História O Melhor Presente - Destiel - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Dean Winchester, Sam Winchester
Tags Castiel, Dean, Destiel, Neko, Nekos, Romance, Sam
Visualizações 264
Palavras 5.159
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pessoal, eu peço perdão pela demora, mas para quem não sabe, eu estou escrevendo um capítulo para cada dois capítulos da minha outra fanfic, por isso que demora tanto... Mesmo assim, eu gostaria de lembrar que essa fanfic não vai ser longa, mas não mesmo, como eu disse, eu só queria dar um final digo à ela, mas isso não significa que a experiência de estar escrevendo-a não seja tão incrível, porque é, e muito... Mas eu não posso perder o foco, eu tenho outra fanfic para escrever, então a minha escrita não pode ser abalada, espero que entendam... Bem, beijos e boa leitura!

Capítulo 2 - Feliz Aniversário, Gatinho


  Com os raios de Sol atravessando a janela, Dean acordava... Ele olhou pro lado e se assustou com a presença de Castiel... Pra ser sincero consigo mesmo, ele havia pensado que o dia anterior tinha sido um sonho... Afinal, tudo aquilo era surreal demais... Castiel, um neko... Orelhas de gato e um possível rabo, esse que Dean ainda não havia visto, Castiel dormia como um anjo, ele não fazia barulho e também não se movia, mesmo assim, ele sorria enquanto dormia olhando na direção de Dean... Ele era muito bonito, certamente... Na cabeça de Dean, ele perguntava coisas como: “Será que ele tem uma cauda?”... Dean adoraria fazer esta pergunta a Castiel, mas ele não queria acordá-lo, sendo assim, Dean levantou discretamente o sobretudo de Castiel, Dean pôde jurar que viu uma cauda longa de cor escura escondida ali... Bem, depois de tudo aquilo que ele havia passado ontem, uma cauda não era surpresa... Com sua curiosidade saciada, Dean levantou-se bem devagar, Castiel não reagiu... Logo ele foi em direção ao banheiro lavar o seu rosto, ele sentia que teria um dia longo pela frente.

...            

  Dean estava prestes a descer as escadas, mas ele olhou de relance para a porta do quarto aberta... Ele viu Castiel ali... Deitado... Logo ele ouviu alguém tocar a campainha, Dean rapidamente foi em direção à porta e a abriu.

– Bom dia, senhor... – O rapaz esperou que Dean completasse a frase.

– Winchester. – Dean disse.

– Isso mesmo, você é o dono de Castiel, não é? – Ele perguntou.

– Uh... – Dean estava relutante em dizer. – S... Sim, é isso mesmo. – Ele se sentia muito desconfortável falando aquilo.

– Espero que esteja gostando dele, nós da CDN damos o nosso melhor! – Ele disse.

– Entendi... – Dean leu o nome que havia no uniforme do rapaz. – Alfie.

– Então... Você já assinou o contrato? – Alfie perguntou.

– N... Na verdade, já sim. – Dean disse.

– Ótimo, eu estou aqui para pegá-lo, pode trazê-lo para mim? – Alfie perguntou.

– P... Pegar o Castiel? – Dean perguntou, Alfie fez uma expressão de estranheza.

– N... Não, senhor... Quis dizer que vim pegar o contrato. – Alfie disse.

– Ah! Sim... Sim, claro... – Dean disse, um pouco constrangido. – Você está com tempo?

– Sim senhor, estou sim. – Alfie disse.

– Então entre, irei pegar o contrato... – Dean entrou, assim como Alfie logo o fez... Lá dentro, Dean subiu rapidamente as escadas. – Fique à vontade. – Dean disse, enquanto subia as escadas.

– Obrigado. – Alfie disse, ele se sentou no sofá... Chegando ao quarto, Dean andou cautelosamente até o criado-mudo, Castiel dormia profundamente, Dean pegou o contrato e saiu do quarto, descendo as escadas logo em seguida... Ele se aproximou do sofá.

– Aqui está. – Dean colocou o contrato na mesa na frente do sofá.

– Ótimo... – Alfie disse enquanto pegava o contrato. – Mas eu não estou aqui só pra isso.

– Não entendi. – Dean disse enquanto se sentava no sofá.

– Bem, nós gostamos de fazer um bom serviço... – Alfie disse. – E, recentemente, o número de devoluções dos nekos tem aumentado, alguns donos reportaram rebeldia, mau-comportamento, alguns nekos até fugiram... – Aquilo certamente não surpreendia Dean. – Então nós gostaríamos de saber, você está gostando do seu Castiel?

– D... Do meu Castiel?... – Alfie confirmou com a cabeça. – S... Sim, estou.

