História O lado obscuro do poder - Capítulo 6


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Categorias Originais
Visualizações 1
Palavras 1.476
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction O lado obscuro do poder - Capítulo 6 - Capítulo 6

Acabei o banho, enrolada na toalha, vou até o guarda-roupa. Analisando os vestidos, ouço alguém batendo na porta. Olho pelo quarto, avisto um roupão, pego ele e visto. Quando abro a porta, me deparo com Matthew apenas de calça, fico boquiaberta, ele nota e diz:

-Sem formalidades Izzy. - ele pisca e entra no meu quarto. Para em frente ao guarda-roupa com as portas já abertas e continua falando - vamos treinar, nada de vestido. - Ele se abaixa e pega um conjunto de blusa e calça preta.

-Eu não posso vestir isso - meu tom de voz era de reprovação.

-Cinco minutos para estar pronta. - percebo um brilho de impaciência no seu olhar, qual decido não contrariar. Se mamãe estivesse aqui, me esganaria por usar roupas assim… mas ela não está aqui, e até eu descobrir o que está acontecendo, comportarei-me.

Visto a roupa, é totalmente colada ao corpo, mangas longas, e elástica. Ponho um sapato também preto. Quando abro a porta do quarto, ele está no outro lado do corredor conversando com um garoto e rindo. Caminho até eles lentamente, quando percebe minha chegada se despede do outro e começamos a caminhar em direção a… não sei onde estávamos indo.

-Vamos ao ginásio privado, não quero que você acidentalmente coloque fogo em alguém- sinto o tom de sarcasmo na voz.

-Matthew, eu ainda…

-Ninguém aqui é formal assim, como eu disse. Me chame de Matt.

-Tudo bem. Eu ainda não sei como vim parar aqui.

-Ah, eu também não. Meu tio voltará da viagem em dois dias e explicara tudo a você, é ele quem coordena aqui. 

 Viramos uma esquina do corredor e minha mão sufoca o grito que quase dou. As pessoas eram… sobrenaturais. Havia uma garota com a pele azul, outra com enormes garras no lugar das unhas. Um pássaro voava e, se transformou em um menino que rolou pelo chão e caiu dando risada. Uma menina menor ficou invisível e estava assustando as amigas. Duas garotas mudavam o penteado dos outros apenas com… magica! Isso era demais para mim. Não percebi que tinha parado de andar até que sinto a mão de Matt puxando meu braço.

 

-Você se acostuma. - Diz, como se fosse algo que se visse todo dia normalmente. Finalmente chegamos ao ginásio. -Vamos descobrir qual seu ponto forte- um sorriso surge em seus lábios e ele vai até um armário e volta com uma bola transparente. - Vai aparecer o sinal de qual habilidade você domina quando segurar ela. Como está acontecendo comigo. - Observo a bola ganhar cor avermelhada e logo serrotada por fogo. Dou um pulo para trás e uma gargalhada invade o espaço. - O fogo é inofensivo. - Ele pisca e entrega a bola, já transparente, em minhas mãos. Se ele esperava que acontecesse algo, estava errado.

-Eu disse que não era assim… - sou interrompida

-Seu colar, tire-o. 

-Não vou tirar meu colar.

-Você precisa tirar, ou seus poderes não se manifestam.

-Estou bem sem eles. 

 -Isabelle - ele falava serio agora. - Deixe- me tirar o colar. - Com um suspiro, permito que ele se aproxime e solte o fecho do colar. Deixo de sentir seu leve peso em meu peito. Meu corpo perde o equilíbrio e fico tonta. Se Matt não tivesse me segurado a tempo, estaria no chão. - Tudo bem? - pergunta depois que eu já estou em pé novamente, assinto com a cabeça e olho para aquela bola de cristal.

-Não está acontecendo nada. - Errei. A bola brilha intensamente, sinto- a ganhar mais peso. Começa a exibir não um, mas diversos desenhos ao mesmo tempo. Pela expressão de Matt está claro que isso não deveria acontecer. 

-Os quatro elementos, transformação, locomoção, invisibilidade, visão… o que… - olhava admirado para a bola que continuava a exibir os desenhos. - Uou…- Ele estava, claramente, sem palavras. - Bom isso... nunca aconteceu. Eu acho... - ele sacode a cabeça - vamos ver como você se sai.

Caminhamos até o centro do ginásio. Ele me explica brevemente sobre os poderes. Começamos com algo simples, diz ele, criar um pequeno redemoinho. De acordo com Matt, preciso sentir o poder dentro de mim, e direcionado para o que quero fazer. Consegui criar uma rede de vento na primeira tentativa, coisa que impressionou a mim e ele. Tudo ocorreu tão rápido, logo eu estava flutuando dentro de uma enorme corrente de vento. A sensação que aquilo trazia era imensa para mim.

