História O Lado Cego do Amor - Norminah - Capítulo 35


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Palavras 4.829
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Famí­lia, Ficção, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Okay crianças, peguem os coletes e as bombinhas!!!

Capítulo 35 - Capítulo 35


No meio de sua insônia chegavam-lhe pensamentos em fragmentos: Cacos de vidros espalhados pelo chão… Lábios suaves contra os dela… A batida na porta. Dinah abriu os olhos e ficou olhando para a janela do quarto, o sol se infiltrava através das persianas fazendo sombras no chão. Olhou-as por um momento, concentrando-se nas formas indecifráveis que invadiam seu tapete. Escutou o silêncio tentando distinguir outros sinais de vida. Mas tudo era silêncio em seu apartamento. O resto do mundo era inexistente em seu trono. Era nesses momentos quando nada parecia real. Como tinha chegado ali? Como tudo isto era seu? Aos vinte e três anos tinha conseguido mais que a maioria numa vida. Ao menos isso se dizia sempre. Agora não tinha certeza. Após tudo, foi um lucro? Pensou em James, o sem teto que tem estado tanto tempo na rua. Sobreviver para ele era mais lucro que tudo do que Dinah tivesse ganhado.

“Algum dia vou ser rica e famosa," disse a sua avó um dia, foi a primeira de muitas vezes.

Sua avó permaneceu calada durante muito tempo, então disse, "E por que é isso tão importante para você, Jane? O que vai fazer com toda essa fama e todo esse dinheiro?"

O telefone tocou, acabando com sua introspecção. “Bom dia?" respondeu.

“Eu te acordei?”

Dinah sorriu ao ouvir a voz dela. "Não consegui dormir," admitiu.

"Nem eu," Normani disse depois de um momento. "O que se passa com você?”

"Penso muito. E com você?"

“O mesmo que você!”

"Em Anthony?"

"Em parte, mas também em outras coisas, estou cansada de pensar. Pensei em te ligar para te encher logo cedo."

"Que consideração a sua," a loira brincou "Andei pensando em ir comprar os móveis hoje."

“Foi isso o que te manteve acordada a noite toda?"

Dinah riu. "Sim, é um grande passo para mim." Fez uma pausa. "Quer vir comigo? Detesto fazer compras sozinha."

"Não sei, vai ser chato..?"

"Pensarei em algo."

"Oooh, surpresa. Conta comigo. Que horas vamos?"

"Passarei em seu ap. por volta das 13 horas. Está bom?"

"É um encontro, Srta. Hansen."

Sorrindo Dinah disse, "Tchau." Desligou o telefone e colocou o relógio para despertar às 11:30. Isso lhe daria tempo suficiente para se arrumar. Bocejando, cobriu sua cabeça e fechou os olhos.

De algum modo Normani tinha esquecido de um detalhe muito importante: Dinah era Dinah Hansen. Felizmente as pessoas de Nova York faziam um trabalho maravilhoso recordando-lhe. Em qualquer lugar que fossem, alguém as paravam para pedir um autógrafo a atriz, alguns tiravam uma foto, outros achavam que Normani também era famosa e igualmente lhe pediam seu autógrafo. E quem era ela para negar?

"Olha isto, famosa por associação" Normani brincou em uma nuvem de gente.

"Também posso ganhar o seu autógrafo?" brincou Dinah.

"Claro, tem uma caneta? Vou autografar em sua testa." sorriu para atriz enquanto caminhavam. "depois de um tempo isso fica chato?"

"Que me autografe a testa?"

“Autografam com frequência a sua testa?"

"Não, você foi a primeira a se oferecer."

"Que lástima," a negra respondeu com simulada seriedade. Sorriu e balançou a cabeça. "Digo dar autógrafos tirar fotos, essas coisas todas."

"Não diria 'que me aborreça'," Dinah respondeu cuidadosamente. "Já estou acostumada, mas desejaria que não ocorresse tanto."

Normani consentiu tentando se por no lugar de Dinah. Foi impossível, como podia se acostumar com desconhecidos antagonizando por sua atenção? Era tão estranho experimentar este aspecto da vida de Dinah, tinha perdido a conta de quantas pessoas tinha dito à atriz que a amava. Após ouvir com tanta frequência perguntou-se se a palavra "amor" teria perdido o significado para a atriz.

