História O medo está em mim - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~JuliiaCaiprow

Postado
Categorias Originais, The Vampire Diaries
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Medo, Romance, Suspense, Terror, Tragedia
Exibições 4
Palavras 525
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essa história é resultado de um trabalho em grupo de minha escola, espero que gostem, beijos.

Capítulo 1 - Karen


 

Em 1870, tudo era tranquilo, até a noite do dia 9 de outubro na igreja ortodoxa Mariana do Carmo, na cidade chamada Martíria.

Eu estava lá. Eu ouvi todos gritando por ajuda, implorando para que o Deus, a quem rezavam naquela noite os tivesse piedade. Lembro como se eu ainda estivesse lá.

Agora, 130 anos depois, em 2010, tudo está tão diferente, e não estou falando do tempo que se passou, mas sim, do caráter dessas pessoas que observo há anos, que diminuiu com o tempo.

E meu Deus, o que somos nessa vida? Você pode colocar o pé para o lado de fora da sua casa, na sua calçada, e simplesmente morrer! Somos tão pequenos perto da imensidão do universo.

Como por exemplo, na noite da tragédia. Quem entre aquelas 30 pessoas iria saber que todos iam a igreja rezar e cantar os famosos cantos de louvor e acabariam morrendo em agonia e ardendo em chamas como se estivessem no próprio inferno?

Ninguém nunca espera pela morte, ela não é ruim como a grande maioria das pessoas pensa. Ela é lenta, vem devagar, com muita calma, como se tivesse uma vida inteira para fazer seu trabalho.

Quando você comete suicídio, você não o faz sozinho, quem te influência é a morte. Você quer aquilo, quer sentir ela tomando contado seu ser e roubando sua alma para levar a um destino que só ela sabe. Talvez você não queira por completo, mas o ego infla e você acaba não ouvindo seu coração e vai ao encontro dessa doçura chamada Morte.

Em minha mente, algumas pessoas já sabiam o que ia acontecer, como por exemplo, o próprio padre:

“Caros irmãos e irmãs, talvez tudo o que iremos pregar aqui, nesta noite de belas estrelas e de lua maravilhosa, será em vão.”

Ainda lembro-me dessas palavras, elas tinham me deixado tão preocupada, parei para pensar e achei que poderia estar falando da questão de sermos todos pecadores, e que íamos sair daquela igreja e voltar a pecar, e aquele pensamento me tranquilizou (durante segundos).

Olhei em volta, fiquei chocada com o que vi: com exceção do padre e eu, todos olhavam para o teto. Tentei me levantar e correr ou ir até o padre, porém, só tentei. Era como se alguma força me segurasse naquele banco.

Fitei minha mãe, e assim como todas as outras pessoas, estava aparentemente enfeitiçada, em uma espécie de transe, olhando para a pintura sob suas cabeças.

Lembro que o padre me encarava como se quisesse me ordenar a fazer o que todos faziam, ele falava palavras com muita rapidez, eu não conseguia entender, querendo chamar, ou melhor, invocar algo ou alguém para aquele local.

Era algo relacionado a “fogo que vem”, “fogo do senhor” ou até “fogo divino”. O homem de aparência cansada segurava com a mão esquerda um tipo de barra ou bastão com um símbolo muito bonito na ponta, parecia uma flor ou uma estrela, não conseguia enxergar direito em meio ao meu pavor. A outra mão estava levantada, como quem diz pare, mas sinto que a mão dele induzia a continuação daquilo que eu acreditava ser um pesadelo terrível.



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