História O Melhor Ano de Todos - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Eric, Leon
Exibições 179
Palavras 2.411
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Coincidência ou não, to postando um capítulo que se passa num feriado num feriado! Valeu pelos comentários linux_3222, huehuehue_br, AlascaYoung505, Nicolsgeas e RafaellaGomes. Esse capítulo é pra vocês!

Capítulo 33 - A Volta do Abominável Deus Romano


Aquele segunda-feira de feriado passou lentamente, quase que com preguiça. Depois de horas no clube, eu já estava de saco cheio de ficar sem fazer nada. Mas eu também não queria ir pra casa. Não queria correr o risco de encontrar o Gabriel. Sabia que não tinha como evita-lo para sempre, mas, enquanto eu pudesse, era exatamente isso o que eu faria.

Então os meus pais e os meus irmãos foram pra casa, mas eu não. Liguei pra Ana e perguntei se eu podia passar na casa dela. Eu inventei uma desculpa qualquer de que eu tinha ido mal nas provas da escola e que precisava estudar um pouco antes que as aulas voltassem. Ela disse que não tinha problema nenhum e eu não pude deixar de achar engraçado. Só mesmo a Ana pra achar normal estudar em pleno feriado.

– Eu não sabia que você se importava tanto com os estudos – disse ela quando eu apareci.

– É... Estudos... Muito importante... – murmurei concordando.

Nós nos sentamos na mesa da sala e ela começou a me ajudar com algumas matérias que eu realmente estava tendo um pouco de dificuldade. Eu tentava me concentrar, mas não conseguia deixar de pensar no que o Gabriel estaria fazendo naquele momento. Após um tempo, cheguei à conclusão que não tinha outra solução. Eu ia ter que resolver os meus problemas com ele ou então acabaria enlouquecendo. Amanhã na escola eu iria ter que dar um jeito na nossa situação.

Depois de algumas horas de matemática, física e história, eu já estava me sentindo exausto. Olhei para o meu relógio e vi que ainda eram oito e meia, mas eu estava tão cansado que sabia que assim que chegasse em casa acabaria dormindo de qualquer jeito. Então eu me despedi da Ana e fui embora. Assim que avistei a rua, percebi que tinha voltado a chover depois de ter feito sol o dia inteiro.

– Eu tenho muito sorte mesmo... – exclamei irritado com toda a água que caía do céu.

É claro que eu não me importei minimamente com o fato de estar chovendo e eu não ter levado nenhum guarda-chuva. Muito menos liguei de ter chegado em casa todo encharcado e minha mãe ter me enchido o saco por causa disso. Não, nada disso era importante. O que eu queria era tomar um banho, deitar na minha cama e dormir sem que ninguém mais me incomodasse até o dia seguinte. Até porque, depois de um feriado como aquele, a escola não parecia tão ruim.

 

***

 

O despertador do meu quarto tocou, mas eu preferi ignora-lo. Estava sem a mínima vontade de me levantar. Isso não seria novidade, se eu não estivesse com um dor de cabeça horrível. Eu peguei o meu cobertor e me enrolei nele, virando de um lado pro outro da cama tentando ficar confortável. Eu tava me sentindo muito fraco e não sabia por quê.

– Levanta, Eric! Agora! – disse a minha mãe aparecendo na porta do quarto.

Eu soltei um gemido de dor.

– Não posso... – falei com uma voz fraca.

– Para de ficar enrolando, se não você vai se atrasar – disse ela se aproximando de mim –Espera... Você tá suando.

Eu estava mesmo suando, mas ainda assim sentia também muito frio. A minha mãe então colocou a sua mão sobre a minha testa, acabando com todo o mistério.

– Você tá com febre, Eric. Deve ser só um resfriado... – disse ela sem parecer preocupada de verdade – Mas que sorte, hein... Não vai pra escola hoje.

– Ah, claro, mãe. Até porque tudo o que eu queria era ficar doente pra faltar à aula – respondi num tom completamente irônico.

Quando eu apostava que as coisas não podiam piorar, havia sempre uma maneira de me provarem que eu estava errado. Não sabia o que era pior, estar doente ou não poder me resolver com o Gabriel. Infelizmente os meus problemas com ele iam ter que esperar.

Os meus pais saíram para trabalhar e os meus irmãos foram para a escola. Eu fiquei sozinho em casa, deitado na cama. Tentava assistir a qualquer coisa na televisão, mas não tinha nada de interessante passando. Resolvi pegar o livro que eu tinha começado a ler no outro dia e voltei toda a minha atenção a ele. Foi difícil conseguir me distrair quando o meu nariz ficava o tempo todo escorrendo eu não parava de espirrar.

Depois de uma tarde inteira doente na cama, eu comecei a me sentir um pouco melhor. A minha mãe foi no meu quarto assim que chegou do trabalho e disse que no dia seguinte eu já poderia ir à aula. Eu não pude deixar de me sentir aliviado por saber que eu não teria que ficar por mais muito tempo sem fazer nada.

