História O Legado - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Andromeda Tonks, Angelina Johnson, Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Blásio Zabini, Carlinhos Weasley, Colin Creevey, Daphne Greengrass, Dino Thomas, Draco Malfoy, Fílio Flitwick, Fleur Delacour, Fred Weasley Ii, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Hugo Weasley, Jorge Weasley, Kingsley Shacklebolt, Lílian L. Potter, Lino Jordan, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Molly Weasley II, Neville Longbottom, Ronald Weasley, Rose Weasley, Scorpius Malfoy, Ted Lupin, Tiago S. Potter, Victoire Weasley
Tags Harry Potter, Nova Geração, Suspense
Exibições 45
Palavras 3.607
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ecchi, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Cadê os fantasminhas que não fazem a gentileza de aparecer? Estou aguardando vocês...
Capítulo para Escritora, MidriaB e aalissonaargent
VÃO PARA AS NOTAS FINAIS

Capítulo 12 - Capítulo 12


A vida é como um piano. Teclas brancas representam à felicidade, e as pretas as angústias. Com o passar do tempo você percebe que as teclas pretas também fazem música.”

A última música – Nicholas Spark

 

A volta para Hogwarts não foi tão divertida. Cada um deles estava entretido em algo particular, quando Rose perguntou como tinha sido o feriado deu para perceber pelas feições de cada um que não tinha sido tão bom quanto eles esperavam.

Enquanto Amélia desenhava em um caderno próprio para isso Rose e Scorpius liam livros para se distrair. O loiro ficou esperando que Freya aparecesse, mais depois das primeiras horas ele notou que ela não ocuparia a cabine com eles. No fim da viagem ele avistou a menina ao longe com Anthony e mais algumas pessoas da Sonserina. Ela sorriu timidamente antes de seguir o irmão mais velho para dentro de uma das carruagens.

Na hora do jantar eles se encontraram na mesa da Grifinória. Eles não tinham o costume de sentar lá antes por conta da situação de Albus e James, mas as coisas estavam começando a melhorar e quando Rose os chamou não viram razão para negar.

Eles ainda não pareciam bem. Fred fazia brincadeiras, mas os sorrisos eram fracos e logo sumiam, eles disfarçavam se servindo de comida.

– Como foi o feriado? – Albus perguntou. Ele sabia que tinha algo de errado com eles. Rose não costumava ficar tanto tempo calada, Amélia fingia comer colocando pequenas porções no talher e Scorpius estava alheio ao que acontecia a sua volta.

– Bom. – Amélia deu a resposta com um sorriso amarelo.

– Rose? Scorp?

Os dois olharam para Albus e responderam o mesmo que Amélia. Albus lançou um olhar para James em busca de ajuda.

– Eu acho que vocês estão mentindo e que alguma coisa aconteceu. – James falou. Albus bateu a cabeça na mesa pensando que o irmão podia ter tido mais sutileza.

– Meus pais brigaram por que ele não aceita minha amizade com o Scorp. Eu mal falei com ele o feriado todo. – Rose falou enquanto uma lágrima solitária descia por seu rosto.

A cabeça de Scorpius virou tão rápido que Amélia jurou tê-la ouvido estalar.

– Minha mãe deu uma pirada. Ela simplesmente surtou e eu nem… – Amélia fungou. – Esse foi o pior feriado da minha existência. – Falou por fim entrelaçando as mãos por baixo da mesa e se segurando para não chorar.

– Passei o feriado no meu quarto. Meus avós apareceram e cada vez que os via eles faziam o favor de me lembrar como eu desonro meu nome ao andar com companhias tão improprias. – Scorpius falou e sua expressão não entregava nada, mas os olhos tinham um brilho incomum.

Os irmãos Potter se encararam sem saber muito o que deveriam dizer, nem mesmo Fred parecia ter alguma brincadeira a fazer.

– E eu vou ter um irmão. – Scorpius disse alto o suficiente para os mais próximos ouvirem.

