História O Melhor Ano de Todos - Capítulo 40


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Eric, Leon
Exibições 126
Palavras 2.337
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Não esqueçam de olhar as notas do final!

Capítulo 40 - O Novo Interesse do Leon


Eu estava bem ocupado durante aquela semana. Tinha que assistir às aulas na escola, fazer os deveres que os professores mandavam, ir nos treinos do time de futebol e ainda um monte de coisas que tinham a ver com as eleições pro grêmio. Na quarta-feira, eu já estava exausto e não via a hora do fim de semana chegar.

Mas antes disso eu ia ter que ir num debate entre os candidatos da eleição na sexta-feira. Acho que não precisa nem dizer que eu tava bastante nervoso por causa disso. Nunca fui muito bom em falar na frente de um monte de pessoas, imagina então ter que fazer isso tendo o Victor como o meu adversário. Eu ia precisar estar bem preparado.

Foi por isso que na quinta-feira eu pedi que a Ana fosse na minha casa me ajudar a treinar para o debate. Falei que era importante pra mim aquilo, mas ela acabou dando uma desculpa qualquer e disse que estava ocupada. Eu fui então pedir pra que o Gabriel me ajudasse. Ele podia não ser tão inteligente quanto a Ana, mas pelo menos a gente poderia trocar uns beijos entre a leitura de um assunto do debate e outro.

– Ah! Desculpa, Eric. Eu tenho uma prova de matemática amanhã e eu ainda não estudei nada. Mas por que você não pede pro Leon te ajudar?

Claro, o Leon, como sempre. Eu ia ter que mais uma vez me humilhar e pedir a ajuda dele. Eu já estava cansado de ter que fazer isso o tempo todo, mas ele parecia ser o único que estava sempre disposto a me ajudar.

– É óbvio que eu posso te ajudar, Eric. – disse o Leon, prestativo como sempre, na saída da aula - Mas que horas a gente vai fazer isso?

– Oito horas tá bom pra você?

– Pode ser – respondeu ele – Mas tem que ser lá na minha casa.

– Por que na sua casa? – perguntei no mesmo instante.

– Porque eu disse pra mim mãe que ia estudar hoje e ele não vai acreditar que eu vou estudar se for ficar saindo de casa à noite – explicou Leon.

– Ah! Para! Você acabou de inventar isso! – falei, já que eu obviamente não acreditava nele.

– Você quer perguntar isso pra minha mãe? – ele me encarava com um olhar desafiador.

Era claro que aquilo era só uma desculpa porque ele sabia que eu não queria que a gente ficasse na casa dele. Quem é que não sabia que o Leon fazia o bem entendia e que os pais dele não tinham controle nenhum sobre ele? Mas eu também não podia argumentar nada. Se eu não tivesse a ajuda do Leon, a minha única outra opção seria não me preparar direito pro debate. Se eu fizesse isso, a chance de eu me dar mal era grande. Eu com certeza não queria correr esse risco.

– Tá certo, Leon! Você venceu! A gente fica na droga da sua casa! – concordei irritado.

Leon então me encarou com um sorriso de satisfação.

– Não, Eric. Eu não venci. Nós é que vamos vencer. Amanhã, no debate. Pode ter certeza que com eu te ajudando você vai acabar com todo mundo – disse ele.

Ah, claro. A mesma arrogância de sempre. O Leon nunca tinha medo de nada e também nunca parecia se preocupar com nada. Se achava melhor do que todo mundo. Eu odiava esse jeito dele, mas pelo menos agora aquilo seria útil. Era melhor ter o Leon do meu lado, do que contra mim.

 

***

 

Eu apareci na casa do Leon pontualmente as oito carregando um caderno e uma caneta pra fazer anotações. Toquei a campainha e quem me recebeu foi a mãe dele.

– Você deve ser o Eric, amigo do Leon, não é? – perguntou a mulher simpática.

Foi só aí que eu me dei conta que era a primeira vez que eu via a mãe do Leon. Sempre que eu ia lá, nenhum dos pais dele tava em casa. Já tava até começando a imaginar que ele morasse sozinho mesmo.

A mãe do Leon era bem bonita e jovem e até lembrava um pouco o próprio filho. Nisso a gente era bem diferente, já que a minha mãe não tinha nada a ver comigo. De qualquer jeito, dava pra ver de onde vinha a beleza do Leon.

– Mãe! Deixa ele entrar! – eu ouvi a voz do Leon gritar lá de dentro.

Eu então finalmente entrei. Fazia muito tempo desde a última vez que eu tinha estado naquele lugar e no fim as coisas não tinham terminado exatamente bem. Não era à toa que eu não me sentia muito a vontade indo até lá.

Logo percebi que o Leon estava sentado no sofá da sala e fiquei parado, em pé, ao lado dele.

– O que você tá esperando? Vamos logo! – disse ele já se levantando – O meu quarto é por aqui! Mas você já conhece o caminho, não é?