Perto das oito horas da noite, eu ouvi a porta do meu quarto sendo batida.

– Pode entrar! – respondi em voz alta.

A cena que eu vi a seguir me deixou completamente supresso, e, se eu não estivesse me sentindo tão mal, até riria dela de tão inusitada.

– O que é que você tá fazendo? – perguntei no mesmo instante.

O Leon apareceu no meu quarto de repente, me deixando sem saber o que dizer. Ele estava bonito como sempre, com aquele seu jeito de deus romano. Sim, era isso mesmo. Se o Gabriel era para mim um deus grego, o Leon tinha que ser no mínimo um deus romano. Não dava para negar o quanto ele era bonito, mesmo que fosse abominável.

O tal deus então entrou segurando uma bandeja com um prato de sopa quente em cima dela, a colocou na minha cama e se virou para falar comigo.

– A sua mãe pediu pra eu trazer isso – disse Leon com uma simplicidade sem igual.

Eu fiquei olhando para ele como se esperasse que o Leon fosse dizer em seguida o que ele estava fazendo no meu quarto, me trazendo sopa. Só depois de alguns segundos é que ele foi perceber a minha inquietação.

– O que foi? – perguntou Leon.

– Como o quê foi? O que você tá fazendo aqui?

– Ah, então é por isso que você tá me olhando desse jeito? – questionou ele e eu balancei a cabeça dizendo que sim – Bom... É que eu tava meio preocupado com você. Não apareceu na aula de manhã e nem no treino e, como você geralmente nunca falta... Pensei em aparecer aqui pra ver como você tava. Eu só vim até aqui porque sua mãe disse que eu podia entrar.

Eu nem sabia o que dizer depois de ouvir aquela explicação do Leon. Era sério isso? Ele estava realmente preocupado comigo? Nem dava para acreditar. As pessoas mudam mesmo.

Eu ia pedir para que ele fosse embora e me deixasse em paz, mas qual seria o sentido disso? Eu estava mesmo doente e tinha ficado sozinho naquele quarto o dia inteiro. Poder conversar com uma outra pessoa seria legal, mesmo que fosse alguém tão irritante como o Leon.

– Eu não quero te incomodar. É melhor eu ir – disse ele já caminhando em direção à porta do quarto.

– Não, Leon! Espera! – falei no mesmo instante – Você não tá me incomodando... Na verdade, eu tô precisando conversar com alguém.

– Tá bom. Então eu fico. Posso sentar aqui? – perguntou ele perto da minha cama.

Fiz um gesto com a mão dizendo pra ele ficar à vontade.

Nós então começamos a conversar e ele me atualizou sobre tudo o que tinha acontecido na escola naquela quarta-feira. Era impressionante, mas sempre que eu faltava aconteciam as coisas mais interessantes. Era um tal de não sei quem que brigou com uma garota e fez um barraco e professor que saiu de sala gritando e xingando todo mundo. Aparentemente tinha sido um dia agitado por lá. Era chato eu ter perdido tudo isso.

– Amanhã você já foi à aula? – perguntou Leon.

– Acho que sim... – respondi meio incerto.

Ele então abriu um sorriso.

– Tomara que você vá. Eu senti a sua falta hoje.

Eu achava aquilo tudo incrível. Não sabia que tipo de relação eu e o Leon tínhamos agora. Só sabia que ele me tratava como se eu fosse seu amigo, conversando normalmente sobre os assuntos mais banais. Na verdade, ele parecia realmente ter se preocupado comigo, mesmo depois da gente ter passado tanto tempo sem se falar direito. Havia, sem dúvida, alguma coisa entre a gente.

Já passava das oito horas, eu então me despedi do Leon e disse que a gente se veria na escola. Assim que ele foi, eu não pude deixar de me sentir estranhamente feliz. Era como se eu voltasse a me sentir de uma maneira como eu não me sentia há muito tempo. Eu mal podia esperar a hora de ir para a escola no dia seguinte.

 

***

 

Já me sentindo melhor, minha mãe disse que eu não tinha outra alterativa e que teria que ir para a aula. Como se eu realmente quisesse passar mais um dia doente na cama...

Era mais uma manhã de sol e eu estava realmente empolgado com a escola. Era estranho, mas depois do feriado e de ter faltado um dia, tudo o que eu queria era voltar a minha rotina e fazer todas as coisas que eu normalmente fazia.

Claro que toda a minha animação só durou até a segunda aula, que era de matemática. Se já era difícil entender a matéria quando eu estava na sala de aula, ficava mais difícil ainda entender o que tinha sido passado no dia anterior.

Com todas aquelas coisas de escola na minha cabeça, eu mal me lembrei que eu ainda tinha um problema para resolver com o Gabriel. Mas isso não durou muito. Quando eu estava saindo da sala para o intervalo, ele apareceu e me abordou.

– Finalmente... – disse o Gabriel com uma cara esbaforida – A gente... Precisa conversar...

