História O Líder - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags (tw) Aviso De Gatilho, Bulimia, Depressão, Liasucks, Sugamin, Yoonmin
Visualizações 278
Palavras 6.213
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oh, há quanto tempo eu não abria essa página de adicionar um novo capítulo? Quase quatro meses...
Sim, foi um longo tempo sem atualizar, mas como eu amo muito essa fanfic, eu preferi ir escrevendo aos poucos para não deixar tudo de mau jeito. Não acho que esteja bom, mas foi o melhor que consegui... mentira, eu podia ter melhorado, mas eu vou melhorar.
Estou revisando a fanfic toda, e meus planos são de atualizar com mais frequências. O bloqueio criativo se foi e eu tenho muita força de vontade de não abrir mais a porta para ele entrar. E é isso.
Esse é o maior capítulo que escrevi até agora.
Boa leitura!

Capítulo 9 - Posso te levar para casa?


Fanfic / Fanfiction O Líder - Capítulo 9 - Posso te levar para casa?

Já estava quase amanhecendo quando os pais de Jungkook apareceram no hospital. Taehyung, ainda levemente embriagado, não aguentava mais se manter de olhos abertos. A visão embaraçada não o permitia enxergar as coisas com nitidez, então apenas aguçou a audição para permanecer à par da conversa entre os Jeon.

“Onde esse menino se meteu?!”, a voz da senhora Jeon soava calma, mas no fundo era possível notar o desespero. “Esse garoto só nos traz problemas!”

A mulher era a que mais se expressava, enquanto o senhor Jeon permanecia calado no canto do quarto. Se Taehyung pudesse enxergar alguma coisa, ele veria a apatia presente no olhar do homem. Jungkook não era bem o filhinho de papai que ele julgara ser.

“Quando esse garoto acordar, terei uma conversa bem séria com ele”, pela primeira vez a voz do genitor soou, altiva e firme, o que fez o Kim arquear a sobrancelha.

Com pais daquele jeito, como o filho seria uma boa pessoa? Naquele momento, Taehyung se viu na pele de Jungkook. Ambos tinham tudo o que dinheiro podia comprar, mas o essencial para sobreviver era escasso: o amor parental. Não era à toa que o herdeiro deles fosse tão fechado. Não concordava, longe disso, mas podia entender que o garoto procurava canalizar sua raiva em algum canto e, por ironia, essa raiva toda era jogada contra outras pessoas que nada tinham a ver com os seus problemas. Diferente de si mesmo, que apenas saía tarde da noite e voltava apenas no dia seguinte, Jungkook abusava de seu poder para fazer o que lhe desse na telha, sem se importar com as consequências.

Porém Taehyung não era alguém que pudesse julgá-lo, afinal, também sabia ser ruim. Desde a infância já sabia que os mais fortes vencem enquanto os mais fracos têm que lutar pela sobrevivência, seja fugindo e se escondendo ou se entregando ao predador quando não houvesse mais saída. Ele e o jovem Jeon eram apenas duas crianças que ingeriram todo o descaso e aprenderam que é com isso se ganha o respeito.

“Ei, garoto”, a voz da senhora Jeon soou no recinto. “Você é amigo do Jungkook?”

Pensou em falar a verdade, de que era apenas um conhecido que encontrou o garoto quase morto em um beco, mas não queria prolongar sua estadia ali, então apenas se limitou em menear a cabeça em afirmação.

“Como é o nome do seu pai?”, dessa vez foi o genitor quem interpelou.

“Eu moro com a minha avó”, respondeu rispidamente. Estava cansado demais para aguentar o início de um interrogatório ali, então essa era uma informação boa o suficiente para os Jeon o deixarem ir embora. E também não estava afim de revelar que era filho do maior rival do homem.

Com os olhos de uma águia que não deixa nada passar despercebido, o pai do paciente notou a omissão do jovem de cabelos roxos acerca de sua família, mas deixou isso para lá também. Como um homem ocupado que era, não perderia seu precioso tempo com um adolescente rebelde que chegou na fase de não contar sobre sua vida a qualquer um que perguntasse.

“Certo. Pode ir para casa, você parece cansado demais”, embora tivesse soado preocupado, Taehyung observou que aquele homem estava tão entediado quanto si mesmo, e que não via a hora de tudo aquilo acabar e retornar a rotina. Algo na mente do jovem Kim avisou que Jungkook estava com sérios problemas, mas como não era de sua conta, fez o que lhe foi mandado. Se levantou e deixou o quarto sem ao menos dar um aceno em despedida. Não suportaria ficar um segundo sequer naquele ambiente pesado.

Assim que se viu livre das dependências do hospital, Taehyung sacou o celular para mandar uma mensagem à Jimin com a hora para se encontrarem, endereço e algumas instruções de como chegar lá. Feito isso, tomou um táxi que o deixou em frente à casa de sua amada avó. Não era uma mansão como a de seus pais no outro lado do mundo, mas era grande o suficiente para se sentir pequeno ali dentro, mas ao contrário daquilo que os pais chamavam de lar por ser espaçosa, na casa de sua avó havia conforto emocional; coisa que Taehyung jamais encontraria na casa de seus genitores.