A verdade é que Scorpius não sabia como se sentir com relação a isso. Ele sempre pensou que seria filho único, era assim há gerações, mas quando seus pais lhe disseram que teriam outro filho ele não soube como reagir. Deveria ficar feliz, abraçar os pais e dizer que seria um ótimo irmão mais velho? Por alguns instantes ele se sentiu como se mergulhasse muito fundo e seu cérebro tivesse sem oxigenação, e no fim optou por uma conduta fria e distante, algo típico de um Malfoy. Doeu no menino o olhar sentido que Astória lhe lançou antes de sair do quarto.

– Você vai ter um irmão? – Albus gritou surpreso demais para conseguir se conter e Scorpius sentiu vontade de jogar todo o conteúdo do copo a sua frente no rosto do moreno.

– Bem, Potter, meus pais iam esperar para fazer um comunicado oficial. Mas obrigado por fazer isso agora. – Scorpius lançou um olhar frio ao menino.

Albus ficou com o rosto vermelho e sem jeito.

– Desculpa, desculpa. É só que… desculpa, eu não devia… – O moreno não conseguia juntar os pensamentos. – Irmão? Você tem certeza?

O loiro ergueu uma sobrancelha.

– Malfoys não tem segundos filhos. – Rose falou quando Albus ficou abrindo e fechando a boca como um paspalho.

– Você deveria ter dito isso aos meus pais então. – Scorpius cruzou os braços e evitou olhar para o rosto magoado de Rose.

– Isso significa que não devemos dar os parabéns? – Amélia perguntou insegura.

– Não. – James falou. – Significa que o pequeno Malfoy deve escrever uma carta aos pais dele se desculpando pela forma desagradável como se portou e que está muito feliz com a notícia.

– O que voc…

Scorpius ia falar, mas James o cortou antes que ele prosseguisse.

– Ter um irmão mais novo não é o fim do mundo. Eu amei Albus assim que o vi, mesmo que não estivesse muito feliz em deixar meu posto de filho único.

– Você não pode lembrar disso. – Scorpius falou zombando.

– Não, mas mamãe vivia falando.

Os dois continuaram a conversa sem notar um Albus muito envergonhado ao lado pelas declarações de afeto que James continuava fazendo. Rose que estava na frente do moreno não escondia o sorriso de satisfação.

Quando eles acabaram de conversar Scorpius estava bem mais calmo com relação a ter um irmão e se sentindo terrivelmente culpado pela forma como se portou com seus pais.

 

[…]

– Malfoy!

Scorpius se encolheu timidamente antes de voltar a sua pose despreocupada. Molly gritou o nome do menino assim que passou pelas portas do Salão Comunal e o olhar que ela lançava ao menino não estava dos mais felizes.

– O que diabos você fez? – Albus perguntou antes de se afastar do amigo. Seja o que for Molly não parecia feliz e Albus não queria levar algo apenas por estar perto do objeto de raiva da prima.

– Você pode me explicar isso? – Molly falou estendendo um pedaço de papel e um embrulho ao loiro.

Scorpius pegou o que Molly lhe oferecia com receio, como se aquilo pudesse lhe morder. A cor fugiu do rosto do menino quando notou a quem pertencia a letra na carta e logo seu rosto virou uma profusão vermelha.

– O que você quer que eu diga? – Scorpius perguntou com uma coragem que ele não tinha, Molly ainda olhava para ele com aqueles olhos de águia prestes a devorar uma cobra.

– Ela não precisava fazer isso. – Molly falou.

– Não, ela não precisava.

Molly ainda olhou mais alguns segundos para o menino antes de virar as costas e se afastar.

– Molly? – Scorpius a chamou e viu a garota se virar para olhá-lo. – A etiqueta diz que você deve escrever agradecendo pelo presente, mesmo que seja ela que esteja lhe agradecendo.

– Eu sei o que a etiqueta diz, Malfoy. Não fui criada com grindylows.

Molly respondeu ofendida e saiu antes que o menino pudesse falar algo mais que a irritasse e aí ela seria obrigada a azará-lo.

Mas ao chegar no quarto Molly ainda olhava o lindo colar que estava no estojo.