– Ele... Se comporta bem? Faz tudo que você manda? – Alfie perguntou com naturalidade, naturalidade essa que assustava Dean... Ele não queria responder àquelas perguntas, mas ele faria, mas de uma forma diferente.

– B... Bem, eu gosto muito dele... De verdade, ele é livre, na verdade, Castiel é tão livre quanto eu nessa casa. – Dean respondeu... Alfie riu um pouco.

– Está falando sério?... – Alfie perguntou... Dean confirmou com a cabeça. – Espere... É sério mesmo?

– Ora essa... É claro que é, Alfie... – Dean disse. – O que você esperava que eu dissesse?

– Bem, na maioria das vezes que eu fazia essa pergunta aos donos, eles diziam que os nekos deles faziam exatamente o que eles mandavam, que nunca levantavam a voz... Mas livres? Isso eu nunca ouvi. – Aquilo assustou Dean de verdade, como será que os outros nekos “viviam”?

– Cara... Essa porcaria não é contra a lei? – Dean perguntou.

– Não, Sr. Winchester... Eu devo ter visto um grupo ou outro por aí que diz que isso é “antiético” ou “contra a natureza”... – Alfie pretendia continuar, mas Dean tinha algo a dizer.

– E não é? – Dean perguntou.

– Claro que não! Todo mundo gosta de nekos, todo mundo gostaria de ter um neko só pra eles, são como gatos, só que com um corpo quase que todo humano. – Alfie disse.

– E a mente deles? – Dean perguntou.

– Isso é besteira, ninguém se importa com o que eles pensam, são ani... – Não, Dean não deixaria que Alfie dissesse aquilo.

– O quê? Animais?! Alfie, eles podem não ser completamente humanos, mas não significa que não sejam! – Dean disse.

– Nós não enxergamos assim... – Alfie disse. – Mas se você está tão irritado com esse ponto de vista, por que comprou um neko pra você?

– Ah... N... Na verdade, eu o ganhei de presente. – Dean disse.

– Entendo... – Alfie se levantou. – Bem, eu nunca sugeri isso a nenhum dos donos, mas não acha melhor devolvê-lo?... Castiel não foi criado pra isso.

– Dane-se pra quê ele foi criado, obrigado Alfie, mas eu vou ficar com ele. – Dean disse, decidido.

– Tudo bem, então... Qualquer coisa, o manual pode ajudar. – Alfie disse.

– Tá... Obrigado. – Dean falou, Alfie foi até a porta.

– Até mais, Sr. Winchester. – Alfie disse enquanto abria a porta.

– Até mais, Alfie. – Alfie saiu, Dean ficou lá... Refletindo sobre aquilo.

– Dean? – Aquela voz inocente soou, ela veio de trás da cabeça de Dean, esse que se assustou o suficiente para saltar do sofá, tentando se afastar do que quer que fosse aquilo o mais rápido possível.

– C... Castiel? – Dean perguntou, ainda assustado.

– B... Bom dia. – Castiel disse, ele olhou pra baixo.

– Bom dia, Castiel... – Dean suspirou, tentando se recuperar daquilo. – Você me assustou.

– D... Desculpe, Dean. – Castiel disse, Dean se aproximou.

– Tudo bem... – Dean colocou as mãos nos ombros de Castiel. – E então, você dormiu bem?

– Sim, Dean... Eu dormi muito bem. – Castiel sorriu, assim como Dean logo o fez.

– Que bom... – Dean disse. – Você está com fome?... – Castiel confirmou com a cabeça. – Ótimo, vamos pra cozinha. – Dean segurou a mão de Castiel enquanto liderava o caminho para a cozinha.

...

– E então, o que você quer comer? – Dean perguntou, Castiel estava sentado numa das cadeiras próximas ao balcão.

– E... Eu posso comer mais um pedaço de torta? – Castiel perguntou enquanto olhava para baixo, ele gaguejava ao falar, Castiel parecia ter medo da reação de Dean àquela pergunta.

– C... Claro que pode... – Dean disse enquanto sorria, ele abriu a geladeira e pegou o prato com aquela torta de caramelo com canela que Castiel pareceu gostar tanto... Logo ele voltou para o balcão. – Aqui... Vou pegar um garfo... – Dean pegou um garfo e o colocou do lado do prato, sentando-se do lado de Castiel em seguida. – Pronto, fique à vontade... – Dean observou Castiel, esse que, mais uma vez, ficou encarando a comida. – Deixe-me adivinhar... Eu devo comer primeiro?... – Castiel confirmou com a cabeça, Dean riu um pouco e pegou outro garfo pra ele. – Olhe, Castiel... Eu não preciso comer antes de você pra que você possa comer. – Dean pegou um pedaço de torta e levou à boca.

– P... Por quê? – Castiel perguntou enquanto começava a comer.