Eu não sabia porque, mas estava começando a ficar um pouco nervoso. Isso era bem estranho. Não tinha mais nenhum motivo pra que a proximidade com o Leon me incomodasse. O Gabriel já sabia o que tinha acontecido entre a gente, era amigo do próprio Leon e tinha até ido dormir na casa dele. Apesar disso tudo, alguma coisa ainda me perturbava em estar ali.

– Podemos começar logo? – perguntou Leon enquanto se se sentava na sua cama.

Eu concordei, mas continuei de pé.

– Você não vai sentar não, Eric? Pode vir aqui. Eu não mordo – disse ele em tom de brincadeira.

– Não. Assim tá bom – respondi despreocupado.

– Então tá – concordou – Vamos ver... Por onde a gente começa?

Enquanto o Leon continuava pensando no que a gente tinha que fazer, eu peguei o meu caderno e me sentei no chão do quarto mesmo. Passei a escrever e rabiscar algumas coisas idiotas já que eu tava começando a ficar entediado por ter que esperar que alguma ideia surgisse da genial cabeça do Leon.

– Nada ainda, Leon? – perguntei depois de algum tempo.

Ele parecia estar meio distante, com um olhar vazio fixado no nada.

– Ah! Desculpa... Eu tava pensando em outras coisas. Acabei me distraindo.

– Puta que pariu! Eu tô aqui esperando você esse tempo todo pra você me dizer que tava pensando em outras coisas? – perguntei irritado.

Ele então sorriu e colocou a mão sobre o meu ombro.

– Relaxa, Eric... Se é sobre o debate, eu já tenho tudo pensado.

– Tem mesmo? – perguntei, duvidando que aquilo fosse verdade.

– Claro que eu tenho. O mais importante lá não vai ser o que você vai dizer e sim como você vai dizer.

– Do que você tá falando?

– Você tem que parecer seguro e dar respostas firmes e convictas quando te perguntarem alguma coisa. – explicou ele - Pode dizer a bobagem que for, mas se você tiver certeza sobre aquilo, os outros vão acreditar em você.

Por mais estranho que aquilo pudesse parecer, até que o que o Leon dizia fazia sentido. Antes de qualquer coisa, a minha prioridade naquele debate seria não hesitar e muito menos parecer que eu não tinha ideia do que estava falando.

– Caramba, Leon! Onde você aprendeu essas coisas sobre política? – perguntei surpreso.

– Que política o quê! Isso daí serve pra convencer as pessoas a qualquer coisa. E esse tipo de coisa não se aprende, apenas se sabe.

Fiz algumas anotações no meu caderno, mas eu ainda não estava totalmente certo de que iria conseguir me sair bem no debate. Ainda tinha algumas preocupações.

– Tudo bem. Responder as perguntas pode ser fácil... Mas como é que eu vou conseguir ficar falando na frente de um monte de gente, no auditório da escola?

O Leon então sorriu e passou a me encarar com curiosidade.

– Sério, Eric? Você tem problema pra falar na frente de pessoas? Só falta dizer agora que você é tímido.

Mais uma vez o Leon fazia o que ele mais gostava de fazer, me provocar. Mas eu não ia me deixar levar por aquilo.

– Por mais incrível que pareça, nem todo mundo tem essa sua facilidade de ser o centro das atenções. Se você não vai me ajudar, também não precisa ficar debochando de mim.

– Foi mal... É que eu não achei realmente que você tivesse esse problema – disse ele se desculpando – Mas quer saber? Eu se fosse você tomava alguma coisa antes de ir pro debate. A gente sabe muito bem que depois de beber você faz qualquer coisa.

– É, talvez eu tome alguma coisa. Só bebendo mesmo pra aguentar essa suas provocaçõezinhas idiotas.

– Ah, Eric! Não é provocação. É só brincadeira. Vai dizer que não é normal os amigos ficarem zoando entre eles?

Eu não respondi nada, apenas fiquei olhando pra ele. Talvez o Leon tivesse razão. Talvez eu é que implicasse demais com as brincadeiras dele. Mas o que eu podia fazer? Tudo naquele garoto me irritava.

– Sabe, Eric... Eu tô te ajudando aqui, não tô? – disse o Leon mudando de assunto.

Eu logo estranhei o tom com que ele disse aquilo. Sabia que quando o Leon começava a falar daquele jeito, era porque tinha alguma coisa por trás.

– É. Você tá me ajudando. Por que? Você quer que eu te agradeça? – perguntei irônico.

– Não, não é isso... É que, você sabe... Eu tô sempre te ajudando e tal... E eu nunca peço nada em troca... – o Leon parecia estar enrolando pra dizer alguma coisa.

– Fala logo o que você tem pra dizer, Leon! – eu disse de uma vez.

– O que eu tô querendo dizer é que eu preciso da sua ajuda, Eric.

– Minha ajuda? – estranhei – Minha ajuda pra quê?

O Leon olhava para o chão, parecia meio tímido, envergonhado. Ele definitivamente estava muito estranho.