“Chegou, meu filho?”, foi recebido pela voz macia e sonolenta da senhora. “Achei que algo tivesse acontecido, você não me ligou nem nada. Fiquei preocupada!”

Taehyung sentiu-se mal por fazer sua avó esperá-lo deitada no sofá, sem dar-lhe quaisquer notícias, então apenas a abraçou e deu-lhe um beijo na testa. “Estou em casa, vovó. Tive que levar um amigo ao hospital porque ele passou mal, só não te liguei porque meu celular estava sem bateria”, falava a verdade.
“Tudo bem, mocinho. Vá tomar um banho e dormir, suas olheiras estão horríveis!”

A idosa queria dar uns puxões de orelha em Taehyung por passar a noite em sabe deus onde, só que conhecendo o neto como conhecia, tinha certa noção de que sermões não o consertariam. Ele já chegava a idade de 17 anos, a qual o fazia desejar ter o mundo em suas mãos, sem pensar nas consequências. E apesar de ele ser meio desregrado, sabia que o garoto era responsável e sabia muito bem se proteger. Ou era o que ela tentava arduamente se convencer para não ter crises de ansiedade cada vez que o neto passasse a noite fora de casa sem dar notícias.

[...]

Na tarde do mesmo dia, Taehyung acordava praticamente revigorado após uma boa tarde de cochilo. Ainda que estivesse preocupado com Jungkook, decidiu não pensar nisso, já que tinha coisas maiores a serem pensadas: o jogo de basquete. Checou suas mensagens no celular para ver se Jimin havia dado uma resposta se ia ou não, e viu que ele tinha mandado uma dizendo que sua mãe tinha deixado-o sair. Sorriu com aquilo, ambos viviam em mundos completamente diferentes, enquanto o Park era reservado e tinha os pais ao seu lado, ele era dado à vida mundana, sem regras e sem limites, mas não tinha o apoio dos genitores em nenhuma situação de sua vida, fosse ela boa ou ruim. Afastou os pensamentos e se dirigiu ao banheiro para tomar um segundo banho.

“Vó, eu estou indo ao jogo de basquete!”, avisou assim que deixou um beijo estalado na testa da idosa. “Prometo mandar mensagem se algo acontecer e eu ter que chegar muito tarde”, assegurou, mesmo sabendo que possivelmente só chegaria em casa com o sol raiando e teria tempo apenas de tomar banho e pegar a mochila para ir direto para o colégio.

Segunda-feira era dia de dormir na aula, o garoto pensou assim que ganhou a rua, ignorando os apelos de sua avó para que comesse ao menos uma fruta antes de sair.

•○♠○•

Jimin estava parado em frente ao grande ginásio, escondido em um canto para que a multidão não reparasse nele, mesmo que isso fosse a última coisa que aconteceria já que se considerava invisível demais para ser notado por alguém. Respirou umas três vezes, sentindo as mãos suarem e ficarem geladas, coisa que ele tentaria se convencer de que era causado pelo frio caso não estivesse um calor dos infernos. Olhou pela décima vez a esquina, na esperança de enxergar a cabeleira arroxeada se aproximar, pois estava ali há mais de 15 minutos e nada do amigo aparecer. Pelo jeito, pontualidade não era o forte de Taehyung.

Quando já desistia de esperar e cogitava seriamente a ideia de ir para o primeiro ponto de ônibus e tomar um de volta para casa, o Park sentiu um peso em seu ombro que o fez virar-se bruscamente e se deparar com o sorriso do Kim.

“Você demorou!”, o garoto reclamou.

“Me desculpa… acabei me perdendo no caminho”, mentiu descaradamente.

Jimin semicerrou os olhinhos, deixando-os menores do que já eram, pegando o outro em sua mentira, mas ficou em silêncio. Não tinha intimidade suficiente para dar-lhe um sermão.
“Certo…”

“Podemos entrar? Aqui está a sua entrada”, entregou um bilhete para o Park que pegou com uma sobrancelha arqueada. “Não precisa se preocupar, eu convidei então eu tinha a obrigação de pagar!”

Não vendo outra saída, Jimin apenas concordou e assim os dois jovens adentraram o local.

[...]