– Bem... Uh... – Dean poderia dizer muitas coisas, mas ele preferiu poupar Castiel daquilo, afinal, o dia só havia começado. – Só saiba que isso não é necessário, ok?

– T... Tudo bem, Dean. – Castiel falou, ele pegou outro pedaço com o garfo... Dean ficou ali, observando Castiel comer, Dean começou a fazer carinho na cabeça de Castiel, esse que ronronou como resposta, Dean sorriu ao ver Castiel fazer aquele barulho.

– Você gosta disso? – Dean perguntou.

– Gosto sim, Dean. – Castiel disse, Dean não pôde deixar de notar que ele ficou um pouco vermelho ao responder a pergunta.

– Que bom... – Dean sorriu. – Ah, feliz aniversário! – Dean lembrou-se do que Castiel havia dito, ele fazia dezoito anos hoje!

– A... Aniversário? – Castiel perguntou.

– É... Você não disse que fazia dezoito anos hoje? – Dean perguntou.

– S... Sim, Dean... Eu faço. – Castiel respondeu.

– Pois é, hoje é seu aniversário. – Dean disse.

– Aniversário... – Castiel repetiu. – Aniversário... Sim! Eu me lembro!... – Dean ficou feliz ao ouvir aquilo. -- Ensinaram-me que o aniversário do dono é algo bastante importante!... – Mas logo ele percebeu que não devia se alegrar tanto assim. – Parabéns, Dean, feliz aniversário! – Dean riu um pouco.

– N... Não, Castiel... Hoje não é meu aniversário, é o seu... – Dean olhou pra baixo por um segundo. – Na verdade, o meu foi ontem.

– Ah... – Castiel mudou o seu tom. – Entendi... Então... Feliz aniversário pra mim?

– Isso, Castiel! Feliz aniversário pra você! – Dean disse enquanto sorria.

– O... Obrigado. – Castiel falou gaguejando.

– E então, o que você quer de presente? – Dean perguntou enquanto fazia carinho no cabelo de Castiel.

– U... Um presente?... Pra mim? – Castiel perguntou enquanto olhava fundo nos olhos de Dean, ele já havia parado de comer já havia um tempo.

– Mas é claro... – Dean aproximou-se de Castiel... Dean não podia negar, Castiel tinha feito dezoito anos, ele já o enxergava com outros olhos... Esse olhar não era nem um pouco puro, com certeza... Dean sentia que aquilo era errado, mas uma parte dele não dava a mínima pra isso. – Então, Castiel... Diga-me... – Dean falava quase que sussurrando. – O que você quer de presente? – Castiel ficou vermelho ao ouvir aquela pergunta.

– Uh... Eu... – Castiel se sentia nervoso demais para conseguir formular alguma frase.

– Sabe, você fica tão fofo desse jeito... – Dean disse, ele aproximou o seu rosto de Castiel, quando ele percebeu o que ele estava fazendo, ele logo se recompôs. – D... Desculpe, eu... – Dean parou de falar.

– T... Tudo bem... – Castiel disse. – Bem... Eu adoraria uma roupa nova... Afinal, eu só tenho essa. – Ele olhava para seu sobretudo.

– Claro, eu dou a você quantas roupas você quiser... – Dean sorriu. – Coma o quanto quiser, depois você vai tomar banho, então vamos sair pra comprar suas roupas.

– T... Tomar banho? – Castiel perguntou inocentemente.

– É... O que foi?... – Dean logo percebeu do que se tratava. – Você não gosta de água, não é?

– B... Bem, não é nada demais... – Castiel sorriu. – Não é isso, é que me ensinaram a tomar banho há pouco tempo.

– C... Como é? – Dean perguntou, um pouco assustado.

– B... Bem, eu só fui aprender sobre isso recentemente... – Castiel disse. – N... Na verdade, eu acho que essa é a primeira vez que eu fico com um cheiro bom. – Aquilo com certeza fez Dean sentir muita pena.

– C... Caramba. – Dean não sabia o que dizer.

– Eu não tenho problemas com a água, muito pelo contrário, eu até que gostei bastante de tomar banho. – Castiel sorriu.

– Olhe... Aqui você pode tomar quantos banhos você quiser. – Dean sorriu.

– S... Sério? – Castiel perguntou feliz.

– É claro que é. – Dean sorriu.

– Obrigado, Dean. – Castiel disse, ele voltou a comer.

– De nada. – Dean disse.

...

– Aqui... Essa toalha é pra você. – Dean entregou uma toalha para Castiel, eles estavam na porta do banheiro.

– Obrigado. – Castiel sorriu.

– Você... Sabe usar o chuveiro direitinho? – Dean perguntou.

– Sei sim! Eles me ensinaram isso, também. – Castiel sorriu.

