História O Legado do Tirano - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Artes Marciais, Aventura, Combate, Deuses, Drama, Elemental, Família, Fantasia, Guerra, Luta, Magia, Mundos, Prodígios, Raças, Reinos, Romance, Super Poderes, Vingança
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Palavras 2.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Overpower


Após uma longa e triste noite, Edwin e Kenna tentaram ir para Saint City, mas seus corpos estavam feridos e exaustos demais para conseguirem. Pensando nisso, eles decidiram passar mais um dia na antiga mansão dos Crown antes de partirem.

Ambos estavam muito tristes e tensos. Uma guerra aconteceu, e Derek enfrentou todos os inimigos sozinhos para protegê-los.

- Edwin... o que faremos para encontrar seu pai? Será que o Deus Tirano pode nos ajudar com isso? Afinal, ele é um Deus. - Kenna falou com uma expressão triste.

- Não sei como faremos para encontrá-lo. Nós sequer sabemos se ele venceu e perseguiu seus inimigos, ou se ele foi raptado... - Edwin falou com as mãos em seu rosto. Se não o cobrisse, Kenna veria sua expressão de desespero. - Quanto ao Deus... ele não pode nos ajudar. - Ele finalizou.

- Como assim não pode nos ajudar? Ele tem poder para manipular o tempo, por que não pode dizer apenas a localização de seu pai? - Kenna.

- Porque sua alma se dissipou no momento em que nos enviou para fora da caverna. Depois que ele me passou seu poder, seu último fragmento de alma ficou em eminência de desaparecer, como o fogo de uma vela. Agora, não posso sentir mais nem um pingo de sua existência naquele lugar. - Edwin.

- Agora que você herdou as memórias e o poder dele... você não poderia usar uma técnica de rastreamento? - Kenna insistiu.

- Infelizmente, ainda não. A maioria das técnicas que herdei dele são poderosas demais pra que eu consiga utilizá-las agora. Sem falar que sem ter praticado elas, a chance de sucesso seria mínima. - Edwin.

Minutos se passaram, e ambos continuaram lado a lado sem sequer dar mais uma palavra. Um clima de luto pairava sobre os dois, mas ambos tentaram se manter fortes e esperançosos. "Ele está vivo", eles pensavam.

Depois de um tempo, Kenna se aproximou de Edwin e o abraçou carinhosamente. Ela puxou a cabeça dele contra seus seios e acariciou seu rosto e cabelos.

- Ed, nós iremos partir em busca de seu pai imediatamente após nos recuperarmos. Eu estarei aqui com você o tempo todo e não te deixarei se sentir sozinho ou desesperado. Sempre que você pensar besteira, eu irei te bater até você lembrar o quão poderoso seu pai é, e que ele não seria derrotado assim tão facilmente. - Kenna.

Edwin sorriu por um instante, e se aconchegou mais sobre Kenna. Aquele calor do abraço dela fazia todo o seu corpo se sentir um pouco mais aliviado.

- Obrigado... Kenna. - Edwin disse lentamente apenas essas duas palavras, mas sua voz trêmula e seus olhos humedecidos fizeram todo o coração da garota estremecer. A dor que esse garoto estava suportando calado era simplesmente incalculável.

- Vamos, precisamos curar nossos ferimentos. - Edwin falou, levantando-se e puxando Kenna com ele. Os dois foram em direção à sala onde armazenavam alguns materiais medicinais.

Chegando no lugar, Edwin rapidamente começou a selecionar várias ervas e outros produtos utilizados na criação de pastas medicinais.

- Edwin... o que você está fazendo? - Kenna.

- As memórias que tenho são de um ser que viveu milhões de anos. Seus conhecimentos não eram apenas sobre batalhas, ele também tinha conhecimento médico. Esses ingredientes serão utilizados para criar uma pasta de sangue de Salamandra. - Edwin.

Pastas de sangue de salamandra são excelentes para curar ferimentos e regenerar partes destruídas dos tecidos musculares. Kenna ficou surpresa com o fato de que Edwin possuía tal habilidade.

Após horas preparando a pasta medicinal, Edwin finalmente a terminou.

- Pronto, a pasta já está pronta. Vamos aplicar em nossos ferimentos e envolvê-las com ataduras. - Edwin.

Eles passaram a pasta curativa em seus corpos, e repetiram esse procedimendo por 3 dias até que ficaram totalmente curados.

No terceiro dia, eles finalmente ficaram totalmente curados. - Demoramos mais do que o esperado, mas finalmente nos recuperamos. Essa pasta que você criou realmente funcionou muito bem. - Kenna.