“Você poderia ter qualquer pessoa que desejasse," se encontrou dizendo e olhou para Dinah.

"Não é bem assim," respondeu com um sorriso.

Normani reviu em sua memória a última coisa que Dinah falou. Tinha sido sobre autógrafos. "Sinto muito," se desculpou. "É que pensei que essa gente toda te desejava.."

"Tenho certeza que só querem mesmo o meu autógrafo," respondeu "Acha que não notei que me queriam? Vamos voltar...” disse brincando.

Normani riu e agarrou o braço dela. "É sério! Aposto que poderia perguntar a qualquer um se dormiria contigo e todos diriam que sim."

Dinah considerou isso. "Apostaria dizer que a maioria dos homens gays e as mulheres hetero poderia não sentir desejo de fazer isto comigo.”

“Me de seu celular," exigiu a menor.

Arqueando uma sobrancelha Dinah o entregou.  "Espero que seja um telefonema rápido que vai fazer. Ganho muito pouco."

"Oh, fica quieta," respondeu dando um soquinho no braço de Dinah com o telefone. "Não quero saber quanto dinheiro você tem." Começou a discar o número de seu irmão. Depois de chamar algumas vezes BJ atendeu. "BJ? Sou eu Mani."

“Oi, Doçura. Como vai?"

"Bem. Liguei só para te fazer só pergunta."

"A mim?"

"Sim, a ti. Você e o cara mais gay que conheço."

"Uau... Obrigado."

Normani sorriu. “Digamos que tenha que dormir com uma mulher. Dormirias com Dinah Hansen?"

"Doçura, essa garota pode se meter em minha cama quando quiser."

Com um sorrisinho disse "Obrigada! Ligo depois, mande um beijo para Christian.” desligou e sorriu para a loira. "Viu?"

“Viu o que? Não ouvi o que ele disse" respondeu Dinah.

"Disse que podia se meter em sua cama quando quiser."

"E como vou saber que você não está mentindo?" desafiou-lhe

“Lige você mesma," disse balançando o telefone na cara da atriz, não esperava que ela o pegasse. Dinah clicou no nome ‘Chris’ e colocou o telefone na orelha.

Normani a olhou com surpresa e diversão.

"Oi, BJ?" disse "Sou Dinah Hansen. Ouvi que desejava que eu me metesse em sua cama."

Normani começou a rir.

"Não, não sou Mani" disse lançando um olhar a sua risonha parceira. “Sou mesmo Dinah Hansen… Não sei… Prada… Bom, não espere que eu me lembre que tipo de sapatos usava a dois anos… Tudo bem! Só por isso não vou dormir contigo." Desligou o telefone e encolheu os ombros para Normani. "Não acreditou que fosse eu."

Normani sorriu. "Ainda precisamos encontrar uma garota hetero...”

"Olha, estou vendo uma agora mesmo. Dormirias comigo?"

Pega de surpresa, Normani paralisou-se e piscou um par de vezes. Não sabia o que responder à pergunta, ainda que sabia o que desejava dizer. "Achei que estávamos de acordo que eu era assexuada," disse.

"Desculpa" Dinah disse balançando a cabeça com fingida desilusão.

“E você dormiria comigo?” Normani perguntou.

“Olha! É uma loja de móveis," respondeu a loira.

“Não valeu...” brincou, mas seguiu Dinah para dentro da loja. De repente não desejava nada mais do que saber a resposta dessa pergunta.

Dinah teria entrado e saído dali em vinte minutos. Teria dado uma olhada, escolhendo o primeiro sofá que visse e combinasse com qualquer coisa que decidisse comprar, e teria saído em seguida. Normani, por outro lado, tinha uma concepção diferente de comprar sofás. O seu envolvia provar cada sofá disponível e pensar cuidadosamente nos fatores comodidade, aspecto e preço. Dinah estava simplesmente entretida, adorava o aspecto pensativo que a negra fazia sempre que se sentava em um sofá e os olhares de desagrado quando o objeto não mantinha suas expectativas. Dando-se conta de que ficariam ali muito tempo, a atriz decidiu se sentar. No segundo que se sentou naquela poltrona, se apaixonou por ela. "Fico com este!" disse no instante que a artista chegou perto dela. Levantou os pés e suspirou. "Isso é tudo o que preciso na vida."

