História O Legado - Capítulo 14


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Andromeda Tonks, Angelina Johnson, Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Blásio Zabini, Carlinhos Weasley, Colin Creevey, Daphne Greengrass, Dino Thomas, Draco Malfoy, Fílio Flitwick, Fleur Delacour, Fred Weasley Ii, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Hugo Weasley, Jorge Weasley, Kingsley Shacklebolt, Lílian L. Potter, Lino Jordan, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Molly Weasley II, Neville Longbottom, Ronald Weasley, Rose Weasley, Scorpius Malfoy, Ted Lupin, Tiago S. Potter, Victoire Weasley
Tags Harry Potter, Nova Geração, Suspense
Exibições 41
Palavras 1.352
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ecchi, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Um presente pelos comentários, o capítulo é para vocês (desculpa não dedicar nominalmente, mas tenho que correr). Vocês são muito especiais e me deixaram muito feliz.
Eu adorei escrever esse capítulo, espero que vcs tbm gostem.
Vou esperar pelos comentários ;***

Capítulo 14 - Capítulo 14


Dizem que cada átomo do seu corpo, um dia, foi uma estrela. Talvez não estejamos simplesmente morrendo. Talvez nós estejamos indo para casa…”

Gerome Marrow

 

Minerva McGonagall fazia seu discurso alheia ao que se passava internamente com quatro dos seus estudantes. Albus não entendia como aquelas pessoas podiam sorrir e falar sobre as férias como se tudo estivesse bem, ele não entendia como elas podiam estar felizes quando ele se sentia tão miserável.

Olhando para as outras mesas ele notou o rosto triste de Rose na Grifinória, James estava do lado dela a abraçando pelos ombros falando algo que Albus não conseguia adivinhar. Amélia estava na mesa da Corvinal batucando na mesa com os dedos, Zach estava do lado dela também em silêncio, em algum momento a menina notou que estava sendo observada e se pegou encarando os olhos tristes de Albus. Ela queria lhe dar um sorriso que demonstrasse que tudo ficaria bem, mas não teve força suficiente.

Albus estava sentado ao lado de Freya que desde o início da seleção parecia encarar um ponto fixo na mesa. Ela ainda matinha a postura ereta e o rosto inexpressivo, mas lançava olhares para Albus uma vez ou outra. Nenhum dos dois parecia querer quebrar aquele silêncio que se mantinha desde a chegada na estação.

Quando se encontraram na plataforma os quatro pareciam olhar ao redor procurando a mesma pessoa e tiveram que ser empurrados pelos pais para que entrassem no trem. Eles se espalharam para procurar nas cabines, pensaram que talvez ele tivesse chegado mais cedo e já tivesse por ali, mas nem sinal de Scorpius Malfoy.

Quando deixaram a Mansão, faltava pouco mais de uma semana para o início de Setembro. Eles queriam ter ficado lá para poder confortar Scorpius, mas Harry chegou logo seguido de Hermione e disseram que a presença deles lá se tornaria incômoda e que os Malfoy provavelmente queriam ficar sozinhos naquele momento. Amélia foi para casa com Rose, enquanto Freya acompanhou os Potter.

Os dias que se seguiram inúmeras corujas chegavam a mansão, mas as respostas se tornaram escassas. Albus e Freya queriam voltar lá e saber como o amigo estava, mas Harry disse que se ele quisesse companhia tinha respondido as cartas, mas Albus não acreditava nisso.

Scorpius nunca responderia uma carta dizendo que os queria ao lado dele porque estava triste e com o coração destruído, Albus sabia porque ele próprio nunca faria isso. O orgulho nãos os permitia. O moreno se acalmou quando Blaise foi buscar Freya e garantiu que iria em busca de informações e que a menina logo mandaria uma carta.

A resposta que ele teve de Scorpius foi uma única carta que dizia que Adhara era uma bebê muito linda, mas que tinha herdado mais traços dos Greengrass do que dos Malfoy. Os cabelos eram mais escuros, não chegando aos castanhos de Astória, e tinha olhos verdes.

A carta foi a mesma para todos eles.

 

Scorpius andava pela mansão como um fantasma. Seu rosto infantil se mantinha em uma expressão resignada e dura, durante aqueles dias ele apenas saia do quarto para ir ao quarto de Adhara e ficava horas lá olhando o pequeno bebê envolta em uma bolha mágica necessária para mantê-la protegida recebendo o que ainda precisava para se fortalecer.

Eles a retiravam da bolha por alguns minutos todos os dias para poder tirar medições e saber se ela estava melhorando e em uma dessas vezes ela abriu os olhos e Scorpius viu duas pequenas bolas verdes encarando tudo ao redor. Ela não chorava, apenas ficava olhando, observando, Scorpius se perguntava se ela poderia sequer imaginar o que estava acontecendo e rezava para que não. Ele próprio queria esquecer o que estava acontecendo.

