História "O lado de lá do Gueto. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Gueto, Poema, Rap, Verdade
Visualizações 6
Palavras 1.031
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Visual Novel
Avisos: Álcool
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Venho trazer um conteúdo diferente do que eu costumo trazer, espero que gostem.
Beijos

Capítulo 1 - Minha vida


De todos os tempos, de todas as vidas tomadas, a parte que mais dificulta é o “Não”.

Para alguns sim para outros não

Deixe-me ir esta noite minha Mãe, prometo voltar logo, se voltar trarei de lá algo bom.

_Sim, poderia sim ter voltado, porém preferi ficar do lado de lá.

Ah, minha mãe meu amor, te dedico este conto da verdade que sinto e desconto nos meus versos que não soam mais.

--<3---

Menina travessa fui eu fui você, andando por aquelas ladeiras com o gingado brasileiro que balançava e encantava.

_Oh linda!

Meu sorriso esbranquiçado, um pouco de lado o agradeceu no balançar de cabeça.

 Aquela saia rodada que usava aquele dia ficou para marcar, talvez eu nunca volte naquele lugar.

“O quanto o ser humano é livre?” perguntas como essa nunca passam na cabeça de uma mulher brasileira, que tem que se aguentar, mas não pode chorar.

Por quê? Porque quem chora é considerado fraco e mulheres não são.

Mesmo no Gueto racionais tocando vivendo como malandro, mas, mais honesto que muitos mano que usa "palitór".

Crime de corrupção passiva com indenização. Estes manos tão tudo solto, cara a cara é tudo vilão que mata muita gente que espera por atenção.

No posto ele me disse assim:

"_O medico já tá pra vim."

Esperando com o sangue da mulher que me deu a luz em mãos. Aquele tiro não podia ter acontecido não, tudo que os mano queria era uma grana, não esta maldição de levar uma vida para o seu caixão.

A única pessoa que  eu tinha ia desfalecendo e a lagrima escorrendo, meu corpo todo tremendo, o que devo fazer?

  Eles dizem pra matar o mal pela raiz, a maldade tá no clero da época das antigas, tá ai ó no centro, como dizem em Brasília.

Não estou aqui para julgar, somente para contar a estória da menina que não tinha onde se jogar.

_Mãe acorda, não me deixe aqui.

Estava chovendo aquela tarde e nem era novembro, o dia estava cinza e a mulher que me deu a vida já não há tinha.

Soube que eu iria morar com minha tia aquela chamada Maria lá do interior:

_Tia Maria!

Mulher bonita mais de santa só o nome, a cidade era pequena, mais o cabaré nunca some.

_Diga Alice.

_Tudo bem eu estar aqui?

_Sim. –ela sorri -_Só não seja como eu, não se limite ao mundo.

Sorri de volta não entendia aquela Maria que parecia um dia sonhar.

Sim, meu nome é Alice que de maravilhas não tinha nada.

  Agora as tenho?

Mãe Maria me deu atenção com o pai Pedro, José e João.

Fizeram para que eu crescesse na vida, me chamaram de querida para que eu levasse uma boa vida.

Toc-toc

_Mãe Maria?

Perguntei.

_Não, Pai João abre a porta.

 _ O que quer Pai João?

 Mãe Maria um dia me disse não confie em homem não, pois eles não têm solução, não acreditei em nada mais mantive a precaução.

_Não, Pai João estou ocupada.

   Sai pela janela corri para a vizinha, uma senhorinha doce e caladinha que só tinha uma cachorrinha que fazia companhia.

Esperei naquele lugar, até Maria voltar mais ela nunca voltava. Fiquei preocupada e contei a senhora que logo resolver chamou seu filho, Eduardo morava logo ao lado, dois anos mais velho que eu:

_Filho, vá com a moça até a casa dela. 

Eduardo olhou de lado, talvez estivesse espantado com aquela moreninha que nada mais tinha que um sorriso esbranquiçado.

_Vou na frente - disse Eduardo.

_Por favor, vai com cuidado - não queria ser um fardo, para o quase homem que por mim estava apaixonado.

Eduardo saiu de dentro dizendo :

Chamem a policia, me abraçou e disse:

_Pode chorar a sua mãe Maria esta lá, estou aqui para te consolar.

A policia veio vindo, lembro-me que passou até no jornal.

Seu João advogado, estuprador e assassino naquela época condenado a pagar o seu pegado mais livre que todos nós.

Morei com dona Joana, uma semana no domingo, recebi uma carta:

 Para Alice.

Alice minha filha soube pelo que você esta passando, eu estou aqui na cadeia, ordenei matar aquele malandro do seu João.

Espero que ele não tenha te feito mal.

Sou seu pai e te abandonei, só quero seu bem não queria te contatar não tinha este direito. Eu mandava dinheiro todo mês para a Maria para cuidar de você.

Agora você deve ser bem responsável, aja como moça crescida que você é né, dia 13 de novembro faz mais um ano de vida. Seus 18 anos parabéns.

Mandarei arrumar um lugar bem perto da faculdade onde você irá estudar, não precisa se preocupar mesmo de longe vou te proteger.

De o seu melhor Alice.

               Com amor, Papai.

Dinheiro nunca soube disso, tia Maria você é era um lixo? 

Para uma menina que um dia não tinha ambição, sem teto, sem chão.

Uma única em um milhão.

Agora sustentada pela grana que matou a minha mãe, queria fazer diferente, ser alguém quente que possa se orgulhar.

_Bye bye Eduardo fique bem!

_Desejo tudo de bom para você também.

Despedi-me com um beijo seco, e um sorriso branco.

Peguei as coisas e fui pra lá do outro lado.

Lembro-me que o lugar era bonito, um prédio quieto e grã-fino que suportou minhas loucuras, como antigamente suportava o gueto, lá eu chorei de solidão e quando o Eduardo ia me visitar eu morria de paixão. Ele tocava minha pele e me fazia sentir segurança, como minha mãe fazia quando era criança.

Aos domingos juntos fazíamos almoço e janta. Antes de dormir amor e falávamos da esperança.

Eduardo esta ao meu lado, porém um pouco mudado, mas não para ruim.

Eduardo trabalhou e se mudou pro lado de cá e comigo construiu um lar, já não precisava daquele pai, nem do seu dinheiro sujo.

Nem lhe disse obrigado, mais eu sei que ele sorriu de lado, com aquele maldito sorriso esbranquiçado.

Hoje eu estou aqui, não posso mais fugir apenas quero ajudar as Alices a encontrarem seu lar.

Obrigado, este é o meu legado de segredos e descasos.

Sou sete, dos sete dias, das sete noites, sou Nana.


Notas Finais


Agradeço a minha ótima beta, seu Nick é Arymura.
Digam se gostarem de estorias assim!
Beijos da 7.


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