– Ah, sim... Claro... Bem, fique à vontade. – Dean disse, Castiel entrou no banheiro.

...

  Dean estava em seu quarto arrumando a cama... Castiel já estava dentro do banheiro há bastante tempo, aquilo certamente estava incomodando Dean, o som do chuveiro ligado já havia cessado.

– Castiel? – Dean bateu na porta do banheiro.

– Sim? – Castiel perguntou.

– Está tudo bem? – Dean perguntou.

– Está. – Castiel respondeu alegremente.

– O que você está fazendo? – Dean perguntou, Castiel abriu a porta, ele já estava vestido.

– Limpando o seu banheiro, Dean. – Castiel disse, ele tinha usado o seu próprio sobretudo para limpar as paredes... Ele estava prestes a começar a limpar a pia.

– N... Não, Castiel... – Dean se aproximou de Castiel e segurou seu braço suavemente. – Não faça isso. – Castiel lançou um olhar confuso para ele.

– M... Mas... Disseram-me que... – Dean já estava se estressando com aquilo, não com Castiel, claro que não, até porque Castiel era completamente inocente nessa situação, mas sim com esses tão mencionados “eles”.

– Castiel, não importa, você não precisa limpar o meu banheiro, eu mesmo faço isso... – Dean segurou sua mão e o conduziu para fora do lugar. – Aliás, por que você usou seu sobretudo?

– Bem... Não havia nenhum pano, então eu usei o que eu tinha. – Castiel sorriu.

– Ah, Castiel... – Dean suspirou. – Você vai me dar tanto trabalho. – Dean sorriu e o abraçou.

– I... Isso é algo ruim? – Castiel o abraçou de volta.

– Se fosse outra pessoa, sim... Mas, como se trata de alguém como você, não tem problema algum. – Eles continuaram ali, abraçados... Castiel certamente estava fazendo muito bem a Dean, ele também não pôde deixar de notar a cauda de Castiel movendo-se constantemente... O abraço era tão suave, Castiel tinha um cheiro tão bom... Dean não abraçava alguém assim há muito tempo.

...

  Dean estava em seu quarto com Castiel.

 – Pronto... Pode usar esse... – Dean mostrou um sobretudo cinza-escuro que ele tinha para Castiel. – Como o seu está sujo, não vai dar certo você sair com um sobretudo manchado, então pode usar o meu.

– Obrigado, Dean. – Castiel o pegou e logo o colocou.

– Você... Gosta do seu sobretudo? – Dean perguntou.

– Como assim? – Castiel perguntou de volta.

– Seja sincero... – Dean se aproximou de Castiel. – O seu sobretudo não incomoda você? – Castiel fez um lento “sim” com a cabeça enquanto olhava pra baixo.

– E... Ele incomoda a minha cauda. – Castiel disse num tom baixo.

– Eu imaginei... – Dean suspirou. – Olhe, se formos sair de casa, sua cauda tem que estar coberta, mas suas orelhas nem tanto, então não  iremos cobri-las... Vamos comprar roupas confortáveis pra você e que te deixem à vontade, pode ser?

– Claro, Dean... – Castiel sorriu. – O... Obrigado. – Ele gaguejava ao falar.

– De nada, Castiel... De nada. – Dean olhava nos olhos de Castiel.

...

  Dean conduziu Castiel até seu carro, esse que estava na garagem.

– E... Esse carro é seu? – Castiel perguntou.

– É sim... – Dean abriu a porta para Castiel entrar. – Entre. – Castiel obedeceu, Dean logo entrou, também.

– É muito bonito. – Castiel disse.

– Obrigado... É bem antigo, na verdade... Era do meu pai. – Dean disse.

– E onde está seu pai? – Castiel perguntou, Dean parou por um instante.

– E... Ele morreu, Castiel... – Dean disse, lembrando-se do ocorrido e falando num tom sério. – Ele e minha mãe morreram num acidente de carro, nesse sábado. – Castiel parecia assustado.

– M... Morreram?... – Dean confirmou com a cabeça. – M... Mas, isso não significa que carros são perigosos? – Castiel perguntou.

– Bem, na maioria das circunstâncias, não... Mas, com meus pais, foi sim. – Dean disse, enquanto pegava o controle da garagem e apertava um botão.

– E... Eu estou com medo, Dean... – Castiel disse enquanto abraçava seus joelhos com seus braços e mãos. – E... Eu vou morrer num acidente de carro, também?

– O quê? N... Não, Castiel... – Dean suspirou. – Não, você está segurou comigo... – Dean segurou a mão de Castiel. – Não precisa ter medo.

– T... Tudo bem. – Castiel parecia estar um pouco menos nervoso.

...