– Sabe... É que eu tô gostando de uma pessoa, mas eu não sei como chegar nela. – confessou.

De todas as coisas que eu poderia estar esperando ouvir, aquela era uma das últimas. O Leon estava gostando de alguém? Como é que isso era possível?

– Como assim gostando de alguém?

O Leon então passou a me encarar de frente. Nos seus olhos dava para perceber bastante receio.

– Eu gosto da Marina! Pronto! Falei! – disse ele rapidamente.

A minha primeira reação foi de não acreditar no que ouvia. Depois, tentando pensar com calma, foi que eu entendi. O Leon tava afim da Marina. Mas isso não fazia o menor sentido...

– Marina? Mas é a mesma Marina que eu conheço? A que estuda na turma do Gabriel?

Leon fez que sim com a cabeça.

– É ela sim. E é por isso que eu preciso da sua ajuda, Eric. Você conhece ela e o Gabriel disse que vocês se deram muito bem. Vocês são amigos, não?

– Somos, mas... – eu não cheguei a completar a frase.

– Mas o quê? Vai me dizer que depois de eu sempre ter te ajudado, agora que eu peço um favorzinho, você vai negar? – ele tentava me fazer sentir culpado.

Era mesmo difícil acreditar que o Leon poderia gostar da Marina. Primeiro porque, até onde eu sabia, ele mal conhecia ela. Segundo porque não fazia muito tempo ele tinha dito que gostava era de mim e que não queria ser só meu amigo, mas acho que isso tinha ficado no passado. Ele levou mesmo a sério quando eu disse que não queria nada com ele.

O mais estranho de tudo era que eu não entendia o porque de eu estar pensando nessas coisas. Eu estava com o Gabriel e não era problema meu quem o Leon gostava ou deixava de gostar. Mesmo assim, não conseguia deixar de rejeitar a ideia de vê-lo junto com a Marina.

– Mas pra quê você precisa da minha ajuda? Você é o Leon, caramba! Você pode chegar em qualquer garota que você quiser sozinho!

– Você sabe muito bem que a Marina não é qualquer garota... – ele justificou.

– Que seja! Mas eu não vou fazer isso... Ela não merece um idiota que nem você – respondi num tom agressivo.

– Eu acho que isso é ela que te que decidir, não?

– É, mas eu sou amigo dela e eu sei o que é melhor pra Marina. Você não serve pra ela.

Eu estava realmente tentando me convencer de que o motivo de eu não querer os dois juntos era realmente esse.

– Como assim eu não sirvo? Você não acha que eu sou bonito o bastante? – perguntou Leon confuso.

– É claro que eu não tô falando de beleza. Todo mundo sabe que você é um dos garotos mais bonitos da escola.

– Você acha mesmo, Eric?

Ele abriu um sorriso sarcástico que me tirou do sério.

– Ah, Leon! Vai toma no cu! Para de falsa modéstia! Você sabe muito bem que é! Quem ouve você falando assim até pensa que você não é a pessoa mais arrogante do mundo.

Leon ficou meio cabisbaixo, olhando pro chão. Parecia uma criança que tinha acabado de ser recriminada.

– Eu sei que você não acredita, mas eu tô falando sério sobre gostar dela. Na verdade, eu nunca falei tão sério na minha vida. A única coisa que eu tô te querendo é que você vá falar com ela sobre mim. Será que isso é pedir muito?

Bufei me sentindo exausto com toda aquela discussão. Era incrível como o Leon conseguia me fazer sentir culpado por estar fazendo a coisa certa. Eu sabia que ele não era o tipo da Marina e sabia também que ela iria rejeita-lo. Mas então com o que eu estava tão preocupado?

– Se você insiste com isso, então tudo bem. Eu vou falar com a Marina. Mas não vão adiantar nada. Você não tem nada a ver com ela. Provavelmente ela vai dizer um “não” bem grande quando eu falar sobre você – disse com toda a certeza do mundo.

O Leon praticamente avançou pra cima de mim e me abraçou com força, todo feliz.

– Valeu, Eric! Valeu mesmo! Eu sabia que você era um ótimo amigo! – disse ele enquanto me deixava praticamente sem ar.

É, era isso que eu era. Um ótimo amigo. Só esperava que todo esse companheirismo de amigo que eu tinha não acabasse me prejudicando no futuro.


Notas Finais


Não sei se a maioria sabe, mas eu publiquei uma história bem curta (já postado a 1ª parte, só falta a segunda) que acontece em paralelo ao Melhor Ano de Todos envolvendo o Eric, o Leon e o Gabriel numa noite de sexta-feira na casa do Leon. Caso queiram ler, o link estará aí embaixo. O nome é Sexta-feira.

Sobre esse capítulo, espero que tenham gostado, principalmente quem queria que o Leon tivesse um final feliz. Ele merece, não é?
Deixem um comentário e até o próximo capítulo!

Sexta-feira: https://spiritfanfics.com/historia/sexta-feira-7079606


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