História O Melhor Amigo do Meu Irmão-ABO Universe. - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~VorazOhFodao

Postado
Categorias Block B
Personagens B-Bomb, Jaehyo, Kyung, P.O., Personagens Originais, Taeil, U-Kwon, Zico
Tags Taepyo, Ubomb, Zikyung
Exibições 109
Palavras 1.985
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Um


Fanfic / Fanfiction O Melhor Amigo do Meu Irmão-ABO Universe. - Capítulo 2 - Um

-Taeil, você não precisa mandar suas malas para colocar no ônibus, vieram te buscar.-Madelaine avisou, saindo de forma rápida do meu dormitório.

Analisei minha mala de roupas meio atordoado e sentei-me na cama. Já não tinha mias nada a fazer, a não ser esperar que me chamassem para ir embora. Com certeza eles estavam conversando sobre os rendimentos e as qualificações...

Uma das monitoras entrou minutos depois, me chamando e pegando minha mala. Caminhamos juntos em silêncio até a sala da coordenação. Agora eu saberia quem veio me buscar. Arrisco dizer que é meu noivo, pelo que me lembro na última carta de papai, ele tinha me avisado que conheceria um pretendente em breve. Talvez ele tenha vindo me buscar.

A porta se abriu, revelando dois homens trajados em ternos pretos. Adentrei o cômodo e reverenciei aos presentes, sorrindo pequeno quando me coloquei em postura.

-Lee Taeil foi uma pessoa que nos abrilhantou enquanto estadiava na nossa instituição...-A Diretora falou e o mais alto me olhou bem no fundo dos olhos.

Ele é bem bonito. Alto, sem barba, cabelos castanhos e rosto delicado, mas era tão misterioso. Sentia que estava sendo muito mais que observado por seus olhos analíticos. Sentia que ele lia minha alma e minhas ações. Respirei fundo tentando me manter calmo, mas estava sendo difícil ficar no mesmo cômdo que o homem misterioso e bonito.

O outro rapaz me fitava com o olhar meio análitico, como se estudasse minhas ações e meus jeitos. Ele era mais baixo que o primeiro, mas ainda sim era bem arrumado e bonito, não deixando de esbanjar uma aliança grande e dourada em seu anelar esquerdo.

A diretora falava mais algumas de minhas qualificações enquanto os dois me analisavam. Eu ainda sentia o meu corpo queimar com o olhar do mais alto, mas o silêncio de um ômega é primordial quando uma conversa importante está acontecendo.

Após a mulher falar e falar, me despedi da escola entrando em um carro de luxo preto. Os dois ainda mantinham um silêncio e me olhavam vez ou outra. Abandonei o complexo todo, olhando uma última vez pela janela e vendo o grande prédio e seu lindo jardim ficarem cada vez menor à medida que o carro avançava na estrada.

E assim se seguiu. Os dois alfas nem se quer falaram comigo, cochichavam palavras entre si e me olhavam de soslaio. Eu sentia meu coração se apertar, era como se eu estivesse sendo sequestrado. Nenhum deles falava comigo e eu precisava saber o que estava acontecendo, mas não sei se deveria perguntar. Um ômega não deve contestar os desejos de um alfa. Mas não podia ficar nessa situação, podia? Juntei meus caquinhos de coragem e rumei meu olhar para o alfa do topete. Arrumei minhas mãos em cima da coxa, entrelaçando-as. Respirei fundo e abri minha boca, temeroso.

-Oi... Posso saber para onde estamos indo?-Pergunto e vejo ele me olhar, engulo seco quando vejo seu olhar perfurar minha pele. O alfa respira fundo e sorri, me mostrando suas covinhas e me dando a impressão de que eu o conhecia de algum lugar.

-Você não se lembra de mim Maninho?-O alfa pergunta e minha mente estala junto com minha língua. Minhyuk? Não... Só pode ser brincadeira.

-Minhyukie?-Pergunto e vejo ele assentir sorrindo. Sorrio feliz e grato em resposta, aceitando a sua mão estendida a mim, apertando-a contra as minhas mãozinhas pequeninas. Juro, um peso saiu de minhas costas e uma felicidade e gratidão inundaram meu corpo todo.

-Você está tão bem Taeilie...-Ele comenta e beija a minha mão, devolvendo-a a mim, que sorria num misto de vergonha e animação. Era tão bom vê-lo...

