História O Lobo Solitário - Interativa - Capítulo 6


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Palavras 9.290
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aqui vai indo gnt! Quase 10k de palavras para esse novissimo capitulo cheio de novidades! Espero que gostem e MTO OBRIGADO Á TODOS QUE ESTAO AJUDANDO A DIVULGAR A FIC! PRINCIPALMENTE AO EPILIF E AOS 20 FAVORITOS!

Capítulo 6 - Não é um Dom! Parte 1


Fanfic / Fanfiction O Lobo Solitário - Interativa - Capítulo 6 - Não é um Dom! Parte 1

Lone Hills, Canadá – 08/10/15

-Mais rápido, estou no ultimo container...vem logo!-Ele falava, mas eu ainda não o escutava muito bem, eu corria, as vezes derrapando em poças d'agua em curvas entre containers, mas logo me aproximei do meu destino e já era possível ver a silhueta de Viggo, encostado ao container sentado no chão, mas havia...mais alguém, assim que me dei de encontro com os dois, fiquei pasmo.

-O que houve com você?- Perguntei me agachando vendo Viggo todo machucado, cheio de cortes, inchaços e sangue, que descia pelos ferimentos e do nariz até depois do lábio, com um pedaço de tecido rasgado da própria camiseta sendo pressionado por "Alguém" (mistério, mas esse alguém é conhecido)no maior ferimento no estomago –Não deveria estar se curando? Porque não está?!-

-Silverwood...- Murmurou ele com a visível dor estampada na cara –Não me cortaram com qualquer coisa foi...-

-Obsidiana!- Eu lembrava de uma vez que o ameaçaram com uma faca de lamina rochosa negra –O que essa Obsidiana faz de tão perigoso?-

-Todas as criaturas tem suas fraquezas, como aquela historia de alho em vampiro...- Falava Viggo com dificuldade –Obsidiana e a maior arma de todas, pode derrotar qualquer criatura, e o ponto fraco de todos nós, incluindo o seu! Com um corte feito por Obsidiana, não vai curar tão facilmente, será preciso cauterizar o mais rápido possível!-

-E como iremos cauterizar isso?- Eu perguntava em duvida

-Fogo! Pegue um isqueiro e feche isso!- Falou ele fraco

-Tente não se mover!- Falou Liv que era aquele alguém que pressionava o tecido na barriga dele para estancar o sangue –Ele precisa de um hospital!-

-Metade das pessoas aqui precisam de hospital! E você, como veio parar aqui, é perigoso!- Falava à Liv que parecia extremamente preocupada

-Eu estava jantando com meus pais num dos restaurantes do píer, e vi o Viggo pela janela sendo seguido por aqueles guardas do garoto que tentou esfaquea-lo la na biblioteca naquele dia, não pareciam nada gentis, então só deu pra ver o tal de Adam apunhala-lo com aquela faca preta! Depois eu só vi agua e o píer despedaçando-

-Como você fez esse treco com a água? Você destruiu o píer e deixou muitos feridos- Eu perguntava num tom acusador para Viggo

-Não...não fui eu que fiz isso- Falava fraco Viggo respirando fundo –Eu não consigo usar meus poderes num nível tão grande como esse com uma faca de obsidiana cravada no meu peito!-

-Então quem foi?- Eu Perguntava confuso –Esquece, venha, vamos para o carro!- Eu falei e então Liv me ajudou a levanta-lo, e assim que o levantamos com dificuldade servimos de "ombro amigo" para ele enquanto seguíamos em direção ao carro, evitando ao máximo sermos vistos por pessoas, finalmente chegamos ao carro então coloquei os dois no banco de trás, com Liv pressionando seu ferimento. Então eu fechei a porta para eles então me dirigi ao banco do piloto, então liguei a ignição o mais rápido possível e sai pela pista mais vazia que tinha para não ser notado

–Onde fica o hospital mais próximo?- Perguntou Liv sem parar de pressionar o ferimento

–Eu não sei...- Eu falei tentando me concentrar em me manter na vazia estrada molhada e cheia de neve –O St. Mônica Memorial talvez?- Eu chutei tentando me lembrar de alguma coisa

–Nada de hospital!- Falou Viggo cuspindo um pouco de sangue exalando sua dor na voz –Metalúrgica! Agora!-

–Você quer ir para aquela Metalúrgica empoeirada cheia de tétano ao invés de ir para um hospital?!- Eu perguntei incrédulo desviando meus olhos para o retrovisor para olhar diretamente para ele –Eu não sei muito sobre "nós", mas tenho certeza que nem você consegue se curar de uma coisa dessa!-

–Verdade! Você precisa de um hospital urgente!- Completou Liv que estancava o sangue mais fundo

–Ou vocês me levam para metalúrgica agora...—Falou ele abaixando um pouco a cabeça, e quando a levantou ele mostrou seus "verdadeiros olhos" negro–acinzentados com total controle e olhou diretamente para mim pelo retrovisor –Ou eu arranco seu pulmão pela boca!- Ameaçou eles retornando seus olhos ao natural após proferir tais palavras

–Mas Viggo isso não é discutível!- Eu falei ignorando sua ameaça (mas na verdade eu estava realmente com medo dele com aqueles olhos) –Ou te levamos á um hospital ou––

–CUIDADO!- Antes mesmo que eu pudesse acabar minha frase, Liv gritou me fazendo volta a atenção para a rua, onde só deu tempo de girar o volante numa derrapada feroz e frear no meio com o carro atravessado no meio da rua após ver um semblante de alguém parado no meio da estrada, que sequer deu o trabalho de desviar, parecia uma mulher com os olhos fixados em nós dentro do carro

–Estão todos bem?!- Eu perguntei olhando para trás vendo eles apenas atravessados no banco de trás pelo desvio brusco

–O que foi isso?- Perguntou Viggo se arrumando o máximo possível com a dor visível

–Eu não sei, mas vou lá olhar!- Eu falei então soltando o cinto e descendo do carro sem sequer ligar para os avisos de Liv para ficar no carro, então segui para o local onde havíamos desviado, seja lá o que estivesse ali, havia desaparecido, deixando apenas um rastro no chão que seria facilmente confundida com a água que invadira o quebra–mar

Eu agachei nos meus próprios joelhos e passei os dedos no que estaria ali antes, mas era apenas água, assim que olhei para o lado, notei que o rastro de água prosseguia mais a frente, onde havia apenas mar, então ouvi o som estridente:

SOCORRO!- Isso já foi o suficiente para chamar a minha atenção, sem sequer pensar duas vezes corri em direção ao mar de onde surgia o grito estridente feminino, mas antes ainda fui capaz de escutar a voz de Viggo:

NÃO! ESPERA! NÃO CHEGA PERTO!- Eu escutei apenas pedaços da frase que ele falara, mas mesmo assim corri até a beirada do qebra–mar pulando o meio–fio para dar de cara com o pequeno penhasco que nos afastava da água, e lá eu vi, mais nítido do que tudo, parecia que meus olhos davam um "auto–zoom" na garota que estava caída lá, eu apenas olhei para seu rosto, sua beleza era indecifrável, mas sai de meus devaneios após outro grito de socorro