Como estavam atrasados, os assentos das arquibancadas estavam quase todos ocupados, então foi meio complicado para os dois encontrarem duas cadeiras vazias um do lado da outra, mas no fim conseguiram.
Em seus devidos lugares, o Park tentava ao máximo afastar os pensamentos de que ali não era o seu lugar e que deveria voltar para casa o mais rápido possível e nunca mais sair de lá, sem muito sucesso, porém. Odiava ser tímido, mas odiava ainda mais o fato de que se fizesse algazarra como todos os que ali estavam faziam, acabaria chamando atenção para si e isso era a última coisa que desejava, então preferiu ficar sentadinho e encolhido em seu banco, amassando a barra da camiseta que vestia, exatamente como uma criança assustada que se perdera da mãe em um grande supermercado.
“Quer?”, ouviu a voz do amigo em seu ouvido, tirando-o de seus pensamentos. Olhou para ele mas seus olhos caíram para a mão estendida do Kim que segurava uma barrinha de cereal. Ficou meio receoso em aceitar, mas logo se culpou por pensar que o Kim pudesse fazer alguma coisa contra si – tipo colocar alguma droga no doce –, então acabou aceitando.

“Vai demorar muito para começar o jogo?”, Jimin perguntou começando a ficar inquieto.

“Uns cinco minutos”, Taehyung respondeu e o Park apenas suspirou.

E como o amigo havia dito, logo os jogadores entraram na quadra e os instintos de Jimin imediatamente o fizeram procurar pelo rosto conhecido; mesmo que não admitisse, o motivo pelo qual saíra de casa para ir até ali: o garoto estranho de sua turma. Não demorou muito para ele encontrar, já que era o único pálido e de cabelos descoloridos que tinha entre os jogadores. Tentou segurar o sorriso já que o Min estava incrivelmente bonito naquele uniforme, e sem aquele gorro que sempre usava. Só desviou a atenção da figura branquela no meio da quadra por conta de um dedo escorrendo pela sua pele, abaixo do lábio inferior, se virou para encarar Taehyung e se deparou com o rosto sorridente dele.

“Só estava limpando a babinha que você estava quase deixando escorrer por estar secando o namoradinho”.

Jimin sentiu toda feição pegar fogo e a orelha esquentar, possivelmente estava com a cara da cor da camiseta do time do Min.
“Não tem graça!”, disse meio constrangido.
“Oras, tem sim! Não é errado admirar a pessoa que queremos dar uns beijos… No meu caso, também estou babando pelo amigo dele, olha só aqueles músculos!”, disse com um ar sonhador, fazendo o Park estranhar. Olhou na direção apontada pelo Kim e teve vontade de rir, o tal Jung nem era musculoso, muito pelo contrário, conseguia ser até mais magro que o Min.

A distração por estar observando demais o garoto no meio da quadra fez com que nem percebesse que o jogo já tinha começado, só notou quando os gritos dos espectadores quase o deixaram surdo. Desse modo, decidiu prestar atenção.

No entanto, como não era lá um grande fã de esporte, a única coisa que foi capaz de fazer – além de torcer para que a bola permanecesse nas mãos do time de vermelho – foi acompanhar o jovem pálido. Onde ele ia, os olhos de Jimin iam atrás, na esperança de vê-lo marcando uma cesta. E nesse movimento todo, sentia a cabeça quase girar, pois ele nunca parava num lugar só. Ia de cá para lá e de lá para cá.

O jogo se seguiu e vez ou outra via algum jogador de vermelho marcando uma cesta e Taehyung vibrando em comemoração, e por mais quieto que fosse sua torcida, Jimin se permitia sorrir a cada nova cesta feita pelo time do Min, mesmo que o time adversário estivesse em vantagem.

Queria entender bem sobre basquete, mas o mais próximo que chegara do jogo era quando marcava as cestas para ganhar notas nas atividades práticas das aulas de educação física, e de tão ruim que era, às vezes conseguia errar sem ter nenhum adversário tentando tomar a bola de si. Quase riu de si mesmo, pois se perguntassem sobre algum livro, ele seria capaz até de contar a vida pessoal do autor, mas como não era o caso, a única coisa que podia fazer era permanecer encolhido na arquibancada enquanto assistia os jogadores quase se empurrando para ter a posse da bola.

“Jimin?”, a voz de Taehyung soou em seu ouvido o tirando mais uma vez de seus devaneios.

“Hã?”, pareceu um bobo perdido no espaço, e só depois de voltar sua atenção à quadra que notou um aglomerado no meio dela. Parecia uma briga. “O que está havendo?”
“Parece que a equipe vermelha marcou falta…”

“Ah… eu acho que perdi isso”, disse coçando a nuca, sem perceber a troca de olhares nada amistosa entre o Min e outro jogador do time amarelo.

Entretanto, o jogo se seguiu sem maiores problemas até o final, que por acaso, a equipe vermelha conseguiu mudar o placar e ficar com a vitória.

“Seu namoradinho joga bem”, o Kim falou assim que todos os torcedores se dirigiam à saída.

“Ele não é o meu namoradinho!”
“Mas ele bem que quer ser…”

“Não creio nisso.”, Jimin suspirou.

“Ah, ele te viu durante o jogo, e após isso que o time dele começou a fazer uma cesta atrás da outra… ele estava claramente tentando chamar a sua atenção”, Taehyung disse com um sorrisinho nos lábios.