-Cadê os nossos pais? Por que não me esperaram na estação como todos os outros?-Pergunto não contendo a minha curiosidade. Tapo a boca com as mãos e murmuro um pedido de desculpas. Um ômega jamais deve interrogar um alfa, um ômega deve sempre respeitar um alfa e servi-lo.

-Taeil, eu quero que você fique calmo. Quando chegarmos na pousada conversamos direitinho sobre isso, okay?-Meu irmão propõe e eu assinto com a cabeça.-Esse aqui é o Pyo, meu melhor amigo, você se lembra dele não é?-Ele pergunta, olho para o homem dirigindo e tento forçar minha mente, mas nada... Faço uma negativa com a cabeça, realmente frustrado por não me lembrar do alfa.

-Sinto muito...-Falo quase que em sussurro, meu irmão sorri e o outro alfa chamado Pyo, ri alto e amargo.

-Fala ai Taeil Germes...-Ele diz e eu engulo seco. Não poderia ser... Poderia? Analisei o perfil do alfa que sorria encarando a estrada. Sentia meu rosto queimar e poderia jurar que meu corpo encolhia, a medida que eu me sentia ainda arrependido pelo o que aconteceu anos atrás.

-Escuta...-Falei baixinho e ouvi um murmurar.-Eu realmente sinto muito pelo o que eu disse à você anos atrás... Eu só não quero me casar assim... Sem amor...-Falo e ele ri alto, concordando com a cabeça.

-Sem ressentimentos Taeil Germes... Eu queria até te agradecer.-Ele fala e eu encaro seu perfil encabulado, esperando atenciosamente que ele continue.-Graças a você eu emagreci e consegui fazer tudo o que eu queria fazer da minha vida.-Ele fala e sorri satisfeito.-Se você acha que ainda somos noivos, fica tranquilo, não estamos mais noivos...-Ele fala e eu suspiro aliviado. Então eu não tenho noivo? Obrigada Entidades do Bem!

-Mas você ainda tem um noivo...-Meu irmão fala, desmanchando meu sorriso no mesmo instante. Olho para a sua face e ele levanta as mãos em rendição.

-Relaxa Princesinha Rosa cheia de Germes, estamos te salvando de se casar...-O melhor amigo do meu irmão fala e eu juro que sinto uma vontade gigantesca de beijar aquela bochecha toda e ficar falando “obrigada” até que o mundo se acabe.

-Então eu tenho um noivo e estou fugindo dele?-Pergunto e meu irmão ri alto.

-Ele entende rápido Pyo, pensei que teríamos que desenhar isso para ele entender.-Meu irmão comenta e eu olho para seu rosto alegre descrente.

-Por que?-Pergunto, esquecendo toda a conduta do colégio.

-Mais tarde a gente conversa sobre isso, agora senta direito e relaxa.-Minhyukie fala e eu concordo rápido com a cabeça, me ajeitando melhor sobre o estofado do automóvel. Aproveitando a viagem.

^-^

Não sei exatamente como ou em que momento da viagem eu adormeci. Acordando só agora, deitado numa cama quentinha e macia. Me aconchego mais nos lençóis e me permito suspirar com o cheiro agradável que aquele lugar exalava. Rosas vermelhas...

Fico um tempo deitado, mas logo me recomponho e me levanto, indo em frente ao espelho, arrumando meus cabelos e colocando novamente minha boina. Alinho minhas roupas e abro a porta, andando no corredor da casa. Desço as escadas e vejo meu irmão sentado no sofá da sala de estar, com um homem muito bonito sentado ao seu lado. Os dois trocavam carícias e sorriam um para o outro. Eles nem notaram a minha presença ali no local até que pararam de se beijar e meu irmão finalmente me olhou.

-Acordou!-Disse animado, o seu acompanhante me olhou e sorriu amistoso. Retribui o sorriso bem mais envergonhado por ter atrapalhado o momento deles e me aproximei mais, sentando-me no outro sofá.

-Sou Yukwon, esposo de Minhyukie...-O ômega fala e me sorri. Sorrio de volta e vejo seus traços lindos e alegres.

-Sou Taeil... É um prazer conhecê-lo.-Falo e sorrio, vendo o outro sorrir-me mais aberto.

Ukwon é uma pessoa adorável. Ele faz meu irmão feliz, dava para perceber isso à quilometros de distância. É assim que eu quero viver no futuro, estar com a pessoa que eu amo e com quem eu sou realmente feliz... Como meu irmão, como nos livros...