– Astória Malfoy tem bom gosto.

 

[…]

 

Eles se encontravam fora do Castelo já que o frio tinha diminuído e fazia um calor agradável. Amélia tinha encontrado Thomas e o arrastado para um dia fora, Steph também estava lá junto com os Miller estendidos na grama verde.

Scorpius lia uma carta que tinha chego durante a manhã e parecia feliz com o que lia.

– Boas notícias, Malfoy? – Emílio perguntou.

– Minha diz que o bebê não para de mexer e que está tendo uns desejos estranhos. – O loiro respondeu sorrindo.

Todos compartilhavam da alegria do menino.

– Eu pensei que só havia um herdeiro por geração na sua família. – Thomas falou.

Alguns olhares se dirigiram a ele, Thomas não era conhecido por seu grande repertório de discursos. Ele era uma figura silenciosa e atenta, mais escutando do que falando.

– Acho que meus pais estão quebrando algumas tradições. – Scorpius respondeu dando de ombros. – Você tem irmãos, Thomas? – Scorpius aproveitou a oportunidade para poder conversar com o menino.

– Uma irmã, Ariana, ela tem 10 anos. – Thomas respondeu sem vontade.

– Então ela vem para cá próximo ano? Que legal. – Amélia falou animada.

– Talvez não. – Ele falou desgostoso.

– Mas Hogwarts é a melhor escola de magia do mundo, para onde mais ela iria?

Albus e Scorpius perceberam como Thomas parecia desconfortável com o assunto e resolveram mudar de assunto antes que o lufano se levantasse e saísse de lá correndo. Não que Albus fosse achar ruim, ele ainda não gostava de Thomas.

– Tia Fleur disse que Beauxbatons é a melhor escola de magia. – Albus soltou e esperou que isso trouxesse um novo assunto.

Thomas olhou para os dois e seus olhos desafiavam Scorpius, mesmo o loiro não tivesse feito nada que pudesse trazer fúria ao lufano.

– Minha irmã não apresenta indícios de magia. É provável que seja um aborto. – Ele falou olhando para Scorpius como se buscasse alguma falha em sua feição estoica.

– Aborto? – Amélia perguntou sem saber o que aquela expressão significava.

– Uma pessoa que tem pais bruxos, mas que não apresenta magia. – Scorpius respondeu evitando encarar Thomas e seus olhos raivosos. – Geralmente eles são aconselhados a viver no mundo trouxa.

– Me poupe de sua condescendência, Malfoy. – Thomas jogou e saiu dando passos duros.

O menino já tinha se afastado quando sentiu uma mão agarrando seu braço e o puxando para trás.

– Qual é o seu problema? – Amélia perguntou.

– Você não escutou o que ele falou? – Thomas apontava na direção que os outros estavam sentados.

– O que ele falou, Tom? – Amélia perguntou com calma.

– Ele… Você viu…

– Eu gosto de você, Tom. Mas não pode jogar as coisas assim no Scorpius a cada vez que sentir raiva.

O Lufano não queria mais encarar aqueles olhos castanhos. Deu as costas novamente.

– Não venha atrás de mim, Amélia.

A menina o viu se afastar cada vez mais. Quando ela achava que estava conseguindo chegar perto e alcançá-lo ele se afastava. Ele nunca se soltava, nem mesmo quando os dois estavam sozinhos e ele parecia contrastar tanto com os outros da Lufa-Lufa, em sua maioria garotos felizes e animados com as menores coisas.

 

[…]

 

Amélia e Rose andavam em direção a biblioteca, elas tinham acabado de sair da sala da diretora. Minerva foi muito solícita em atender o pedido de ajuda de Amélia. A menina falou tudo que sabia e ao terminar a professora falou que procuraria por informações, mas não deu a ela mais esperanças.

Em seu íntimo Amélia sabia que não encontraria nada ali. Ela gostava de acreditar que era um sexto sentido bobo e não algo que veio da expressão de Eliza quando elas se despediram na plataforma.