–Calma! Calma!- Eu falei descendo pequenos barrancos de pedra daquele grande penhasco com o Maximo de cautela chegando a algumas vezes levar pequenos sustos quando meu pé deslizava quase me deixando cair, eu continuei descendo, com os olhos fixados no rosto da menina, até me aproximar do mar e da própria que parecia se afogar, eu estiquei o braço, quase a alcançando por poucos centímetros –Segura minha mão!-

Ela parecia fazer esforço para nadar até a parede de pedra onde eu estava esticando a mão, mas toda vez que levantava a mão para tentar agarrar a minha ela se afogava mais –Eu não consigo! Está muito longe!- Falava ela continuando a tentar agarrar minha mão –Chega mais perto!- Eu obedecia, me agarrando á um pedaço da parede e me esticando ao máximo

–Consegue pegar agora?- Eu falei ofegante pelo esforço que fazia para alcançar suas mãos que pareciam macias e sedosas, ela finalmente com um pequeno "salto" dentro da água agarrou minha mão, eu senti os nossos toques se encostarem, eu agarrei seu ante–braço e tentei puxa–lo, mas ele estava molhado e escorregadio... o que me fez cair para dentro da água com ela

...

Demorou alguns segundo para e raciocinar que eu realmente havia caído na água, o instinto de segurar o fôlego me salvou, assim que abri os olhos, que demoraram a abrir até notarem que estavam submersos, eu apenas consegui ver a garota, que havia caído junto, estava roxa, se debatendo tentando chegar a superfície, mas não conseguia. Ela parou de se debater e sua boca finalmente se abriu soltando as ultimas bolhas de oxigênio e ela começou a afundar na profundidade das águas marítimas, eu então comecei a mergulhar fundo para tentar alcançar–La, mas ela afundava com tanta velocidade com seu cabelos longos se espalhando pela água...

Eu prossegui mergulhando, ao máximo que eu pude, chegamos numa profundidade absurda que a pressão em meus ouvidos eram demas. Quando o corpo desfalecido dela finalmente tocou o chão de areia (não era tão fundo tipo oceano aberto, mas tipo bem longe da praia), eu me aproximei, meu ar já estava se acabando, eu finalmente alcancei o tórax dela e a envolvi com meu braço, mas assim que fiz isso...

-TSX!- Eu ouvi uma espécie de silvo alto que me fez na hora solta–la para tapar meus ouvidos, eu olhei novamente e...ela havia virado um monstro

Senti ela me agarrar pelo pescoço com suas mãos que eram viscosas e pareciam criar garras, olhei em seu rosto e apenas vi seus olhos se tornarem o de um monstro, ficaram mais atiços como de um gato ou uma cobra e se tornaram amarelos, e dentes afiadíssimos cresceram em sua boca, ela começou a me enforcar sem parar, eu até vi o vermelho do meu sangue se misturar com a agua próxima de mim eu estava sem ar, estava sentindo minha força esgotar até eu parar de tentar lutar contra o estrangulamento dela, eu estava...me afogando, tudo ficou preto, eu fechei meus olhos e:

–RAAAR!- Eu rugi como um animal feroz, mesmo abaixo d'agua fui capaz de escutar minha própria voz, abri meus olhos e senti minha energia voltar, pude sentir os dentes crescerem em minha boca, e as garras também, e tenho certeza que pelo ardor, meus olhos haviam mudado também, eu olhei para ela e vi sua expressão demoníaca mudar para confusão

–Você é um impuro!- Por mais estranho que pareça, ela falou nitidamente enquanto estávamos abaixo da água –Sua alma está marcada por dentro!-

Eu parei de escutar, apenas me senti envolvido por uma fúria incontrolável, parei de escuta–la quando cravei meus dentes no seu braço que ainda me estrangulava, após escutar ela urrar de dor, ela fixou os olhos em mim novamente dessa vez com ódio visível em seus olhos.

–Você será sacrificado!- Eu escutei ela falar, logo depois apenas vi a boca dela se tornar maior e seus dentes mais afiados ainda, logo depois só vi um breu...

Alguns minutos antes...

Liv POV

–Mas Viggo isso não é discutível!- Falou Luke sobre a ameaça que Viggo fizera, eu ainda pressionava o ferimento dele onde a camisa dele já não era o suficiente para estancar o sangue, e já sujava minhas mãos, eu olhei para o retrovisor para ver como estava minha cara e vi um pequeno respingo de sangue em meu rosto –Ou te levamos á um hospital ou–– eu então desviei os olhos para a rua mas me assustei após ver o semblante de uma mulher parada no meio da rua nos encarando diretamente

–CUIDADO!- Eu interrompi Luke com um meu grito estridente, ele finalmente voltou a atenção á rua, apenas vi o Luke girar o volante num reflexo o que fez o carro dar uma grande derrapada e frear no meio da pista onde antes eu vira uma mulher parada no meio da rua, no banco de trás, eu e Viggo nos segurando o máximo possível para não sair rolando pelo

–Estão todos bem?!- Perguntou Luke olhando para nos pelo retrovisor onde estávamos meio jogados pelo banco, eu respirei fundo e ajudei Viggo a sentar novamente, e sua visível dor me deu até uma espécie de "dor solidaria", realmente, estava doendo muito

–O que foi isso?- Perguntou Viggo se arrumando o máximo possível com a dor visível

–Eu não sei, mas vou lá olhar!- Antes mesmo de eu der qualquer aviso para ele ficar no carro, ele já havia soltado o cinto e corrido para checar a estrada, exatamente no local onde havíamos derrapado deixando pequenas marcas de pneu no asfalto, mas, seja lá o que estivesse ali, havia desaparecido, deixando apenas um rastro no chão que seria facilmente confundida com a água que invadira o quebra–mar

Eu vi Luke agachar nos próprios joelhos e passar os dedos no que estaria ali antes, mas era apenas água, eu olhava tudo do banco de trás, sem descer do carro, olhando apenas pelo vidro, notei de longe que o rastro de água prosseguia mais a frente, onde havia apenas mar, eu vi Luke fixar os olhos naquele local até que então:

TSXA!- Com o enorme barulho estridente, que parecia uma espécie de grito estranho, num reflexo eu apenas tapei minhas orelhas com todas as forçar possíveis, quando finalmente consegui tirar as mãos do ouvido e voltar atenção para o lado de fora, apenas vi Luke correr direto para a direção do grito perto do quebra–mar. Eu apenas num reflexo abri a porta do carro e desci a deixando aberta, tentando avistar Luke, mas sem sucesso apenas o vi sumir pela estrada

–NÃO! ESPERA! NÃO CHEGA PERTO!- Gritou Viggo dentro do carro tentando avisar Luke, se ele estava preocupado o negocio estava feio, eu me preocupei ao máximo então eu me preparei para correr direto para onde o Luke estava, mas antes disso Viggo me segurou pelo braço

–O que está fazendo!- Eu perguntei tentando me soltar dele, que mesmo me segurando apenas uma mão já que a outra estancava o ferimento, ainda era bastante forte

–Você não pode ajuda–lo! Se chegar perto dela, ela te mata!- Ele falou me deixando ainda mais confusa

–"Ela"? "Ela" quem?- Eu perguntei ainda confusa –Eu tenho que avisar o Luke, seja lá o que isso for, vai tentar feri–lo!-

–Não vai tentar feri–lo!- Falou Viggo totalmente serio, sem nenhum tom de brincadeira –Vai tentar afoga–lo e arrancar seu coração!-

–O que?!- Eu finalmente me soltei dele totalmente preocupada com o que dissera –O que você está dizendo?! Temos que ajuda–lo agora, seja lá o que "ela" for, eu vou descer a porrada nela!- Eu finalmente falei após me soltar dele fechando a porta atrás de mim e começando a correr pela estrada na direção que Luke foi, mas após alguns passos pela estrada molhada...