Draco normalmente ficava sentado ao lado de Scorpius, ambos velando Adhara, preocupados e ansiosos. Os medibruxos diziam que ela estava tendo bons progressos mesmo sendo prematura e que mais algumas semanas seria suficiente para que ela pudesse ficar livre. Eles não se falavam muito quando ficavam lá, Scorpius criou o hábito de ler para a irmã, mesmo não sabendo se ela podia escutar, aquilo fazia com que o coração dele se tornasse menos gelado.

No quarto do menino havia dezenas de cartas que ele não tinha se dado ao trabalho de ler ou sequer abri-las. Ele as recebia de algum dos elfos da mansão e as jogava lá. Depois que a pilha estava grande ele resolveu escrever uma pequena carta, mas não sabia o que botar nela. Em seu íntimo ele queria dizer como estava sofrendo, como aqueles dias estavam sendo horríveis e que ele gostaria de entrar no trem e esquecer tudo aquilo.

Mas no fim ele apenas disse que Adhara era uma bebê linda que parecia mais com Astória do que com Draco e depois pediu que o pai replicasse a carta e assim a mandou para todos os amigos.

No dia 1º de Setembro Draco tentou fazê-lo ir para Hogwarts, mas Scorpius apenas ficou em silêncio e voltou a ler o conto que tinha começado no dia anterior. Ele não queria deixar a pequena Malfoy, sentia medo de ir para longe e receber uma carta dizendo que ela não resistiu. Ele achava infantilmente que permanecer lá conversando com ela, lendo os contos que Astória costumava ler quando ele era uma criancinha daria forças para a menina viver.

Lucius e Narcisa tinham aparecido na Mansão, mas não se demoraram. Fizeram comentários inoportunos sobre a aparência da bebê que fizeram a magia de Scorpius se descontrolar e com bem menos educação do que gostaria Draco pediu que eles fossem embora.

Todas as noites Draco botava Scorpius para dormir, não como fazia antes. Ele apenas deitava na cama do menino e ficava passando a mão na cabeça de Scorpius, ambos olhando para o teto enfeitiçado que agora mostrava a estrela Adhara brilhando fortemente e ficava lá até o menino dormir, depois ia para o quarto de Adhara até cochilar na cadeira. Ele apenas não conseguia ficar longe de nenhum dos filhos naquele momento e se sentiu mais calmo quando Scorpius decidiu não ir para a escola, a verdade é que ele só tinha insistido naquilo porque era seu dever.

Draco estava em pedaços, todos eles estavam. A única que parecia alheia a tudo aquilo era Adhara, a pequena bebê que embora estivesse estável ainda corria riscos. Ele sempre sentiu que tinha mais coisas do que merecia, depois da guerra ele se apaixonou por Astória e teve o sentimento correspondido, depois teve Scorpius que era seu grande amor e uma boa vida. Quando descobriu sobre Adhara não pode ficar mais feliz, mas ele achava que agora a vida estava cobrando o preço por todas as atrocidades que ele presenciou em silêncio.

Ele viu a menina se mexer em sua bolha de proteção, viu ela levar a pequena mão até a boca e ficar chupando um dedo e mesmo com tudo que estava acontecendo, mesmo que a cada batida de seu coração ele sentisse que ia sufocar aquele pequeno movimento fez acender dentro dele uma pequena chama de esperança. Uma esperança que ele não sentia desde o dia que a menina nasceu, desde o momento que viu Astória fechar os olhos sem antes poder ver a linda filha que eles tiveram.

Draco sentiu esperança de que tudo voltaria a ser como era, que Astória acordaria e cantaria uma de suas canções francesas para a menina, que eles poderiam levar Scorpius para pegar o trem na estação e que nas férias ela veria como agora o menino tinha amigos barulhentos e brilhantes. Enquanto pensava nisso ele foi caminhando até um quarto afastado entrando da forma mais silenciosa que pode, mesmo sabendo que sua ocupante não perceberia sua chegada.

– Boa noite, meu amor. – Draco falou em um sussurro. – Scorp terminou de ler mais um conto para a Adhara e não relutou em dormir hoje. A nossa menininha parece maior – Ele deu um sorriso triste – Acho que é só impressão. Mas ela aprendeu a colocar a mão na boca e agora vive chupando um dedo ou dois. – Ele suspirou – Estamos aqui, Tori. Estamos esperando você, basta você acordar, meu amor.


Notas Finais


Não me lancem feitiços depois de lerem. Quero muito saber o que acharam.
Beijoos!


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