“Ou pode ser para alguma daquelas garotas que estavam sentadas atrás de nós. Elas pareciam bem fãs dele…”, retrucou se referindo à algumas torcedoras que não paravam de falar do desempenho do Min no jogo.

“Reparou até nas rivais? Isso que é amor!”, riu de Jimin que logo começava a corar novamente.

“Sem graça!”

“Okay! Okay!”

•○♠○•

“Está com essa cara de bobo apaixonado só porque o seu amado Jimin veio te ver jogar?”, a voz do amigo soou atrás de Yoongi, fazendo-o dar um pulo. “Calma, eu sou amigável… E eu vi o que você fez no jogo… cara, você está encrencado!”

“Cale a boca. E não, não estou agindo como um bobo alegre, mas estaria mentindo caso dissesse que não fiquei mais animado e motivado a vencer assim que o vi ali”, deixou um sorrisinho moldar os lábios finos.

“Quem diria… o grande Min Yoongi virando o placar apenas porque um nerd de bunda grande resolveu deixar os livros para vê-lo jogar!”, o Jung zombou.

“Calado…”, ia falar mais alguma coisa, mas foi impedido por ter sido jogado contra um dos armários.

“Eu te avisei, seu nanico!”, a voz raivosa e familiar soou bem próxima a seu rosto, fazendo o rapaz sentir o hálito quente bem próximo de sua boca. “Não se mete comigo!”

“Meu caro Iron”, mesmo em desvantagem, Yoongi sabia manter a calma e permanecer com o ar sarcástico. “Essa camiseta é nova e você está sujando-a com essas patas nojentas”

“Não me teste, Min. Você já está passando de todos os limites… e sabe muito bem do que sou capaz!”, disse ameaçadoramente.

“Ah… vai querer me dar um tapinha como o filhote de gato que é? Não fode, meu caro!”, rosnou. “E foi apenas um empurrãozinho, qual é, a bonequinha é feita de porcelana para se quebrar com um empurrão de leve?”, zombou.

“Ora, seu bastardo…”, afrouxou o aperto contra Yoongi apenas porque separaram os dois, mas mesmo assim Iron encarava o Min com um olhar mortal. “Nós ainda vamos nos encontrar, Suga”, ameaçou antes de marchar para fora do vestiário.

“Ah… e lá vamos nós de novo…”, Hoseok disse com tédio. “Você não sabe se controlar, não? Sabe que para os outros isso é um motivo bobo para se arrumar a briga, mas para nós é motivo de um início de guerra! Iron sempre cumpre o que diz, ou seja, teremos um confronto. Outra vez!”, Hoseok dizia sem parar enquanto iam para fora, deixando Yoongi irritado.

“Já entendi! Agora fica quieto!”

Antes que pudesse falar mais alguma coisa, Hoseok avistou a cabeleira roxa bem familiar, o que o fez sorrir minimamente. Taehyung o estava esperando.

“Você veio!”, disse baixo, recebendo um sorriso bonito do garoto e um selinho nos lábios.

“Estava te esperando”, o Kim disse.

“Cadê o Jimin?!”, Yoongi foi logo perguntando, sem se importar em cumprimentar o outro.

“Boa noite, senhor Min. Meu amigo Park deve estar me esperando do outro lado…”, disse na cara de pau.

“Você o deixou esperando para se encontrar com Hoseok?”, Yoongi perguntou incrédulo. “Eu não acredito que você trouxe o Park para deixá-lo sozinho te esperando em um local cheio de gente, coisa que ele odeia!”, já começava a aumentar o tom de voz.

“Hyung, por favor…”, Hoseok tentou apaziguar clima e acalmar o amigo.

“Que merda, ein, garoto!”

“Ao invés de brigar comigo você podia bem ir até lá e oferecer carona a ele, que tal?”, Taehyung sugeriu na cara dura, fazendo uma carranca surgir no rosto do Min.

Por mais que sua vontade fosse de arrancar aquele sorrisinho irônico dos lábios do Kim com uma porrada, Yoongi sabia que ele tinha razão, então decidiu sair sem dizer nada.

“Tchau, hyung, até amanhã no colégio!”, ouviu Hoseok dizer, mas ignorou porque sabia que logo a boca dele estaria ocupada demais para falar mais alguma coisa.

•○♠○•

Jimin já estava começando a se preocupar com a demora de Taehyung de voltar do banheiro. O Kim disse que ia rápido e já voltava para irem juntos para casa, e ele dissera isso há uns 10 minutos, mas até o momento nem sinal de ele aparecer. Cogitou ir atrás, mas não sabia o caminho, então decidiu esperar ali mesmo.

Entretanto, o local estava ficando cada vez mais vazio, pois pouco a pouco o pessoal ia para casa, deixando o Park sozinho ali, preocupado com o amigo, e com medo de outras coisas, já que estava tarde da noite e o ginásio ficava no meio do nada.