Eu não faria isso se fosse você!- Falou a voz atrás de mim, assim que me virei, e da fraca luz iluminada por um poste, vi um garoto parado, ele usava uma jaqueta preta e mantinha as mãos nos bolsos e após nos encararmos ele começou a se aproximar me fazendo recuar alguns passos de medo...

–Quem é você?!- Eu perguntei me afastando cada vez mais, até que finalmente pude ver seu rosto e seu sorriso cínico, parecia que eu o conhecia mas não lembrava de onde

–Olivia Gerson, finalmente nos encontramos...- Falava ele ainda tentando se aproximar –Sou James Andrews...-

–O presidente do grêmio estudantil?- Eu falei finalmente lembrando dele da palestra que ele deu no auditório –O que está fazendo aqui?-

–Bem acho que uma palavra a mais vai fazer você entender...- Falava ele de maneira calma e tranqüila –James Andrew Silverwood...- assim que ele falou isso eu comecei a recuar de fato, seu sobrenome, ele era um dos caçadores...

–O que você quer? Vai me esfaquear também?- Eu falei para ele de maneira agressiva

–Eu sinto muito pelo meu irmão Adam, ele tem certos problemas com controle de raiva!- Ele dizia calmamente, eu tentava prestar atenção, mas enquanto olhava fixamente, vi Viggo aparecer atrás dele, com os olhos negros–cinzentos se preparando para atacar enquanto ele falava –E Sr. Wintour, tentar me atacar de surpresa não é muito gentil!- Ele virou surpreendendo Viggo que apenas abaixou a mão na qual iria ataca–lo

–Não vejo o porque de eu não atacar você agora, sua família não e a da mais amistosa– Falou ele ainda com os olhos apavorantes olhando fixamente para James –E você está sozinho, não vejo nenhum motivo para não te estraçalhar aqui mesmo!- Os olhos eram a minha atenção enquanto me assustavam, Viggo deixava a mostra seus dentes que cresciam

–Tipico de Leviatãs, matar antes e depois pensar em desculpas!- Falava James de maneira calma, como se nem houvesse um monstro ali pronto para destroça–lo –Eu vim aqui para ajudar, e era o que devia estar fazendo, caçando aquele bicho antes que ele mate seu amigo!-

–Luke!- Eu finalmente lembrei que Luke ainda corria perigo, e agora tudo parecia mais silencioso, sem nenhum sinal dele –Não me importa o passado de brigas de vocês, eu vou ajudar o Luke!- Então eu comecei a correr em direção á aonde Luke havia ido, deixando eles para trás sem dar mais nenhuma palavra, finalmente cheguei ao meio–fio, onde após dele só havia o desfiladeiro para o mar, onde lá eu via Luke tentando ajudar uma menina que parecia se afogar

–Como ele desceu tudo isso?- Eu perguntei para mim mesma vendo Luke lá embaixo tentando ajudar a menina, mas assim que apertei os olhos pude notar que o rosto da menina era na verdade um sorriso maléfico e olhos amarelos, até que a vi puxar Luke para dentro da água –LUKE!- Eu gritei ao ver a garota puxar ele cada vez mais para o fundo da agua até perder eles de vista

-O que aconteceu?- Perguntou Viggo chegando acompanhado de James, que parece que me seguiram após eu sair de lá, então notaram que não havia mais ninguém por ali –Ela já o afogou?- ele falou de maneira seca como se nem ligasse

–Olha não me importa se você é um demônio ou não! Se está ferido ou não!- Eu falei lhe dando cutucadas fazendo ele ir um pouco para trás mas ainda com um sorriso cínico sem se sentir ameaçado –Agora vai lá ajudar ele! AGORA!-

Antes mesmo que ele pudesse responder (tenho certeza que ia me dizer algo do tipo "Foda–se, nem ligo!") James retirou do bolso daquela grande jaqueta uma corda com um gancho de metal em uma das pontas, ele amarrou a corda na cintura e sem dar mais informações começou a descer de rapel por tudo aquilo com o gancho preso no meio–fio de maneira lenta, me deixando boquiaberta

–Tomara que ele caia!- Falava Viggo apoiando os ombros no meio fio encarando aquilo, ate que finalmente levantou de maneira brusca, a expressão havia mudado, até que então só vi ele pular na minha frente –SE ABAIXA!-

Ele me empurrou para o chão, eu sequer entendi nada só a dor de bater as costas direto contra o asfalto, mas então, olhando por uma abertura na "proteção" dele olhando por trás dele vendo apenas um jato gigante de água sair de lá, mas era tão forte que parecia até um grande gêiser que explodiu jogando água por todo lado, quando me soltei dele, levantei com toda a força para ver a corda do repel balançando violentamente quase derrubando James, que prosseguia descendo calmo.

Quando finalmente olhei para a água vi o que parecia ser Luke, com olhos brilhantes, garras e unhas gigantes lutando contra a garota que agora parecia mais viscosa e com palidez nítida, completamente branca de pálida, com os longos cabelos molhados caindo pelo rosto e olhos vazios (se eu não soubesse diria que era a Samara do Chamado) os dois lutavam violentamente, ela levava cortes das garras de Luke que rapidamente se fechavam, mas ela prosseguia tentando afoga–lo, que lutava para sair dos domínios dela, era estranho, ele apenas rugia e uivava...os olhos azuis brilhantes dele sem fim, ele não parecia mais humano!

–Solta a corda!- Gritou James chamando minha atenção, quando olhei para ele já na metade do caminho –Solta a corda!-

–O que? Ainda está alto você vai morrer!- Eu gritei para ele que olhava fixamente para mim

–Ou sou eu, ou seu amigo!- Ele gritava, mas eu ainda estava receosa, eu mal o conhecia não podia fazer aquilo, mas então...ela puxou Luke para debaixo da agua totalmente –Solta logo!-

–E–eu...e não posso!- Eu dizia aproximando minha mão do gancho mas ainda recuava

–Ah, que saco anda logo!- Antes que eu pudesse virar para fazer contato visual, Viggo já passara as garras na corda, as cortando e liberado James, que começou a cair, mas antes que Viggo cortasse as cordas, James fazia impulso para se afastar da parede, até cair dentro do mar...

–Você é doido! Ele podia ter caída nas pedras! Ele já pode estar morto!- Eu gritei para Viggo que apenas revirou os olhos, ele tinha que ser tão chato, o que eu não daria para ele não ter se curado a pouco tempo, eu voltei meus olhos para a água e o silencio era assustador

–Será que eles estão— Antes que pudesse terminar a frase levei um susto ao ver James empurrando Luke para cima de uma pedra, e logo depois subindo na mesma, agachado cuspindo um pouco de água e ofegante, parecia que o treco havia sido feio, mas então...

