Foi por isto que ele não pôde se dar ao trabalho de aparecer na estreia?

Porque estava numa festa com um bando de jogadores de futebol?

Irrompo em seu quarto e corro para a cômoda, abrindo a gaveta de cima, onde tenho guardado as roupas que trouxe do alojamento. Roubei também metade do armário de Klaus, e é isto que faço a seguir — arrancar roupas dos cabides e jogá-las na minha mala.

— Ah, Sweet, não faz isso. Klaus aparece na porta.

Ignoro-o e continuo enchendo a mala.

— Caroline, por favor. Eu te amo. Ele vem por trás de mim, e engulo um soluço quando seus braços fortes me envolvem. Por um breve momento, permito-me desabar contra ele.

Escorar em seu peito quente e forte, e sentir sua barba raspar minha pele enquanto

ele esfrega o rosto no meu. — Desculpa, Sweet. Fiz merda. Esqueci completamente que a peça era hoje.

Eu avisei dez vezes! , quero gritar.

— Prometo que amanhã eu vou. Suas mãos deslizam para cima e para baixo em minha cintura, acariciam minha barriga, roçam minha bunda. — Você disse que vão ser três apresentações, né?

Minha voz sai seca. — É. Mas não precisa ir amanhã. Não quero você lá.

Ele esfrega meu ombro com o queixo. — Não fala assim. Sei que você tá chateada, mas vou consertar isso. Amanhã eu vou.

— Queria você lá hoje, Klaus. Ainda não consigo virar e encará-lo. E não sei por que o estou deixando se esfregar em mim assim. Mas pensando bem, por que ele está se esfregando em mim? Sinto sua ereção, mais dura que pedra, se apertando contra a minha bunda. Como ele pode estar excitado agora?

É a reação bizarra do seu corpo que me faz virar de frente para ele. Franzindo a testa, avalio seu rosto cuidadosamente, absorvendo cada detalhe. Não está bêbado, percebo. Suas faces estão coradas, mas seus olhos estão vivos demais. O que significa que também não fumou maconha, porque em geral eles ficam difusos. Neste momento, eles estão brilhando. Brilhando com um prazer e uma felicidade que ele absolutamente não deveria estar sentindo, não quando estou aos prantos.

Inspiro lentamente. — O que você usou?

Ele parece confuso com a pergunta.

— O que você usou, Niklaus? Insisto: — Hein?.

Ele pisca, então responde: — Ah. Só umas balas.

Puta merda.

Sem outra palavra, passo por ele e fecho minha mala.

— Para onde você tá indo? Ele parece magoado.

— Para o alojamento, disparo. — Não vou mais ficar aqui.

— Por quê?

— Por quê? Você faltou à minha noite de estreia para dar uma festa e se drogar! Você tá cheio de ecstasy na cara, esfregando o pau em mim enquanto eu tô chorando! E ainda me pergunta por que tô indo embora?

Ele fecha a cara. — Não dei uma festa. Enzo e Dan ligaram, perguntando se podiam aparecer aqui, falar um pouco sobre o Kai. Como eu ia recusar isso?

Meu queixo cai. — Não se atreva a usar Kai como desculpa para se drogar!

Ele recua, mas quando fala de novo seu tom é defensivo. — Grande coisa, Sweet. Tomei umas balas. Eu não faço isso o tempo todo. A última vez foi há mais de um ano.

— Não é disso que tô falando! Luto para conseguir respirar de novo. Não adianta discutir com Klaus agora. Ele não me ouve, não quando está drogado. Expiro, e o arbme sai num sopro fraco. — Meu pai tinha razão. Não posso contar com você pra nada.

— Tá de sacanagem com a minha cara? Eu te apoiei desde o início!, rosna ele. — Meu melhor amigo morreu, Caroline. Então, caramba, desculpa se estou um pouco distraído ultimamente. Estava com a cabeça cheia.

Seu sarcasmo não é bem-vindo. — Distraído? Você não estava distraído. Você estava bêbado! E agora tá drogado! O ressentimento queima um caminho até a minha garganta e arde em meus olhos. — Adivinha, Klaus? As pessoas morrem! Tô arrasada com a morte de Kai. Arrasada. Mas você não pode simplesmente beber para curar a dor.

Seu rosto fica vermelho.

— Eu sei como é, a Vida de Klaus é só sol e maravilhas..., é a minha vez de ser sarcástica, — ... mas a vida real não é assim. Na vida real, coisas ruins acontecem, e você precisa lidar com elas.

Pego a mala e saio pela porta. Paro de repente e me viro na direção dele de novo. Estou com tanta raiva e tão chateada que não consigo pensar direito.

— A vida não é perfeita, Klaus, e você precisa crescer e aceitar isso. Tentei ajudar, mas você não deixa. Passei quase um mês assistindo você se embebedar. Assistindo você afastar todo mundo, vendo você decepcionar todas as pessoas ao seu redor.

Ele ainda não disse uma palavra, e isso me deixa mais irritada.

— Falei com o treinador Vincent em seu nome!, grito. — Eu o convenci a te dar outra chance quando você decidir voltar para treinar o time. As lágrimas caem mais depressa, encharcando minhas bochechas. — Sentei com Hope enquanto ela chorava até cansar! Ela acha que você odeia ela porque se recusou a usar uma merda de um par de patins de menino! Tomo fôlego. — Quer saber, parei de segurar a sua mão e de limpar a sua bagunça. Acabou, Klaus.

Ele inspira. Enfim algo do que eu disse chama a sua atenção. — Não acabou. Não pode acabar.

— Acabou sim. Minha mão está tremendo tão violentamente que quase deixo a mala cair no meu pé. — Acha que você é o único que perdeu alguém? Vi a minha mãe morrer de câncer. Literalmente assisti ela definhar e morrer. Sabe, eu nem podia respirar mas, eu segui minha vida Klaus.

— Caroline...

— Você precisa encontrar uma maneira de lidar com a sua dor. Mas não posso te ajudar mais. Não vou ficar parada aqui assistindo você enfiar a cabeça numa garrafa porque tá com medo demais para enfrentar a dor. Acabou.

Saio do quarto pisando duro e o deixo para trás, me olhando em estado de choque.


Notas Finais


Então? Bill estava certa para o nosso desgosto.
"Brekaup" 💔
Acabou... será que nosso Klaus vai acordar para a vida?
Faltam apenas 4 capítulos para o final


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...