Normani se aproximou dela e sorriu. "Há um sofá de couro preto ali que vai gostar...”

“Faça a prova do sofá Srta. Kordei?" brincou.

"Vacas inocentes foram sacrificadas para sua comodidade," disse com um leve sorriso.

Dinah inclinou a cabeça para um lado. "Não fui em quem usou couro em seu aniversário."

Normani abriu sua boca para discutir e então fechou-a. Então voltou a abrir e disse, "Foi culpa do BJ!"

“Ah tá. Não te ouvi se queixar."

Normani deixou cair os ombros e suspirou. "Tem razão. Sou hipócrita." Olhou a poltrona por um segundo. "Parece cômoda."

"Não vou levantar," declarou a loira.

Normani se aproximou. "Oh, vamos. Não seja criança."

"Eu sou."

Normani fechou os olhos e suspirou. "Eu já estava meio convencida de que era um ser humano decente."

"Bom, sou atriz," respondeu com um sorriso. Suspirou melodramaticamente e fechou os olhos. "Mmm… poderia ficar aqui para sempre" Os olhos de Dinah abriram-se inesperadamente quando sentiu um peso sobre seu corpo. Tentou não gemer enquanto as costas de Normani pressionavam contra seus seios.

"Não é nada mal," Normani comentou, encostando sua cabeça ao lado da de Dinah. "Mesmo tendo uns nós."

Dinah encontrou-se rindo e tentou relaxar com Mani em seu colo, era muito bom para ser incomodo. “Tem? Não sinto. Só que gravidade parece um pouco mais intensa nesta parte da loja."

"Que estranho. Não posso Imaginar por que."

"Sabe," Dinah começou a falar, “E se de repente, aparecer uma câmera de tv, vou ter que negar que somos amigas."

"Fingirei que sou uma fã louca que está te querendo," lembrou Normani rindo.

Desejava por seus braços sobre o estômago de Mani, para acercá-la mais, mas não se atreveu a se mover. Manteve as mãos onde estavam. "Prometo pagar a fiança."

“Posso ajudá-las em algo?" disse uma voz masculina vindo de algum lugar próximo.

Normani saltou do colo de Dinah, ainda que fez um nobre esforço para não parecer que tinha feito isto. Dinah no mesmo instante sentiu falta da sensação e lamentou a interrupção. Mas foi melhor. Não fazia sentido se acostumar com essas coisas. Especialmente em público. Estava equivocada… Não é o filme o que vai desmascarar-me. Devolveu a atenção ao vendedor, cujos olhos cresceram com o reconhecimento da atriz. Antes que pudesse balbuciar o quanto a adorava, interceptou o silêncio, "Quero dois deste e o sofá que minha amiga escolheu." Cabeceou para Normani, que estava de cabeça baixa. Por que parecia tão culpada? Normani levantou a cabeça e olhou para o vendedor, que não estava a olhando.. “É aquele ali," disse.

O homem pareceu sair de seus pensamentos e arrancou seus olhos de Dinah. “Boa escolha!" disse com tom de entusiasmo. Dinah estava segura que ouviu ele dizer outra coisa. "Podemos te entregar esta semana," disse para a atriz. "Quer algo mais, Srta. Hansen?"

"Sim, há alguma forma em que possa me enviar nesta poltrona?" perguntou. "Não quero me levantar dela." O homem relaxou visivelmente e riu.

"Não estou seguro de que possa fazer isto, mas pode ficar quanto tempo quiser. Estarei junto ao caixa quando estiver pronta." Sorriu e se foi.

Dinah devolveu sua atenção a garota em sua frente, que parecia torpe e envergonhada. "Está bem?"

Os olhos negros e os castanhos se encontraram. "Sim, é que… Não queria que pensasse que… Você… Que nós…"

“Somos um casal?" terminou Dinah, seu coração bateu forte.