Percorreu os olhos por todos os que ali estavam, mas nenhum era Taehyung, e o desespero começou a tomar conta de si por estar em um lugar desconhecido, exposto a todos os tipos de perigo. Não queria ser um bebê medroso, mas a vida o ensinara a ser assim, portanto, ia se desesperando mais e mais à medida que o ponteiro do relógio fazia seu trabalho, fazendo o tempo passar depressa.

Quando finalmente cansou de esperar, resolveu mandar uma mensagem a ele, mas no momento em que foi pegar o celular, ouviu alguém chamando seu nome, olhou para cima e se deparou com os olhos negros de Yoongi.

“Está esperando seu amigo?”

“Sim. Ele disse que foi ao banheiro e já volta, mas está demorando”

“Ele não vem”, foi curto e grosso. “Uma hora dessas ele deve estar trancado em algum quarto de motel com Hoseok. Você veio de ônibus?”

Jimin estava atordoado pelo que tinha acabado de ouvir. Como assim seu amigo o abandonara ali para sair com o peguete? Pelo visto, não era apenas para namorados que seu dedo era podre.

“Sim…”

“Acho que uma hora dessas não tem mais ônibus circulando. Quer uma carona? Eu estou de moto”

“Não precisa!”, foi logo dizendo, por mais que as circunstâncias da qual se encontrava não permitissem que dispensasse uma carona.

“Como assim? Você vai andando sozinho à essa hora da noite? Vem, a minha moto está ali”, pegou a mão do garoto e o conduziu até o estacionamento.

Jimin sentiu um tremor sacolejar seu corpo todo com o contato. A mão de Yoongi era grande, mas fria e parecia suada, o que fez o Park se questionar do porquê. Será que ele estava nervoso ou era por causa do frio que fazia naquele horário? De qualquer forma, não teve sua resposta já que chegavam até onde estava a moto.

Yoongi entregou o capacete para o rapaz, que o aceitou meio incerto.

“E você tem outro capacete reserva?”, perguntou preocupado.

“Não”, respondeu simplesmente.

“Mas é contra as leis do trânsito pilotar sem capacete! E além do mais, se algo acontecer?”

“Nada vai acontecer, e se acontecer, eu pago uma multa de boa. O que importa é que você esteja protegido”, disse com um tom autoritário, não deixando brechas para contestamentos.

Ainda hesitante, Jimin pegou o capacete. Subiu na garupa logo após de Yoongi que então deu partida.

O Park não sabia bem o que estava acontecendo consigo, já que estranhamente seu comportamento perto do Min ficava mais retraído que o normal. Alguma coisa na personalidade dele gritava em letras garrafais “perigo”, mas por outro lado, algo ainda mais forte o atraía. Não sabia dizer o quê, só sabia que Yoongi tinha uma coisa que  fazia querê-lo perto e longe ao mesmo tempo. E com esses pensamentos, agarrou-se na cintura do rapaz e depositou toda a sua confiança para que ele o levasse para casa em segurança.

O percurso todo foi rápido, pois Jimin se perdeu ao ficar aspirando o perfume que exalava do Min. O cheiro dele era bom, e de alguma forma o fazia sentir-se calmo.

"Tá entregue", Yoongi disse vendo o Park tirando o capacete.

"Obrigado... ", Jimin agradeceu timidamente, entregando o capacete para o outro.

"Não há de quê! Fiz nada mais do que a minha obrigação de te trazer em casa", disse com sinceridade.

"Mas não era obrigação sua... "

"A partir do momento em que te deixaram sozinho em um lugar longe da sua casa, passou a ser obrigação minha sim, pois eu estava de moto e podia bem te oferecer carona", foi sério.

Jimin queria discutir, mas o olhar de Yoongi estava intenso demais, então sentiu-se um tanto intimidado.

"Tudo bem, então... Acho que vou entrar. Boa noite...", não sabia como agir, então fez menção de se virar e entrar dentro de casa sem esperar o outro dizer algo, mas o Min foi mais rápido em puxá-lo e deixar um beijo bem no canto da boca, o que o fez avermelhar da cabeça aos pés.

"Até amanhã na escola!", disse colocando o capacete e dando partida na moto logo em seguida, deixando um Jimin confuso para trás.

Sem muita opção, o que restou ao Park foi entrar em casa. Assim que entrou, visualizou sua mãe deitada no sofá.

“Demorou, meu filho", ela disse o encarando com uma expressão sonolenta.

"O jogo acabou tarde...", em parte eram verdade.

"Ah, tudo bem. Você deve estar com fome, tem comida na geladeira, é só esquentar", falou se levantando e indo dar um beijo na testa de Jimin. "Boa noite, filho"

"Boa noite, mãe!"

Enquanto esperava o jantar aquecer, as cenas do jogo repassavam em sua mente como um filme. Desde o início da partida até o momento em que foi deixado na porta de sua casa pelo colega de classe. Contudo, por mais que tentasse afastar as lembranças daquilo que acontecera, o local do beijo começava a formigar, permitindo que o garoto tivesse a sensação de ter milhares de borboletas se arrebentando em seu estômago.