  Dean gostaria de ir até um lugar discreto, mas ele adoraria dar as melhores roupas para Castiel, então ele não teve escolha senão ir num shopping, ele tinha plena consciência das câmeras, mas algo que ele havia pensado antes fazia com que ele não às temesse... Enquanto ele dirigia, Castiel olhava tudo com um notável brilho nos olhos.

– É tudo tão lindo! – Castiel disse, Dean sorriu.

– Você gostou? – Dean perguntou.

– É claro que eu gostei!... – Castiel sorria. – Aqui é tudo tão claro... E vivo. – Dean estava começando a estranhar aquilo.

– C... Castiel... – Dean se arriscou a fazer uma pergunta. – Como era o lugar onde você morava?

– Uh... – Castiel parecia apreensivo. – Era bem legal, também.

– T... Tem certeza? – Dean perguntou.

– T... Tenho. – Castiel disse num tom um pouco duvidoso.

– Você está sendo sincero comigo? – Dean perguntou.

– E... Estou, Dean... É claro que estou. – Castiel disse.

– Tudo bem. – Dean sorriu... Ele ainda desconfiava de algo, mas continuou a dirigir.

...

– Pronto, chegamos... – Dean disse enquanto saía do carro... Logo ele abriu a porta para Castiel. – Pode sair. – Castiel obedeceu.

– Obrigado. – Castiel sorriu... Ele logo ficou do lado de Dean.

– Tudo bem, preste atenção... – Dean se aproximou de Castiel. – Lá dentro haverá várias lojas, que vendem várias coisas... Quando você ver uma roupa que te interessa, é só dizer, que nós vamos lá olhar, tudo bem?

– M... Mas, você não vai escolher pra mim? – Castiel inclinou a cabeça para o lado enquanto perguntava.

– Não, você vai escolher, porque só assim eu vou ter certeza de que gostou das roupas, ok? – Dean perguntou.

– Entendi, tudo bem. – Castiel sorriu.

– Vamos. – Dean segurou a mão de Castiel, então eles seguiram até a entrada.

...

  Para Castiel, aquilo era algo absurdo, um lugar cheio de luzes e de pessoas, era tudo muito bonito, o piso era um pouco escorregadio, havia crianças, adultos, pessoas de todas as idades, andavam por aí, entrando e saindo de diversos lugares, aquilo encantava Castiel, esse que andava de mãos dadas com Dean.

– Olhe, mamãe! Um rapaz com orelhas de gato! – Um garotinho disse enquanto passava, Dean tentou ignorar aquilo.

– E... Ele falou de mim? – Castiel perguntou inocentemente.

– Isso, Castiel... Ele falou de você... – Dean respondeu. – Mas tudo bem, não dê atenção a isso.

– Pode deixar... – Castiel olhou pra baixo... Ele não pôde deixar de notar que muitas outras pessoas o olhavam de forma diferente, Dean teria coberto as orelhas dele com algo, mas ele temia que aquilo incomodasse Castiel, então ele decidiu não fazê-lo, àquela altura, ele já não sabia se estava ou não arrependido... Castiel viu algo que o deixou interessado. – Olhe, Dean! E... Eu gostei daquela roupa. – Castiel sorriu enquanto olhava em direção a um pijama listrado de cor azul clara... Dean certamente estranhou aquilo, mas Castiel era livre para usar o que ele bem entendesse, então ele não se importou muito.

– Aquele pijama azul? – Dean perguntou.

– Isso!... – Castiel respondeu. – E... Eu posso tê-lo? – Castiel perguntou enquanto gaguejava.

– É todo seu, Castiel... Vamos. – Eles se dirigiram até a loja.

...

– Bom dia, senhores. – A atendente falou, ela tentou fingir que não percebeu as óbvias orelhas felinas de Castiel ali.

– Uh... Bom dia, eu gostaria daquele pijama ali... – Dean apontou para o pijama. – Para esse carinha aqui. – Dean colocou a mão no cabelo de Castiel, que não conseguiu evitar o típico ronronar, quando Dean percebeu, ele tirou a mão vagarosamente.

– C... Claro, pode deixar... – Ela pegou o mesmo modelo do pijama e o apresentou. – Você gostaria de provar? – Ela perguntou para Castiel.

– Pode responder. – Dean sussurrou no ouvido de Castiel.

– S... Sim, senhorita. – Castiel olhou pra baixo.

– Tudo bem, fique à vontade. – Ela entregou a peça para Castiel, esse que a pegou e ficou ali, sem saber o que fazer.

– O... Obrigado. – Castiel respondeu gaguejando.