Normani balançou a cabeça. "Não quero te causar problemas…"

Dinah estudou a cara dela por um momento, tentando entender a verdade por trás das palavras. Tudo que pode sacar era que à artista tinha medo de ser confundida como uma lésbica. "Tudo bem" disse esperando não parecer tão ferida como se sentia. "Tenho certeza de que não vai sair no Entertainment Tonight a notícia de que uma linda negra estava sentada no colo de Dinah Hansen.” Normani abaixou a cabeça ficando ainda mais envergonhada. Dinah decidiu que era hora de mudar de assunto. "Acho que tenho que me levantar agora." Normani se aproximou e ofereceu-lhe a mão. "Vamos preguiçosa." A loira permitiu ser levada da comodidade da super poltrona. De algum modo, tocar a mão de Mani era mais atraente que ficar onde estava. Senti-la era perturbador e surpreendente bom. "Quer Jantar depois?"

“Sempre está pensando em comida?" perguntou Normani enquanto iam para o caixa.

Dinah sorriu. "Não, às vezes penso em outras coisas."

“Que coisas?”

Em beijar você. Em tocar você. Em ti. Em ti. Em ti. Seu celular poupou-lhe de ter que responder. Deixou de caminhar. "Hansen" disse.

"Dinah," era a voz de Camila "Interrompo algo?"

Dinah olhou para Mani um momento e então respondeu, "Não, só estou comprando móveis."

Um breve silêncio. "Comprando móveis? Sozinha?"

olhou para o alto. "Sou capaz de comprar móveis sozinha sabia?” Fez uma pausa. "Mani está comigo."

"Ah, então serei rápida. Você vai ter que vir para cá, o avião sai na sexta-feira à noite. Guardian estreia no sábado e ligaram para confirmar um jantar que você terá que ir."

Um Jantar? Pensou durante um segundo antes de sorrir. "Deverá ser maravilhoso! Já reservou o hotel?"

"Tudo certo," lhe assegurou "Tá bom, chegam na sexta-feira pela manhã com sua mãe e irmã. Uma limusine vai pegar eles no aeroporto. Eu te informo quando chegarem aqui. Também vai ter que falar com o Ucker que não será seu acompanhante porque não recebeu o convite."

"Oh” disse Dinah "Eu ligo pra ele depois."

“E uma última coisa, sua mãe deixou umas cinco mensagens na secretária eletrônica de sua casa. Disse que perdeu seu número de Nova York."

Dinah olhou para o céu. "Eu ligo para ela."

"É tudo," Camila disse "Vou te deixar voltar para seu banquete visual, e para as compras".

"Hey, não era você quem dizia que eu era intimidante? Podemos voltar a este ponto?"

Camila riu. "Adeus, Srta. Hansen."

Dinah desligou o celular e olhou-o por um segundo antes de guardá-lo. Jogou uma olhada ao redor procurando Normani e encontrou à artista sentada num sofá próximo. “Desculpa.”

 “Está tudo bem," disse se levantando. "Sei que é popular." Sorriu.

Dinah devolveu o sorriso, mas afastou o olhar antes de que pudesse se perder nos olhos de Normani. Uma ideia estava nascendo em sua mente, mas não sabia se seria boa. Eliminou-a por agora. Talvez depois pensasse nela, quando estivessem sozinhas..

"É que não faz sentido," Normani comentou cortando uma folha de alface "Acharia que após todo este tempo não perceberam nada. É tão óbvio que se amam."

Dinah encolheu os ombros ocupada com seu próprio prato. Olhou pelo restaurante durante um momento e voltou a olhar para a negra.

"Suponho que não é óbvio para eles."

Normani balançou a cabeça. "Sim, mas quero dizer que agora tem um filho juntos. Viveram juntos… Oi?"

"Acho que terminarão juntos," lhe assegurou Dinah. "Algumas coisas requerem tempo."

"O amor não deveria ser tão complicado"

Dinah riu entre dentes. "É um seriado."

"Tudo o que digo é que Ross e Rachel precisam prestar mais atenção. É estranho que possam estar tão cegos."

Dinah sorriu. Olhou ao redor parecendo levemente mais séria que antes. “Posso te perguntar uma coisa?"

O coração de Normani acelerou com o tom da atriz. "Claro," disse mesmo estando repentinamente nervosa. Desde que tinham deixado a loja de móveis, estava preocupada que Dinah tivesse sacado o incidente da poltrona. Incidente. Chamar assim fazia parecer um acidente desafortunado. E não teve nada desafortunado ou acidental nisso. Estou me tornando uma pervertida.