–CUIDADO!- Eu via o semblante da cabeça coberta por cabelos longos se aproximando rapidamente deles chegando perto, como um tubarão prestes a atacar deixando apenas a nadadeira de fora. Logo depois vi apenas James sacar algo de sua jaqueta e virar apontando uma arma prateada para a mulher que se aproximava, até que finalmente ele disparou e a mulher se dissipou em fumaça...

Um dia depois...

A coisa foi feia ontem, não foi nada fácil explicar ao meus pais como eu desapareci do restaurante e apareci apenas depois das onze da noite em casa coberta de sangue que não era meu por sinal...

Após eu e Viggo conseguirmos tirar Luke e o James daquele desfiladeiro, Luke acordou depois de um tempo, e nos explicou o que realmente aconteceu:

Flashback

–E agora? O que vamos fazer ele não está respirando direito!- Eu perguntava nervosa checando a pulsação de Luke. James respirava profundamente estava sem ar, havíamos retirado eles com muito esforço do desfiladeiro lá embaixo –O que era aquilo? E como você fez ela se desfazer em fumaça!-

O silencio prosseguiu, James ainda cuspia alguma água e Viggo estava de braços cruzados encarando Luke deitado no chão, ele ofegava, mas contradizendo isso ele sequer se mexia, me deixando preocupada

–Faz boca–a–boca nele!- Falou Viggo me assustando um pouco –Não tem mal, ele já é seu namoradinho mesmo!-

–E–eu não sei fazer isso!- Gaguejei com vergonha presente no meu rosto

–É só levantar um pouco a cabeça, tapar o nariz e mandar ver!- Falava ele rindo como se quisesse que eu o beijasse, fazendo "biquinho" e barulhinho de beijo, mas ele estava morrendo...Eu precisava fazer alguma coisa

Eu coloquei minha mão atrás da cabeça dele a levantando um pouco, abri sua boca, tapei seu nariz e...

–*rugido*– Antes que eu pudesse fazer mais qualquer coisa, Luke levantou num salto rugindo, quando ele virou para mim pude ver seu enormes dentes afiados rangendo e os olhos azuis atiçados dele olhando diretamente para mim me assustando, pois não parecia mais o mesmo Luke...parecia desumano

Ele me encarou por alguns segundos até que finalmente vi seus dentes encolherem e os olhos voltarem ao normal. O rosto dele retornou ao normal e sua expressão se tornou a de Luke novamente, então ele começou a cuspir o resto de água que permanecia em seu pulmão

–O que...*tosse* aconteceu?- Perguntou Luke completamente confuso

–Você não lembra?- Eu perguntei então ele discordou com a cabeça –Você estava sendo afogado por uma..."coisa"-, ela quase te matou–

–"Coisa"? Eu so lembro de tentar ajudar uma menina que estava se afogando, então eu cai na água e o resto e um breu– Disse Luke tentando se lembrar mas nada

–Luke, você tava numa briga feia com ela como você não se lembra?- Eu perguntei confusa

–Não sei...- Ele falava tentando se explicar

–Foram os seus instintos!- Falou Viggo ainda de braços cruzados encostado no meio fio –Você estava tão perto da morte que os instintos tomaram de conta, por isso que é perigoso a lua cheia, quando ela chegar vai despertar seus instintos ao máximo e você não vai ter controle algum!-

–Mas o que era aquilo?- Perguntou Luke se lembrando da menina –Olha, eu preciso saber o que aconteceu! Aquilo quase nos matou!- Ele falava nervoso ainda tossindo um pouco –O que era ela?- Um silencio ecoou, ate que uma troca de olhares entre James e Viggo mostrou que ambos sabiam o que era, Viggo soltou um breve suspiro e descruzou os braços

–Era uma ninfa da água!- Falava ele fazendo eu arregalar os olhos

–Você quer dizer...- Eu perguntava até que James completou minha frase

–Uma sereia!- Falava James seriamente me encarando –E uma bem poderosa para conseguir afogar um lobisomem com tanta facilidade, até mesmo para um recém formado!-

–Mas ela já era, certo? Você deu um tiro e ela virou fumaça!- Eu perguntei para James que apenas discordou com a cabeça –Como ela pode ter virado fumaça então?-

–Eram balas de obsidiana refogadas em água benta salgada– Ele dizia o que me deixou cada vez mais confusa, até que Luke olhou para Viggo com cara de duvida e ele completou

–São balas que explodem você para longe, não importa o que você seja!- Falava ele serio –O que leva ao assunto, como vocês sabia que ela estava aqui? Para chegar tão preparado para lutar contra ela significa que você a estava rastreando á um bom tempo!- Ele acusou James enquanto andava envolta do mesmo que apenas sorriu

–Ela chegou em Lone Hills á duas semanas...- Explicava ele –Afogou três homens nesse tempo, rastreei ela até a Ponte de Metal, mas não sabia que Adam e vocês estavam lá, assim que ela me viu destruiu a ponte em segundos–

–Como você não sabia que Adam estava lá? E porque ele não estava caçando com você?- Continuou acusando Viggo

–Por mais que sejamos uma família não quer dizer que somos grudados, desde que você roubou o bestiário dele e o lobinho aqui correu pela floresta durante a noite que nossa família estava pegando algumas sementes de carvalho para nossas poções, ele está vidrado em recuperar o bestiário e é claro matar vocês– Falava James –Mas eu sabia que uma hora ou outra ele iria voltar para pegar mais alguém. Então tinha que acabar com ela mais cedo ou mais tarde, e decidi que seria mais cedo!-

–Ela matou gente?- Perguntei receosa com a resposta

–Três homens em Lone Hills, e sabe se lá quantos mais mundo afora!- Falou James com os olhos fixados em mim –Nos, caçadores temos um código, só matar algo que já feriu alguém, somos pacificadores, mas não somos santos!-

–Como podemos acabar com ela de uma vez?- perguntou Luke finalmente se levantando –Se ela está ferindo pessoas temos que fazer algo!-

–Amigo, você não é um herói, metade das coisas necessárias para destrui–La mata você em minutos– Falava James –Mas principalmente temos que descobrir que tipo de sereia ela é, ela é bastante velha e antiga, nunca vi uma sereia se desfazer em fumaça daquele jeito, mas infelizmente minhas fontes de pesquisa estão limitadas já que estão com meu bestiário!-

–Podemos devolver se for nece–– Antes que eu pudesse acabar fui interrompida brutalmente por Viggo

–Não!- Interrompeu ele –Se botar esse livro na mão deles novamente, eles vão matar inocentes de novo, como ele já disse, alguns deles não seguem o tal código!-

–Matar inocentes de novo?- Eu perguntei ao notar suas palavras –Que inocente você matou?-

–Nenhum até onde me lembro!- Falou James secamente. –Mas minha família já é outra historia, ela já perdeu seu objetivo mais de uma vez, e em uma dessas vezes...-

–Eles exterminaram milhares de leviatãs, deixando poucos sobreviventes!- Falou Viggo nervoso franzindo o cenho –E minha família não foi um desses sobreviventes!-