– Vamos encontrar alguma coisa. – Rose sorriu confiante. – Se ele foi um bruxo, nós vamos encontrá-lo.

Amélia sorriu de volta, mas ela não tinha tanta confiança assim.

 

As provas finais não demoraram a chegar e na semana de sua aplicação os alunos do 5º e 7º ano eram constantemente vistos na ala hospitalar tendo que tomar tônico para os nervos. Victorie sempre parecia agitada e nervosa, recitando feitiços, dados históricos e a função de determinadas plantas. Em uma determinada situação enquanto revisava o assunto com Rose que lhe fazia perguntas a loira começou a chorar por não se lembrar de algumas coisas.

Rose precisou da ajuda de Amélia e Scorpius para acalmar a jovem corvinal.

Para os primeiros anistas as coisas correram de forma mais calma. Eles estavam nervosos, é claro. Mas já tinham visto os assuntos tantas vezes e o revisado outras tantas que a confiança sobrepujou o nervosismo e na saída de cada prova eles sabiam que tinham ido bem.

Na festa de encerramento das aulas cada um teve que se sentar em suas respectivas mesas, para o grande descontentamento do quarteto. O Salão estava decorado com as cores da Corvinal e os alunos da casa estavam sentados como pavões orgulhos por terem conquistado a Taça das Casas. Mesmo com o empenho da Grifinória foi difícil bater os jogadores experientes da Casa Azul e a Casa vermelha acabou perdendo a Taça de Quadribol também.

No dia anterior teve a Festa de Formatura para os alunos do 7º ano e Albus pode ver algumas pessoas de sua família. Seus avós e tios tinham ido, Albus esperou ver Harry e Gina, mas Molly dissera que teve alguns problemas no Ministério e que Gina teve que ficar com Lily. Mas o menino ficou feliz em poder ver os parentes antes do tempo. Victorie estava linda e com um sorriso deslumbrante no rosto quando seu nome foi chamado e ela recebeu sua faixa de formação, demonstrando que ela era uma bruxa formada daquele instante em diante. A festa não durou tanto quanto ele gostaria e logo ele estava de volta ao seu salão tendo sido escoltado por James e Teddy, mesmo tendo dito que não era necessário.

Na mesa da Sonserina Albus e Scorpius faziam brincadeiras com as varinhas enquanto Minerva fazia seu discurso e só pararam quando Freya lançou um feitiço neles e os mandou se comportarem.

Freya era cada vez mais uma presença constante entre eles, já tinha se habituado a presença dos outros também e já vinha aproveitando da presença de Rose mais do que gostaria de admitir. A ruiva era ótima para conversar, mesmo que não tivesse um grande senso de humor na opinião da sonserina. Ou talvez o humor de Freya fosse apenas duvidoso.

 

O vagão estava muito cheio, todos admitiam, embora nenhum deles parecesse se importar. James e Fred tinham dado uma passada lá para averiguar se estava tudo bem com os mais novos, mas logo saíram. Eles nem mesmo conseguiram entrar. Freya, Rose e Amélia ocupavam um dos bancos, Albus, Scorpius e Zach ocupavam o outro, Emílio e Steph estavam sentados no chão.

Os assuntos mudavam e eles nem mesmo percebiam. Amélia sentia falta de Thomas, embora o lufano fosse extremamente tímido ele dava boas tiradas e em vários momentos Amélia se pegou olhando para o lado esperando que ele falasse alguma coisa. Thomas não tinha voltado a se aproximar de nenhum deles desde o incidente no jardim.

Os Miller e Steph pareciam animados para voltar para casa, ansiosos para ver os pais. Freya não demonstrava nada em particular, mas o sorriso dela parecia mais aberto quando o trem parou e eles puderam ver os adultos na plataforma.

Rose, Albus, Scorpius e Amélia pareciam inseguros. Seus movimentos eram lentos e seus passos curtos. Eles temiam como seriam essas férias, já que os poucos dias do feriado de Natal tinham sido um verdadeiro fiasco.

Assim que saíram da plataforma os olhos das crianças pareciam buscar os pais.