"O que vai fazer no próximo fim de semana?" perguntou a pegando de surpresa. Tinha estado tão convencida de que seria uma pergunta relacionada com a super poltrona. "Nada, por que?"

“Quer ir para Califórnia comigo?" perguntou Dinah. Então rapidamente disse "No sábado tenho que ir a estreia de meu último filme e pensei que seria bom você conhecer minha casa. Poderá ver como vivo quando tenho móveis."

Califórnia? Ela quer que eu vá para a Califórnia no fim de semana? Com ela? A sua casa? Móveis… Sua mente estava sem controle, não estava segura de que seu cérebro estivesse formando pensamentos coerentes. Mesmo assim obrigou-se a falar.

"Não acho que posso pagar a passagem."

"Aluguei um jatinho privado," respondeu timidamente. "Não vai ter que pagar nada."

“Ah!” disse se sentindo completamente encabulada. Um fim de semana na Califórnia. Com Dinah. Como podia ser mau? "Parece divertido," encontrou-se dizendo. Tinha ensaios que escrever e livros que ler. Os prós e contras a pensar. Dinah Jane Hansen ia conseguir que a expulsassem da faculdade e mesmo assim não podia evitar de se sentir atraída ante a perspectiva de ir para casa dela.

"Eu aceito," respondeu.

“Que ótimo” disse Dinah sorrindo brilhantemente.

Normani encontrou-se olhando o sorriso da loira. Deus, é tão linda, irreal. E estou perdida se sigo pensando assim. "Bom, o que vamos fazer depois do Jantar?" perguntou temendo que poderia estar chegando a hora em que teriam que se separar.

"Estou por sua conta, mas me recordo que alguém me deve uma dança."

Normani sorriu. “É verdade, eu lhe devo uma dança!”

“Achei que íamos a um bar lésbico!" gritou sobre a forte música. Jogou uma olhada no lugar que Dinah a tinha levado, tentando ver entre as nuvens de fumaça. Onde olhasse tinha pessoas escassamente vestidas dançando e dando saltos, luzes vermelhas, azuis e verdes refletiam nas paredes, no chão e no teto continuamente.

Dinah sorriu e pegou sua mão "Achei que desejava dançar."

Normani teve que lhe devolver o sorriso. Olhou suas mãos entrelaçadas por um momento, sentindo-se meio tonta. "Trato é trato," respondeu. A música eletrônica fazia-lhe querer pular. Sentiu-se repentinamente cheia de energia. Enquanto chegavam à pista de dança, notou que a maioria das pessoas que estavam dançando eram homens. Tinha algumas garotas pelo lugar, mas a maioria eram só homens. Arqueando uma sobrancelha apoiou-se contra Dinah e perguntou, "Onde estamos?"

"Boate gay," respondeu a atriz com os lábios perto de sua orelha "Mas se prefere ir a um bar lésbico…"

A negra fechou os olhos momentaneamente enquanto a bochecha de Dinah roçava contra a dela. Abriu-os rapidamente e disse. "Se esses caras sem camisa e suados te acendem… Então quem sou eu para julgar?"

"Achei que iria acender você?" Dinah contra atacou arqueando uma sobrancelha sugestivamente.

Não tinha ideia de como responder a isso. Ouviu 4My People de Missy Elliot saindo dos alto-falantes. E riu. "Temos que dançar isto, vem!" Agarrou as mãos de Dinah e foram para o meio da multidão.

"Gosta desta canção?" a loira gritou.

Normani consentiu enquanto soltava suas mãos e começava a mover-se com o ritmo. Podia sentir a energia pulsando ao redor dela. Agradecia ter vestido um top porque certamente ia sentir calor muito rápido ali dentro. Dinah estava ali de pé enquanto os loucos dançarinos começavam a chocar contra ela. "Vou pegar uma bebida!"

Normani balançou a cabeça e voltou a agarrar a mão de Dinah, a puxando pra mais perto de si. "Foi ideia sua, Hansen."

Pronunciou as palavras junto com Missy, “Me deixa dançar contigo, me deixa te esgotar…"

Dinah riu. "Está me deixando nervosa" admitiu.

"Por que?"