 

- Sim, por sorte nós ainda tínhamos os ingredientes certos. Agora, precisamos partir. Farei o teste para entrar na Academia Dragão Voador assim que chegar em Saint City. - Edwin.

- A academia será o primeiro passo para conseguirmos ganhar a influência necessária para punir nossos malfeitores. Vamos indo, a viagem será longa. - Kenna.

Os dois partiram da cordilheira, e dois dias se passaram até que chegaram na cidade Saint City.

Eles entraram encapuzados na cidade, e foram em direção à Academia Dragão Voador. Chegando no local, um homem de meia idade estava no portão.

- Parados, os dois! Identificação! - O homem gritou.

Os dois mostraram seus rostos e se apresentaram.

- Eu realmente preciso dizer meu nome? - Kenna perguntou sorrindo.

- Hunf... você é a caloura, não é? Tudo bem... você pode entrar. Entretanto, garoto... eu não o conheço. Identifique-se. - O homem exigiu.

- Meu nome é Edwin. - O garoto disse.

- Qual o seu sobrenome? - O senhor perguntou.

- As pedras das ruas não têm sobrenome, são chamadas apenas de pedras. Então, me chame apenas de Edwin. - Edwin falou sorrindo.

- ha ha ha... então você é órfão. Um mendigo, na verdade. Ha ha ha... o que está fazendo aqui na frente dos portões da academia? Ande, saia daqui antes que suje a calçada. Não tenho esmolas pra você. - O velho, cujo nome é Andrew Wan, rugiu.

- Eu vim aqui para realizar o teste de admissão da academia. Sabe como é, a vida de mendigo é realmente difícil. Então, quero comer, beber e foder de graça nessa escolinha. - Edwin falou sorrindo.

- Ora seu... não acha que está falando merda demais!? - Kenna ficou enfurecida. Ele está provocando Andrew ou a mim!? Ela pensava.

- Moleque, eu poderia enficar uma espada em sua boca agora mesmo por suas palavras. Mas vou considerar que você está louco, e loucos não sabem o que dizem... muito menos realizam teste de admissão. Saia agora, este é o último aviso. - Andrew.

- Hunf... Kenna, vá na frente. Depois nos encontramos, depois que eu tiver feito o teste. - Edwin falou.

- Tudo bem... só não faça besteira. - Kenna entrou pelos portões da imensa academia, e se dirigiu ao seu dormitório.

- Caro porteiro, vamos fazer uma aposta? - Edwin perguntou com sorriso maldoso.

- Você... eu estou perdendo a paciência. Aparentemente, você deseja pintar os portões dessa academia com seu sangue! - Andrew.

- Ha ha ha... calma, calma. Minha aposta é simples, se eu conseguir fazê-lo ficar de joelhos, eu ganho e você terá que me levar pra fazer o teste de admissão. Se eu não conseguir fazê-lo se ajoelhar, eu perco e te dou todo o dinheiro que tenho em meu anel espacial. - Edwin falou sorrindo. Claro, ele não tinha muito dinheiro, mas essa era uma boa mentira. Afinal, guardas ganham muito pouco, essa aposta poderia dar um dinheiro extra para Andrew.

- ha... ha ha... hahahahahahahaha! Ilário... tudo bem, eu vou aceitar a aposta. Venha! - Andrew empunhou sua espada, e ficou em posição de ataque.

Nesse momento, Edwin fechou seus olhos e caminhou calmamente em direção a Andrew. Vendo tal atitude arrogante, o homem atacou com sua espada usando toda a sua força.

Edwin utilizou seu campo energético para prever o ataque e desviou da lâmina, aproximou-se do rosto do guarda e finalmente abriu seus olhos. Um brilho verde emanava de sua iris.

- Ajoelhe-se. - Edwin ordenou. Uma forte energia se espalhou no ar, e um sentimento de inferioridade indescritível surgiu no coração de Andrew. As pupilas do homem se dilataram, suor frio escorreu em seus olhos, e uma sensação de desespero inflamou em seu peito.

Com uma pressão psicológica tão forte causada pelo poder de Edwin, Andrew não conseguiu se manter de pé, e seus joelhos logo tocaram o chão. Seu corpo tremia um pouco, e sua respiração estava ofegante.

- Vo-você... é um mendigo... ou um imperador!? - O homem questionou.

- Ha ha ha... imperador? Não, nao... eu sou apenas um mendigo. Vamos, levante-se... as pessoas vão rir se o virem curvando-se para mim. - Edwin disse rindo.

O homem rangeu os dentes em fúria, mas sentia que seria inútil tentar lutar contra esse rapaz.