– Scorpius, seus pais estão ali. – Freya apontou para o casal.

Ao lado dos Malfoy se encontrava outro casal, um homem negro alto e uma mulher muito bonita de rosto sério. Scorpius ia sair andando quando se deteve.

– Vamos para lá. – Ele chamou os outros. – Nós esperamos até seus pais aparecerem.

Albus não estava muito seguro, mas viu que Rose já pegava seu malão e ia em direção a Scorpius.

Assim que chegaram Scorpius foi sutilmente abraçado pela mulher que estava ao lado de Draco, os outros julgaram que devia ser Astória.

– Papai, mamãe, esses são Albus e Amélia. – Ele falou apontando. – Mãe, essa é a Rose.

Draco estendeu a mão a cada um dando um singelo sorriso. Astória fez um menear de cabeça os cumprimentando.

– Esses são Blaise e Mary Zabine, pais de Freya. – Scorpius continuou a apresentação.

– Mary não é minha mãe. – Freya tratou de explicar sem olhar na direção dos adultos. – Mas onde Anthony se meteu? Ele não estava lá para levar meu malão.

A menina falou com um bico. As outras crianças pareciam levemente envergonhadas e trataram de olhar ao redor procurando os pais. Albus olhou por alguns segundos na direção da mulher que acompanhava o sr. Zabine esperando alguma expressão entristecida, mas a mulher ainda mantinha o olhar duro como se não se importasse com a opinião de Freya. Talvez a garota tivesse razão em não considerar a mulher como algo maternal.

Com um suspiro de alívio Rose viu seus pais e Gina parados ao lado de James, que parecia procurar por eles tanto quanto eram procurados. Todos puderam perceber a careta de desgosto que passou pelo rosto de Ron quando ele segurou o braço de Hermione e falou algo. A mulher apenas deu de ombros e seguiu até onde as crianças estavam.

– Estávamos procurando vocês. – Hermione falou passando a mão no rosto de Rose.

– Temos que ir. – Ron falou duramente.

– Weasley. – Draco falou com educação.

– Malfoy. – Ele respondeu sem realmente encarar o homem loiro.

– Draco, Astória, obrigada por ficar com as crianças. – Hermione lhes estendeu um sorriso contido.

– Não foi problema algum. – Astória afirmou.

– Vamos! – Ron voltou a falar.

Albus já estava entre Gina e James e se despedia de Freya.

– Scorpius, lembra do combinado? – Rose perguntou.

– Uma carta por semana ou você vai fazer com que cada porção que eu fizer dê errado, além de enfeitiçar minha vassoura no dia da seleção para entrar no time da sonserina. – Scorpius repetiu a ameaça que Rose vinha falando há semanas.

Draco teve que disfarçar o sorriso com uma tossida. Ele achava aquela conduta nenhum pouco grifinória.

– Rose tem aprendido alguns truques com a gente. – Albus falou dando de ombros e sorrindo para a prima.

– Isso vale para todos. – E ela lançou um olhar para Freya.

– O que? Ah, não. – A menina falou batendo o pé. – Eu não quero receber uma carta sua por semana, Weasley. Vamos apenas nos encontrar e desconsiderar as cartas, okay?

Rose sorriu. Ela ainda se sentia insegura com relação a sonserina, mas a menina tinha dito que elas podiam se encontrar nas férias, então quer dizer que elas podiam ser amigas de verdade. Era o que Rose achava.

– Eu tenho que ir. – Amélia falou. – Mamãe já deve estar me esperando. Foi um prazer conhecê-los. – A menina se dirigiu aos adultos e antes que Rose pudesse falar algo mais a morena a interrompeu. – Sim, Rose. Uma carta por semana e Freya tem razão, vamos nos encontrar.

– A mansão Malfoy é muito bonita, podemos ir para lá. – Freya falou rapidamente.

– Querida, se convidar para a casa dos outros não é muito educado. – Blaise disse sério.

Freya deu de ombros como se não se importasse, mas olhou para os Malfoy pelo canto do olho.

