História O Manto da Razão - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lendas Urbanas
Tags Creepypasta
Visualizações 9
Palavras 1.202
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Drogas, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Olá, venho trazendo uma nova fanfiction! Espero que possam gostar.

Capítulo 1 - Apenas crianças.


Kessy Povs:

Tem uma semana que me mudei para cá, ainda não fiz muitos amigos, somente uma outra criança chamada Ben. Quando vim parar aqui, imaginei que seria um lugar chato, porém vem se mostrando ser bem interessante.
Final de férias, tem época mais deprimente? Cheguei aqui e nem pude aproveitar para conhecer a cidade. Meu tio disse que não tem muito a se conhecer, cidade pequena, poucos habitantes, quase isolada, a cidade mais próxima fica muito longe... acho que já posso me considerar no fim do mundo. Também não há muitas crianças, há muitos adultos e idosos.
Quando vim fui recepcionada pela família do meu tio e do Ben, eles não precisavam disso, mas acho que fazia tempo que não viam um rosto novo por aqui, as pessoas daqui são bem simpáticas. Pelo menos as que eu conheci até o momento.
Isso me faz lembrar que as aulas começam amanhã, olhei para o céu, me encontro na calçada em frente da casa, tentando observar as nuvens. A luz do sol as vezes chega a ofuscar minha visão, também né... que lerda olha diretamente para ele? Bem... esta lerda está olhando, o que indica que não tenho muito o que fazer até o presente momento. Acho que irei visitar meu amigo isolado Ben, quem sabe ele queira sair um pouco da toca para experimentar ar puro?
Caminhei até o outro lado da rua, tentei arrumar um pouco os fios embaraçados do meu cabelo, hoje é domingo, ainda tenho dez anos, não deveria me importar com isso somente na adolecencia? Que seja... o chamo gritando.

-Ben, Ben aparece aí!

Logo avisto um rosto na janela, é ele! Acenei indicando para onde deve olhar, deu certo. Ele abriu a janela, em seguida se apoiou inclinando-se para frente.

-O que é? Não seria melhor entrar logo?

-Não vou invadir a propriedade dos outros!-digo ficando vermelha.- Vim te chamar, vamos brincar.

-Deixa de timidez, pode vim.-consegui enxergar seu sorriso.- Mamãe não se importa!

O que eu tinha em mente era brincar como qualquer outra criança brincaria, porém ele quer jogar... bom... fazer o que né? Se não pode com eles, junte-se a eles!
Puxo o ferrolho do portão de madeira já entrando no quintal, depois bati na porta abrindo-a.

-Vou jogar um pouco com Ben, espero que não se importe.-passei quase correndo pela sala.

-Tudo bem, se comportem.-ela fala sem tirar o olhar da tv.

Rapidamente subi ao quarto dele, Ben é um viciado em jogos mesmo... olha como se concentra nessa fase, parece que está tentando há duas horas passar dela, puxei um banquinho que tinha do lado da cama até a mesa do computador, sentei do lado de Ben.

-Tem quanto tempo que está tentando?

-Muito tempo, mas parece que falta eu fazer algo... mas eu não sei o que!-quase gritou a ultima parte.

-Posso jogar depois?-prevejo um "não" como resposta.

-Oh sim... só escolha um jogo.

Ele estreitou os olhos cerrando os dentes. Fico encarando a expressão engraçada dele.

-Tem aquele da bolinha rosa?-Ben bate na mesa em alegria e alivio assim que vence.- Aquela que come os bichinhos e fica com os poderes.

-Sim, e é Kirby.-me corrige enquanto sobe os óculos.- Escolhe qual deles.-abre uma pasta.- Já sabe quais teclas, né?

Assenti, hora de eu me divertir agora!
Depois de um longo tempo jogando no computador, fomos jogar UNO.

-Uno!-ele fala.

-Desculpe, Ben...-estreito os olhos.

-Kessy... não me diga que...

Ben fez uma posição bem divertida, ri muito já segurando a carta que me garantia atrasá-lo. Quase consegui ver lágrimas em seus olhos azuis.