– Venha, vamos por aqui... – Dean o guiou em direção ao provador... A mulher certamente estranhou o fato de os dois terem entrado, geralmente era comum ela ver pais e filhos entrando juntos, mas dois adultos? Mesmo que os dois fossem namorados, ainda não é comum que os dois entrem juntos... Eles já estavam lá dentro. – Deixe-me te ajudar.

– Tudo bem. – Castiel sorriu, Dean tirou o sobretudo cinza que ele havia entregado a Castiel e o deixou pendurado no gancho que havia ali... Dean tirou o terno de Castiel, agora a parte que ele mais temia havia chegado, Dean começou a desabotoar os botões da camisa de Castiel, as mãos de Dean tremiam muito, mesmo assim, ele continuou... Dean tentava ao máximo não cair na tentação de tocar no corpo de Castiel, dane-se se ele já tinha dezoito anos, dane-se se Dean queria aquilo, o que importava mesmo era saber se Castiel queria aquilo, Dean não conseguiria viver consigo mesmo sabendo que tocou alguém contra a vontade dessa pessoa, sendo assim, ele resistiu... Dean tentou se distrair com alguma outra coisa, como a linda cauda de Castiel, essa que não parava de balançar para lá e para cá.

– Uh... – Dean tentou falar algo para se distrair. – Sua calça e sua cueca têm uma passagem para sua cauda... Quando chegarmos em casa, nós vamos cortar um espaço para ela no seu pijama, tudo bem?... – Castiel confirmou com a cabeça... Depois de ter tirado quase toda a roupa de Castiel, Dean sentia que não iria conseguir se controlar, ele já estava começando a suar frio, sendo assim, Dean logo o vestiu com o pijama. – E então, o que você achou?

– E... Eu adorei, Dean... – Castiel sorriu radiantemente. – Ficou muito confortável... Obrigado pelo presente. – Dean sorriu ao ver Castiel feliz daquele jeito.

– Que bom... Bem... – Dean olhou para o espelho. – Nós resolvemos o espaço para sua cauda depois... – A calça do pijama não se encaixava muito bem devido à presença da cauda. – Mas esse não é o seu único presente, fique à vontade para escolher quantas roupas você quiser, até o fim do dia, você merece. – Dean beijou a testa de Castiel suavemente.

– O... Obrigado. – Castiel ficou muito vermelho.

– Tudo bem, vamos colocar suas roupas de volta. – Dean disse, Castiel concordou com a cabeça, Dean o ajudou com as roupas, não demorou muito para eles saírem.

– E então, o que acharam? – A mulher perguntou.

– Vamos levar esse. – Dean disse.

– Claro, deixe-me ajudá-lo. – Ela pegou o pijama das mãos de Dean e o levou em direção ao caixa.

...

  No decorrer do dia, Castiel escolheu diversas roupas... Ele parecia muito, mas muito feliz... Dean ficava encantado ao ver Castiel sorrir de felicidade, sendo assim, aquele dia estava sendo incrível para os dois.

– E então, o que achou do seu aniversário? – Dean perguntou, eles já estavam no carro.

– Foi perfeito!... – Castiel sorriu. – Muito obrigado, Dean. – Mal era possível ver o rosto de Castiel, já que ele estava quase que sendo enterrado pelas sacolas com roupas, essas que ele abraçava com muito carinho.

– De nada, Castiel. – Dean sorriu.

...

  Quando eles chegaram em casa, Dean ajudou Castiel com as inúmeras sacolas, já estava de noite, depois de organizarem todas elas no quarto de Dean, eles desceram para comer alguma coisa... Dean logo preparou algo para eles jantarem, Castiel parecia animado pra provar.

– E então?... – Dean observava Castiel levar a comida até a boca. – O que achou?

– É bom! – Castiel disse enquanto sorria... Dean não pôde deixar de notar que havia algo de errado, Castiel parecia ter sentido algo estranho.

– O que foi? – Dean perguntou.

– E... Eu não sei explicar, parece que tem algo queimando a minha língua!... – Castiel pareceu que estava entrando em um leve estado de desespero, não porque ele sentia uma dor extrema, mas pelo seu terrível medo de... – Eu vou perder minha língua, Dean?! – Dean começou a rir.

– Não, Castiel... – Dean passou a mão pelo cabelo de Castiel. – Está tudo bem, é que tem um pouco de pimenta aí, quase nada, essa sensação vai passar logo. – Dean sorriu.

– Ah... – Castiel voltou ao normal assim que percebeu que a sensação não era tão ruim. – Entendi. – Castiel voltou a comer vagarosamente, Dean foi preparar o prato dele.

...

  Dean já estava jantando com Castiel já havia um tempo.

– D... Dean. – Castiel o chamou numa voz trêmula e baixa.

– O que foi? – Dean perguntou.