–Você sabe que não foi minha culpa!- Grito James reclamando da acusação

–Não, foi da sua família que tirou a minha!- Falou Viggo se aproximando de James de maneira ameaçadora –Não vejo porque não tenho direito de fazer o contrario!- Ameaçou ele olhando diretamente nos olhos dele

Flashback off

Logo depois disso, Viggo "desapareceu", James falou para irmos para casa com cuidado e assim fomos. Luke me deixou em casa e eu tive que explicar muito aos meus pais, mas essa noite, após um grande interrogatório, eu sequer dormi direito, passei a noite folheando as folhas do bestiário a pesquisa do que aquela sereia poderia ser, mas cerca de 99,99% das palavras eu sequer entendia, por mais que fosse inglês, algumas palavras sequer faziam sentido para mim, como por exemplo :

"Para execrar a alma de uma ninfa aquática sobrenatural, deve perfurá-la com um abrolho de seu habitat aquecido até ser atingido pela pirolise, e espetá–lo em seu coração até ela se regressar a sua forma original, então pegar ela e trancar ela em um ser que pudesse transforma–La em uma joia pura novamente e depois atirar ao fogo"

Até onde entendi deveria pegar um abrolho de seu habitat natural aquecido pela pirolise, que até onde entendi seria a areia da praia transformada em vidro, espetaria em seu coração até ela e o vidro regressarem a seu estado natural que seria a espuma, então deveríamos colocar a espuma numa ostra com areia, e com o tempo a espuma lá dentro se tornaria uma perola que deveria ser atirada ao fogo, mas isso levaria algumas centenas de anos então...

Também notei algumas informações curiosas, sereias não são tipo "Ariel, a Pequena Sereia", e mais para "Tubarão 3", seus alvos principais são pessoas do sexo masculino, ela não simplesmente mata ele os afogando, ela se alimenta, eca, sugando toda a testosterona de dentro do corpo do homem. Elas possuem a capacidade de modular sua voz para quem quer, o que explicou o fato de enquanto nós termos escutado aquele barulho estridente ontem e Luke ter escutado um grito de socorro feminino

Já e umas 9h da manhã, e eu sequer preguei o olho, meu quarto estava abafado com as cortinas e janelas fechadas com a luz tentando invadir, mas apenas o que iluminava era uma pequena lâmpada do meu abajur. Mas então apenas deu para eu tentar tapar meus olhos e jogar o livro no chão quando meu pai abriu minha porta rapidamente com um sorriso

–Vamos levantar! Já são nove horas e o café já está na mesa!- Falou ele animado entrando no meu quarto abrindo a cortina enquanto eu tentava cobrir meu rosto com o cobertor, mas em pouco tempo ele já arrancou minha coberta e a arremessou em um lado do quarto –Levanta senão vai ficar sem ter o que comer!-

Ele logo saiu e me deixou sozinha criando coragem para levantar, eu tomei um banho, troquei minha roupa que ainda estava molhada desde ontem. Eu tomei o máximo de cuidado para esconder o bestiário no melhor lugar possível que foi embaixo da minha cama, então finalmente desci as escadas para encontrar meus pais sentados comendo...

–Bom dia– Falou minha um pouco animada enquanto tomava uma xícara de café, ela ainda estava um pouco interrogadora desde ontem, eu finalmente sentei cansada e peguei a maior xícara de café da minha vida para tentar acordar –Você está bem? Parece que nem dormiu...-

–Tô, só estou um pouco cansada– Falei pegando um pão da cesta e o comendo bem lerdamente ainda sentindo o efeito da "preguicite aguda"

–Preciso que se arrume agora urgente porque você mais me ajudar lá na feira– Falava minha mãe chamando minha atenção –Vamos as compras hoje!- Isso já foi o suficiente para me animar

–Que hora vamos?- Eu falei bem mais animada do que antes, estávamos ali á poucas semanas e havíamos ido as compras apenas uma vez

–Daqui a pouco, temos que fazer o almoço– Falava minha mãe calmamente

–Ok!- Falei um pouco mais animada me levantando da mesa apenas levando uma ultima torrada aos lábios então voltei a subir as escadas e entrei em meu quarto.

Eu fui direto ao closet pegar uma nova roupa que não fosse aquela que eu vestia desde ontem, a separei sobre minha cama e então fui em direção ao banheiro onde tomei um banho demorado...

Luke POV

Residência Hendrikson

TOC, TOC, TOC

–Acorda Luke, o café já ta na mesa!- Eu ouvi a voz de Alice me chamar e dar algumas batidas na porta me fazendo acordar e rezar para dormir de novo

Eu ainda estava sonolento e cansado, por mais que eu achasse que ontem eu sequer pregaria o olho traumatizado pelo que ocorreu do ataque de sereia, mas ao invés disso, eu dormi como um anjo na nuvem mais calma de todas.

Eu continuava me remexendo na cama esperando adormecer novamente, mas quando virei para o lado esquerdo da cama me deparei com algo que não esperava. Quando criei forças para abrir os olhos, me assustei tanto quando abri os olhos e vi aquilo que eu pulei para trás e acabei caindo da cama. Após me recuperar do tombo eu olhei novamente pela superfície da cama... Estava completamente manchada de sangue por todas partes do lençol e das fronhas dos travesseiros.

Eu estava assustado com aquilo e logo observei minha mão que eu apoiava na cabeceira, ela também estava manchada de sangue, principalmente por debaixo das unhas. Ao ver aquela cena, apenas deu tempo de correr para frente do espelho do banheiro e tentar processar o que ocorria, eu estava completamente sujo de sangue, a boca principalmente recoberta pelo liquido vermelho me assustou, eu apoiava as mão na pia, a sujando também, mas preocupado com o meu corpo, o meu peito desnudo por eu ter dormido sem camisa estava sujo do mesmo liquido vermelho até certa parte da barriga.

–O que aconteceu?- Eu perguntei para mim mesmo enquanto passava os dedos pelo meu rosto tentando lembrar o que ocorrera, mas nada! –Que isso?- Eu perguntei novamente a mim mesmo ao ver algo preso ao meu dente, eu abri minha boca e tentei alcançar o desconhecido com os dedos, até que finalmente o retirei o observei... era pele ensanguentada.

Eu respirava ofegante largando o pedaço pelo ralo o fazendo desaparecer pelos canos da pia. Eu puxava meus cabelos para trás estressado tentando imaginar o que acontecera, será que eu tinha atacado alguém? Será que eu havia matado alguém? Não seria muito diferente da vez que perdi a consciência na floresta e acordei em casa, ou da vez em que supostamente havia a consciência na luta contra a sereia, mas uma pergunta prevalecia...seria essa a primeira vez?

Eu ainda não retirava o trecho do bestiário de minha cabeça, o que dizia que meus olhos azuis informavam que eu já matara pessoas em vida. Quem sabe eu tivesse atacado alguém, mas da ultima vez não fiz tanta sujeira. Eu respirei fundo com os pensamentos a tona, confuso e com medo. Eu corri para a cama e arranquei todos os lençóis e fronhas e as joguei dentro do banheiro.