-Ah sim, Ben...-dou meu melhor sorriso malicioso e jogo a carta.- acho que já sabe o que tem que fazer.

-Não é justo!

Esqueci de mencionar que ele é muito competitivo? Talvez.

-Não quero mais jogar isso.-pegando as cartas.

-Não haja como uma criancinha, qual é?!-não consigo aguentar minhas risadas.

-Ben, Kessy!-escuto a mãe deles nos chamar.

Ben corre até a porta rapidamente.

-Sim mamãe?

-Ben vá ao mercado, preciso que compre carne, seu pai esqueceu de fazer isso ontem de noite.

Ele me olhou como se pedisse para que eu fosse com ele. Apenas assenti dizendo que iria, afinal... não tem o que fazer se ele não estiver na casa, na minha também não.

-Estou indo!

Descemos, antes de sair, Janete nos disse para ter cuidado, olhar para os dois lados antes de atravessar a rua e não falar nem aceitar coisas de estranhos. Ela parecia muito preocupada conosco.

-Então...-comecei puxando assunto.- as aulas começam amanhã... como são as pessoas lá?

-Hum...-sem me olhar.- os meninos são legais, mas as meninas são bem frescas e mandonas.-sorriu.

-Até imagino.-também sorrio.

-Kessy, por que veio para esta cidade? Tipo... eu sei que aqui é o fim do mundo.

-Nossa fico aliviada que pensa o mesmo!-pus a mãos na cintura.- Meus pais deram minha guarda para a família do meu tio.-mantive um sorriso.

-O que?-exclama assustado, o encarei.- Por quê?

-Minha tia não pode ter filhos, como sou a irmã mais nova... acharam que seria melhor me darem a eles.

O caminho continuou calmo, compramos a carne de boas. No caminho de volta estamos correndo, posso dizer que é uma disputa acirrada, somos bem rápidos. Não vou dar meu braço a torcer! Contudo vejo Ben parar aos poucos olhando para uma parte com densa vegetação.

-Ben?-parei.

-Não foi nada, pensei ter visto uma menina.

-Você precisa é jogar menos! Vamos continuar.

Ele sorriu voltando a correr, corremos até chegar na casa, estávamos exaustos, arfando em cansaço, mal consigo respirar direito.
Vamos para a sala assim que entregamos a carne e o troco depois de beber muita água.

-Cara isso foi bem cansativo!-disse ao se jogar no sofá.-

-Disse ter visto uma menina? Eu não vi ninguém.

-Ah isso não importa, sabe de uma coisa bem legal e assustadora?-me olha sapeca.- Dizem que nessa cidade tem muitos pontos assustadores onde se veem espíritos... tomara que aquilo não seja um fantasma.

Dessa vez ele parecia mesmo preocupado, até foi impressionante como seu rosto mudou agora.

-Fantasmas não existem!-tento brincar um pouco.

Ele parece esconder algo de mim, não consigo dizer o que é... mas acho que tem algo a ver com todo esse cuidado dos adultos com a gente. Ontem eu quis comprar umas balas na vendinha perto e meus pais não me deixaram fazer isso. E olha que é ali na esquina e nem estava tão escuro assim.
Fui para casa depois, o dia se passou como os últimos, dormi e me acordei sonolenta. Tomei um banho cujo a água estava simplesmente congelante! Visto uma saia, a camisa da escola, ponho meias e os sapatos, depois penteio meu cabelo loiro. Peguei minha mochila parti rumo a cozinha onde mamãe preparou um saboroso café da manhã. Saí quase estufada, Ben já estava bem longe, tive que correr gritando seu nome, somente assim consegui fazer com que parasse e voltasse o corpo em minha direção.

-Bom dia, Ben!

-Bom dia!-sorriu.- Vem comigo?

-Não vejo mais ninguém que seja capaz disso.-impus um olhar intimidador.

O mesmo cora levemente, creio que tenha se envergonhado.
Fomos o caminho todo falando de coisas aleatórias até ele começar a contar sobre as novidades do mundo dos jogos.


Notas Finais


Não tenho previsões de quando postarei o próximo capítulo, espero que tenham gostado ^^


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