– E... Eu menti pra você, Dean. – Castiel disse, ele havia parado de comer, assim como Dean, que parou logo em seguida, ele já começava a se preocupar com a mentira de Castiel.

– Q... Quando? – Dean perguntou numa voz suave enquanto olhava para Castiel, ele não queria fazer com que Castiel se sentisse repreendido, ele queria que ele se sentisse livre para falar sobre aquilo da maneira que achasse melhor.

– O... O lugar onde eu morava... E... Era... – Castiel não conseguia falar, ele gaguejava demais, Dean se aproximou dele e colocou suas mãos nos ombros de Castiel.

– Castiel, pode falar, não tenha medo... – Castiel havia começado a chorar, aquela solitária lágrima deslizava pelo lindo rosto dele, Dean se sentia péssimo ao vê-lo assim, ele enxugou as lágrimas dele assim que pôde. – Não chore, Castiel... Está tudo bem, pode me dizer.

– Era horrível... – Castiel olhou pra baixo. – Era escuro, era solitário, eu via apenas algumas pessoas... Eu não falei porque... – Dean já sabia o que vinha depois.

– Porque eles te ensinaram a não falar sobre isso, não é?... – Castiel confirmou com a cabeça, ele ainda chorava. – Filhos de uma puta.

– E... Eu não falaria, mas eu não gostei de mentir pra você, eles disseram que os donos dificilmente perguntariam de onde eu havia vindo... – Castiel ainda olhava pra baixo. – E... Eu tenho muito medo daquele lugar, Dean. – Dean não sabia o que dizer, ele não conseguia compreender como alguém faria mal a Castiel, ele o abraçou em seguida.

– Castiel... Você não está mais lá, agora você mora comigo, você é livre, Castiel... E... Eu gosto muito de você, eu jamais faria mal a você, jamais! – Dean olhou fundo nos olhos dele, Castiel parecia assustado, mesmo assim, como forma de reação, Castiel beijou a boca de Dean, beijo esse que durou só meio segundo, Castiel parecia constrangido.

– D... Desculpe, eu não devia ter feito isso, disseram-me que... – Dean o interrompeu.

– Dane-se o que te disseram, você quer me beijar?... – Castiel confirmou com a cabeça. – Então que seja... – Dean o beijou, Castiel o beijou de volta, os dois adoraram aquilo, Castiel nunca se sentiu tão seguro com alguém... De alguma forma, ele já adorava Dean. – E então... Como se sente? – Dean olhava pra Castiel.

– M... Muito bem... – Castiel sorriu. – Obrigado, Dean.

– Eu que agradeço, isso foi demais. – Os dois ficaram vermelhos.

– F... Foi sim. – Eles voltaram a comer para esconder o momento levemente embaraçoso.

...

  Depois do jantar, Castiel foi tomar banho.

– Então... Você quer usar o seu novo pijama? – Dean perguntou, Castiel estava na frente dele, só de toalha.

– Quero sim, Dean. – Castiel confirmou.

– Vou pegá-lo pra você... – Dean entrou no quarto e procurou no meio das sacolas... Logo ele o achou. – Aqui.

– Obrigado. – Castiel o pegou e entrou no banheiro para se trocar.

...

– Como eu estou? – Castiel perguntou.

– Lindo... – Dean disse, sorrindo. – Mas nós temos que resolver isso. – Dean apontou para a cauda dele.

– Ah sim. – Castiel olhou para sua cauda.

– Espere aí, já que eu volto... – Dean desceu e rapidamente retornou com uma tesoura. – Pronto, olhe, Castiel... Eu preciso que me entregue sua roupa e seu pijama, fique no banheiro enquanto eu faço os cortes.

– T... Tudo bem. – Castiel pegou suas roupas e as entregou a Dean, esse que as pegou e ficou à espera de Castiel.

...

– Pronto. – Castiel abriu um pouco a porta e entregou o pijama.

– Obrigado, espere aí... – Dean foi até seu quarto, ligou a luz e colocou as duas calças na cama para ter uma base de onde deveria cortar. – Caramba, o corte na calça do Castiel é um círculo perfeito... Essa tal de CDN não brinca no trabalho... – Dean pegou um marcador e desenhou um círculo enquanto comparava os locais, não demorou muito para ele conseguir fazer um corte não tão bom, mas que serviria muito bem, ele logo voltou até Castiel. – Pronto, Castiel. – Castiel abriu um pouco a porta e pegou o pijama das mãos de Dean.

– Obrigado. – Castiel agradeceu.

...

– Agora sim... – Dean falou. – Você fica muito fofo nesse pijama. – Castiel ficou um pouco vermelho e olhou pra baixo.

– Obrigado. – Castiel bocejou.

– Está com sono?... – Dean perguntou, Castiel confirmou com a cabeça enquanto esfregava os olhos... Dean segurou sua mão. – Vamos dormir. – Dean o conduziu até o quarto.