O colchão permanecia intacto, o líquido não havia ultrapassado as camadas de lençóis, após jogar tudo no banheiro eu me tranqui lá dentro, escorregando as costas pela porta até ficar sentado no chão tentando raciocinar.

Eu notei que minhas roupas e minhas mãos também permaneciam sujas do líquido escalate, mas eu juntei minhas forças e entrei debaixo do chuveiro fazendo todo sangue remanescente descer pelo cano.

Eu me vesti ás pressas, não conseguia raciocinar direito, troquei a roupa de cama por uma limpa, e então peguei todos os lençóis e roupas sujas e arremessei dentro de minha mochila.

Eu desci as escadas nervoso e apenas deu tempo de sacar meu celular e procurar o número de Viggo. Eu o disquei e após alguns toques:

-Deixe seu recado após o sinal...-

-Viggo! A coisa ta feia cara!- Eu falei pelo telefone preocupado enquanto descia as escadas. -Eu não sei o que aconteceu, mas...eu acho que eu machuquei alguém, me encontra o mais cedo que puder na metalúrgica!

Eu guardei meu celular e cheguei ao primeiro andar onde deu para ver meu pai e Alice comendo na mesa, mas assim que eu cheguei eles me encararam.

-Aonde vai filho?- Ele perguntou

-Eu...- Eu comecei enquanto pegava meu casaco atrás da porta e o vestia. -Tenho que resolver uns ultimos negócios na delegacia, eu ja volto!

-Tá tudo bem? Você está estranho...- Alice falou notando meu nervosismo aparente.

-Claro, já vou indo!- Antes que eles pudessem dialogar eu já havia corrido pela porta em direção à fabrica.

O caminho não foi nada fácil à pé, sem contar que o nervosismo me confundia as vezes. Eu corria muitas vezes atravessando sinais fechados e quase sendo atropelado, mas logo fui me afastando da sociedade e cheguei à metalúrgica abandonada.

-WINTOUR!- Eu gritei para que ele aparecesse, mas nem sinal, então continuei gritando até que...

-Ai, ai!- Ele reclamou, vi ele se levantar do chão com uma garrafa nas mãos, e pelo cheiro ele com certeza bebeu mais de uma. -O que foi?!

-A-aconteceu algo...- eu comecei gaguejando passando minhas mãos pelos cabelos. -Eu acho que eu...matei alguém!

A expressão dele ficou um pouco mais seria, mas não o suficiente. Ele tomou mais um gargalho da bebida alcoólica e arremessou a garrafa longe que se estilhaçou.

-O que você fez?- Ele pergunteu seco e calmo se aproximando de mim.

-E-eu não sei!- Eu comecei nervoso. -Eu acordei e minha cama estava cheia de sangue e tinha pele no meu dente, e...

-Trouxe os lençóis?- Ele me interrompei calmo me frustrando.

-Sim!- Eu coloquei a mochila à sua frente e abri o ziper para mostras os tecidos vermelhos lá dentro. -Ai estão...

Ele então sem mais ou menos agarrou um dos lençóis ensaguentados e o removeu da mochila. O abriu para observa-lo melhor e então...o cheirou profundamente.

Eu me senti meio estranho, mas então ele agarrou a mochila de minha mão e disse sério.

-Venha aqui!- Ele então começou a andar pela fabrica quando ficamos de frente à um latão que por volta tinha muitas, muitas garrafas de bebida. Ele pegou uma que ainda estava meia cheia então a derramou dentro do latão.

Ele logo arremessou o lençol e a minha mochila lá dentro e pós uma mão no bolso e de lá retirou um isqueiro.

-Espera! O que você va--

Antes de eu terminar ele arremessou o isqueiro no latão com minhas coisas que no momento se incinerou completamente, derretendo tudo que tinha lá dentro.

-Alguém viu você com esses lençóis?- Ele me perguntou, mas eu ainda estava perplexo pela sua ação. -Responde!

-Não! Eu sai e ninguem me viu!- Eu respondi enquanto via o fogo crepitar. -O que aconteceu? E-eu...matei alguém?

-Se acalme!- Ele falou então começamos a nos distanciar do latão. -O fator Rh do sangue era animal, você apenas deve ter saído pra caçar anoite!

-Mas como eu não me lembro disso?- Eu perguntei por mais que fosse aliviante ouvir aquilo eu queria saber.

-Você quase morreu ontem!- Ele prosseguiu enquanto andavamos. -Seus instintos acham que você ainda corre perigo então eles estão procurando um jeito de armazenar mais energia. E quando os instintos atacam, você perde a consciência!

-Mas isso não me torna perigoso?- Eu perguntei então ele parou os passos na porta da metalúrgica

-Você já é considerado perigoso á bastante tempo!- Ele disse então se virou para mim. -Agora vamos ao proximo exercicio, o foco da transformação!

Eu olhei, mas impedido de fazer qualquer coisa eu fui surpreendido por um soco no rosto de Viggo.

-*rugido*!- Eu soltei o rugido ao me virar para ele, senti minhas presas e garras já se alongarem. -Porque você fez isso?!

-Olha só! Esse é o motivo desse exercício!- Ele começou andando ao redor de mim. -Não adianta eu te treinar à usar a força e velocidade se toda vez que você se estressa você se transforme! Precisa aprender á controlar sua transformação natural para depois a transformação quando exposto à lua cheia!

-E como eu faço isso?- Eu perguntei, minha voz ainda era grossa de algum modo, parecia que eu havia virado um animal.

-Mantenha-se calmo!- Ele falou, e novamente de surpresa me deu outro soco no rosto e com esse eu cai no chão. -A transformação ocorre quando sua pulsação aumenta e o fluxo de sangue é maior, controle isso!

A dor ainda era grande, com certeza minha bochecha ja estava roxa e inchada enquanto eu me levantava. Eu respirei fundo e tentei me concentrar, mas as garras apenas cresciam mais e mais.

-Concentração!- Dessa vez foi um chute na perna e pelo estalo, com certeza algo quebrou quando fui ao chão. -Não me faça apelar!

Eu tentava ficar calmo, mas a sequência de chutes não ajudava. Eu tentava imaginar algo que ajudasse, mas nada era raciocinado.

-Para ajudar faça o seguinte!- Ele parou os golpes por um instante e falou. -Pense nos seus motivos! A vingança e a fúria que sente do alfa e faça disso sua âncora!

O tom de voz dele ela sombrio e seco. Eu ainda estava ao chão recebendo vários chutes nas costelas, me senti com 16 anos denovo...

Flashback, á um ano. POV Luke.

Eu estava andando pelos corredores, estava incapaz de sentir qualquer coisa, ainda atortoado pelo que ocorria...

O período de luto havia acabado, e infelizmente eu tive que voltar para escola hoje. Hoje fazia exatos oito dias que a minha mãe morreu devido á um câncer de pulmão...

Eu me lembro perfeitamente do rosto dela, calmo e tranquilo sempre feliz. Eu sentia como se ela tivesse viajado, mas eu ainda acreditava que ela iria voltar.

Os psicólogos que me examinaram nesses últimos dias sempre viam com o mesmo papo, os 5 estágios da aceitação: Negação, Raiva, Barganha, Depressão e apenas no final a aceitação.