-Na próxima nós vamos lá fora. - Matt diz percebendo que o espaço se tornara insuficiente. - Na verdade, vamos agora. Não seria fácil lidar com uma inundação aqui. - seu lábio se curva em um sorriso. Enquanto andávamos para fora do ginásio, agradeci mentalmente à ele por ter me feito usar essa roupa, não imaginava fazer algo desse tipo com vestidos. Passamos por corredores e mais pessoas estranhas, até finalmente chegarmos a um pátio plano com apenas algumas árvores. Me viro para ele e pergunto:

-Todos tem essa coisa incomum, qual é a sua? - As nuvens no céu estavam abundantes, o sol se escondia em uma delas. Quando olho para ele, está sorrido. Pego um elástico e começo a prender meu cabelo, percebo que algo se projeta atrás de suas costas. Enormes asas  brancas nascem nele. Fico boquiaberta. - Uau. São lindas. - Fico maravilhada, exalam um brilho incomum que se mistura a seus cabelos claros, e deixa seus olhos em um tom castanho maravilhoso. 

-Vamos as suas aulas. Hoje só veremos os quatro elementos. Agua agora.

-Que pena, estou ansiosa para ficar invisível.

Ele sorri, estava sempre sorrindo, isso me maravilhava. Sua mão aponta para um rio, qual não tinha reparado, e já imagino o que deseja que eu faça. Caminho me aproximando do rio, ergo a mão e faço movimentos no ar com ela. Parte da água se ergue e segue os movimentos de minha mão. O sorriso em meu rosto é indestrutível. Ergo os braços a cima da cabeça , formando uma ponte de água em cima de nós. Peixinhos coloridos passam por ela. Depois de mais umas voltas, devolvo a agua ao rio e me viro para Matt.

-Não sei o que estou fazendo aqui, você claramente não precisa de ajuda. - Se ele não estivesse sorrindo, teria achado que era sério. - Restam fogo e terra, se continuar assim, vamos repassar todas as áreas ainda hoje.

Sento- me no chão com as pernas cruzadas, havia sido princesa algum dia?  Meus atos dizem que não.

Faço uma pequena flor sair do chão, percebo que minhas mãos estão cobertas de brilho, movendo os dedos crio outra flor, logo temos um jardim colorido. 

O próximo era o fogo, perigoso. Criei uma chama em minha mão, e joguei em uma flor afastada das outras. Descobri ali que minha mira é perfeitamente boa. Levei um susto quando a chama aumentou e tomou outras flores, rapidamente joguei água nelas, água que não sei como surgiu, talvez como fiz o fogo...

Quando procuro Matt com o olhar, ele está olhando para... uma multidão. O lugar se encheu de outros feiticeiros, sem que eu percebesse. Estavam todos cochichando e encarando-me. Matt vira para mim com um olhar como quem se desculpa, se aproxima e fala:

-Vão encher se saco, é melhor irmos. - Assinto com a cabeça, timidamente, e saio de lá com o peso dos olhares sobre mim. - Como se sente? Exausta?

-Nem um pouco, poderia fazer aquilo o dia todo, é maravilhoso.

-Mais uma coisa errada para ser acrescentada a lista. - Seus lábios são pressionados um contra o outro - Normalmente ficamos exaustos, e como foi sua primeira vez utilizando magia, esperava que estivesse desmaiado.- Isso me surpreende um pouco, não estava nem um pouco perto do desmaio. - é melhor descansar, mesmo assim. Almoçaremos em 2 horas. Esteja lá. - Se despede com um aceno e vira uma esquina do corredor.

Acabo chegando mais rápido do que imagino no quarto. Minha roupa está grudenta contra a pele, fico aliviada quando tiro-a e entro no banheiro para um banho que limpa minha alma. Lavo os cabelos e deixo eles molhados caindo pelos meus ombros. Há uma bandeja com pequenos sanduíches e chá, novamente de canela. Sento na beirada da cama, abrindo gavetas da cômoda e tirando delas livros e instrumentos de estudo. Deito na cama com um livro em mãos. Os livros, sobre magia, me ajudaram a entender  mais sobre como nascem feiticeiros, o que fazem, e toda a história por trás disso. Vinham para escolas como esta aos 8 anos, onde começam a aprender como usar seus poderes. Até os 18 permanecem na escola, depois estão livres para viver uma vida normal, com apenas uma regra: sem magia perto de humanos. Acabo pegando no sono lendo um dos livros, e acordo apenas horas depois, atrasada para o almoço.


Notas Finais


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