Não queria admitir, mas tinha plena consciência de que sua atração pelo Min crescia cada vez mais, levando-o à outra dimensão, uma que ele desconhecia e até temia, mas por outro lado, possuía muita curiosidade de explorar.

Era como se estivesse em um campo minado onde um passo em falso pudesse ser fatal. Só não entendia o motivo de pensar tanto no perigo, então associou com a recente decepção que tivera com Jungkook. Tinha medo de estar criando expectativas acerca de algo que existia apenas em sua cabeça. E se fosse apenas uma ilusão? E se após estar entregue ao novo sentimento que insistia em crescer em seu peito fosse humilhado novamente? E além de tudo, por que do nada surgiram pessoas interessadas em lhe proteger? Lembrou-se da gangue, do autor desconhecido dos bilhetes e agora do Min que se mostrava amigável e gentil, coisa que não era nem com os próprios amigos.

Milhares dessas perguntas rondavam a cabeça do pobre Jimin, fazendo-o se dispersar ainda mais em seus pensamentos, o que resultou em seu jantar queimado e na cozinha toda cheia de fumaça. Coçou a cabeça e meio zonzo decidiu que ia dormir. No dia seguinte lavaria a panela e levaria a bronca que com certeza sua mãe daria por conta da bagunça, naquele momento não tinha mais cabeça para nada além de precisar urgentemente de sua cama.

•○♠○•

“Garotos mentem.

Garotos enganam.

Garotos machucam.

Foi o que me disseram antes de eu me envolver com eles, e eu não acreditei. Não acreditei porque eu estava vendada, cega por aquele sentimento que diziam nutrir por minha pessoa. E isso foi a minha destruição.

Ter me relacionado com um desses garotos não foi o que me destruiu, o que acabou comigo foi eu ter acreditado na palavra dele. A maldade velada me impediu de ver o que estava bem à minha frente, e hoje me culpo por ter sido idiota. Mas há alguém errado aqui? Não sei. Uma hora você também será o vilão da sua própria história, então não pague de bom samaritano. Não se vitimize o tempo inteiro e não fique na defensiva sempre para não levantar suspeita.

E é desse modo que os garotos enganam. Eles te mostram o quão forte são, o quão imponentes são e te leva para o fundo do poço sem que você perceba ou tenha a chance de emergir por conta própria.

Mas, garotos, não se achem tanto. Não se sintam os reis apenas porque, segundo suas visões distorcidas da realidade, vocês são os que mandam. Garotas também fazem isso.”

Impressos com essa mensagem estavam espalhados por todos os cantos dos colégio. Alguns colados porcamente nas paredes, enquanto outros derretiam nas poças de água remanescentes da chuva do final de semana. E ninguém sabia quem havia escrito essas palavras, mas a grande maioria as ignorava. Não era sobre elas o que foram escritas e distribuídas por toda a instituição, então por que se preocupar? Mas uma parte que se encontrava curiosa por tal fato, em especial os meninos, se aglomeravam no grande mural onde a maior parte dos impressos se concentrava.

“Quem será essa pessoa misteriosa?”, alguém perguntou.

“Deve ser uma imbecil que acreditou no príncipe encantado e assim que abriu as pernas viu que se tratava de um sapo”, outro respondeu, arrancando risadas audíveis dos presentes ali.

“Agora chega!”. a voz da diretora se foi ouvida. “O sinal já bateu, não ouviram? Já para a sala de vocês!”, a voz estrondosa fez o aglomerado de alunos ir se dispersando por todos os lados, até que restou apenas a diretora junto com os impressos colados no mural, a qual olhou-os com claro desagrado. “E essa agora? Além de uma gangue de justiceiros, agora temos uma alma vingativa?”, coçou a cabeça, em claro sinal de exaustão, e pegou uma das folhas e a rasgou com raiva jogando os pedaços no lixo. “Eu preciso me aposentar antes que eu enlouqueça!”, assim que se virou para voltar à diretoria, a mulher avistou uma cabeleira castanha. “Senhor Park, atrasado novamente? Para a minha sala agora, temos muito o que conversar!”

•○♠○•

“Jimin, você está atrasado!”, a voz da senhora Park soou estridente, acordando o garoto em um pulo. Olhou no relógio e viu que estava meia hora atrasado e não daria tempo de se arrumar para alcançar o ônibus. “Se arrume logo que eu te levo”, a mãe completou.

Apressadamente levantou-se e foi direto para o banheiro tomar um banho gelado. Após estar praticamente arrumado, desceu para a cozinha onde encontrou a senhora Park colocando alguma coisa na bancada da cozinha.

“Bom dia”, cumprimentou meio temeroso.

“Já é quase de tarde, mocinho”, ela disse sem dirigir um olhar para o garoto. “Está pronto?”, questionou retoricamente.