...

– Dean. – Castiel estava na cama com ele... O local era iluminado por aquele mesmo abajur do dia anterior.

– Diga, Castiel. – Dean sorria para ele.

– O... Obrigado por ser tão bom comigo... – Castiel sorriu. – Do jeito que falavam, eu pensava que eu teria um dono autoritário e que adoraria me maltratar. – Castiel fez um olhar triste.

– Castiel... – Dean suspirou. – Você provavelmente teria um dono assim, pra ser sincero, eu acho que poucos nekos tiveram a mesma sorte que você teve. – Dean colocou a mão no rosto dele.

– O que você acha que aconteceu com eles? – Castiel perguntou.

– Castiel... Eu não sei te dizer, mas provavelmente são coisas muito ruins... Coisas que ninguém na vida deve passar. – Dean falou enquanto olhava fundo nos olhos de Castiel.

– V... Você acha isso certo? – Castiel perguntou inocentemente.

– Claro que não, isso é muito, mas muito errado... Todas as pessoas deveriam ter o direito de serem felizes, mas vocês foram forçados a fazer coisas que provavelmente não gostariam. – Dean suspirou.

– Quer dizer que... Eu tenho o direito de ser feliz? – Castiel perguntou no mesmo tom inocente de antes.

– É claro que tem... – Dean sorriu pra ele. – Diga-me, Castiel... O que você mais quer em toda a sua vida?

– O que eu mais quero... Em toda a minha vida? – Castiel perguntou.

– Sim, qual é o seu maior desejo? O que você mais anseia e espera? – Dean perguntou.

– B... Bem... – Castiel olhou para outros lugares enquanto tentava se lembrar de algo. – No lugar onde eu ficava... Havia uma coisa por lá... E... Eu não lembro bem o nome, era algo muito bonito e... Tinha mais ou menos o tamanho da sua mão.

– D... Da minha mão?... – Dean olhou para a sua própria mão. – Como essa coisa era?

– Era... Era amarela, quero dizer... Não era completamente amarela, ela tinha umas coisas encima de um cilindro fino de cor verde, essas coisas encima dele tinham a cor amarela. – Castiel disse, Dean já sabia do que se tratava.

– Ah... Era uma flor, Castiel. – Dean sorriu para ele.

– Isso! Era uma flor!... – Castiel sorriu. – Ela era tão linda... Bem... Eu gostaria de um dia ver um lugar cheio delas... – Castiel suspirou. – E... Eu sempre quis isso, eu sonhava com isso quase todas as noites.

– Entendi... É isso o que você mais quer? – Dean perguntou, Castiel confirmou com a cabeça.

– É sim... Sabe, nesse lugar onde ficamos, é comum que o maior sonho encontrado por lá seja o de no mínimo sair de lá... – Castiel começou a se lembrar mais daquilo. – Eu disse que só via algumas pessoas por lá, mas nekos eu via muitos... Mas não fiz muitas amizades, as pessoas não gostavam quando nós conversávamos, passávamos a maior parte do tempo sozinhos.

– Bem... Eu não sei se isso te deixa feliz... Mas eu vou levar você para ver um campo de flores. – Dean sorriu.

– Vai? – Castiel perguntou entusiasmado.

– Claro, você merece... É o seu maior sonho, não é? – Dean perguntou.

– É claro que é!... – Castiel sorriu. – Obrigado, Dean... – Castiel aproximou o seu rosto ao de Dean, mas logo ele se afastou. – D... Desculpe.

– Não se desculpe, eu quero isso tanto quanto você. – Castiel ficou vermelho e beijou a boca de Dean suavemente.

– Obrigado, Dean... – Castiel sorriu. – Por me deixar ser livre. – Eles se abraçaram ali mesmo... Dean beijou a testa de Castiel.

– Boa noite, Castiel. – Dean disse.

– Boa noite, Dean. – Castiel disse... Logo eles foram dormir.

...

  Era questão de segundos para que Dean adormecesse, mas aí uma pergunta surgiu na sua cabeça, pergunta essa que o deixou acordado por muito mias tempo do que ele esperava.

  Se os nekos foram descobertos no ano de 2015, como Castiel podia ter dezoito anos?


Notas Finais


Ai ai... Aquele toque de mistério que eu tanto amo! Não há como negar, eu sou louco por mistérios! Meus amores, eu espero de verdade que tenham gostado, se possível, só se for possível, favoritem a fanfic e deixem seus comentários, eu ADORARIA responder a cada um de vocês, ok? Mas o próximo capítulo só sairá depois do capítulo de número 31 da outra fanfic sair, ok? Beijos enormes e até o próximo capítulo!


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