História O Menino Feliz - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Emanuel, Judht, Marina, Melinda, Suzana
Exibições 7
Palavras 1.367
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Espero que gostem deste meu trabalho novo S2!!!!!!

Capítulo 1 - A Áurea Feliz


Fanfic / Fanfiction O Menino Feliz - Capítulo 1 - A Áurea Feliz

Carta um: 15/01

São Paulo, 15 de janeiro, São Paulo, Capital

Querido pai,

Acabo de chegar no campus. Peço a você que não se preocupe eu estou bem. Estou ansiosa para as primeiras aulas, os professores já me conheceram e prometeram me emprestar os livros de estudos sobre a Grécia, Roma e Mesopotâmia.

As aulas começam em um mês e já conheci uma menina que estuda aqui faz três anos, disse ela que a faculdade tem recursos inimagináveis! Participamos de movimentos culturais e políticos!

Marina, minha companheira de quarto marcou comigo de irmos até o shopping para comprarmos roupas, já que nenhuma de nós trouxemos. Iremos comprar algumas para passar este verão que mais parece inverno! Mal cheguei aqui e já me banhei de agua de chuva.

Espero que as coisas por aí estejam boas, afinal Suzana acaba de se formar do ensino fundamental! Estou orgulhosa de minha pequena. Soube também que Suzana está em outra igreja, uma tal de Metodista. Fico chateada claro, crescemos na católica e agora ela que simplesmente se revolucionar indo para uma evangélica. Mas pai, deixe ela ir, se isso faz bem a ela que seja! Já ouvi histórias de pessoas que se converteram aos protestantes e os pais perseguiam os filhos.

Talvez lá Suzana seja feliz realmente...

 

Sem mais delongas e vamos para o assunto principal: Eu estou em São Paulo sim pai. Talvez você ainda não se tocou, mas eu cresci, e agora tenho 18 anos e estou em São Paulo, em uma faculdade da UFSP.

Talvez eu estou sendo dura com você, mas esta é a realidade, pai. Espero que o senhor entenda.

Nunca se esqueça que eu te amo muito, você e a mamãe, amo vocês e vou procurar mandar uma carta de bimestre á bimestre. Como eu fazia na época de escola.

Amo vocês.

De sua filha

Melinda...

 

Guardei a caneta no bolso e reli a carta, a brisa batia em meu rosto suavemente fazendo meus pelos eriçarem pelo frio repentino. Arrumei o cachecol no pescoço e me levantei do banco sentindo minhas pernas tremerem. Finalmente meu sonho estava se realizando e o medo tomava conta de meus sentimentos, mas claro que não podia demonstrar isso para meus pais, afinal, já perdi as contas de quantas vezes eu tive que insistir para vir aqui, não é agora que vou voltar atrás.

Meus passos eram leves nas folhas secas que estavam caídas no pátio, olhava para o céu nublado encantada com tamanha beleza do mesmo. Lembrei-me de Suzana, o que fez ela ir para uma igreja evangélica? Crescemos como apostólicas romanas, fizemos catequese e também fizemos a corte juntas! Como de repente ela larga todo status para ir em uma igreja onde ela seria a menor de todas?

Ouço a voz de Marina chamando me tirando de meus devaneios, viro para trás observando a loira vir em minha direção correndo.

- Que tal irmos agora? O shopping não está tão cheio a essa hora, a maioria do pessoal está viajando e de noite os baladeiros veem e não deixam espaço para ninguém. – Perguntou Marina arrumando o cabelo longo e liso em um rabo no topo da cabeça.

Observo a rua vazia e penso da possibilidade. Prendo meu cabelo e sorrio em forma de resposta:

- Vamos.

 

Acho que esqueci que eu estava em São Paulo, e que a dimensão de “poucas pessoas no local” é diferente da minha. Chegando perto do shopping já avistei a multidão passeando e fazendo algazarra. Nas paredes casais se beijavam... não, se engoliam. Na entrada pessoas gritavam para se comunicar. Olhei para Marina e vi o sorriso amarelo que ela fez para mim.

- Já que estamos aqui, vamos logo fazer isso. – Sorri para ela e entrei para o shopping.

Marina ajustou os óculos pretos estilo gatinho, nos olhos enormes e azuis e ajustou o rabo de cavalo adentrando a multidão que se formava na entrada.