Mesmo que fosse desnecessário uma resposta, Jimin apenas meneou com a cabeça uma afirmação. Queria perguntar sobre a panela suja, mas não a viu na pia como havia deixado horas atrás. Certamente a mãe tinha lavado.

“Preparei um lanche para você comer no intervalo”, levantou um pote de plástico com o conteúdo embrulhado em papel laminado. “E é para comer, ouviu bem?”.

“Certo…”

“E nada de jogar para fora depois”, e pela primeira vez o encarou, o olhar dela estava penetrante, como se buscasse nas feições do filho algum sinal de que a fizesse passar o dia preocupada. Vendo que não havia resquício de incerteza na afirmação dele, desviou o olhar para os últimos afazeres antes de saírem porta afora.

Por outro lado, Jimin se culpava por ter se tornado um mentiroso convincente. E nessa sua nova forma de manipular as pessoas ao redor, não deixando-as preocupadas com seu bem-estar, conseguia maquiar toda a degradação sem ninguém desconfiar que em seu interior passava-se tudo o que havia de ruim. No entanto, não era algo que pudesse fazer, não quando já estava acostumado a viver daquela forma. Pois praticar bulimia já se tornava tão comum em seu dia a dia que nem forçar o vômito era preciso mais. Qualquer coisa que ingerisse, a culpa já fazia todo o processo de impulsionar a regurgitação.  

[...]

Após os 15 minutos de viagem, Jimin era deixado em frente ao grande portão de ferro do colégio. Despediu-se da mãe, esta que lhe desejou boa aula, e então adentrou a instituição.

Já no pátio, foi atraído pela voz irritada da diretora e tentou passar despercebido, mas a intuição da mulher parecia maior do que a sua capacidade de se esconder dos problemas. E razão esta que o mantinha preso à sala minúscula e bem ventilada da direção, inalando todo aquele cheiro enjoativo da colônia barata que a mulher usava.

“Então, senhor Park”, ela começou, cruzando os dedos cheios de anéis, olhando diretamente para ele. “Gostaria de saber se o senhor está ciente de que atrasos não são tolerados pelos alunos?”, não esperou a afirmação do garoto, pois foi logo continuando: “E por esse motivo, devo adverti-lo de que em seu terceiro atraso terei que suspendê-lo. Não ache que sou uma velha bruxa que só pega no seu pé, é apenas a regulamentação da nossa instituição. Não posso passar a mão em sua cabeça já que é um dos melhores alunos desse colégio, muito pelo contrário, é por conta disso que eu preciso dar a devida punição. Este colégio é considerado um dos melhores do país justamente por causa do nosso comprometimento com as regras. Portanto, Senhor Park, esteja ciente de que na sua terceira advertência você será suspenso, e como a sua situação não permite falhas por ser um bolsista, chegará a um ponto de que será expulso”, foi direta, fazendo jimin engolir em seco. “Porém”, frisou, “para não tomar tais medidas, vou dá-lo uma tarefa extracurricular. Na biblioteca temos, além dos bibliotecários, os ajudantes que são os próprios alunos da instituição, e eles são encarregados de reporem os livros e organizarem tudo por ordem alfabética nas estantes, então, para eu não dar a advertência, quero saber se você escolhe fazer essas atividades extracurriculares na biblioteca ou se prefere levar a punição usual, que no caso é a advertência?”

Jimin ficou apenas olhando bem para o rosto da diretora. Aquele discurso todo apenas para mandá-lo arrumar livros nas prateleiras, sendo que os ajudantes não passavam de bolsistas. Quem tinha pai que bancava a mensalidade não precisava nem se preocupar com advertência, já que possuía passe-livre até para andar de skate pelo pátio. De fato, a saia justa parecia ficar cada vez mais adaptável ao corpo de Jimin, de tanto que ele a vestia. Mas não vendo outra saída, preferiu ficar na biblioteca por mais tempo, e ainda isso era bom, já que não precisaria se locomover para emprestar algum livro.

“Tudo certo, então? Está liberado!”. antes de Jimin deixar a diretoria, a mulher chamou a atenção dele outra vez: “Ah, aqui estão os horários para a sua grade extracurricular”, entregou um papel ao Park, “Agora sim, pode ir”.

•○♠○•

Quando chegou na sala, todos os olhares imediatamente voltaram para si, deixando-o nervoso na mesma hora. Pediu permissão para o professor e este cedeu a passagem, então logo tratou de ir direto para a carteira e praticamente se fundir com ela. Antes, tirou os materiais necessários para aquela aula e então se encolheu todo no cantinho, por mais que os olhares dos colegas de classe insistissem em queimar suas costas. Odiava profundamente ser o centro das atenções, mas ultimamente isso andava se tornando mais frequente que o desejado. Não entendia muito bem porque esperava pelo bullying forte por causa do que ocorrera no refeitório tempinho atrás, mas o que aconteceu foi o oposto. Todos olhavam, mas não ousavam dirigir uma palavra sequer, fazendo o pobre garoto ficar confuso. Será que Jungkook planejava algo pior? Jimin até se perguntou, mas algo pareceu tilintar em sua mente, trazendo lembranças do garoto mascarado que o protegeu. E tinha também aquele, ou aquela, que mandava bilhetes, então nada disso fazia sentido.