Parecia que ele tinha corrido um bocado pra poder falar comigo.

– É, mas não aqui. Num lugar com menos gente.

– Tá. Vamos pra biblioteca – ele sugeriu.

Caminhamos pelos corredores da escola sem dizer nada um ao outro. Ao chegarmos à biblioteca, tudo o que havia era um completo silêncio. Sentamos numa mesa que havia num canto isolado e ele se pôs a falar no mesmo instante.

– Você parece que tá me evitando, Eric – o Gabriel parecia estar meio magoado.

– E você deve ser um gênio pra perceber uma coisa tão óbvia... – respondi irritado.

– Por que você tá me tratando assim?

Eu já estava ficando impaciente com o modo que o Gabriel se fazia de desentendido.

– É sério que você tá me perguntando isso? – foi tudo o que eu conseguiu responder.

– Olha, se foi por causa do que aconteceu na segunda... – começou ele.

Eu o interrompi.

– É claro que foi por causa do que aconteceu na segunda.

– Eu sei o que você tá pensando, Eric. Mas você entendeu tudo errado.

– Ah, então não tinha um garoto te mantendo ocupado na sala da sua casa? – perguntei sarcástico.

Agora era o Gabriel que parecia um tanto irritado com as minhas interrupções.

– Tinha. Tinha sim. O Bruno. Meu primo – respondeu ele num tom agressivo.

Aquela informação me pegou desprevenido. Eu tive que parar para pensar por um instante e tentar entender aquilo.

– Espera aí... Então aquele garoto que tava jogando videogame com você era seu primo? – perguntei e ele respondeu balançando a cabeça afirmativamente.

Eu não tinha mesmo considerado essa hipótese. Pra ser sincero, eu não tinha pensando em nada direito depois que eu vi o tal Bruno na casa do Gabriel. Mas isso não mudava as coisas como um todo.

– Tá, tudo bem. Ele é seu primo. Mas mesmo assim você me trocou pra ficar com ele – falei em um tom acusador.

O Gabriel me olhava com seus olhos verdes como se estivesse incrédulo.

– Te trocar?! Você falou que ia chegar na terça, mas voltou um dia antes! O meu primo tava lá em casa, o que você queria que eu fizesse? Dispensar ele e falar que eu tinha coisas mais importantes pra fazer?

Era verdade. Eu tinha aparecido de supressa e nem imaginava que o Gabriel pudesse estar ocupado fazendo outras coisas. Naquele momento eu já estava me sentindo um verdadeiro idiota por ter criado uma confusão tão grande devido a algo tão insignificante quanto aquilo.

– Ah, desculpa, Gabriel. Eu não tinha pensado por esse lado...

Ainda que eu me desculpasse, o Gabriel não deixava de fazer cara de irritado.

– Claro... Agora é fácil pedir desculpas. Será que não dava pra imaginar que assim como você estava com o seu primo e com a sua família eu também podia estar com a minha?

Eu não sabia o que dizer. A situação estava mesmo complicada pra mim.

– Sabe o que você é, Eric? Você é um egoísta! Egoísta porque me fez esperar a semana inteira pra ficar com você no feriado! E aí o que você fez?! Resolveu viajar e me deixar sozinho... Então de repente você chega um dia antes e acha que eu tenho que estar imediatamente disponível pra você! Ah, me dá um tempo!

O Gabriel falava aquilo com uma certa indignação, mas eu não pude deixar de achar graça. Ele estava certo em cada palavra que ele havia dito e eu não iria discordar.

– Você tem razão, Gabriel. Eu sou egoísta mesmo. Eu queria que você tivesse comigo naquela hora, mas eu tinha um bom motivo. Estava sentido muito a sua falta, muito mesmo. Mas eu só sou assim porque eu gosto de você.

O Gabriel me olhava fixamente, interessado em tudo o que eu dizia.

– Gosta mesmo? – perguntou ele.

– Gosto. Só que eu não sei direito o que fazer nessas situações porque eu nunca passei por isso... Então, Gabriel... Me desculpa por agir assim. Eu quero mesmo tentar fazer isso tudo dar certo, mas é meio complicado pra mim. Acho que a única coisa que eu posso te pedir no momento é um pouco de paciência comigo.

O Gabriel então abriu um sorriso que me deixou imensamente feliz.

– Como eu posso não ter paciência com alguém como você, Eric? Eu também não sei como essas coisas funcionam, mas não tem problema. A gente descobre junto.

Então, como se nada tivesse acontecido, eu e o Gabriel conseguimos resolver nossa situação. Continuamos rindo e conversando durante o intervalo inteiro. Não sei por que, mas quando eu estava do lado dele tudo parecia perder a importância, eu tinha mesmo muita sorte de ter alguém como o Gabriel. E, no final das contas, a gente tinha muito tempo pela pra entender o que tudo aquilo signficava.


Notas Finais


Quem apostou no final do Gabric se deu mal! hehe
Mas o Leon tá de volta também, talvez como BFF do Eric.
Até mais!


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