– Sintam-se convidados para irem a nossa casa quando quiserem. – Astória falou. – Amélia, querida, foi um prazer. Scorpius falou coisas maravilhosas de você, lhe esperaremos em casa.

A menina ficou abrindo e fechando a boca sem saber o que deveria dizer.

– Nós podemos dar um jeito de ir buscá-la, já que sua casa não deve ter meios mágicos. – Draco falou gentilmente.

– Obrigada. – Amélia falou agradecida. Levanto em conta as coisas que tinha ouvido a menina não esperava que os pais de Scorpius fossem tão gentis.

Amélia se despediu dos outros dando um abraço em cada um e partiu.

Para o grande descontentamento de Ron Hermione também estendeu o convite para a casa deles, assim como Gina, que disse que ficaria muito feliz em recebê-los. James sorriu e disse que eles deviam avisar com antecedência assim daria tempo de Molly preparar algo.

Gina deu um sorriso envergonhado e disse que no quesito cozinha ela era uma negação. Astória sorriu com graça e disse que ela não era muito mais dotada que a ruiva, mas que os elfos costumavam dar conta. Elas ficaram mais alguns minutos falando sobre as benesses que conseguiam graças aos elfos e Hermione fez vista grossa e algumas pontuadas.

– Não se preocupe, sra. Weasley, nós estamos seguindo todas as novas diretrizes. – Scorpius falou. – Embora Nory ainda tenha ganas de se machucar a cada vez que acha que ofendeu algum de nós. – Ele terminou balançando a cabeça como se tivesse desistido do elfo velho.

– Na vez que demos a ideia dele cuidar apenas do jardim achamos que ele fosse morrer de tanta tristeza. – Draco falou soltando um suspiro.

– Agora ele comanda a cozinha, que é bem mais tranquilo. – Astória disse.

Hermione e Gina estavam gostando daquela estranha interação, Astória se mostrava alguém agradável e gentil. Os Zabine se despediram tão logo Anthony chegou e saíram rapidamente.

De alguma forma parecia que o assunto entre as mulheres se desenvolvia e mudava sempre que um estava acabando.

– Neville me escreveu, acho que voltarei a escola no fim das contas. – Astória falou sorrindo. – E ele disse que Scorpius está tendo um grande progresso nas aulas de herbologia. – Falou plantando um beijo do topo da cabeça do loiro e disse com um sorriso zombeteiro para Draco. – Claro que tal habilidade veio de mim.

– É claro, querida. – Draco confirmou, pois não era burro o bastante para negar.

A cada minuto que passava o rosto de Ron parecia adquirir um novo tom de vermelho e Hermione resolveu sair antes que o marido falasse algo inadequado ou explodisse

– O convite é sincero. Combine tudo com Rose e ficaremos aguardando. – Ela falou.

– Obrigado, sra. Weasley. – Scorpius sorriu.

O menino evitava olhar na direção do pai da amiga, pois da vez que arriscou ele teve a certeza que a mão que ele mantinha no bolso segurava uma varinha e pela raiva que demonstrava podia pensar nos feitiços que Ron Weasley queria lançar.

Scorpius paralisou por alguns segundos quando Rose veio lhe abraçar, mas logo correspondeu o abraço ainda sem olhar para Ron. O abraço de Albus foi mais rápido e veio acompanhado de um empurrão. Scorpius notou que ele parecia bastante feliz ao lado de Gina e esperava que essa alegria durasse.

Eles se despediram e foram embora. Hermione e Gina ainda faziam planos sobre o jantar da noite seguinte antes de se encaminharem cada uma para suas casas levando seus filhos consigo. A última coisa que Albus viu foi a parede de tijolos da plataforma.


Notas Finais


Eu tive muitas dúvidas sobre o capítulo passado, ele não me agradou muito e foi o mais difícil de escrever até agora. Por isso que eu gostaria que vcs me dissessem o que acharam.
Esse capítulo teve uma passagem de tempo mais rápida, pq as coisas tem que seguir e que quero levar a história mais adiante.
Espero que tenham gostado.
Deixem comentários, por favor


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