A atriz olhou-a fixamente e disse, "Porque você fica sexy quando dança."

Normani tentou esconder sua surpresa, seu coração acelerou pelas palavras. "Bom, você parece uma boba aí de pé. Assim é dançar!" Pos seus braços ao redor do pescoço da loira e encostou seu corpo contra o dela. Não desejava pensar profundamente sobre o que estava fazendo porque, se o fizesse, provavelmente pararia. E isto era muito bom para ter que parar. Especialmente quando Dinah pos as mãos em sua cintura e começou a se soltar. "Melhor?" perguntou. Normani sorriu.

"Sim, agora parece muito menos boba." Tinha certeza que estaria rouca no final da noite. Também podia ficar surda, a música era muito alta, mas estava se divertindo muito para se preocupar.

Dinah estava pasma. Pasma por sua própria audácia. ‘Você fica sexy quando dança.’ As palavras ressoaram em sua mente. Realmente tinha dito isto em voz alta? Que outros pensamentos desinibidos poderiam escapar entre elas? A pergunta lhe preocupava. Mas a sensação de Normani dançando tão perto dela distraia seus pensamentos que foram da preocupação ao temor. Tinha se afastado levemente depois da primeira canção, não desejava que Mani notasse quanto gostava daquele íntimo contato. Sobretudo depois do deslize ainda que a pista de dança era convidativa e seus corpos inevitavelmente eram cercados por forças sem controle. 

“Esta com sede?" Normani disse 

Dinah consentiu, pegou sua mão para não a perder na multidão e foi em direção ao bar. "O que você quer?" perguntou.

"Água"

Dinah pediu duas garrafas de água ao barman que, felizmente, não a olhou duas vezes, deu uma das garrafas a Mani e disse "Quer descansar um pouco?"

Normani lhe lançou um olhar de alivio enquanto concordava... Foram procurar um lugar mais tranquilo em alguma parte e, eventualmente, encontraram na parte de cima da boate.

"Oh, meu Deus, como é bom se sentar" a negra disse com um suspiro.

Dinah se sentou ao seu lado e disse. "Não vamos mais sair daqui."

“Concordo" Normani disse abrindo sua garrafa de água. Ingeriu a metade do conteúdo num gole só.

"Ainda tem a minha..."

"Não me tente," advertiu “Estou toda suada."

"Bom, você dança muito" Dinah respondeu "Alguns daqueles movimentos teriam desbancado Shakira do negócio."

Normani começou a rir. “Fique quieta”.

Dinah sorriu e fechou seus olhos. Estava exausta. Quantas músicas tinham dançado? Umas dez? Não podia imaginar ter que dançar a noite toda. Seria desumano.

Normani bocejou e pôs sua cabeça no ombro da loira “Se importa?” Dinah apoiou sua bochecha contra sua cabeça "Não."

"Acho que estou ficando com sono." Normani disse

"Quer ir para casa?"

"Ainda não."

Dinah olhou para baixo para ver que Normani tinha pegado a sua mão. Seu coração acelerou com o contato. Era um gesto tão inocente, mas fazia seu corpo estremecer..

"Mani?" Normani levantou de repente a cabeça e soltou a mão de Dinah. "BJ?"

Dinah olhou o cara que estava de pé em frente delas. Então este é BJ...

"O que faz aqui?" Normani continuou.

BJ assinalou o ar ao redor dele. "Boate gay." Então a ele mesmo. "Gay. A melhor pergunta seria o que você está fazendo aqui com.” Fez uma pausa enquanto encontrava o olhar de Dinah "Oh Meu Deus."

"Oi" A loira disse com um sorrisinho.

BJ piscou e começou a afastar-se. "Estou vendo coisas e nem tomei nada ainda… "

"Me dá licença...” Normani disse a Dinah.

A atriz observou como Normani levava BJ para onde não pudesse ouvi-los. Sorriu e voltou a fechar os olhos. Isto poderia demorar um pouco.

“Dinah Hansen estava te abraçando?" perguntou BJ incredulamente.

Normani franziu a testa. "Não estávamos abraçadas. Só estamos cansadas."

“Estão juntas?" perguntou, com sua voz grave. "Porque seria escandaloso!" Disse a palavra 'escandaloso' como se fosse uma coisa boa.