Meus estágios estavam embaralhados, eu ainda mal passava da primeira fase, ainda negava que aquilo realmente havia acontecido. No fundo eu sabia que teria que aceitar uma hora, mas eu queria aproveitar até o último segundo ainda pensando que ao chegar em casa ela estaria me esperando.

Alice estava desconsolada, mas felizmente para ela, ela já lidando melhor esta já no estágio da aceitação, isso me lembra de uma coisa que minha mãe sempre dizia: "Meninas amadurecem mais rápido"

Meu pai, pobre homem. Trancado num quarto no quarto estágio, mal saía para comer, eu sequer posso imaginar tal dor. Somos filhos dela é claro, mas eles se amavam que criaram a gente a partir desse amor que durava mais de 30 anos.

Eu fiquei para trás, no enterro dela eu mal pudia respirar ao ver o caixão dela ser recoberto por terra, o que me fez sair de lá mais cedo do que o esperado.

Eu não sabia o que fazer, eu ignorei todos e sumi sem ninguém me ver na hora que o caixão foi posto á sete palmos do chão. Fiz a primeira coisa que veio a cabeça, encher a cara...

Eu nunca tinha bebido na vida, aquela foi a primeira e a última vez que eu fiz algo tão horrível. Eu apenas parei naquele dia porque o barman acabou descobrindo que eu era menor de idade e me chutou dali.

Eu até agradeço por aquilo, porque se ele tivesse se aproveitado que eu estaba bêbado para pegar até meu último tostão em bebida? Naquele dia eu não dormi em casa, acabei me aconchegando num banco de praça após jogar meu celular na estrada que logo foi atropelado, após tantas ligações preocupadas que eu recebia eu não suportei e o fiz sem nem pensar a respeito.

Enfim, depois de um dia inteiro voltei para casa, e após uma semana de luto aqui estou na escola recebendo olhares estranhos de todos, isso até era comum, mas hoje, todos já sabiam do que havia acontecido...

Meus olhos doíam, eu ja havia chorado muito hoje e sequer me importei que alguém me visse chorar estava com muito pesar dentro de mim.

Estava indo em direção ao meu armário para pegar uns livros para próxima aula que eu nem tinha certeza se eu ia. Poderia simplesmente sair pelo portão e encher a cara denovo, coisa que eu repensei bastante, principalmente após fazer a curva no corredor e dar de cara com a pessoa que eu menos queria ver no momento: Olivia.

Eu rodei os calcanhares e fui na direção oposta imediatamente após ver aqueles cabelos ruivos, mas eu ouvir ela correr em minha direção e logo depois segurar meu ombro e me puxar.

-Luke, precisamos conversar!- Ela puxou meu ombro para encara-la, mas eu apenas me soltei do braço dela de forma nem um pouco delicada e desviei o olhar para qualquer coisa que não fosse aqueles olhos verdes.

-Não temos nada para conversar Olivia!- Eu falei seco desviando o olhar preparado pra ir embora.

-Desde quando você me chama de Olivia?!- Ela perguntou incredula, e era verdade porque o proprio apelido dela foi invenção minha. -É sério Luke! Eu não sei o que tinha dado em mim, eu apenas não me senti eu mesma e-- Eu a interrompi.

-Se chama choque de raiva! Coisa que eu estou sentindo nesse momento enquanto você me toca!- Eu falei seco e ela finalmente retirou a mão que ela retornava ao meu ombro e recuou um pouco. -Você expôs sua opinião, eu expus a minha. Ponto! Agora vê se me deixa em paz Gerson!

Eu me virei e andei deixando ela pasma atrás de mim, pasma. Até eu me assustei com o tom que eu falei,mas não me arrependi nem por um segundo.

Eu estava presos aos meus pensamentos sobre o que havia feito e o que iria fazer, mas algo arrancou minha atenção. Meu armário, completamente pichado...

-Mas o quê...- Eu comecei me aproximando e vendo a porta de meu armário e alguns outros próximos pichados de tinta vermelga de palavras tão horriveis que eu sequer poderia pensar em falar.

Uma coisa que chamou minha atenção foi um alfinete preso perto do meu cadeado, nele havia uma foto que quanto tirei e olhei era uma foto minha com a minha mae que eu sempre guardava na minha agenda no meu armário. Mas o rosto dela estava tingido de tinta tornando impossivel ver ser rosto, e no meu lado da foto haviam ofensas horríveis, mas algumas risadas me retiraram da foto

-Ok...- Eu ouvi uma voz conhecida comecar, com toda certeza era o Ben, o super Capitão do tine de futebol e o popular da escola, mas principalmente, o meu bully. -Parece que aportamos na praia, estou vendo uma baleia encalhada bem aqui...

Risos altos foram ouvidos de outros que estavam pelo corredor e principalmente dos dois capanginhas do time de futebol dele que sempre andavam grudados dele. Eu ainda não dizia nada, apenas sentia o odio pelo meu sangue ao ler aquelas palavras pichadas falando mal de minha mãe.

-Ouvi dizer que a mamãezinha morreu?- Isso foi uma facada no peito escutar aquelas palavras próximas da minha orelha. -Acho que o pulmão aprodreceu de tanto fumar!

Mais risadas foram ouvidas e com o ódio eu apenas amassei a foto aos poucoa com a raiva que já me fazia tremer.

-Acho que ela na verdade se suicidou, né? Por ter um filho tão incompetente que da até vergonha!- Aquela foi a gota d'água, ele se virou para rir com os outros, mas ao fazer isso eu amassei a foto e joguei-a ao chão e me virei brusmente.

Apenas senti o cabelo dele escorrer pelos meu dedos, e a força que eu fiz para bater a cabeça dele contra um armário, coisa que levantou barulho tanto do metal dos armários, quanto de surpresa dos outros presentes.

-MAS O QUÊ?!- Elr começou virando para cima ainda jogado ao chão, ele passou o dedos contra o nariz e observou o líquido vermelho que descia do mesmo. -VOCÊ ESTÁ QUERENDO SE JUNTAR À SUA MAMÃE?!

Ele começou e escutar a palavra me fez sentir ainda mais ódio, eu apenas comecei a chuta-lo cobtra o armário com toda força que eu tinha com ele em posição fetal e continuei fazendo isso enquanto me lembrava das vezes que ele fez isso comigo junto de seu amigos.

-É BOM NÃO É? PROVAR DO PRÓPRIO VENENO!- Eu me agachei um pouco e puxei sua cabeça para trás pelos cabelos, a boca e o nariz já sangrava então disparei socos no rosto dele ainda preso ao armário. -NÃO...FALA...DA...MINHA MÃE!

Eu gritava e em cada pausa eu desferia mais um soco em seu rosto, e a multidão apenas exclamava incrédula. Ele então tentou agarrar meu pulso, mas apenas com um gesto lembro de torce-lo e vira-lo de cara para a parede do armário enquanto puxava seu pulso nas costas.

-Vamos ver se você gosta?!- Eu falava sem pensar pelo tanto de fúria que esvaia pelo meu corpo, eu lembrava de tudo que ele já havia feito comigo, inclusive quebrar meu braço uma vez. Eu apenas fiz uma força para trás e logo depois escutei o barulho agudo do quebrar de ossos com os gritos de dor dele, coisa que estranhamente me fez sentir bem. Muito bem..