Passar pela multidão foi difícil, quando entrei no shopping tirei meu cachecol pois o esforço que teve que ser feito para entrarmos no local me deixou quente. Coloquei o cachecol na bolsa e arrumei meu croppedd. Marina logo se pronunciou:

- Vamos, o segundo andar é melhor em questão de roupas.

Assenti e começamos a andar. Observei as pessoas que estavam no local, meninas e meninos riam e brincavam no shopping, alguns casais se beijavam ou se abraçavam, amigos cantavam músicas em coral e velhos andavam de mão dadas lentamente. Logo avistei algo que me chamou a atenção. Um menino moreno de olhos verdes e cabelo preto estava sentado sozinho em um banco, em sua mão tinha uma bíblia e ao seu lado uma mochila preta. O menino lia com toda a atenção do mundo, e do outro lado se encontrava um caderno e caneta que de vez em quando ele anotava algumas coisas.

Algo naquele homem era diferente, não era a bíblia e muito menos sua beleza, mas algo de outra forma. Aquele garoto tinha uma áurea de felicidade talvez, mas algo nele me chamava atenção...

- Vamos Melinda, as roupas são no segundo andar. – Chamou Marina perto das escadas rolantes. Olhei para a loira e a segui.

- Marina, - chamei-a – você por acaso conhece aquele homem que estava lendo a bíblia no andar de baixo? – Perguntei assim que chegamos no segundo andar.

- Um moreno de olhos verdes?

- Sim!

Marina assentiu olhando ao redor à procura de lojas de qualidade para serem feitas as compras.

- Este é Emanuel Benez, irá fazer história na UFSP este ano. O homem é um lunático! O tempo todo ou lê a bíblia ou fala de Jesus! Veio para São Paulo por agora, mandado por uma igreja de Belo horizonte em minas gerais. Ele tem um blog “evangelístico”, como ele fala, e está ficando bem famoso de acordo com o tempo, dá palestras em várias igrejas e escolas laicas. E também é filho de pastor, com certeza veio para cá somente para arrecadar dinheiro!

Olhei mais uma vez para baixo na esperança de ver o homem... o que o faz ser um lunático? Será que foi por causa da mesma áurea que ele tem que minha irmã deixou a igreja católica? Ou será que...

- Mas vamos deixar este homem de lado! Temos compras a fazer!

 

A tarde passou rápida, meus braços pesam de tantas sacolas com compras. Marina anda sorridente no escuro das ruas de São Paulo, cantando uma música estranha que pode ser de qualquer tipo de língua menos inglês e árabe!

Observo as estrelas que brilham no céu e tento enxergar um pouco mais delas, afinal, a iluminação de São Paulo ofuscam essas belezuras. Andava calma esmagando as folhas secas caídas no chão.

- Precisamos ir mais rápido Melinda, andar sozinha a esta hora com sacolas e mais sacolas é perigoso. – Falou Marina olhando em alerta ao redor, logo tive medo e me pus a correr pelas ruas de São Paulo.

Corremos três quarteirões sem nem mesmo olhar para atrás, até nos encontrarmos no Campus. Olhei a loira e sorri ofegante, arrumei meu cachecol que havia colocado durante o caminho e entrei na faculdade.

Subimos as escadas e eu entreguei minhas compras para Marina:

- Vá e coloque elas em minha cama, preciso comer algo, estou faminta. – Pedi subindo minha calça.

Marina assentiu e distanciou-se, logo sai do prédio e me direcionei ao refeitório. Fui até a lojinha e comprei uma coxinha. Olhei ao redor e suspirei, estes seriam longos anos.

Andei em direção à uma arvore e me sentei no banco logo abaixo. Olhei para frente observando as pessoas.

Meninas jogavam charmes em meninos, amigos riam, pessoas solitárias liam livros em cantos isolados, góticos conversavam entre si, pessoas riam e brincavam, outras chorava, umas com consolo e outras sem.

Logo vi o homem do shopping, o tal Emanuel, onde ele passava pessoas olhavam e cochichavam. Senti mal por ele, talvez o garoto não fosse da maneira que estão pensando que é. Nem todos os pastores são ladrões. E não é por causa que o garoto é filho de um que também é!

Levantei do chão e amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo, pronta para desvendar os mistérios que aquele menino guardava.


Notas Finais


E ai gostaram? comentem e favoritem, me ajuda muito a continuar


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