A única coisa que Jimin queria era paz. Ficar quieto no seu canto e ser apenas o aluno gordo que praticamente mora na biblioteca.

Foi tirado de seus devaneios quando a porta da sala foi aberta abruptamente, e dela surgindo a silhueta de Taehyung e ao lado dele estava o Min. Jimin quis se afundar ainda mais na carteira quando seu olhar cruzou com o do garoto de cabelos descoloridos. Todas as sensações da noite passada vieram à tona e até sentiu o local onde fora beijado formigar. Um embrulho se formou em seu estômago e as mãos imediatamente esfriaram e tornaram-se úmidas. Não entendeu o motivo de seu corpo reagir assim, e por isso tratou logo de desviar os olhos para o livro sobre o tampo da mesa, porém ainda assim podia sentir Yoongi olhando diretamente para si.

Umedeceu o lábio e pigarreou baixinho numa tentativa de limpar a garganta, mas o efeito foi o contrário do que desejara, já que na mesma hora o Min passou ao lado de seu lugar e o perfume dele adentrou suas narinas, trazendo outra vez as lembranças de quando estivera na garupa da moto, inalando aquele mesmo cheiro. Não sabia dizer se era a fragrância de alguma colônia ou se era o cheiro próprio dele, só sabia que era muito bom e de certa forma aconchegante. E outra vez sentiu a garganta secar.

“Ei, Jimin!”, a voz rouca e grave de Taehyung foi o que fez o Park sair outra vez de seus devaneios “a chamada”, ele avisou.

Envergonhado, respondeu em um tom bem mais alto do que o necessário, arrancando algumas risadas da turma e o fazendo se encolher ainda mais em sua carteira.

“Senhor Park, algum problema?”, ouviu a voz do professor lhe perguntando. “Você anda tão aéreo e chegando atrasado ultimamente, estou ficando preocupado com você!”, ele parecia sincero.

“Não é nada, não, professor”, disse tão baixo que não teve certeza de que fora ouvido, mas não fez questão de repetir e o educador seguiu com a chamada.

[...]

Jimin passava os olhos por todo o pátio. Era a hora do intervalo, comumente ele iria para a biblioteca e passaria aqueles minutos trancado lá, mas Taehyung pediu para que o esperasse e então não teve outra alternativa a não ser acatar o pedido do amigo, por mais que ele não merecesse por ter deixado-o sozinho no ginásio na noite anterior.

“Quem procura? O seu namoradinho está ali”, apontou com a cabeça o grupo do Min, este que às vezes olhava em sua direção.

“Ninguém”, mentiu. Ele procurava o Jeon, não por saudades, mas sim porque estava estranhando o sumiço repentino dele. Fazia uns três dias que não dava sinal de vida, e nem havia mandando nenhuma mensagem ofensiva. Era deveras estranho, já que com a personalidade dele, era mais do que normal sempre querer sobressair-se.

“Não me diga que está procurando aquele lá”, arqueou a sobrancelha. “Ele não vem”, foi direto.

“O quê?”, questionou intrigado.

“Jungkook não vai aparecer na escola por um bom tempo…”, deixou implícito o motivo.

“Mas por quê? E como sabe?”

“Ouvi uns boatos aí de que a gangue deu um trato nele…”, outra vez deixou um clima de mistério no ar.

“O quê?”, disse alto, chamando a atenção de alguns alunos que estavam passando ali.

“Fale baixo! Eu não sei se é verdade, são coisas que ouvi e só!”, contornou assim que viu que Hoseok olhava para o lado deles.

“Mas…”, não terminou já que Taehyung colocou um pedaço de chocolate em sua boca.

“Coma, você está magrinho demais e precisa se alimentar.”

[...]

Yoongi estava confuso com o que ouvira da boca de Taehyung. Apesar de estarem longe da onde Jimin e o Kim estavam, deu para ouvir tudo.

“Não acredito que você foi atrás do Jeon, Suga”, Namjoon foi o primeiro a se pronunciar.

“Isso é estranho…”, coçou o queixo.

“Lógico que é estranho! Você tinha desistido de última hora de ir atrás dele e quebrou a promessa”

“É justamente por isso! Eu fui sim atrás dele com outros dois colegas, mas nós não o encontramos em parte alguma!”, suspirou.

“Então quer dizer que…”

“Que o Jeon se meteu com outra gangue”, completou.


 


Notas Finais


Têm informações bem importantes aqui.

Se ainda existir alguém que não desistiu de O Líder, gostaria que desse um sinal para mim. Opiniões e críticas construtivas são muito bem vindas.
E se houver algum erro, não hesite em me dizer.


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