-AHHHHH!- Ele gritava e eu gostava de fazer ele sentir aquilo, mas então senti algi me puxar para trás e me afastar dele, logo percebi que eram os "amigos" dele me arrastando para longe. Mas ainda possesso, eu consegui me libertar deles fazendo-os cambalear para trás á tempo de agarrar um deles pelo ombro.

-Você é o Caleb certo?- Eu não raciocinava nada, apenas o calor da adrenalina no meu sangue fervente era o que importava. -Eu lembro quando você me fez ficar de cama com uma inflação no estômago...

Meu tom era estranho, eu apenas tive força para agarrar o menino bem mais forte e alto que eu para curva-lo a tempo se eu desferir uma joelhada forte em seu estômago o que o fez cair no chão cospindo sangue. -Então toma!

Eu me virei, mas logo levei um soco no rosto, coisa que sequer me abalou, eu apenas realinhei meu ponto de visão para o outro adolescente que me encarava com medo.

-Você é o Dan!- Eu afirmei ainda de forma sádica o que fez ele recuar com medo. -Você me fez mancar por dois dias com um deslocamento na perna!

Eu me aproximei rápido o suficiente enquanto ele recuava e dei um forte pontapé na parte de trás de seu joelho coisa que o fez perder o equilíbrio e fazendo-o cair de quatro, e logo depois dei um chute na sua barriga o que o fez cair longe sujando o chão com um rastro do sangue que escorria de sua boca.

Muitos alunos ja estavam desesperados e saiam correndo para longe não querendo se meter na encrenca, outros também horrozidos, filmavam ou gritavam por ajuda, mas nenhum ousava entrar no meio para intervir.

Eu me virei novamente para Ben, ainda não entendia nada era como se um instinto primitivo me guiasse para ataca-lo e foi o que eu fiz, novamente me agachei a dua frente e voltei á soca-lo com todas asas minhas forças e o sangue descendo de sua boca enquanto ele fazia pedidos de súplica.

-Por favor...para!- O rosto dele estava inchado e eu vi ele cospir um ou dois dentes ensaguentados.

-Engraçado dizer isso!- Eu novamente agarrei os cabelos dele o que o fez gemer de dor. -Quando eu pedia você nunca parava!

Eu tentava pensar em mais algo, mas tudo que eu foz foi virar o olhar ao chão e uma ideia surgir...

Eu comecei a bater a cabeça dele contra o chão com todas as minhas forças, ele agora ja desmaiava e seu sangue se esparramava pelo chão. Os alunos que antes estavam ali ja correram para longe com apenas alguns poucos corajosos olhando de longe pela curva no corredor.

Eu continuei batendo sua cabeça contra o chão, o sentimento era incrível! Quase um êxtase fazer aquilo com ele enquanto via os outros dois tentarem criar forças para levantar. Eu me preparava para arremessa-lo contra o chão uma última vez com toda força, mas algo me deteu.

Duas mãos fortes me levantaram e me puxaram para longe dele, coisa que eu sentia fúria e me debatia para voltar até lá e acabar o serviço de uma vez enquanto eles arrastavam meu corpo pelo chão.

Notej ser alguns professores, logo um deles,o professor de artes marciais me imobilizou me dando uma espécie de mata-Leão enquanto o professor de educação física ia socorrer os outros.

Eu me debatia com força, tentava me soltar de todas as formas, coisa que com certeza feriu o professor, mas de nada adiantou. Mas então, o barulho de tênis correndo pelo chão foi ouvido saindo do corredor derrapando.

Logo Liv veio e se agachou a minha frente segurando minha cabeça para olhar para ela, mas eu sempre tentava olhar para Ben caído ainda pensando em ir la enquanto me debatia.

-LUKE! LUKE!- Ela gritava, mas eu mal escutava, parecia mais um zumbido enquanto varias outras ideias horriveis passavam pela minha cabeça. -LUKE!

Ela gritou então levantou a mão e apena senti meu rosto queimar pela pressão do tapa que eu havia levado. Apenas então me dei conta do que havia sido feito, logo uma onda de dores invadiu meu corpo, principalmente nos punhos cerrados que estavam feridos, arranhados e sangrando de tanto socar os outros.

-O-o que....- eu comeceu a raciocinar uma palavra. -O que eu fiz?

Flashbacks off

Eu lembrava de tudo que ocorreu depois, a diretoria, o hospital, o tribunal, o quarto, os milhares de psiquiatras e logo depois a visão da janela do avião enquanto eu deixava a minha cidade que eu cresci para ir ao Canadá.

O que Viggo estava fazendo comigo sequer chegava aos pés do que eu havia feito com Ben, se duvidar ele esta fazendo a recuperação do braço quebrado na fisioterapia até hoje.

Mas ainsa sim, nem por um segundo eu me arrepe do do que eu fiz!

Eu controleu minhas presas até voltarem ao tamanho normal enquanto garras e olhos faziam o mesmo e em poucos segundos, Viggo parou de me atacar.

-Ótimo!- Ele começou me oferecendo a mão para eu levantar, coisa que eu aceitei enquanto as dores se tornavam mais agudas. -No que pensou?

-Uma motivação!- Eu disse enquanto cospia sangue e retirava a poeira de minhas roupas. -Uma omissão que aconteceu á muito tempo!

-Bom! Bom!- Ele falou enquanto se dirijia á sua cadeira e se arremessava nela. -Precisaremos treinar mais isso, apenas isso não forma uma âncora completa! Precisa de motivação de verdade se quiser enfrentar aquela ninfa!

-Falando nisso...- eu perguntei curioso enquanto me sentava com dores num banco que ele havia indicado. -Como você e o tal do Silverwood sabiam tanto dessa ninfa?

-Colega, uma coisa que você vai aprender mais cedo ou mais tarde!- Ele então se endireitou apoiando os cotovelos nas pernas. -Essa vida não tem saída! E nela você vai encontrar perigos inimagináveis e criaturas que ficarão presas á sua memória para sempre!

Ele falou áspero me fazendo engolir o seco com a carta que ele botou na mesa.

-Caçadores treinam exatamente para matar esses monstros como eu e você!- Ele prosseguiu sério. -Mas monstros precisam sobreviver nesse "Reino Animal" e isso significa que nem sempre caçadores vão ser os seu maior problema!

-Você está querendo dizer...- Eu comecei receoso franzindo o cenho. -Que não importa o que aconteça semore vai te algo para enfrentar?

Um breve silêncio se instalou enquanto eu o encarava, ele apenas concordou com a cabeça e isso foi suficiente para mais um turbilhão de sentimentos. Eu levei minha mão á boca que ainda sangrava um pouco e fiquei olhando para meus dedos sujoa do líquido escarlate.

-Seu sangue e sua alma estão marcados...- Eu escutei enquanto mantinha meu olhar fixo nos dedos sujos. -Não pense por um momento que isso é um dom. Porquê não passa de uma maldição!

Continua...

 


Notas Finais


A fic ja fez um ano e ainda so seis cap, mas obrigado á todos que estao acompanhando. A fic tambem foi disponibilizada no Wattpad o meu nome lá e RealMasterFanfiction, vlw!


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