-Me diz, o que você aprendeu no colégio?-Ukwon me perguntou, enquanto jantávamos. Pyo não estava conosco, meu irmão ficava digitando coisas no seu celular e eu aproveitava para conhecer melhor o meu cunhado.

-Aprendi várias coisas...-Falo sorrindo fraco.

-Você é tão fofo... É como nos livros e filmes...-Ele comenta sorrindo, acompanho seu sorriso e termino minha refeição.

-Obrigada pela comida e pelo elogio... Você cozinha muito bem, e é bem adorável!-Falo e ele sorri, ao mesmo passo que suas bochechas tomam uma cor rosada.

Meu irmão nos olha orgulhoso e dá a mão para seu marido, os dois se olham sorrindo e depois me olham. O clima fica meio tenso, eles me encaram como se ponderassem me contar algo, mas Ukwon pigarreia e aperta as mãos de Minhyuk, levantando e tirando a mesa.

-Irmão... A gente precisa conversar.-Ele fala e eu assinto.-Há um ano, o nosso pai conheceu um alfa, dono de uma empresa muito famosa. Eles começaram a sair juntos e se tornaram amigos... Esse alfa é bem novo, tem mais ou menos a minha idade, e por isso nosso pai fez a promessa de casar você com esse homem, mas...-Ele fala e meus olhos quase saltam. Isso é possível? Não creio que meu pai tenha feito isso.-Naquele dia, o pai estava bem alterado, e acabou fechando esse contrato com esse alfa. Te mandando uma carta dois dias depois.-Ele fala e eu assinto, concordando e entendendo suas palavras.-Mas, depois de um tempo, Kwon e eu estávamos na Thailandia, em uma viagem e sofremos um atentado... Tentaram nos matar e quase conseguiram. Como eu sou policial e Ukwon também, a polícia declarou nosso óbito e passamos a investigar o que aconteceu, e chegamos no seu noivo. Ele tinha mandado nos matar...-Ele fala e minha boca seca. Encaro assustado meu irmão, que falava tudo com um Ukwon, do outro lado do balcão, nos vendo conversar.-Todos acham que estamos realmente mortos Taeil, nossos pais sofreram também... Eles se foram... Eles morreram Taeil...-Senti como se estivesse sofrendo um ataque cardíaco, meu coração estava apertado e batia forte e acelerado.-Seu noivo te quer porque você é importante para ele... Porque você herdou tudo que era do papai e da nossa família... Você é rico Taeil, e ele quer seu poder. Ele quer se casar com você por causa do que você tem... E óbvio, porque ele é doente...-Conclui e pega minha mão.

Eu já chorava silenciosamente, ingerindo suas palavras. Por minha causa, meus pais morreram e meu irmão quase morreu com seu marido... Isso é completamente horrível. Analiso toda a situação com calma e sinto meu corpo se chacoalhar à medida que eu soluçava e intensificava meu choro. Meus pais se foram e eu nem os vi... Meu irmão quase se foi... Isso é muito horrível.

Ukwon veio até perto de mim com um copo d’água em mãos, me oferecendo. Aceito e bebo todo o líquido, buscando me acalmar. Assim que termino de beber a água, coloco o copo na mesa e sinto os braços quentes, acolhedores e macios de meu cunhado me envolverem num abraço. Fico meio alheio ao contato até que me rendo e abraço seu corpo de volta, inalando seu cheiro de cereja, misturado com o de menta, característico de meu irmão. O contato aqueceu meu coração, me senti incluído e amado.

“Hey Bomb, na escuta?”

Uma voz abafada ecoa na cozinha. Minhyuk pega um walkie talkie e nos olha com uma expressão estranha. Ukwon me aperta em seus braços e suspira.

“Fala PJ.”

“Os germes nos encontraram, venha aqui fora fazer uma limpeza completa”

Meu irmão olha para Ukwon e se levanta, pegando uma arma e saindo da cozinha. Neste mesmo momento, Ukwon me levanta e pega em minha mão, me levando para o quarto. As luzes dos cômodos de cima estavam apagados, me dando certo medo. Kwon segurou com força minha mão, parando em frente ao guarda roupas.

Ele abriu a porta e me olhou, quando ia entrar, ele puxou uma parede falsa e me colocou dentro desta, entrando atrás de mim, deixando tudo do jeito mais natural possível. Ele colocou sua mão sobre a minha boca, fazendo com que eu respirasse mais baixo.

Um tiro. Um uivo. Barulhos na escada... Esse estava sendo o dia mais estranho de toda a minha vida.


Notas Finais


Reviso logo mais.~


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