Normani tentou não olhar para o alto. "Só somos amigas."

BJ jogou uma olhada para Dinah. "Não posso acreditar que a conhece. Como foi?"

"É uma longa história," explicou "Contarei em outro momento."

BJ ainda a olhava fixamente.Suspirou. "Foi sério quando disse que podia se meter em minha cama." Sorriu e olhou para Normani. "Acha que estava querendo algo comigo?"

“Está aí! Estava te procurando." Normani levantou a cabeça para ver Christian indo até eles. Muito bom. Simplesmente perfeito. "Christian, agora."

Christian pareceu desconcertado. "O que está fazendo aqui?"

"Ela está aqui com sua namorada," brincou BJ.

“Desde quando tem namorada?" perguntou Christian parecendo totalmente perdido. "Sei que disse que estava confusa, mas…"

Normani desejou que a terra lhe engolisse. "Não é minha namorada."

BJ virou para seu namorado e disse. "Estava nos braços de Dinah Hansen."

"Não estava abraçada!" insistiu. Olhou para Christian. "Não estava."

"Dinah Hansen?"

BJ consentiu e apontou para a cadeira onde estava sentada Dinah com os olhos fechados, parecendo não ter nenhuma preocupação em sua vida.

"Oh, meu Deus. É ela." Christian ficou a olhando atônito.

"É ela," Normani disse. "É minha amiga."

Christian olhou para a irmã, com seus olhos arregalados. "Desde quando?"

"É uma longa história," disse BJ. "Vai nos contar depois." Sorriu para Mani. "Não vai nos apresentar?"

"Se me envergonharem, mato vocês," Normani avisou e começou a ir até Dinah. "Agora fiquem aqui mesmo e tentem não parecer que estão a olhando fixamente." Por favor, Deus... Que BJ se comporte. Dinah abriu os olhos quando ela se aproximou.

"Tudo bem?"

"Eles querem te conhecer," Normani anunciou "Mas se não quiser, não tem que fazer, digo para eles irem."

"Eles?"

"Christian também está aqui," explicou nervosamente. Detestava ter que colocar Dinah nesta situação. A cara de Dinah iluminou-se.

"Oooh, ele trouxe fotos vergonhosas suas de quando era bebê?" Se levantou rindo.  Por favor, Deus, por favor...

BJ foi o primeiro a falar enquanto Dinah se aproximava dos dois homens. "Antes que diga alguma coisa," começou. "Tenho que dizer que sou o seu maior fã. Vi todos seus filmes, quero dizer todos mesmo. Tenho a primeira temporada de Guardian em DVD.”

Dinah riu. "Prazer em te conhecer, BJ."

BJ inclinou-se contra Christian para ter apoio. "Amor, ela sabe o meu nome."

Christian estendeu a mão. "Sou Christian, é um prazer conhecê-la, Srta. Hansen."

"Dinah," disse ela rapidamente, estendendo sua mão também. "Estou contente de conhecer você. Mani falou muito de você.”

Christian e BJ olharam com curiosidade para Normani que encolheu os ombros torpemente, parecendo incomodada.

"Bom, e o que trazem vocês aqui?" perguntou Christian.

Dinah e Normani se olharam "É que queríamos dançar," disse Normani.

"Não pareciam estar dançando," comentou BJ.

Christian rapidamente falou. “Mani, posso falar contigo um momento?"

"Agora?"

"Sim." Christian sorriu educadamente a Dinah e arrastou sua irmã com ele.

Dinah observou eles se afastando e olhou para o BJ, que a olhava fixamente. "Acho que nos deixaram...”

BJ sorriu. "Provavelmente está preocupado com ela," disse ele. "Ela tem estado muito confusa ultimamente."

Dinah arqueou a sobrancelha com a palavra. "Confusa?"

"Sim, deve saber, garotas e sua sexualidade," disse. Então fez uma pausa parecendo preocupado. "Refiro-me com os homens. Não garotas." Colocou as mãos nos bolsos de sua calça e olhou para baixo. "Tenho que parar de falar.”

Dinah o olhou tentando entender o que estava dizendo. Olhou para Normani e encontrou à artista olhando-a. Lançou lhe um pequeno sorriso e sentiu-se aliviada. Sobre o que ela está confusa? perguntou-se. Virando para BJ, decidiu não forçar o assunto. Encontrou-lhe olhando-a com curiosidade.