- Eu perdi a aposta, então... vou manter minha palavra e levá-lo até o local de examinação. Venha comigo. - Andrew levantou-se e guiou Edwin para o local de examinação.

Passando por dentro dos portões da academia, Edwin pôde observar o quão imensa ela era.

Haviam grandes prédios que serviam de dormitório para os alunos, imensas áreas de treino, prédios onde ocorriam as aulas e uma arena imensa onde ocorriam os eventos da academia.

Andrew levou Edwin até um dos campos de treinamento, e o apresentou para o instrutor.

- Instrutor Carl Tyson, com licença... esse garoto chama-se Edwin. Ele é um morador de rua, entretanto... ele é promissor. Ele deseja realizar o teste de admissão da academia. - Andrew falou.

- Um morador de rua querendo realizar o teste? Promissor? Como pode um mendigo ser promissor? - Carl falou com expressão de nojo.

- Bom... isso é tudo que tenho a dizer. O senhor é o instrutor, então... a decisão de permití-lo participar é sua. Estou voltando para meu posto. Meus respeitos ao instrutor! - Andrew o cumprimentou novamente, e voltou para a entrada da academia.

- Hunf... eu realmente não o permitiria sequer entrar pelos portões dessa academia. Mas já que está aqui, eu irei permitir que você participe do exame. Entretando, se você morrer... espero que seu cadáver saiba andar para que dê o fora daqui. Não quero tocar minhas mãos em um inútil imundo como você. - Carl disse com nojo, e saiu de perto de Edwin.

- Obrigado, instrutor Carl. - Edwin com um grande sorriso no rosto. Aquelas palavras preconceituosas do homem não o afetavam.

- Vamos, juntem-se todos! O exame será iniciado! - Carl Tyson gritou. Em seguida, todos os alunos se amontoaram em frente ao instrutor.

- O teste de admissão deste ano será uma batalha de todos contra todos! Os 120 alunos que restarem serão aprovados. Ou seja, dos 1200 alunos, apenas 10% serão aprovados. - Andrew.

- O quê? Só 10%? - Os alunos discutiam.

- Essa academia é realmente feita para gênios. Tão poucos serão aprovados? - eles discutiam.

- Para derrotar alguém, é necessário fazê-lo ficar inconsciente ou gritar "desisto". - O Instrutor disse com um sorriso malígno. - Comecem! - Ele gritou, sem dar tempo para os competidores se prepararem, e logo em seguida uma guerra se iniciou no campo de treinamento.

Gritos de dor ecoavam por toda a parte, alguns estavam sendo feridos e sangravam incessantemente, o lugar anteriormente silencioso agora estava um verdadeiro caos.

- Você aí, em roupas pretas... ouvi que você é um mendigo. hunf... como se atreve a pisar no mesmo solo que eu? Eu irei te ensinar o seu verdadeiro lugar hoje. Se eu sem querer te matar, acho que ninguém irá sentir sua falta, não é? he he he... - Um jovem disse, aproximando-se de Edwin com um olhar sedento de sangue.

Durante todo esse tempo, Edwin não deu sequer um passo. O jovem pulou em sua direção com um punhal em suas mãos. - Morra! - Ele gritou.

Entretanto, antes que o punhal o atingisse, Edwin começou a emanar uma aura de cor esverdeada, e a cor de suas pupilas também apresentou o mesmo verde escuro.

- O... o... o quê!? Que sensação de terror é essa que emana desse garoto!? - O jovem ficou paralisado e soltou o punhal. Ele deu vários passos para trás e correu para longe de Edwin, gritando - Monstro! Ele é um monstro!

- hunf... inseto. - Edwin sussurrou.

O poder que ele herdou do Deus Tirano é do atributo "Conquista", e causa um terror enorme sobre seus inimigos. Pessoas com força mental fraca não suportam sequer sua presença. 

Cerca de 4 horas se passaram, até que restaram apenas os 120 alunos. Durante todo esse tempo, vários competidores tentaram atacar Edwin, entretanto, nenhum sequer conseguiu tocá-lo.

- Inúteis, suas vontades não são fortes o suficiente para sequer se aproximarem de mim. - Edwin murmurava. - Hunf... estou decepcionado, de certa forma. Estou forte demais para jovens da minha idade. - Edwin falou com uma expressão desajeitada.

- O teste está finalizado! - O instrutor gritou. - Aquele moleque... que truque será que ele utilizou? Todos os competidores que se aproximaram dele fugiram desesperados. Quem é esse desgraçado? - Andrew sussurrava em fúria.



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