"Bom,” BJ continuou. "Você e Mani são amigas íntimas?"

Dinah não pode evitar de sorrir. "Somos."

"Não nos disse que te conhecia," BJ explicou. "A não ser que... " Seus olhos se dilataram enquanto parecia se lembrar de uma coisa. "Oh, meu Deus. Isso significa que..."

Dinah tinha se perdido em alguma parte da conversa. "Algo errado?"

BJ pareceu recobrar seu autocontrole. "Não," disse, ainda que estava claro que tinha algo que não podia contar. "Bom, o que te trouxe a Nova York?"

Dinah estava surpreendida. Não sabiam... de Ally? "Estou filmando" respondeu. "A Ally, está no filme comigo."

"É verdade," disse ele. Finalmente pareceu ver a luz. "Eu tinha esquecido. É tão estranho estar falando contigo. Minha cabeça está um pouco perdida. Foi através da Ally, que conheceu Mani?"

"É uma longa história," Dinah disse.

“Já ouvi isto."

Christian e Normani voltaram nesse momento.

"Lamento" Normani se desculpou, jogou uma olhada preocupada para BJ e então olhou para Dinah. "Alegra-me que ele não te espantou."

“Hey!” queixou-se BJ.

Dinah sorriu. "Posso cuidar dele."

"Hey!" disse BJ. Agora para Dinah. "Pode se realmente quiser."

Christian deu-lhe uma palmada no braço. BJ sorriu e pôs seu braço sobre os ombros de Christian. "Ele fica lindo quando está com ciúmes" Christian olhou para o alto. Dinah e Normani sorriram.

"De qualquer forma já estávamos indo," anunciou Christian. Sorriu para Dinah. "Foi um verdadeiro prazer te conhecer."

"Sim, foi mesmo," enfatizou BJ. "Vamos sair qualquer dia para Jantar."

Dinah consentiu. "Eu adoraria."

“Verdade?" perguntou surpreendido BJ. “Que tal na sexta-feira?"

“Ela vai para a Califórnia, vai estar ocupada…" Normani se antecipou.

Dinah repassou sua agenda mentalmente. "Talvez algum dia da próxima semana," sugeriu. Não desejava deixar passar essa oportunidade. "Se Mani não se importar," olhou para sua amiga, preocupada. Talvez Normani não desejasse que ela se relacionasse com sua família.

Normani a olhou. "Não, não me importo em absoluto."

"Que ótimo," disse Christian. "quando tiver tempo sairemos nós quatro para nos divertirmos um pouco.”

Dinah consentiu.

"Espera, pode me dar seu autógrafo?" perguntou BJ procurando em seu bolso papel e caneta. "Porque ninguém no meu trabalho vai acreditar que conheci você.."

Dinah escreveu uma mensagem rápida e deixou sua assinatura no papel que lhe deu.

"A prova está aí..”

BJ pulou alegremente e agradeceu-lhe várias vezes antes de que finalmente Christian lhe agarrasse o braço e o levasse.

"Lamento muito por isto, não tinha ideia de que estariam aqui." Normani disse.

"São adoráveis, me alegra os ter conhecido finalmente."

“Verdade?" 

"Sim, gostei. Você não queria que os conhecessem?"

Normani balançou a cabeça. "Não, é isso… Não desejava te colocar nesta situação meio incômoda."

Dinah riu. "Minha vida é uma longa situação incômoda," brincou ainda que em parte era verdade. Encolheu os ombros levemente. "Você a faz ficar mais normal.”

Normani a olhou mas não disse nada.

"Bom, o que quer fazer agora?" Dinah perguntou dando uma olhada ao redor.

"Já perdi a vontade de dançar," admitiu Normani "Então eu ganhei o desafio?"

"Com honra" A atriz afirmou.

Começaram a caminhar para as escadas. Normani a olhou com uma sobrancelha levantada. "Aquilo da Shakira, era verdade?"

"Oh, com certeza" respondeu a loira com um sorriso.

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Notas Finais


"O amor não deveria ser tão complicado"
viagem a Califórnia uh?? 👀 😏


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